Ouça agora este podcast! “123 Boas Práticas Financeiras: 7 hábitos saudáveis para poupadores”

No podcast anterior tratamos das boas práticas financeiras para quem está endividado. Reitero que são princípios importantes, mas não esgotam o assunto, principalmente quando entramos na esfera individual. Nesse podcast, damos continuidade acerca dos hábitos saudáveis para quem não tem dívidas: 7 boas práticas financeiras para poupadores.

No próximo podcast fechamos essa minissérie falando das boas práticas financeiras, os hábitos saudáveis para os investidores. 

Esse é o podcast do Investidor Inteligente. Eu sou Phillip Souza, o expert em Finanças e Investimentos do Dicas Curtas e todas as semanas apresento esse podcast procurando te oferecer gratuitamente informações relevantes, orientações e estratégias valiosas que podem te auxiliar na importante tarefa de usar bem o seu dinheiro, de modo que você possa usá-lo bem no presente e investir pensando no futuro, transformando-se cada vez mais em um investidor ainda mais inteligente.

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Os bons hábitos para poupadores servem de base para ampliar a forma de usar bem o dinheiro que conquistamos ao longo das nossas vidas. Quem está endividado também usufrui dessas propostas, apesar do desafio ainda ser diferente; e com certeza quem já é investidor usufrui desses hábitos, pois esses princípios devem estar incorporados na vida de quem possui recursos direcionados à construção de sonhos, projetos e objetivos.

 

Quais seriam as boas práticas financeiras para poupadores?

 

1) Defina suas metas pensando nos benefícios de sua realização

Dinheiro foi feito para servir de instrumento de troca, foi feito para gastar. Se não for uma troca imediata (que é o consumo) o ideal é que seja poupado e investido para um consumo futuro (reserva de valor). Estabelecer alvos de poupança é muito importante, mas pode ser bem tedioso. Pensa só: junta cinquenta ali, vinte lá, cem aqui… e no final de um ano você juntou R$2.000. Muito bom! Mas e aí? O que você vai fazer com isso?

Poupar para ver apenas o dinheiro crescer pode dar certo no início, mas não é sustentável no longo prazo. É importante definir montantes finais, montantes mensais a serem poupados; contudo, se não dermos um significado emocional, o benefício para a realização desse esforço, geralmente ou construímos a poupança a contragosto (porque a vontade de gastar vai ser maior do que a de juntar) ou em algum momento nos boicotamos.

Qual a grande sacada? No momento em que estiver mensurando, definindo os valores para poupar, defina o que você vai fazer com aquele dinheiro. Você deve dar propósito aos seus esforços de poupança. Quais são seus sonhos? O que você deseja alcançar na vida? Quais lugares quer conhecer? Eu tenho certeza que você já pensou em algumas coisas relacionadas a isso. Verifique quanto que custa seu sonho, divida em suaves prestações e pronto! Dentro de algum tempo você terá juntado o recurso necessário para realizar aquilo que deseja.

 

2) Use melhor o seu dinheiro

Como disse antes, dinheiro foi feito para gastar. Mas não é por isso que você vai pegar tudo o que recebeu em um mês (ou semana) e torrar tudo de qualquer jeito. O consumo também tem que ter propósito, intenção. Mesmo que você já receba renda passiva (recebimentos provenientes de negócios ou investimentos sem que tenha seu envolvimento direto) você sabe o quanto que trabalhou para conseguir o seu dinheiro: seja você assalariado ou profissional liberal ou empresário. Conquistar dinheiro geralmente envolve troca em termos de esforço e tempo. Tem tempo e energia, tem vida gasta naquilo que você tem atualmente nas mãos. Então, devemos procurar gastar o dinheiro com responsabilidade.

Estudos demonstram que o aumento do salário resulta no acréscimo de felicidade em apenas até certo ponto. E isso se dá pelo motivo de que as pessoas gastam aquilo que elas ganham. Essa é a lei da disponibilidade em ação, que também funciona com tempo: normalmente tendemos a consumir aquilo que nós temos até o limite estabelecido (seja tempo, seja dinheiro). Mas como gastar bem? Pense um pouco antes de consumir. Vou te dar alguns exemplos.

