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“102 A Receita da Fortuna”

Você já parou para pensar sobre o que você deve prestar atenção em relação aos seus investimentos durante a sua caminhada para acumulação de riqueza?

São muitas variáveis, muitos sinais, muitas possibilidades, mas 3 ingredientes são essenciais para a construção de seus objetivos, inclusive da formação da previdência pessoal e da independência financeira. E é sobre isso que vamos tratar nesse podcast.

Eu sou Phillip Souza, o expert em Finanças e Investimentos do Dicas Curtas e todas as semanas apresento o Investidor Inteligente, o podcast que te traz informações relevantes, orientações valiosas que podem te ajudar a usar bem o seu dinheiro, seja para solucionar problemas ou potencializar sua vida financeira, de modo que você possa construir seus resultados de forma financeiramente saudável com foco em qualidade de vida, aproveitando bem o presente e sempre cuidando do futuro, transformando-se em um investidor inteligente.

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Quando nós estamos tratando de investimentos sempre nos passa a ideia de que um dia poderemos ser ricos, ter abundância financeira.

É natural, já que vivemos em uma sociedade capitalista, mexemos com números, negócios, investimentos e tudo isso acaba se traduzindo em expectativas e possibilidades.

Contudo, quando falamos de investimento e seus resultados, existem 3 ingredientes essenciais que fazem parte de uma receita que, se bem administrados, podem nos conduzir a construir fortuna financeira. Esses são os 3 ingredientes da receita da fortuna: dinheiro, taxa e tempo.

 

Dinheiro

Não tem como falar de fortuna, reserva, investimento financeiro sem falar de dinheiro. Esse é um ingrediente essencial, pois ele é o combustível necessário para trabalhar para você em forma de investimento ou aplicação financeira.

Quando investimos nossos recursos podemos aplica-lo de pelo menos duas formas: aplicação única e aplicações periódicas. As pessoas fazem um misto das duas formas, sendo que aquelas que estão começando a construir patrimônio costumam começar pela segunda, através de aplicações periódicas (geralmente mensais). Portanto, em matemática financeira, as equações para se calcular o valor final de um investimento podem ser divididas em duas modalidades:

  1. Aquelas que consideram apenas um depósito (exemplo: recebe uma herança e aplica todo dinheiro de uma só vez); ou
  2. Aquelas que se referem a depósitos periódicos (situação em que se investe X reais por mês).

Para que possamos compreender com exemplos numéricos a importância do valor depositado, serão propostos alguns cenários.

Imaginemos que você invista R$200 por mês e que seu primo aplique R$400 mensais. Se ambos aplicarem esses valores a uma mesma taxa de juros e durante o mesmo período, seu primo terá o dobro do dinheiro que você. Simples assim: considerando mesma taxa de juros e período de tempo, investiu o dobro, recebe o dobro.

Para aumentar o entendimento da análise sobre a influência do valor depositado, suponha você seja muito mais talentoso nos investimentos que seu primo, obtendo o dobro de sua remuneração. Ou seja: você consegue uma taxa de juros de 1% ao mês, enquanto seu primo vê seu dinheiro render apenas 0,5% ao mês (uma diferença de 0,5% ao mês, acredite, é substancialmente alta). Por outro lado, considere que você aplica apenas a metade do valor de seu primo – você investe R$200/mês, enquanto seu primo R$400/mês. Em quanto tempo sua fortuna alcançará o patrimônio de seu primo? Somente após 18 anos e meio, aproximadamente.

O objetivo dessa análise consiste em mostrar que, mesmo que seu primo possua remuneração muito menor que você (nesse exemplo, a metade da sua remuneração), devido ao fato dele poupar o dobro de dinheiro mensalmente, ele adquire uma vantagem que só é eliminada depois de quase duas décadas. A moral da história é que o esforço de diminuir os gastos com a finalidade de poupar o máximo possível todo mês, apresenta importância de destaque quando o assunto é acumulação de riqueza.

Essa vantagem também pode ser verificada em pessoas que recebem uma grande herança. Apesar de existirem vários casos de filhos que “torraram” toda a fortuna dos pais, matematicamente é mais fácil acumular riqueza a partir de um ponto inicial DIFERENTE de zero.

Vamos fazer um exercício mental só para compararmos essa diferença. Digamos que você receba R$100 mil e invista durante um período indefinido de tempo, à uma taxa de 1% ao mês, durante todo esse período. Por outro lado, seu primo, começa a investir R$1.000 no momento em que você fez a aplicação dos seus R$100 mil, à mesma taxa de 1% ao mês. Se congelarmos as variáveis de taxa e de aporte do seu primo, somente depois de quase 39 anos o seu primo alcançará o mesmo nível patrimonial que você. Então se o investidor começa a investir com algum dinheiro (geralmente recebido de presente ou através de um prêmio ou conquistado a partir de herança ou qualquer coisa desse tipo) isso fará total diferença no resultado patrimonial, no curto, no médio e no longo prazo.

