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“113 Black Friday: fazendo boas compras com prudência”

O Black Friday acontece sempre na sexta-feira, após o feriado de ação de graças nos Estados Unidos. O maior evento de e-commerce do Brasil foi Idealizado pelo portal Busca Descontos e em 2019 acontece no dia 29 de novembro! As vendas no e-commerce foram de R$2,6 bilhões no Black Friday 2018, alta de 23% em relação a 2017, de acordo com a pesquisa feita pela Ebit|Nielsen.

Mas aqui no Brasil, há alguns anos atrás, devido algumas lojas não darem descontos reais, o evento ficou mais conhecido como “Black Fraude”. Descubra nesse podcast os detalhes sobre o Black Friday, como se cuidar e como realizar boas compras!

Eu sou Phillip Souza e todas as semanas apresento o Investidor Inteligente, que é o podcast sobre Finanças e Investimentos do Dicas Curtas que te traz informações diferenciadas, orientações e estratégias valiosas que podem te auxiliar e dar o clique necessário para você usar bem o seu dinheiro, seja para resolver algum problema financeiro ou mesmo potencializar sua vida financeira, sempre buscando um bom balanço entre o presente e o futuro, de modo que você possa construir seus resultados e ter mais qualidade de vida e aos poucos amadurecendo nas finanças, se tornando um investidor ainda mais inteligente.

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O varejo brasileiro se prepara mais uma vez para o Black Friday: a próxima edição do dia de ofertas em 2019 está marcada para o dia 29 de novembro. O período de promoções costuma se estender ao longo do mês, e as ofertas são feitas por pequenos e grandes lojistas tanto online como físicos. Segundo o portal Busca Descontos, idealizador da iniciativa, a expectativa é superar os números de vendas pela Internet do ano passado, que, conforme já falamos, alcançaram a casa dos R$2,6 bilhões em faturamento.

 

Quando começou o Black Friday e quando ocorre o Black Friday 2019?

Inspirada no dia de ofertas nos Estados Unidos que coincide sempre com a data posterior ao Dia de Ação de Graças, o Black Friday foi importada em 2011 e, desde então, ocorre anualmente com relativa regularidade. Não ocorre apenas nos Estados Unidos e no Brasil: o evento ocorre em escala global, em países como França, Canadá, Austrália, Nova Zelândia, Singapura, Malásia, Índia, Reino Unido, Indonésia e África do Sul. Em 2019, o Black Friday acontece em 29 de novembro, tradicionalmente uma sexta-feira. A iniciativa é vista como uma forma de lojistas limparem estoques em preparação para os novos produtos que chegam para abastecer as prateleiras nas festas de fim de ano.

Aqui no Brasil, porém, o evento ganhou uma fama ruim após diversos lojistas não oferecerem ofertas reais — aos poucos, o Black Friday ganhou apelidos como “Black Fraude” e as ofertas passaram a ser tratadas pelo público como “a metade do dobro”. Esse é um dos pontos bastante negativos que, para ter certeza de estar fazendo um bom negócio, envolve bastante pesquisa por parte do consumidor, principalmente nas semanas antes do grande dia. Mesmo assim, os organizadores falam de “recorde de vendas ano a ano”. O volume de vendas de 2018, segundo dados oficiais, superaram em 23% os números de 2017 – é muita coisa apesar dos pesares.

Quais lojas participam?

No início, o evento começou concentrado em lojas do e-commerce, mas hoje já envolve o varejo como um todo, incluindo pontos físicos e empresas de pequeno a grande porte. Todo mundo, de certa forma, quer aproveitar o grande marketing que esse evento proporciona. No entanto, apenas algumas lojas se associam ao grupo idealizador e oferecem supostas garantias de que os produtos anunciados trazem ofertas reais.

Mais próximo à data, será possível conferir no site oficial (https://www.blackfriday.com.br/) quais são as empresas respaldadas. Os organizadores não se responsabilizam por promoções feitas por lojas que estiverem fora dessa lista: daí o alerta para você consumidor e investidor inteligente.