Vestuário: vale mais a pena comprar uma roupa baratinha ou uma roupa mais cara? Desde que bem comprado, vale a pena pagar um pouco mais. Roupas de melhor qualidade duram mais tempo e seu gasto com esse tipo de categoria tende a ficar mais espaçado. Vamos brincar com matemática básica (e sim, eu sei que não funciona exatamente assim): se você comprar uma camiseta que custe R$50 e depois de 5 lavadas ela parece que está velha, então, de forma simplista, é como se a cada lavada sua blusa custasse R$10; porém, se você adquire uma camiseta que custe R$90 e que possui maior qualidade e depois de 15 lavadas ela começou a dar aparência de velha, bom… sua camiseta custou R$6 a cada lavada. Lembrando que, no caso de vestuário é MUITO importante comprar bem procurando combinar com o que você já possui.

Lazer: e aquela assinatura de TV que custa R$100 e você simplesmente paga e ninguém assiste na sua casa? Tem 300 canais disponíveis e nem 5 você assiste? Será que essa despesa é realmente necessária em sua vida ou ela pode ser substituída por opções muito mais baratas? Se optar por não ter, você deixa de gastar R$1.200 no ano; se optar por uma opção mais barata (digamos que custe R$40) a economia pode chegar a R$720. Tenho certeza que um dinheiro desse a mais disponível para seus objetivos pode ser interessante…

Despesas financeiras: tarifas bancárias. Todo mês vai embora R$20 ou R$30 (se não forma mais) em taxa de manutenção de conta. Ou então a anuidade do cartão que cobra outros R$30 (se não for mais!). Pensa: se forem R$60 por mês só com despesas financeiras, são outros R$720 gastos com… provavelmente nada. Você pode até ser seduzido com benefícios prometidos pelo seu banco, mas até hoje eu não vi muita gente usufruindo deles, só pagando… E qual a alternativa? Muito simples: contas digitais. Já sabemos que a maioria dos bancos digitais oferecem contas gratuitas e em muitos deles os cartões de crédito não possuem anuidade. Se quiser mais detalhes sobre bancos digitais escute o episódio #116 em que tratamos desse assunto.

Esses são só alguns exemplos mais comuns. E é claro: você tem que avaliar o restante da sua vida financeira para poder avaliar se está ou não usando bem o seu dinheiro. Porque é aquela ideia: você pode tirar um pouco do que você quer menos para poder gastar com o que você quer mais. Simples assim.

 

3) Olhe sua conta bancária ou seus registros financeiros frequentemente

O hábito de olhar sua conta bancária e seus registros financeiros (seja em planilha, seja no caderninho, seja no aplicativo ou na plataforma web) é muito importante para manter sua consciência financeira sobre sua situação. Muita gente que não olha seu saldo bancário, por exemplo, faz isso porque não quer enxergar a situação, principalmente se ela está ruim. Só que tudo aquilo que ignoramos tende a piorar.

E de tabela existe um ganho: quando você lida mais ativamente com sua vida financeira, faz aquela auditoria regular de como andam suas finanças, fica atento se acontecem cobranças indevidas, cobrança de alguma taxa inadequada, também é despertada a curiosidade para o entendimento de como funciona o mundo financeiro. Você não precisa ser “o” especialista nas finanças, mas você tem que se tornar o especialista na sua própria vida financeira.

 

4) Viva abaixo daquilo que você ganha

Frugalidade é sinônimo de uma vida mais simples, modesta, menos dependente de dinheiro. É o contrário do perdulário, do esbanjador, daquela pessoa que vive consumindo excessivamente. Frugalidade nada tem a ver com viver uma vida pobre; porém, essa é uma das principais chaves para a construção de riqueza, tanto riquezas materiais quanto emocionais.

Por exemplo: digamos que você receba um salário de R$3.000 e tenha o desejo de sempre fazer uma viagem anual com a família e que essa viagem custe, em média, R$4.000. A conta é simples: R$4.000 dividido por 12 é igual a R$333 (vamos arredondar para R$350). O que isso significa? Sem considerar outros objetivos e também o seu padrão de vida, isso significa que para realizar seu desejo de viagem anual você deve viver como uma pessoa que recebe no máximo R$2.650. A parcela de R$350 já está comprometida com a viagem futura.

