Ouça agora este podcast!“035 10 mitos sobre investimentos”

Olá, sou Phillip Souza, o Investidor Inteligente, do site DicasCurtas.com.br. Meu objetivo é ajudar a fazer com que você se transforme em um investidor inteligente que usa bem o dinheiro para alcançar seus objetivos de forma financeiramente saudável com foco em qualidade de vida. Todas as semanas estarei aqui com vocês compartilhando dicas para construirmos caminhos que levam à conquista de objetivos, à superação de desafios e também à independência financeira. Para ter acesso às dicas é bem simples: basta assinar ao podcast e acompanhar todas as semanas o Investidor Inteligente.

Muitos brasileiros ainda têm receio de tirar seu dinheiro da caderneta de poupança e investir em outros produtos, pois têm um trauma financeiro constituído há quase 30 anos, no final do governo Collor: quando o governo confiscou a Caderneta de Poupança e deixou muita, mas muita gente na mão. É irônico porque o produto financeiro confiscado é o mesmo produto em que as pessoas ainda insistem em manter com tanta persistência, quase 3 décadas depois daquele momento. Além desse trauma econômico, existem alguns mitos que, se não forem conversados, descontruídos, acabam se tornando verdades e fazendo você perder dinheiro ou deixar de ganhar tanto quanto poderia.

 

O primeiro mito é: O gerente do seu banco sabe onde aplicar o seu dinheiro. Deixa ser bem direto: o gerente do seu banco é o vendedor de produtos do banco, ele trabalha para o banco e tem que atender os interesses do banco do qual representa. Ponto. Infelizmente muitas pessoas ainda acreditam que o gerente do banco vai fazer o trabalho de consultor financeiro ou consultor de investimentos, ou, como é meu caso, indo muito além das decisões financeiras, procurando descobrir as causas reais, emocionais por trás do desejo ou objetivo da pessoa que me procura em algum trabalho, seja uma consultoria pontual ou um processo de coaching financeiro. Inclusive, se você quiser saber mais, pode entrar em meu site www.PhillipSouza.com.br, entrar em contato comigo ou por e-mail ou por WhatsApp para agendarmos a sua consulta. O gerente do banco tem metas para bater mensalmente, tanto na venda de produtos financeiros (seguros, planos de previdência, fundos, títulos de capitalização – que não é investimento) quanto abertura de contas. Entenda: o gerente do banco não é, necessariamente, seu amigo e ele geralmente não sabe onde investir o seu dinheiro de acordo com seus objetivos.

 

Segundo mito:Para se tornar um investidor precisa saber TUDO sobre finanças. Se fosse assim não existiram investidores nem no Brasil nem no mundo. Primeiro porque saber tudo sobre alguma coisa é pura pretensão: a pessoa pode ser ultra especialista em algo e ela não saberá de tudo. Segundo o que você precisa saber é sobre os investimentos que vai colocar seu dinheiro, a partir dos seus objetivos e quais são as possibilidades e riscos. Não precisa se tornar um especialista em finanças para poder investir seu dinheiro. Precisa apenas entender as regras essenciais do jogo e fazer, investir.

 

Terceiro mito:É preciso valores altos para começar a investir. Pura besteira. Ainda mais hoje em que existe uma competição forte entre os bancos, com inúmeros tipos de produtos financeiros, o grande volume financeiro não é pré-requisito. Existem títulos do Tesouro Direto, por exemplo, que não têm nada a ver com mercado bancário, em que o investidor pode começar com algo em torno de R$ 30,00 e, dependendo de qual corretora utilizada, a custo zero. Lógico, quanto mais disponibilidade de capital você tiver, melhor para você; mas essa que precisa de muito dinheiro para investir é outra baboseira que podem ter te contado.

 

Quarto mito: O dinheiro vai ficar bloqueado. Essa afirmação é parcialmente verdade. Existem alguns produtos em renda fixa que sim, seu dinheiro fica bloqueado: são chamados “sem liquidez”. Porém, esse bloqueio não é por tempo indeterminado: é informado o período de bloqueio e, realmente, não tem como mexer no dinheiro – contudo, em troca, você costuma receber uma rentabilidade maior. O que nos resta fazer é, mais uma vez, definir nosso objetivo, definir nosso perfil como investidor (conservador, moderado, arrojado) e a partir disso escolher os produtos que se encaixam com nosso objetivo, prazo e propósito. É tudo uma questão de definir a sua estratégia e ter consciência do que está fazendo.

