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“124 Boas Práticas Financeiras: 7 hábitos saudáveis para investidores”

Nesse episódio vamos tratar dos 7 hábitos saudáveis para quem é investidor. Verdade seja dita: todos os 21 hábitos e práticas que estão sendo apresentados são importantes para quem tem dívidas, para quem está poupando e para quem tem investimentos. A diferença está no foco que depende do momento e situação de vida de cada um.

Sem mais delongas, vamos tratar das boas práticas financeiras para investidores.

Esse é o podcast do Investidor Inteligente e eu sou Phillip Souza, o expert em Finanças e Investimentos do Dicas Curtas que todas as semanas traz para você respostas sobre a vida financeira, informações diferenciadas e didáticas, orientações e estratégias valiosas que podem te ajudar na importante tarefa de cuidar bem do seu dinheiro, seja para sair das dívidas, seja para investir, seja para aprender sobre como organizar suas finanças, de modo que você possa usufruir e aprender com o seu presente e construir e cuidar do seu futuro, transformando-se em um investidor ainda mais inteligente.

Esse podcast é gratuito e, portanto, você pode assiná-lo para não perder nenhuma dica, ficar por dentro com todas as informações e acompanhar todas as semanas o Investidor Inteligente do Dicas Curtas.

Quais são os hábitos, as boas práticas financeiras e comportamentais que preciso implementar na minha vida para amadurecer e me tornar um investidor ainda melhor? Vamos lá!

 

1) Invista em educação financeira

Qual é o melhor investimento do momento: imóveis, startups, dólar, ações, negócio próprio, commodities, investimento no exterior? Ninguém tem como dizer. Contudo, o investimento que não tem erro é na sua própria educação financeira. Se você não souber o que fazer com o seu dinheiro provavelmente alguém sempre lucrará; e não tem problema com isso: o problema é você não lucrar.

Então, não tem jeito: para se tornar um investidor mais inteligente é importante estudar. Eu disponibilizei no grupo do Investidor Inteligente alguns livros que considero importantes no sentido de desenvolver a mentalidade do investidor e também introduzir o conhecimento em outros mercados. Se você não fez o download, basta a acessar o grupo. Mas eu sei também que tem muita gente que não tem acesso à plataforma, por isso vou dar a dica aqui. Eis a listinha estendida:

  • Pai Rico, Pai Pobre, de Robert Kiyosaki
  • Investimentos Inteligentes, de Gustavo Cerbasi
  • 101 Perguntas e Respostas para Investidores Iniciantes, de Tiago Reis e Felipe Tadewald
  • Guia Suno Fundos Imobiliários, de Marcos Baroni e Danilo Bastos
  • Guia Suno Dividendos, de Tiago Reis e Jean Tosetto
  • Guia Suno SmallCaps, de Tiago Reis e Rodrigo Wainberg
  • Investimentos para Não Especuladores, de Paulo Portinho e Mauro Calil
  • O Investidor Inteligente, de Benjamin Graham

 

2) Defina o investimento certo para o objetivo certo

Cada tipo de produto financeiro tem um perfil e, diante disso, deve ser alinhado ao perfil de investimento da pessoa e ao prazo do objetivo. Todas as aplicações financeiras tem as seguintes características: 1) rentabilidade (o quanto que se ganha ou pode ganhar sobre o que se aplica); 2) risco (a chance de se perder ou ter prejuízo sobre o dinheiro aplicado); 3) liquidez (a facilidade de transformar o investimento em dinheiro); 4) prazo de maturação (tempo que o investimento precisa para amadurecer para se auferir lucro; tem um pouco a ver com a questão da liquidez).

Digamos que seu objetivo seja o seu casamento dentro de 12 meses. Você tem dinheiro para aplicar, mas sabe que precisa ter segurança com esse recurso ao invés de tentar arriscar e perder o dinheiro (se isso acontecesse traria mais problema do que benefício).

Basta seguir esse script:

  • Qual meu objetivo? Casamento
  • Quando será? Dentro dos próximos 12 meses
  • Onde investir? Fundo de renda fixa com baixa taxa de administração e melhor histórico de retorno comparado aos investimentos como Tesouro Selic
  • Por que essa é a melhor escolha? Um bom fundo de investimento em renda fixa com taxa de administração de 0,50% ao ano (baixo custo), com histórico de rentabilidade de 8% aa em média; investimento de baixo risco e liquidez imediata, sendo que é interessante manter o investimento por pelo menos 6 meses (prazo de maturação) conseguindo ter um menor impacto de imposto de renda, com investimento inicial de R$1.000
  • Posso investir nessa aplicação? Sim.

