Ouça agora este podcast! “026 5 orientações inteligentes para aproveitar melhor o seu dinheiro nas compras”

Comprar é uma atividade que proporciona prazer, não só pelo ato em si, mas sim por conquistar, obter aquilo que se deseja (inclusive, se você tem prazer somente pelo ato de comprar isso pode ser traço de algum desajuste psicológico que precise ser tratado. Fique atento!). Comprar traz a sensação de prazer, mas também a sensação de alívio diante daquele momento pré-compra, o momento de espera, da expectativa. Mas o que você deveria ponderar para aproveitar melhor o seu dinheiro nas compras? É sobre isso que vamos falar no episódio de hoje.

 

Por mais simples que pareça e por mais que estejamos acostumados, comprar bem não implica apenas em realizar a transação dinheiro pra lá, produto ou serviço pra cá. Comprar bem envolve o planejamento e compreensão emocional da compra em si. Quantas vezes em compras grandes ou pequenas você já não se descuidou porque estava com suas emoções afloradas ou descoordenadas? Não se culpe. Todo mundo comete deslizes. Mas isso não é justificativa para você ficar parado na passividade e deixar a vida te levar pra lá e pra cá em relação ao seu comportamento de compra.

Nos próximos minutos vamos conversar sobre 5 orientações práticas que podem te levar a fazer compras mais conscientes que provoquem a sensação de satisfação por ter feito uma boa compra, no que quer que seja. Nossos recursos financeiros são finitos, portanto temos de procurar realizar compras inteligentes aproveitando o dinheiro da melhor maneira possível, para que possamos consumir e também realizar nossos sonhos de consumo. Se essas orientações forem praticadas, certamente farão uma grande diferença em sua vida financeira.

OLHAR O QUE VOCÊ JÁ POSSUI

A primeira coisa que devemos fazer quando estamos pensando em comprar alguma coisa é olhar o que já possuímos. Devemos olhar nosso armário com carinho, ver quais roupas ainda não foram usadas, quais não vão ser usadas (e, consequentemente, podemos desfazer delas doando ou mesmo vendendo, por exemplo), quais acessórios podem ser aproveitados e reinventados na chegada da próxima estação e verificar quais objetos temos e que podem ser interessantes sem que precisemos adquirir coisas novas.

Muitas vezes compramos pela simples herança de acumular as coisas. Esse comportamento tem várias origens, sendo que uma das principais é o comportamento de nossos pais ou avós no período em que o mundo experimentou as Grandes Guerras em que os recursos eram muito escassos e era interessante estocar as coisas, especialmente alimento. O detalhe é que nossa mente costuma generalizar comportamentos irrefletidos, muitas vezes inconscientes, levando-nos a acumular além de comida, roupas, calçados, objetos de decoração e mais uma parafernália de coisas muitas vezes desnecessárias. Junta isso com a cultura latino-americana de consumo, aí já viu, vamos acumulando um monte de coisas que depois de certo tempo nem nós mesmos sabemos o que compramos ou temos.

Por isso também que é fundamental, antes de ir às compras, olhar o que já possuímos. E, de preferência, dar um fim nesse acúmulo desmedido. Dica: limpe seu quartinho ou gaveta ou parte do armário que tenha suas bagunças!

RESPONDER ÀS DUAS PERGUNTAS ESSENCIAIS

O segundo passo que mistura razão com emoção é responder à duas simples perguntas que estimularão a sua consciência financeira. Se você se habituar a fazer só isso, muitas vezes você vai conter certos impulsos de consumo inadequados. Você deve responder antes de realizar qualquer compra: “Será que REALMENTE PRECISO daquilo que quero comprar?” e “Será que eu TENHO CONDIÇÕES de comprar o que desejo?”

A primeira pergunta vai de encontro com a real necessidade do uso daquele dinheiro para o consumo. Às vezes é desejo – e não tem problema nenhum em tê-los, desde que eles não atrapalhem seus planos e sua vida financeira. A segunda pergunta vai te levar a pensar seriamente se você tem condição de bancar essa aquisição e se ela não vai bagunçar sua vida, caso ela seja realizada. É uma pergunta que costuma evitar parcelamentos e contabilidade mental.

Sempre que olhar um produto (um eletrônico, uma roupa, qualquer coisa que desejar comprar) faça-se essas duas perguntas. Isso vai ajudar bastante a definir melhor os limites e aproveitar melhor aquilo que você já tem.