Quais produtos entram em promoção?

O Black Friday traz produtos de diversos segmentos, mas uns são mais buscados do que outros. Eletrônicos costumam responder por uma fatia maior das vendas, com destaque para smartphones, itens de linha branca e TVs. Mas também surgem ofertas de roupas, calçados e livros, assim como perfumaria e cosméticos. Em 2018, por exemplo, a noite que antecedeu a sexta-feira de descontos teve um pico de vendas de perfumes e produtos de cuidados com o cabelo, cuidados com o corpo, desodorantes e dermocosméticos.

Em uma pesquisa realizada com 1.500 pessoas por uma plataforma especializada em descontos e promoções, a Promobit, 47% dos 1.500 entrevistados estão de olho nos smartphones, campeão de atenções. Segundo a pesquisa, os brasileiros vão apostar em produtos com ticket médio mais alto neste ano: 45% dos entrevistados pretendem gastar acima de R$1.500, com 7% deles podendo ultrapassar até mesmo R$5.000. Um dos motivos apontados para isso é a liberação de R$500 do saldo do FGTS. Após os consumidores que projetam gastos acima de R$1.500, 31% pretendem desembolsar de R$500 a R$1.500 e 19% devem gastar entre R$150 a R$500.

Em relação aos produtos mais visados, para a maioria dos entrevistados (47%), a intenção é utilizar o dinheiro para a compra de um celular novo. Em seguida, 39% dos entrevistados estão atrás dos games e consoles; depois pela busca por computadores e notebooks (37%), roupas e calçados (35%) e Smart TV (32%). Como as pessoas pretendem comprar mais de 1 produto, a pesquisa permitiu que fossem assinaladas mais de uma opção.

É possível também obter preços mais baixos em serviços. As principais operadoras do país, por exemplo, também têm histórico de oferecer promoções em planos e celulares vinculados a um pacote mensal com valor mais em conta, entre outras ações no ramo de telefonia.

Como se preparar para fazer compras no Black Friday?

A primeira dica para se preparar é preparar uma lista com os produtos desejados. Com isso em mãos, já é possível fazer uma pesquisa prévia para saber o preço cobrado atualmente nas principais lojas. É importante também se cadastrar no site do Black Friday e em sites de cupons (CupoNation, Cuponomia, Pelando e Promobit) para receber ofertas por e-mail.

Além disso, é recomendável programar alertas de preços nos comparadores para ser informado assim que um produto desejado atingir o valor que você está disposto a pagar.

Assim como em qualquer tipo de compra, vale o reforço: não passe dos seus limites. Por mais que seja Black Friday, por mais que tenha excelentes descontos, não ultrapasse os seus limites para não ficar ‘break’, ou seja, quebrado logo no final do ano.

Tome muito cuidado com cartão de crédito e, se for parcelar aquilo que tanto deseja comprar, verifique se o bem encaixa no seu orçamento sem te comprometer. Faça essa análise e tome essa decisão antes de ir às compras, porque no calor das promoções é fácil ignorar os avisos e alertas das suas finanças.

Vocês sabem que eu não gosto muito da ideia de parcelar as compras; o ideal é pagar à vista, tanto para obter desconto quanto para não ter parte da sua renda futura já comprometida: muitas vezes aquela parcela que você se comprometeu meses atrás faz diferença, principalmente se você precisa de dinheiro para alguma emergência.

Se você tem dívidas, de preferência não faça compras. Eu sei que isso pode ser contraditório a esse podcast que estamos tratando de consumo em uma data altamente apelativa, mas evite se endividar ainda mais. Saia desse buraco que você se meteu o quanto antes, portanto, pare de cavar. Deixar de aproveitar uma ou outra Black Friday porque tem prioridades maiores não vai fazer a mínima diferença em sua vida. Resolver suas dívidas vai fazer TODA a diferença. Portanto: cuide das primeiras coisas primeiro. Resolva suas dívidas. Afinal, provavelmente você está nessa situação porque foi além do que podia em algum momento do passado. Para sair do buraco pare de cavar!