 

Agora, só para exercitar, vamos manter o objetivo e o prazo (casamento, dentro de 12 meses), mas vamos mudar o investimento procurando rentabilidade maior:

  • Qual meu objetivo? Casamento
  • Quando será? Dentro dos próximos 12 meses
  • Onde investir? Negócio próprio
  • Por que essa é a melhor escolha? Possibilidade de rentabilidade entre 30% a 50% ao ano; investimento de alto risco e liquidez diária, se houver lucro; porém não tem como precisar o prazo de maturação do negócio, pois depende de muitas variáveis como mercado, sazonalidade, estoques, situação econômica do país ou do setor, etc.
  • Posso investir nessa aplicação? Não.

 

Perceba que, dependendo do objetivo e do prazo de necessidade do capital, pode ser interessante não se envolver com determinados investimentos. De maneira didática, se o objetivo for de curto ou médio prazo (até uns 3 anos mais ou menos) podemos pensar em produtos mais conservadores, em renda fixa: CDBs, LCIs, LCAs, Tesouro Direto e fundos de renda fixa e talvez até fundos de inflação. Se o objetivo for de longo ou longuíssimo prazos (próximo a 5 anos ou até mais), podemos pensar em produtos mais arrojados, em que exista tempo para o capital recuperar de algum eventual prejuízo no meio do caminho: ações, fundos imobiliários, negócio próprio, etc, desde que os riscos estejam muito bem administrados e você saiba o que está fazendo.

 

3) Acompanhe sua evolução: de renda e de patrimônio

Você só consegue verificar se está indo na direção que almejou se você acompanhar. Não se gerencia o que não se mede, não se mede o que não se define, não se define o que não se entende e não há sucesso no que não se gerencia. Como que você vai saber se sua renda está crescendo? Como que você vai saber se seu patrimônio está crescendo? É necessário, tanto em um caso quanto no outro, medir os resultados. Não precisa ser o louco dos investimentos que atualiza cada cotação das ações que tem na bolsa a cada hora ou dia de pregão; mas também não pode ser a pessoa que compra o produto financeiro e esquece por 10 anos. Nem um extremo nem outro.

Até para dar tempo de ter alguma progressão mais firme nos resultados dos investimentos, pode ser interessante a cada 3 ou 4 meses dar uma olhada sobre como seus investimentos estão se desempenhando. Às vezes nem isso; mas, pelo menos uma vez por ano, é necessário fazer revisão da carteira, de uma forma um pouco mais esmiuçada, mais técnica, para ter convicção que seus investimentos estão indo em direção aos seus objetivos. Inclusive, em todo planejamento de investimentos que executo eu reforço isso para meus clientes, pelo menos uma vez por ano é necessário rever a carteira e, se for necessário, mudar as aplicações. O mercado é dinâmico, as aplicações podem não se desempenhar tão bem quanto estavam desempenhando. E para isso é importante intervir e mudar o dinheiro de lugar.

 

4) Proteja o seu patrimônio

Da mesma forma que você não precisa ser o louco da bolsa nem a pessoa que compra e esquece dos investimentos, é interessante trabalhar com diversificação. Nem tudo em renda fixa, nem tudo em renda variável. Investidor não corre risco só por correr; corre risco porque enxerga o prêmio que vem junto, além de tolerar emocionalmente as oscilações no processo ou até as possíveis perdas calculadas.

Você não precisa ter 100% do seu capital em ações da bolsa para se tornar rico. Pode chegar o dia em que você se tornou um investidor tão consciente e maduro que boa parte de seu capital fique posicionado em ações. Mas nunca foi regra ser assim para construir fortuna. Mas também você não conseguirá ter uma progressão patrimonial razoável em um prazo menor se ficar apenas em produtos de renda fixa ultraconservadores.

Vamos pensar em uma aplicação prática do conceito para ilustrar. Digamos que você tenha R$100 mil e que tenha o perfil mais conservador. Depois de estudar o mercado, optou por deixar R$90 mil em aplicações de renda fixa e R$10 mil em renda variável. Um ano depois os investimentos mostraram seus resultados.

Suponhamos que existam dois cenários possíveis:

  • No primeiro cenário, os R$90 mil em renda fixa renderam 10% ao ano, gerando R$9 mil de lucro; enquanto os R$10 mil em renda variável tiveram retorno negativo, prejuízo potencial de 50%, ou seja, agora você tem R$5 mil. No final das contas, no somatório, nesse cenário você tem R$104 mil;
  • No segundo cenário, os R$90 mil em renda fixa renderam 10% ao ano, gerando R$9 mil de lucro; enquanto os R$10 mil em renda variável tiveram retorno positivo, lucro potencial de 70%, ou seja, agora você tem R$17 mil. No final das contas, no somatório, nesse cenário você tem R$116 mil.

Perceba: independente do cenário, com uma carteira considerada conservadora, se perder, perde pouco, mas se ganhar tem um plus devido sua exposição na renda variável. Não existe certo nem errado (se mais conservador, se mais arrojado), mas proteger seu capital investido é palavra de ordem e uma das estratégias é a diversificação de seus investimentos.

