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“137 A importância da prática nos investimentos”

Muito é incentivado em relação a estudar, aprender, ler bons livros, assistir a vídeos e, claro, ouvir bons podcasts para que você se eduque, entenda melhor como funciona o mercado e as inúmeras aplicações financeiras que existem.

Mas não adianta muito se você só fica na teoria: se torna uma biblioteca ambulante que diz saber sobre isso ou aquilo, mas não coloca em prática o que você estudou.

E quais reflexões que podemos fazer para provocar essa tão necessária estreia, na prática, no mundo dos investimentos?

Eu sou Phillip Souza e todas as semanas apresento o Investidor Inteligente, que é o podcast sobre Finanças e Investimentos do Dicas Curtas que te traz informações diferenciadas, orientações e estratégias valiosas que podem te auxiliar e dar o clique necessário para você usar bem o seu dinheiro, seja para resolver algum problema financeiro ou mesmo potencializar sua vida financeira, sempre buscando um bom balanço entre o presente e o futuro, de modo que você possa construir seus resultados e ter mais qualidade de vida e aos poucos amadurecendo nas finanças, se tornando um investidor ainda mais inteligente.

Não perca nenhuma dica, fique por dentro com todas as informações assinando agora gratuitamente esse podcast e acompanhe todas as semanas o Investidor Inteligente do Dicas Curtas.

Antes de começarmos, eu queria te convocar a fazer uma coisa: estou pensando em fazer alguns podcasts no formato entrevista, com alguns profissionais, gestores de fundos, etc. Não tem nada confirmado ainda, mas eu quero que você me ajude com perguntas sobre fundos de investimento imobiliário, coisas que eu posso não ter falado ainda ou curiosidades sobre o mercado que você tem e que não foram esclarecidas ou que você ache interessante serem abordadas.

Não prometo uma entrevista nas próximas semanas porque isso ainda está em pauta para organizar melhor essa proposta, mas já quero te pedir essa ajuda. E como você pode sugerir? Pode me enviar e-mail, pode me enviar mensagem inbox pelo Instagram ou Facebook através de meu perfil em minha página, pode colocar sua sugestão no grupo do Investidor Inteligente no Facebook, comentários no perfil do Instagram do Dicas Curtas, enfim: convoco a sua contribuição, ok?!

(os links das redes sociais estarão disponíveis na transcrição desse episódio no blog e na descrição desse episódio)

Vamos lá.

 

Nessas épocas de muita incerteza sobre como e quando o mundo vai se reorganizar, sobre como a política e economia brasileira e internacional vão se posicionar, muitos clientes estão vindo à mim com posicionamentos diferentes: alguns mais temerosos com toda a tempestade, estão mudando suas carteiras para mais conservadoras, mantendo alguma parte mais exposta à renda variável; outros estão tomando o sentido oposto: procurando serem mais arrojados nesse momento que pode representar oportunidades significativas, inclusive na bolsa de valores. E outros que estão procurando começar a investir, porque sabem que dinheiro parado em caderneta de poupança além de não render nada pode gerar prejuízo real.

E em uma dessas conversas, um desses clientes e amigo, do sul do Brasil, fez um comentário valioso que deu origem à esse podcast. Em nossa reunião de consulta pontual desse cenário, no formato de hora técnica, ele relatou sobre a importância de realmente realizar, na prática, aquilo que se aprende em relação a investimentos. Em nosso primeiro trabalho, há quase um ano, ele já era investidor, aplicando seu recurso tanto em renda fixa, quanto renda variável, quanto em fundos e ativos individuais. Mas nesse período de turbulência é que o destaque da importância da prática que se evidenciou.

Contudo você, jovem gafanhoto, pode acessar todo e qualquer tipo de investimento? Não sei. Isso vai depender principalmente do quanto de dinheiro que você possui. Se, por exemplo, você está em início de formação de reservas, como já disse inúmeras vezes, é aconselhável que você não se envolva com renda variável: construa sua reserva primeiro para depois pensar em ativos mais arriscados. “Mas como vou aprender a investir na bolsa se eu não posso investir em ações?” Você pode se perguntar. Calma… “Para tudo há uma ocasião, e um tempo para cada propósito debaixo do céu: tempo de nascer e tempo de morrer, tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou, tempo de matar e tempo de curar, tempo de derrubar e tempo de construir […]”, tempo para formar suas reservas essenciais para imprevistos de curto prazo e tempo para investir em ativos mais arriscados para o longo prazo, para sua previdência pessoal.

 

Faça as primeiras coisas primeiro. Pensa: muita gente nesse tempo de quarentena e isolamento social (que era imprevisível) que inverteu os caminhos investindo primeiro em renda variável sem antes formar sua reserva de emergência está tendo que tomar decisões de desinvestir com prejuízo aquilo que deveria ser colocado para o longo prazo e ficar intocável até o tempo do amadurecimento.

