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“EP008 A depressão e a nutrição” .

Neste episódio quero falar sobre uma doença que afeta mais de 264 milhões ao redor do mundo, a depressão. A depressão é diferente das flutuações de humor usuais e das respostas emocionais de curta duração aos desafios da vida cotidiana. Principalmente quando de longa duração e intensidade moderada ou severa, a depressão pode se tornar um grave problema de saúde. Pode fazer com que a pessoa afetada sofra muito e funcione mal no trabalho, na escola e na família. Na pior das hipóteses, a depressão pode levar ao suicídio. Quase 800.000 pessoas morrem devido ao suicídio todos os anos. O suicídio é a segunda principal causa de morte em jovens de 15 a 29 anos.

Os aspectos fisiológicos que podem desencadear a depressão não são totalmente compreendidos, sendo aceite como uma doença multifatorial, com uma interação complexa entre fatores sociais, psicológicos e biológicos.

Algumas hipóteses desenvolvidas relativas à patofisiologia da doença incluem o stress crônico, A redução dos níveis do Fator Neurotrófico Derivado do Cérebro, o BDNF, a Deficiência na transmissão monoaminérgica, Aumento dos marcadores inflamatórios e aspectos nutricionais.

Espero que este episódio seja útil para que compreenda um pouco mais sobre esta pandemia, a depressão.

Eu sou Louis Marcondes, o Super Nutricionista do Dicas Curtas e semanalmente trago aqui neste podcast, várias dicas e informações para ajudar você a se alimentar melhorar, melhorando assim sua saúde, estética e bem-estar.

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A depressão

Poucas pessoas estão cientes da conexão entre a nutrição e a depressão, e recentemente tem surgido a disciplina da neurociência nutricional, a qual lança a luz o fato de que os fatores nutricionais estão entrelaçados com a cognição, o comportamento e as emoções humanas. Mas antes de eu abordar sobre os aspectos nutricionais correlacionados à depressão, vou falar um pouco sobre a depressão.

A depressão é uma doença comum em todo o mundo, com mais de 264 milhões de pessoas afetadas [17]. Porém não podemos confundir depressão com tristeza. A depressão é diferente das flutuações de humor usuais e das respostas emocionais de curta duração aos desafios da vida cotidiana. Principalmente quando de longa duração e intensidade moderada ou severa, a depressão pode se tornar um grave problema de saúde. Pode fazer com que a pessoa afetada sofra muito e funcione mal no trabalho, na escola e na família. Na pior das hipóteses, a depressão pode levar ao suicídio. Quase 800.000 pessoas morrem devido ao suicídio todos os anos. O suicídio é a segunda principal causa de morte em jovens de 15 a 29 anos.


Depressão, uma doença multifatorial

Os aspectos fisiológicos que podem desencadear a depressão não são totalmente compreendidos, sendo aceite como uma doença multifatorial, com uma interação complexa entre fatores sociais, psicológicos e biológicos [15], existindo uma grande heterogeneidade e variabilidade interindividual relativamente ao seu desenvolvimento [16]. Algumas hipóteses desenvolvidas relativas à patofisiologia da doença incluem o stress crônico [18, 19], que é a nossa resposta à pressão emocional sofrida durante um período prolongado de tempo no qual percebemos que temos pouco ou nenhum controle. Isto parece ser bem comum não é? Se não você alguém próximo já passou por situações como esta.

Estresse crônico

O problema é que estresse afeta o funcionamento do sistema neuroimune direta e indiretamente e ativa a mobilização maior ou menor do sistema neuroendócrino influenciando a resposta inflamatória. A inflamação é uma resposta natural do organismo a agressões, infecções ou irritações e sendo de curta duração tem funções benéficas no entanto, se prolongada, pode predispor a variadas doenças, como no caso a depressão. [22]

Este estresse crônico envolve uma resposta do sistema endócrino no qual corticosteróides são liberados. E estes corticosteróides são liberados pelas glândulas adrenais. O estresse crônico pode causar inflamação cerebral.[21] Alguns sintomas de uma inflamação crônica são: confusão, fadiga, alterações de memória, lentidão psicomotora, baixa da motivação, ansiedade e depressão. Se estiver se sentindo assim, procure ajuda profissional o mais rápido possível. Não estou afirmando que esteja submetida a este quadro inflamatório, porém é preciso que um profissional investigue.

A redução dos níveis do Fator Neurotrófico Derivado do Cérebro, o BDNF

Outra hipótese relacionada ao desenvolvimento da depressão é a redução dos níveis do Fator Neurotrófico Derivado do Cérebro, o BDNF [18].

Mas Louis, o que é este tal de BNDF?  O BNDF tem um papel central no desenvolvimento, fisiologia e patologia do sistema nervoso; como também em processos relacionados à plasticidade cerebral como a memória e o aprendizado. O BDNF é produzido durante toda a vida com o intuito de preservação de funções essenciais como o aprendizado e memória, só para citar alguns. Acredita-se que um nível elevado de BDNF poderia estar relacionado com uma melhor saúde cerebral. Por outro lado, uma diminuição do BDNF pode estar relacionada com diferentes alterações do sistema nervoso como a depressão.

Deficiência na transmissão monoaminérgica

Outra hipótese é a deficiência na transmissão monoaminérgica, esta transmissão está relacionada as monoaminas, que são substâncias bioquímicas que atuam no corpo humano como neurotransmissores, sendo a norepinefrina, a serotonina e a dopamina as mais abundantes no sistema nervoso central. Elas estão normalmente relacionadas a distúrbios emocionais [20, 18, 19], a diminuição destas monoaminas em um região do cérebro denominada fenda sináptica pode ser uma das causas da depressão.