 

5) Leia mais, aprenda mais, descubra mais

Para amadurecer, um investidor precisa ler, precisa estudar, precisa aprender. O hábito de leitura deve acompanhar qualquer pessoa que queira ter sucesso em qualquer área que seja. Você pode ter bons professores, você pode ter bons mentores, mas nem sempre teremos a oportunidade de ter alguém para nos ensinar ou nos instruir. Então é necessário ler e saber pesquisar por informações que satisfaçam nossas dúvidas.

Inclusive, tem algumas impressões que você somente vai ter quando estiver estudando, estiver descobrindo. E essas ideias e impressões é que podem te nortear em suas decisões de investimento, pois elas nascem daquilo que existe de necessidade ou desejo dentro de você.

Hoje ao mesmo tempo em que a tecnologia ajuda, se não a dominarmos ou colocarmos limite, ela nos atrapalha. Ao mesmo tempo que é bênção, se não estivermos conscientes de exageros, pode ser maldição. TV demais, entretenimento demais (vídeos, séries, chats, aplicativos no celular), redes sociais demais… isso tudo vai consumir energia e tempo que são preciosos para você evoluir.

Se aquilo que consome seu tempo e faz você desperdiçar vida está te atrapalhando, desintoxique-se; e se a leitura ainda não é uma prática regular, um hábito, comece pequeno e vá ampliando aos poucos. Apenas 6 páginas por dia pode fazer com que você leia um livro médio, de umas 200 páginas, por mês.

 

6) Planeje e aja em direção à sua previdência futura agora

Você já deve ter ouvido em outros podcasts que tempo é o recurso mais valioso que possuímos. Tempo é vida; e nas finanças tempo tem um poder imenso sobre o efeito dos juros compostos. Nossa previdência pessoal futura (não é previdência privada e muito menos INSS: e sim o dinheiro que estamos poupando e investindo para usar para consumo futuro, quando formos bem mais maduros) costuma precisar de um recurso expressivo em uma fase em que nossa capacidade física e às vezes intelectual está mais reduzida. É natural. Ninguém que tenha 60, 70 anos consegue trabalhar com o mesmo ritmo e intensidade comparado à um jovem de 20 anos. Por mais que existem exceções, geralmente a situação muda bastante.

E porque pensar nisso é tão importante? Deixa te passar uma informação estatística, do IBGE: a cada 100 aposentados no Brasil, apenas 1 é financeiramente livre. O silêncio foi proposital para você recuperar do choque. Se você não fizer seu dever de casa agora você pode entrar nas estatísticas futuras. A ideia é que nessa fase da vida você tenha construído diferentes fontes de renda passiva, como aluguel de imóveis, dividendos de ações, talvez com o uso de planos de previdência privada, “aluguel” através de fundos imobiliários e tantas outras possibilidades que existem. Mas, quanto mais tempo você tiver, menos esforço vai precisar fazer e, talvez, mais rapidamente possa se tornar financeiramente livre: quem sabe antes dos 60 anos.

 

7) Produza ideias para gerar mais renda

O ser humano é naturalmente criativo. Por mais que você diga à si mesmo que não é tão criativo assim, talvez seja apenas uma questão de se exercitar. O cérebro e a sua mente são como um músculo: talvez você não esteja habituado a levantar 10 quilos no braço, mas se começar com menos peso dentro de pouco tempo terá força e condicionamento para realizar essa tarefa com alguma facilidade.

Nossa mente também é assim: na medida em que você se exercita as ideias vão fluindo, vão surgindo, conectando a outras que podem gerar A ideia que você tanto esperava. Algumas ideias são ruins, mas não importa: esforce-se e se force a gerar 10 novas ideias todos os dias. Algumas vão ser extremamente absurdas, mas, como disse, com a prática elas vão se aperfeiçoando.

E mais: liste a ideia de um lado de uma folha e do outro lado coloque o “primeiro passo”. Pode ser que você nunca use a ideia produzida, mas se um dia precisar você já tem uma luz de onde começar. Assim basta desenvolver o processo, refinando com o segundo passo, o terceiro passo e assim por diante. E mais: se fizer esse exercício ao longo de um ano, serão pelo menos 3.650 ideias; talvez menos de 100 delas sejam realmente boas ou aplicáveis. Mas o que você precisa é somente daquela UMA.


Fechamos a minissérie sobre boas práticas financeiras! Espero que tenha gostado do episódio de hoje bem como dos dois últimos episódios que tratamos dos hábitos saudáveis para pessoas com dívidas e pessoas com o propósito de poupança, além do presente episódio destinado a quem é investidor!

 

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O link vai estar disponível na descrição e na transcrição desse episódio!

Ficamos por aqui e até a próxima semana com mais uma dica para a sua vida financeira!

Aqui é Phillip Souza, o Investidor Inteligente!


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