 

Quinto mito: É muito arriscado perder o dinheiro em outros investimentos. Vamos segmentar essa frase. Arriscado comparado a quê? Se você está comparando um produto em renda fixa com um produto em renda variável está fazendo confusão. É como comparar ovo com banana – ambos são alimentos, e não têm nada a ver além disso. Agora, se você está comparando Caderneta de Poupança com algum produto, por exemplo, do Tesouro Direto (ambos são renda fixa) ainda assim é complicado afirmar que é muito arriscado: o Tesouro Direto, especialmente o produto Tesouro Selic, é considerado o título mais seguro (isso mesmo: MAIS SEGURO) da economia brasileira. É título soberano. Não dá para afirmar que é mais arriscado que a Caderneta de Poupança. Arriscado ou vantajoso/desvantajoso em relação a que aspecto? Essa é a pergunta que cabe mais, em relação a esse mito.

 

Sexto mito: Poupança é o investimento mais seguro que existe. Quando realizamos uma aplicação financeira em uma instituição bancária, o que estamos fazendo é emprestando dinheiro a ela, em troca do pagamento de juros de acordo com o produto financeiro escolhido. Isso vale para a caderneta de poupança. Contudo, o que garante a segurança da Caderneta de Poupança não é o produto: é o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) que é um fundo constituído para garantir o pagamento de alguns tipos de investimento em caso de calote ou quebra por parte do credor, entre eles a Caderneta de Poupança, Letra de Crédito do Agronegócio, Letra de Crédito Imobiliário, e Certificado de Depósito Bancário.

 

Sétimo mito: A poupança (e qualquer outra aplicação financeira) está para ser confiscada. É impressionante a quantidade de pessoas que guardam dinheiro em caso por acreditarem em boatos de calotes ou confiscos. Vale lembrar que dinheiro guardado em casa além de colocar em risco a sua segurança, não rentabiliza e perde valor ao longo do tempo devido o poder da inflação. Boatos como o confisco são infundados, pois após o plano Collor foram criados mecanismos de proteção para evitar que qualquer presidente promulgue uma lei com teor semelhante ao do confisco do Collor.

 

Oitavo mito: Não se perde dinheiro em renda fixa. Apesar do nome renda fixa sugerir uma rentabilidade garantida, isso não é verdade, pois esses ativos também têm volatilidade, mesmo que não seja como na renda variável, existindo também o risco de crédito e o risco de liquidez. Dependendo da movimentação das taxas e dos ativos, podem sim acontecer prejuízos, especialmente em ativos pré-fixados em que o investidor faça resgate antecipado, sendo que, nesse caso, é aconselhável que o investidor leve o título até o vencimento.

 

Novo mito: Imóvel é sempre um bom investimento. Todo tipo de mercado tem seus momentos de alta e retração. Os imóveis, sim, já fora um bom tipo de investimento. Entre 2010 e 2012 tivemos um “boom” no mercado imobiliário em que os preços dos imóveis estavam muito abaixo de seus pares globais e começou a ajustar rapidamente. Muita gente conseguiu realizar grandes lucros naquele momento; outros tentaram especular e, alguns, nessa brincadeira tentaram fazer o mesmo e conseguiram amargar prejuízos. Contudo, com a queda da taxa Selic nos últimos anos a renda proveniente de alugueis foi deixando de ser tão interessante, já que se pode encontrar no mercado rendimentos superiores aos praticados nos alugueis em ativos conservadores. Isso levou muitos investidores a venderem seus imóveis gerando algum recuo nos preços.

 

Décimo mito:Bolsa é cassino”. Apesar da sorte guiar alguns investidores, essa não é a forma mais indicada de se operar em renda variável. Costumo dizer que quanto mais complexo o investimento, mais conhecimento e prática você pode precisar ter, pois a quantidade de variáveis e informação aumenta significativamente. É o caso da bolsa de valores. As escolhas dos ativos devem ser feitas baseadas em análise técnica e/ou fundamentalista para que se tenha eficiência ao investir. Estar atento aos acontecimentos locais e globais, ao que a empresa está fazendo é importante para traçar uma boa análise e/ou estratégia de investimento. Apesar da imprevisibilidade, as escolhas devem ser baseadas a partir de um estudo bem feito, seja pelo próprio investidor, seja por um bom analista. Só assim a sorte (a ideia de cassino) não será a principal influenciadora dos resultados obtidos.

 

E aí, quais outros mitos você acrescentaria nessa lista? Participe conosco nas diversas redes sociais, curtindo a fan page do Investidor Inteligente bem como participando do grupo da página no Facebook e realizando seus comentários, enviando dúvidas e sugestões.

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