 

Aumento dos marcadores inflamatórios

Outra hipótese é o aumento de marcadores pró-inflamatórios [20,19]. Ou seja, os pacientes podem apresentar, por exemplo, leucocitose, que é um aumento no número de glóbulos brancos por volume de sangue circulante, elevação de PCR, que é uma proteína produzida no fígado, que indica inflamação no corpo, também pode haver redução do número de linfócitos e da atividade de células NK (Natural Killer), que tem além de um aumento nos níveis sanguíneos de citocinas pró-inflamatórias e seus receptores, tais como a interleucina IL-6 e o TNF-alfa (fator de necrose tumoral). Esses sintomas são semelhantes aos manifestados por pessoas com patologias físicas crônicas, como doenças cardíacas e diabete e obesidade.

Tratamento

Embora existam tratamentos conhecidos e eficazes para transtornos mentais, entre 76% e 85% das pessoas em países de baixa e média renda não recebem tratamento para seu transtorno (2). As barreiras ao atendimento eficaz incluem a falta de recursos, falta de profissionais de saúde treinados e o estigma social associado aos transtornos mentais. Outra barreira para o atendimento eficaz é a avaliação imprecisa. Em países de todos os níveis de renda, as pessoas que estão deprimidas muitas vezes não são diagnosticadas corretamente, e outras que não têm o distúrbio são diagnosticadas erroneamente e prescritos antidepressivos.

O fardo da depressão e de outras condições de saúde mental está aumentando globalmente. Uma resolução da Assembleia Mundial da Saúde aprovada em maio de 2013 pediu uma resposta abrangente e coordenada aos transtornos mentais em nível de país.

A depressão e a nutrição

Agora um outro fator que pode influenciar na depressão é a nutrição. O padrão de consumo alimentar da população geral em muitos países da Ásia e da América reflete que eles são frequentemente deficientes em muitos nutrientes, especialmente vitaminas essenciais, minerais e ácidos graxos ômega-3. [1] Uma característica notável das dietas de pacientes que sofrem de transtornos mentais é a gravidade da deficiência desses nutrientes. [1] Estudos indicam que suplementação diária de nutrientes vitais são frequentemente eficazes na redução dos sintomas dos pacientes. [2] Suplementos contendo determinados aminoácidos também reduziram os sintomas, já que são precursores de neurotransmissores que, por sua vez, aliviam a depressão e outros problemas de saúde mental. [2]

Vitaminas do complexo B e ácidos graxos poliinsaturados

Destes nutrientes considerados vitais, vários estudos mostraram que folato [3], vitamina B12 [4], vitamina B6 [5] e ácidos graxos poliinsaturados [6], se consumidos insuficientemente estão associados a sintomas depressivos. Além disso, ensaios de intervenção utilizando suplementos de ácido fólico isoladamente ou em combinação com vitamina B12 mostrou melhor humor em pacientes com depressão maior [7,8] Uma relação entre folato e distúrbios neuropsiquiátricos foi inferida da observação clínica e da compreensão melhorada do papel do folato nas vias metabólicas críticas do cérebro. Os sintomas depressivos são a manifestação neuropsiquiátrica mais comum da deficiência de folato

Neurotransmissores

Outras deficiências que ocorrem durante um quadro de depressão são os de neurotransmissores como serotonina, dopamina, noradrenalina e ácido γ-aminobutírico (GABA) [9–10] Como relatado em vários estudos, os aminoácidos triptofano, tirosina, fenilalanina e metionina são frequentemente úteis. no tratamento de muitos transtornos de humor, incluindo depressão. [11–12]

Quando consumido sozinho com o estômago vazio, o triptofano, um precursor da serotonina, é geralmente convertido em serotonina. Assim, o triptofano pode induzir o sono e a tranquilidade. Isso implica que a restauração dos níveis de serotonina leve à diminuição da depressão, precipitada pelas deficiências de serotonina. [13] A tirosina e, às vezes, seu precursor, a fenilalanina, são convertidos em dopamina e norepinefrina. [14]

Alimentos para combater a depressão

OK Louis, mas de modo prático, em que alimentos encontro estes nutrientes que combatem a depressão?

Vamos lá, os ovos são uma boa fonte de vitaminas do complexo B. A castanha-do-pará é rica em selênio, um poderoso agente antioxidante. A castanha pode ajudar na redução do estresse. As nozes e amêndoas também são fontes ricas de selênio e ajudam a minimizar os sintomas. Leite e iogurte natural são fontes ricas de cálcio. Melancia, abacate, mamão, banana, tangerina e limão: Todas essas frutas são ricas em triptofano, aminoácido que ajuda na produção de serotonina. Laranja e maçã são excelente fontes de ácido fólico, cujo consumo está associado à menor prevalência de sintomas depressivos. Além de ser rica em vitamina C, a laranja promove o melhor funcionamento do sistema nervoso, garante energia, ajuda a combater o estresse e previne a fadiga.

Porém as quantidades são individuais, e por isto a importância de consultar um nutricionista.

Como podemos ver, a alimentação é fundamental para prevenir e amenizar a depressão.

Espero que este episódio tenha sido útil para compreender como a nutrição é importante para prevenir a depressão.

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Ficamos por aqui e até a próxima semana com mais uma dica do Super Nutricionista!

Até a próxima semana.

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