Se você não se importa com esse consumo todo, com esse emocional à flor da pele que o marketing faz muito bem o seu serviço (obrigado!), use o dinheiro para poupança e investimento. Faça sua Black Friday comprando bons ativos de acordo com seus objetivos. O seu eu do futuro, aquela pessoa lá de 80 anos está olhando hoje para você e vai te agradecer se investir para chegar lá na frente com mais qualidade de vida; e claro: a sua independência financeira também te agradece.

Não tem nada de errado com comprar. O que tem de equivocado é usar o evento para exagerar e fazer péssimos negócios que vão comprometer sua vida financeira por meses ou anos adiante.

Antes de darmos continuidade, queria te perguntar sobre uma coisa:

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Onde e como comprar no Black Friday 2019?

Quando começarem a surgir as primeiras ofertas por e-mail, confirme se o preço cobrado está mesmo baixo checando o histórico registrado em comparadores como Compare TechTudo, Zoom e Buscapé. Se o valor estiver conforme o esperado, confira os sites de cupons para saber se é possível obter um abatimento extra ao fechar a compra.

Ao finalizar a transação, prefira sempre pagar com cartão de crédito, de preferência com cartão virtual. Dessa maneira, você evita que o número real do plástico fique exposto e dribla eventuais cobranças equivocadas feitas pelo lojista. Ao mesmo tempo, facilita a disputa de algum valor cobrado a mais e o estorno caso o produto não seja entregue. Além de não oferecer essas vantagens, o pagamento por boleto é mais usado por golpistas e pode demorar demais para compensar o pagamento de um produto com estoque limitado – e que nessa época podem esgotar muito rapidamente.

Como evitar golpes no Black Friday?

Talvez essa seja a orientação mais importante. Ninguém gosta de ser passado para trás, ninguém gosta de ter prejuízo, ninguém gosta de comprar gato por lebre. As medidas de segurança no Black Friday passam por cuidados tanto com a loja quanto com o aparelho ou local de compra. Vou te dar um checklist básico com 7 itens para prestar bastante atenção:

  1. Confira se a loja é real; se for física, verifique se o endereço existe no Google Maps;
  2. Acesse o site da Receita Federal e verifique o CNPJ da empresa que está oferecendo a proposta do produto que você quer;
  3. Verifique se a empresa não está na lista negra do Procon;
  4. Verifique também se o endereço da internet está correto e não há erros de grafia, erros de escrita que podem indicar página adulterada. Confirmado o link, cheque se o site oferece o cadeado e tem “https” no começo da URL. Em compras online, use sempre um computador pessoal com antivírus devidamente atualizado e com módulo de proteção de navegação — esse recurso bloqueia o acesso a sites fraudulentos automaticamente;
  5. Nunca, jamais, de forma alguma, de jeito nenhum clique em links de ofertas que chegam por WhatsApp ou por SMS e avise a amigos para adotarem a mesma precaução. Se chegar, apague e não compartilhe. Lojas não costumam distribuir promoções por mensagem, então, se você receber uma propaganda, provavelmente se trata de golpe;
  6. Nas redes sociais, assegure-se de que as ofertas vêm sempre do perfil oficial da loja, que traz um selo ao lado do nome;

Já ao comprar presencialmente, mantenha seu cartão sempre à vista, exija Nota Fiscal e não deixe de consultar os preços online: é bem possível que alguma loja na Internet ofereça preço mais baixo mesmo considerando eventual gasto com frete.

Espero que tenha gostado do episódio de hoje e que você possa fazer suas compras de forma consciente e comprar aquilo que quer nesse momento de apelo do marketing e do comércio que também pode ser um momento de oportunidade! Só sendo redundante: se tiver dívidas EVITE comprar. A sua prioridade deve ser eliminar as dívidas, não fazer mais uma. Senão você jamais vai sair desse ciclo vicioso.

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Ficamos por aqui e até a próxima semana com mais uma dica para a sua vida financeira!

Aqui é Phillip Souza, o Investidor Inteligente!

Investidor Inteligente do Dicas Curtas

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