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O que você faria se ganhasse ou recebesse 1 milhão de reais? Tem muita gente que não tem noção dessa cifra e ficariam perdidinhas ou usariam o dinheiro apenas em consumo. Nesse podcast ofereço reflexões sobre como você poderia usar o dinheiro e dou minha opinião sobre o que eu faria caso fosse agraciado com tal soma.

Antes de começarmos a falar desse assunto, eu gostaria de te agradecer. Esse é o podcast nº #120, o 100º podcast que produzo do Investidor Inteligente. Ao longo dessa caminhada, soube através de testemunhos, através de contatos realizados por e-mail, por WhatsApp, por Facebook na minha própria fanpage ou na fanpage dO Investidor Inteligente, pelo Instagram, através de atendimentos individuais a clientes de diferentes partes do Brasil e do mundo que o que tenho produzido com tanto cuidado, com tanto zelo tem trazido melhoria, construção, desenvolvimento na vida financeira e na vida pessoal de quem me escuta.

Sou só mais uma voz diante de várias outras que existem, talvez mais famosas, talvez mais eloquentes, mas tenho tido o feedback de estar contribuindo direta e indiretamente. E isso tudo é, primeiramente, graças à Deus (pela oportunidade, pela sabedoria e direcionamento) e também graças à você, que já me escuta há algum tempo ou que está começando a me escutar agora. O sucesso também é seu! No podcast de hoje vamos tratar de uma linha de raciocínio que pode te dar uma noção de toda a estrada rumo à sua independência financeira. Na primeira parte vou te sugerir esse caminho e na segunda parte vou te apresentar a minha opinião, o que eu faria se ganhasse 1 milhão de reais.

O desejo de alcançar a marca de 1 milhão de reais vem importado dos EUA, com a ideia do sonho americano de se tornar milionário, fazer fortuna, construir um volume gigante de recursos financeiros ao longo da vida – no caso de lá, a ideia seria alcançar 1 milhão de dólares. Isso com a finalidade de se tornar financeiramente independente.

São dois conceitos que podem se relacionar, mas não necessariamente. Primeiro que, dependendo da estrutura do seu padrão de vida, você pode se tornar financeiramente livre bem antes de chegar à 1 milhão de reais. Depois disso, se quiser aumentar seu patrimônio para alcançar e/ou ultrapassar o milhão, é uma questão de escolha, desde que seu padrão de vida não se altere muito ao longo dos próximos anos. É lógico que, nesse caso, o ingrediente primordial para a manutenção do padrão de vida teria a ver com taxa: qual retorno médio (mensal, semestral ou anual) é gerado pela massa de recursos que mantém seu estilo de vida. Para algumas pessoas o volume financeiro acumulado para se tornar financeiramente livre é inferior à R$1 milhão; para outras, pode ter que ser alguns milhões.

Mas e se você recebesse ou ganhasse agora 1 milhão de reais (líquido de qualquer custo)? O que você faria?

Não tem resposta pronta para essa pergunta: existem sugestões. Se você quisesse torrar o seu dinheiro, comprando tudo o que não podia até então, esbanjando, ostentando, fazendo tudo o que o dinheiro pudesse permitir, casas, carros, viagens luxuosas, etc… bom, se é isso que brota da sua vontade, então provavelmente você ainda não tem uma mente milionária. Ainda está com uma mente consumista: e convenhamos, 1 milhão de reais nos dias de hoje é muito dinheiro, mas não é tanto dinheiro a ponto de gastar, gastar e gastar e não acabar. Dinheiro nesse nível, só se você acertou sozinho as 6 dezenas da Mega Sena da Virada! 1 milhão de reais pode ser usado com muita facilidade: por exemplo, se você quiser viver em uma casa com esse perfil, como talvez nunca tenha tido oportunidade, esse valor some rapidinho da sua conta bancária. É muito dinheiro, mas não é infinito.

Entenda: eu não sou contra o consumo; eu fico incomodado com o consumo sem propósito, exagerado. Além do mais, se você receber um volume desse de forma inesperada você faz o que quiser. O dinheiro é seu. Mas se quiser usar com prudência e sabedoria eu tenho algumas ideias para te propor, pelo menos para refletir.