Então se você está formando sua reserva de emergência, você tem algumas opções: começar com Tesouro Selic e entender, na prática, como que funciona o desenvolvimento do investimento, as oscilações (sim, existem), o entendimento do IOF no primeiro mês, a provisão de IR ao longo da capitalização; se é um CDB, as mesmas coisas, mas entendendo que é um produto diferente, em uma outra plataforma, geralmente na corretora ou no banco; se é uma LCI ou LCA, entendendo, na prática, a questão da liquidez ou da falta dela, por 60 ou 90 dias ou mais tempo; se são fundos de renda fixa ou fundos DI, entendendo que você precisa de um capital inicial às vezes maior ou menor, dependendo do fundo, as aplicações adicionais, os dias de cotização de aplicação ou de resgate e, também, o funcionamento dos impostos e das movimentações diárias, que é a marcação a mercado.

Observe o tanto de coisa que citei em poucos minutos; e observe que eu só disse sobre possíveis ativos para reserva de emergência. Na teoria dá para entender isso tudo? Claro que dá. Mas na prática, quando você coloca o seu dinheiro na aplicação é que você começa a se conhecer, principalmente a conhecer o seu investidor interior, que é muito emocional.

Só que assim, na medida em que você vai conhecendo mais e se conhecendo mais, aplicando na prática mais recursos e vai construindo cada degrau da sua estratégia, você vai se habituando. Tende a ficar mais confortável.

Então, por exemplo, se você tem o desejo de investir na bolsa porque já fez seu dever de casa, entende que não é cassino, que é um mercado em que você compra participações de negócios no formato de ações e com isso pode se tornar sócio de uma ou muitas companhias muito bem administradas, com grande potencial de desenvolvimento; já formou sua reserva de emergência, o seu tão valioso colchão de segurança e quer experimentar renda variável na compra de ativos individuais, por onde começamos na prática? Estudando. Estudando estratégias e avaliações de negócios/empresas, para poder refinar sua seleção e escolher aquelas que mais fazem sentido para você desenvolver um relacionamento ao longo do tempo, cuidando, acompanhando, investindo mais e, se for o caso, desfazer o investimento se não fizer mais sentido para você.

E isso tem como premissa o estudo, mas também, depois que tiver informações suficientes, a prática. E que prática é essa? A operacionalização da ordem, como coloca o preço, a quantidade, como que funciona o book de ofertas, e depois de comprado, experimentar as oscilações, o desenvolvimento ou queda do investimento feito – mas que no longo prazo costuma ser um desenvolvimento positivo. A excitação de ver seu dinheiro crescer ou a tristeza de ver sua carteira por um longo tempo em baixa, mas sabendo que o que estudou, as expectativas e as premissas adotadas são coerentes – e que só precisa de tempo para maturar.

E isso tudo que acabei de falar você consegue experimentar só de eu falar? Talvez um pouco. Mas a sua experiência prática é pessoal e intransferível. Se você não colocar o seu dinheiro, não der a ordem de compra ou de venda, não fizer, na prática, você só vai ser mais um “teorólogo”, se é que existe essa palavra…

E quanto às opções mais arrojadas ainda, como o mercado futuro e de derivativos (dólar, índice, boi gordo, milho, soja, café, opções)? Consegue-se estudar sobre eles, mas só se sabe como lidar com eles na aplicação prática.

E sim, volto a reforçar: tem aplicações que você tem que ter um capital maior. Para comprar algumas debêntures é necessário ter mil reais ou mais para poder ter uma unidade; alguns certificados de recebíveis imobiliários, na mesma linha: alguns milhares de reais; para ter acesso a alguns fundos de investimento, o aporte mínimo inicial pode ser de 10 mil, 20 mil ou até 50 mil reais ou mais.

Mas também existem muitos ativos em que valores menores como algumas dezenas de reais ou até com alguns reais você pode comprar: tem ações que custam centavos, tem fundos de investimento imobiliário que custam alguns reais, fundos que permitem aplicação a partir de 1 centavo – tem aplicações financeiras para todos os gostos e todos os bolsos.

O que você tem que ter consciência sempre: que você tem que estudar, pensar em uma estratégia condizente para seu momento e sua vida financeira e, na hora da prática ter a convicção que está fazendo o melhor negócio possível de acordo com o que sabe e de acordo com o que dispõe de recursos.

Você vai acertar. Você vai errar. Mas o pior erro que pode ser cometido é o da inação, o erro de ficar parado e deixar a vida te levar. Se você não assume a cabine de comando do seu barco, alguém vai conduzir sua embarcação por você para onde essa pessoa achar que é melhor – geralmente o melhor para ela.

 

Espero que tenha gostado do episódio de hoje! Estude, procure ajuda profissional isenta se precisar. Pense, digira bem sobre as informações que colheu ou que lhe foram apresentadas. E aja. Comece com pouco capital ou com menos capital, se você não entende bem o que está acontecendo, mas quer experimentar e compreender. E recomece o processo. Mas aja.

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Ficamos por aqui e até a próxima semana com mais uma dica para a sua vida financeira!

 

Aqui é Phillip Souza, o Investidor Inteligente!

Investidor Inteligente do Dicas Curtas

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