USE A REGRA DAS 24 HORAS

Quando encontrar um produto em alguma loja, algo que queira muito, você deve esperar 24 horas antes de realizar a compra – independente do que seja. Volte para sua casa, deixa o dia passar, vá dormir: com isso você dá tempo de seu cérebro processar as informações além de ter a possibilidade de poder ponderar outras coisas além da compra. Se depois de passadas essas 24 horas, você acordar no outro dia, ter plena convicção de que deve efetuar a compra, ficar desesperado, é porque precisa e quer muito aquilo que deseja. Provavelmente vai comprar. Para a maioria das pessoas, porém, as horas, o dia vai passar e você vai acabar compreendendo que não tinha a necessidade de realizar tal compra e não terá usado seu dinheiro de forma desnecessária.

Um simples comportamento de postergar a decisão de compra por um dia pode te salvar de culpa, arrependimento e constrangimento. As estratégias publicitárias e do marketing estão cada vez mais sofisticadas e nos afetam com apelos bastante viscerais, sem que percebamos. Mensagens subliminares, apelos ao nosso status, ao ego, à ideia de pertencimento ou exclusão de determinado grupo. Estratégias que se alinham à nossa biologia e condicionamentos psicológicos relacionados à sobrevivência de tal modo que, se não nos precavermos, o dinheiro vai embora junto com nossos sonhos e os nossos objetivos.

NÃO COMPRAR QUANDO ESTIVER INFLUENCIADO POR ALGUMA EMOÇÃO

De certo modo, dando continuidade ao terceiro ponto, quando estiver triste ou mesmo muito eufórico NÃO REALIZE COMPRAS. Evite passar no supermercado, em shoppings, em lojas – evite a tentação. Fuja da aparência do mal!

Quando você está chateado com alguma situação ou caso tenha acontecido alguma coisa desagradável você tende a realizar compras com o objetivo de sanar esse incômodo, esse desconforto. O consumo provoca boas sensações de prazer, porém você pode tomar decisões erradas sob uma emoção negativa disparando alguns gatilhos – dentre eles o gatilho do consumo que prejudicará suas finanças.

Evite fazer compras quando estiver estressado, nervoso, chateado ou mesmo muito eufórico: o extremo do lado positivo também pode te prejudicar, pois provocará a sensação de que você tem a necessidade de se presentear e acabará gastando mais do que você pode.

Aqui reside uma premissa de condicionamento de comportamento muito forte e que costuma ser bastante inconsciente: se ao longo do tempo você vai repetindo esse comportamento (estou triste, realizo uma compra, amenizo meu incômodo, fico triste de novo, faço uma compra, amenizo meu incômodo e assim sucessivamente) vão sendo criadas associações poderosas que para aliviar ou dar vazão à emoção (tristeza, raiva, ansiedade, estresse, alegria, etc) é necessário comprar. Essa pode ser a porta de entrada para o estabelecimento de um hábito de compulsão de compras. Fique atento!

SER CLARO SOBRE SEUS OBJETIVOS E PRIORIDADES

Talvez essa devesse ser a primeira orientação: se você tiver bem definido aquilo que você quer para sua vida e para sua vida financeira, tiver objetivos bem claros e prioridades bem estabelecidas muito provavelmente você fará compras muito mais conscientes. Antes de realizar aquela compra manifestada pelo desejo estão seus objetivos e a consciência que o uso dos recursos financeiros para dar vazão à desejos momentâneos podem te afastar da realização de grandes sonhos e projetos. Não tem jeito: cada escolha envolve uma renúncia – e você pode escolher o que quer renunciar.

Vale lembrar que no momento em que eu escolho por priorizar meus projetos e sonhos futuros não necessariamente isso me fará uma pessoa infeliz. Eu posso ter momentos de felicidade e satisfação com uso de pouco ou nenhum dinheiro. Uma das palavras de ordem quando esbarramos nessas questões é o equilíbrio. Todo objetivo e toda ação em prol desse objetivo deve ter uma importância, uma relevância expressiva. Se não a sensação de frustração aparece e você se auto sabota.

 

Essas cinco simples e poderosas orientações podem te conduzir a realizar compras mais conscientes, mais emocionalmente compreendidas e que tenham real valor para você, em seu contexto de vida. Procure praticar. E logo esses passos se tornam seu modo natural de proceder quando o assunto for compras.

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Ficamos por aqui e até a próxima semana com mais uma dica do Investidor Inteligente!

 

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