1 milhão de reais à sua disposição pode resolver sua vida ou pelo menos boa parte dela. Como disse antes, vai depender do seu padrão de vida e do que você fizer com esse dinheiro. E se, além de usar o dinheiro para consumo você também tem no seu coração o propósito de aumentar o patrimônio ou de pelo menos preservar o capital visando manter um nível de renda passiva, é necessário investir o recurso.

Investir em quê? Depende.

Imóveis?

Tem gente que usaria esse dinheiro para comprar imóveis ou investir em construção para posteriormente vender os imóveis e aumentar o capital. É uma ideia, desde que você saiba bem o que está fazendo. Se não tem experiência, não sabe como funciona o negócio, OU estuda bem antes de fazer, se aconselha com quem faz e testa devagar e depois vai aumentando seu envolvimento OU passa longe. O mercado de construção ou compra e venda de imóveis envolve uma soma substancial de dinheiro e se fizer um investimento mal feito o prejuízo é imenso, pois, geralmente, não existe tanta possibilidade de diversificação com esse montante.

Novo negócio?

Outras pessoas podem apontar que a melhor oportunidade para aumentar o patrimônio é através do empreendedorismo. Também é uma boa ideia, desde que você saiba o que está fazendo. Direcionar seu recurso para um negócio da moda, que promete render rios de dinheiro no curto prazo a troco de um aparente investimento baixo de tempo, esforço, neurônios… parece ser uma boa forma de perder o capital. Negócios precisam de estudo: estudar viabilidade, mercado, concorrência, fazer um bom plano de negócios, entender se realmente vale o investimento e se tudo estiver com uma boa dose de consciência, pode-se arriscar.

Entenda: quando se fala de investimento (se em imóveis, se em negócios, se no mercado financeiro) não existe garantia de ser o melhor investimento. Qualquer investimento tem risco, até aqueles que são pré-fixados. Não existe essa de investimento sem risco. Sempre tem risco associado.

Mercado financeiro?

E se for colocar o dinheiro no mercado financeiro? Bom, aí temos uma gama maior de produtos para escolher. Não que não existam imóveis ou negócios diversos, possíveis de investir. Mas no mercado financeiro a gente sabe que pode investir em negócios (empresas da bolsa, por exemplo) e também em imóveis (fundos imobiliários, por exemplo): sem necessariamente ter que se tornar um especialista ultra conhecedor de todos os detalhes daquilo que se investe. Isso não significa que não tenhamos que estudar. Sim, temos; talvez até mais do que as outras possibilidades, mas provavelmente não tão profundo quanto.

Mas o que você faria se tivesse 1 milhão de reais e quisesse aplicar no mercado financeiro? Bom, com esse volume você possui praticamente todas as opções disponíveis, desde Tesouro Selic a estratégias avançadas no mercado de opções. O leque amplia bastante. Aí retornamos a alguns pontos que já tratei em outros episódios do podcast. Onde colocar o seu dinheiro tem a ver com:

  • o que você quer exatamente (nesse exemplo, estamos falando de liberdade financeira);
  • o seu nível de conhecimento em relação aos diferentes produtos financeiros (você já encontra uma lista de vários produtos de renda fixa e renda variável em detalhes; os próximos podcasts vamos aprofundar mais em renda variável);
  • e, não menos importante, o seu grau de tolerância emocional ao risco, às oscilações, à perda real ou potencial.

Quanto mais você sabe como funciona, mais conhecedor é e entende as possibilidades positivas e/ou negativas; e também sabe até onde quer ou pode correr em termos de risco, até o limite em que seu coração suporta as oscilações; e sabendo o que quer, consegue definir objetivos, valores, tempo e propósito.

Não sabe por onde começar? Comece pelo mais simples: Tesouro Direto (são 3 tipos de produtos diferentes: Selic, Pré e IPCA); CDBs, LCIs ou LCAs, LCs; com esse volume de R$1 milhão, CRIs ou CRAs; pode pensar colocar recurso em bons fundos com taxas baixas e com excelentes históricos de retorno e desempenho (de renda fixa, de inflação, multimercados, de ações, cambiais); debêntures; alguma coisa em ETF para experimentar bolsa de valores sem ter que aprofundar demais e sentir como que é operar em bolsa, as oscilações, etc.; e se gostar desses movimentos, se não se sentir desconfortável, pode começar a estudar sobre estratégias em fundos imobiliários e em ações. Essa sequência é um bom caminho para progredir na sua evolução patrimonial, na medida em que você vai se transformando em um investidor ainda mais inteligente e mais maduro. Eu te prometi que diria o que eu, Phillip, faria se ganhasse ou recebesse 1 milhão de reais. A partir de agora é minha opinião; não necessariamente você tem que concordar ou discordar e tem a ver com o que eu vivo e acredito, inclusive um mapa de mundo além do mundo financeiro.