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Taxa

A taxa de juros é outro ingrediente essencial na formação de patrimônio, na formação de fortuna. É uma das questões mais comentadas quando o assunto é investimentos (todos estão atrás das “melhores oportunidades”). Porém, conforme exposto, a riqueza não depende apenas dessa variável. Buscar altas taxas de remuneração do capital tem sua razão de ser, mas é importante deixar claro que isso faz parte de um contexto maior, ou seja, não é a única questão que deve ser levada em consideração. É importante levar em consideração o seu perfil de investidor e o seu nível de tolerância a perdas, pois quanto maior a expectativa de retorno, maior o risco. Além disso, limitar nossa análise apenas ao fator taxa é perigoso e isso podemos constatar em um simples exemplo de “efeito escala”: você prefere 4% ao ano sobre R$100 mil ou 20% ao ano sobre R$10 mil?

Contudo, compreender as limitações da taxa de juros não significa diminuir sua relevância frente às variáveis valor depositado e tempo. Para comprovar o efeito benéfico dos juros compostos nos investimentos, consideremos o caso de se investir R$500 por mês, ao longo de 20 anos, a diferentes taxas de juros. Durante 20 anos, o investidor colocou de dinheiro próprio R$120 mil (R$500 x 240 meses). Para você acompanhar o raciocínio e poder comparar com facilidade, vou falar a taxa de juros aplicada durante todo esse período e o resultado arredondado devido a capitalização composta:

O recurso aplicado sob a taxa de 0,5% traz um resultado de mais de R$231 mil.

O recurso aplicado sob a taxa de 0,7% traz um resultado de mais de R$309 mil.

O recurso aplicado sob a taxa de 0,9% traz um resultado de mais de R$421 mil.

O recurso aplicado sob a taxa de 1,1% traz um resultado de mais de R$582 mil.

O recurso aplicado sob a taxa de 1,3% traz um resultado de mais de R$815 mil.

 

Observe que, partindo da situação inicial, em que R$500 mensais foram capitalizados a 0,5% ao mês durante todo esse período, ao aumentar a taxa de juros para 0,7%, o ganho no valor final foi de aproximadamente R$78 mil. Ao analisarmos um aumento de 0,7% para 0,9%, o ganho seria de R$112 mil. De 0,9% para 1,1% conseguimos observar um ganho de R$160 mil. E de 1,1% para 1,3%, a riqueza aumentaria em R$232 mil.

O que essas simulações mostram é que aumentos consecutivos de 0,2% na taxa de juros, que é um aumento pequeno, causam um impacto cada vez maior no seu patrimônio final. Esse efeito se dá pelo “milagre” dos juros compostos, onde a taxa de juros incide sobre o capital aplicado MAIS os juros acumulados até aquele período. Portanto, buscar as alternativas mais rentáveis implica em um impacto substancial na construção de riqueza, principalmente, no longo prazo (ou no curto, para grandes valores). Isso porque os juros compostos possuem um poder de multiplicação do dinheiro muito grande.

 

Tempo

A questão do tempo nos investimentos é bastante simples: quanto maior o período que um investidor deixar seu dinheiro aplicado a juros compostos, maior será sua riqueza final.

Imagine que uma pessoa invista R$20 mil e vá resgatar esse dinheiro depois de alguns anos. Para dar um exemplo fácil de perceber o efeito do tempo, vamos supor que esse recurso seja aplicado à uma taxa de juros de 1% ao mês, sendo que vou falar do resultado dessa aplicação a cada 5 anos para conseguirmos perceber o efeito.

Nessas condições (R$20 mil de investimento inicial, à taxa de 1% ao mês), depois de 5 anos o recurso acumulado é de mais de R$36 mil; após 10 anos o montante ultrapassa os R$66 mil; depois de 15 anos, o resultado vai para quase R$120 mil; depois de 20 anos, quase R$218 mil; depois de 25 anos, os R$20 mil teriam se transformado em mais de R$395 mil.

Portanto: quanto mais tempo o dinheiro permanecer aplicado, maior a velocidade de acumulação de riqueza.

Esses são os 3 principais ingredientes que todo investidor deve ter em mente ao construir uma estratégia de investimentos direcionada aos seus objetivos, jamais descuidando da sua tolerância ao risco, o seu perfil como investidor e do seu nível de entendimento e conhecimento dos ativos financeiros.

E claro, se você conseguir aumentar seus aportes (ou ser premiado ao longo do caminho por aportes substanciais), ao longo do tempo incrementar a rentabilidade da sua carteira de investimentos (seja melhorando a qualidade dos ativos que a compõem, seja aumentando a exposição ao risco e, consequentemente, aumentando a possibilidade de retornos) fica mais fácil construir fortuna. E se você precisar de ajuda, principalmente na parte de melhorar a rentabilidade da sua carteira, fique à vontade para entrar em contato comigo por e-mail, por mensagem, por WhatsApp – às vezes não é tão simples realizar com segurança as movimentações necessárias para se ter um melhor desempenho em seus investimentos.

Espero que tenha gostado do episódio de hoje! Preste muita atenção a cada um desses ingredientes, pois eles podem determinar o seu sucesso e o seu nível de esforço durante a sua jornada para a formação de fortuna e riqueza.

 

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Ficamos por aqui e até a próxima semana com mais uma dica!

Aqui é Phillip Souza, o Investidor Inteligente!

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