Se eu, Phillip, recebesse 1 milhão de reais, o que faria?

Em um primeiro momento, eu tenho que te dizer que, no meu entendimento, esse recurso todo não seria meu. Estaria sob a minha posse, a minha responsabilidade, mas não seria minha propriedade. Ele seria de quem eu sirvo, que nesse caso é o senhor Jesus. Se você não acredita, se você discorda, você é livre para ter sua opinião; porém, como eu disse, esse é meu entendimento, portanto, seria o meu proceder. Se você ao menos tem curiosidade de saber como é a forma bíblica de lidar com recursos financeiros, fique à vontade para continuar escutando. Esse é um assunto que tem muitos outros detalhes, mas eu vou resumir em alguns pontos primordiais.

Talvez você possa pensar que dinheiro não tem nada a ver com isso, mas te digo que tem sim. O livro mais vendido de todos os tempos, talvez o livro mais popular em todo o mundo é a Bíblia Sagrada e ela traz mais de 2.300 versículos que tratam de dinheiro e riqueza: se dinheiro não fosse um assunto importante, certamente esse assunto não estaria na Bíblia que é a Palavra de Deus.

Com esse entendimento, com essa base, o meu proceder seria de acordo com o que é ensinado através das Sagradas Escrituras. Primeiro que, como é um grande presente e inesperado, em gratidão a Deus por confiar a mim tamanha soma de recursos eu devolveria de bom grado pelo menos 10% daquilo que Ele me deu. Sim, R$100 mil eu devolveria para Deus. Para onde? Provavelmente em forma de dízimo na igreja da qual eu congrego e que faz um trabalho espetacular, tanto social quanto de evangelização pelo Brasil e pelo mundo.

Com R$900 mil restantes, na estrutura de vida que tenho hoje, facilmente conseguiria alcançar minha independência financeira. No presente momento, ainda também estou no caminho; mas um montante desse já resolveria o meu jogo do dinheiro. Eu não vivo uma vida de ostentação, de luxo, não tenho um padrão de vida ultra arrojado. É claro que quando surgem ou construo oportunidades de aproveitar comidas, lugares, viagens, experiências bacanas eu usufruo; mas eu não preciso disso sempre e todo dia para me sentir realizado. Viver uma vida frugal tem a ver com outro princípio: contentamento. Contentamento não tem nada a ver com estagnação. Contentamento tem a ver com se sentir bem e confiar no sustento divino independente de circunstâncias. Eu sei que é desejo de muita gente alcançar a independência financeira: mas se tivermos o que comer, o que beber, roupas para vestir e um local para servir de teto, já deveríamos estar agradecidos e contentes. Entenda: não se trata de viver uma vida simples a ponto de passar necessidade. É exatamente o contrário: prosperidade, ao contrário do que muita gente tem em mente, significa ausência de necessidades. Então se você tem comida, bebida, roupa e um teto, suas necessidades básicas como ser humano estão supridas: você já é próspero e só por isso você já deveria ser grato. Tem muita gente que não tem nem isso; e essas pessoas precisam de ajuda, seja para se reerguerem, seja para se estruturarem. Com certeza você já ouviu sobre ou leu sobre a contribuição. Trata-se de ajudar a quem precisa, pois você sabe que já foi ajudado e faz isso porque já fizeram por você.

Então não significa que eu não deva desejar coisas melhores ou maiores para minha vida? Claro que pode. Se quiser se tornar um grande profissional para ajudar os outros e para isso precisa estudar ou pagar pelos estudos, deve almejar isso sim; se quiser se tornar empresário para ser responsável por várias famílias ao mesmo tempo, fazer a economia girar e produzir riqueza para mais pessoas, pode fazer isso sim; se quiser alcançar um patamar de renda para proporcionar maior conforto para sua família e para realizar seus desejos mais facilmente, também pode fazer isso. Tudo o que for verdadeiro, tudo o que for nobre, tudo o que for correto, tudo o que for puro, tudo o que for amável, tudo o que for de boa fama, se houver algo de excelente ou digno de louvor, pensem nessas coisas. Façam essas coisas!

Então, dentro desses R$900 mil reservaria parte do recurso para manter e sustentar minha independência financeira; isso é digno de louvor, porque eu teria 100% disponível do recurso mais valioso que um ser humano pode ter: tempo. Sim, todo mundo tem 24h a cada dia que se renova. Porém, parte desse dia (senão boa parte dele) é direcionada à um trabalho que produz ou pode produzir receita, dinheiro, com a finalidade de prover o nosso sustento e, se for mais que suficiente, ajudar ao próximo, construir patrimônio e realizar sonhos.

Tendo isso resolvido, tendo o jogo do dinheiro definitivamente vencido, outras oportunidades se apresentam. Talvez de poder continuar trabalhando, não por obrigação, mas com o propósito de dispor de toda remuneração para ajudar os outros sem que a própria vida seja prejudicada; talvez de poder não trabalhar e usar o tempo para ajudar outras pessoas de forma diferente, com obras sociais ou projetos que possam realizar uma contribuição ativa e significativa, de acordo com nossas habilidades e com nosso chamado ou propósito. Alcançar a independência financeira e não ter que trabalhar para produzir dinheiro é um marco muito relevante.

Parte desse capital, eu resolveria a questão da minha independência financeira: construiria uma carteira alinhada e balanceada com aquilo que já disse: produtos conservadores (Tesouro, CDB, LCI e LCA, por exemplo) e produtos arrojados (principalmente uma boa carteira de ações e uma carteira com fundos imobiliários); com outra parte desse capital eu ajudaria meus pais a resolverem algumas questões e conduziria o processo para eles se tornarem financeiramente livres. E ao longo do caminho continuaria trabalhando, escrevendo, ensinando sobre finanças, desenvolvimento pessoal, ensinando as Sagradas Escrituras (inclusive finanças bíblicas, da qual também sou professor) e poderia fazer isso sem necessariamente ser remunerado (e se fosse, esse recurso poderia ser direcionado para ajudar outras pessoas que realmente precisam).

O foco principal de toda essa conduta reside em um ponto que muita gente confunde. Muitos dizem que o dinheiro é mal, que ele corrompe as pessoas. Depende. Dinheiro expande o que você já é. Se você é mesquinho e avarento, com mais dinheiro vai se tornar mais mesquinho e avarento; se já é uma pessoa generosa, mesmo com pouco dinheiro, com mais recurso será mais generoso, com bastante liberalidade.

O ponto é que devemos cuidar da nossa fonte da vida: o nosso coração, pois onde estiver o seu tesouro, aí também estará o seu coração. Quando as Sagradas Escrituras se refere a coração, isso quer dizer pelo menos 4 coisas ao mesmo tempo: pensamentos ou mente, sentimentos, atitudes e decisões. Foi dito que que o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males. Portanto, o grande problema não é a pessoa gostar de dinheiro: o problema é se em seu coração a pessoa ama o dinheiro, ou seja, se idolatra as riquezas, as posses, os bens, o recurso financeiro que possui. O Único ídolo que deveria estar no coração de uma pessoa tem nome e o nome dEle é Jesus. O restante são apenas recursos dos quais somos chamados a ser mordomos fieis para ajudar outras pessoas enquanto estivermos nessa terra.

Espero que tenha gostado do episódio de hoje! Esse podcast é um exercício mental sobre como você poderia usar 1 milhão de reais, caso alcance essa cifra ou seja agraciado com esse dinheiro. Tem muita gente que não faz ideia do que fazer e se não parar para pensar sobre isso em algum momento, pode cometer erros graves: se não tomarmos cuidado, ele pode ser usado de forma imprópria e até te causar problemas, como o aumento temporário e artificial da estrutura de seu padrão de vida que pode também levar ao endividamento elevado. Porém, se o recurso for usado com sabedoria, ele pode ser fonte de construção da sua própria vida e da sua família, bem como pode ajudar mais pessoas direta ou indiretamente. Ainda é o objetivo de muita gente e, mesmo que ainda não tenha chegado lá, é bom pensar sobre o que faria se já tivesse isso em sua disposição.

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Ficamos por aqui e até a próxima semana com mais uma dica para a sua vida financeira! Aqui é Phillip Souza, o Investidor Inteligente!

Investidor Inteligente do Dicas Curtas

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