 

5) Pague-se primeiro: sempre

Como a maioria das pessoas faz: recebe o salário ou a remuneração e sai pagando as contas. Quando sobra (se sobra) faz poupança. Na boa? Provavelmente nunca vai sobrar. Eu sei, tem um monte de contas para pagar. Mas se você não separar parte daquilo que recebeu para você, o dinheiro vai embora e você fica enxugando gelo.

Apesar de poupança ser uma separação de recursos direcionados à algum objetivo, devemos tratar a poupança como despesa. Mesmo que você aplique esse recurso, ou seja, que você invista e ele vai gerar juros a seu favor, deve tratar como despesa. Isso se alinha à um comportamento arraigado na maioria dos brasileiros: pagar contas. Então, a poupança é mais uma conta: a sua conta pessoal. Chegou o recurso, ANTES DE PAGAR QUALQUER UM, pague-se primeiro. E sim, também sou profissional liberal, recebo em momentos diferentes no mês. Chegou o recurso, eu separo parte do que recebo e já direciono para investimentos. Eu sempre me pago primeiro. Faça o mesmo. O seu eu do futuro agradece.

 

6) Aprenda a dizer não: a si mesmo e aos outros

Essa é difícil. Todo mundo quer agradar aos outros e, normalmente, acabamos dizendo “sim”, quando sabemos que deveríamos ter dito “não”. Esse conflito interno acontece devido à uma necessidade natural do ser humano: a necessidade de aceitação, de amor, de conexão (eu tratei um pouco disso no episódio #50, quando falei sobre as Seis Necessidades Humanas). O “sim” implica em aceitar o que o outro está te propondo, mas algumas vezes significa abrir mão daquilo que é melhor para você. Perceba: não estou dizendo que você deve ser uma pessoa egoísta de escolher apenas tudo o que te faz bem em detrimento dos outros. Mas tratando-se de dinheiro, de decisões financeiras, às vezes se faz necessário: no mínimo para poder pensar melhor se vale a pena realizar ou não a compra.

Eu costumo dizer que é melhor dizer um “não” e depois voltar atrás e dizer um “sim” do que dizer um “sim”, se comprometer, e depois não poder dizer um “não”. É claro que temos a tendência de querer agradar, mas ao negar alguma coisa estaremos nos dando a oportunidade de pensar melhor sobre o que foi proposto. Quando você nega alguma coisa para alguém você não está negando a pessoa: está negando a proposta. E outro ponto muito importante: a forma como se diz é mais importante do que a mensagem da negativa. Portanto, negar com a justificativa de querer pensar melhor sobre algum pedido, mesmo que se mantenha a negativa da proposta é melhor porque você libera o outro do cumprimento daquilo que você se comprometeu a honrar. Sim, sim; não, não. Sem meio-termo.

Isso é para os outros. E para você mesmo? Dizer não para si mesmo dói. Mas também te tira do envolvimento emocional de decisões que podem comprometer sua vida financeira – principalmente quando são questões de grande impacto financeiro ou se são duradouras e/ou permanentes. Contudo, sinal de maturidade financeira é saber dizer não para si hoje para poder dizer sim para você no futuro.

 

7) Jamais toque em dinheiro poupado: aumente a distância entre você e seu dinheiro

Com o tempo você vai poupando, juntando dinheiro. E é gostoso ver os recursos crescendo. E é tentador que aquele dinheiro poderia ser usado para isso ou aquilo ou que… “eu posso pegar um dinheirinho aqui que depois reponho”. Balela.

O dinheiro que você está poupando deve ter propósito específico e você deve sempre lembrar do benefício que está querendo usufruir com o seu consumo futuro. A motivação emocional do seu propósito deve ser maior do que a satisfação da necessidade momentânea do presente. Mexer no dinheiro que foi juntado com tanto esforço é “nadar e morrer na praia”.

Como que podemos aumentar as barreiras, diminuindo a possibilidade de uso desses recursos tão preciosos? Podemos aumentar o número de passos para ter esse recurso disponível.

Se você tem esse dinheiro parado em Caderneta de Poupança a quantidade de passos para acessar o recurso está a poucos toques da tela de seu smartphone, isso se o recurso já não estiver em aplicações de resgate automático em seu banco. Mas se o dinheiro está aplicado em algum produto financeiro (principalmente se for em corretoras de valores) pode ser necessário dar muitos passos até chegar o momento de realizar o resgate.

Primeiro que o ambiente será outro (mesmo que seja virtual, o ambiente da corretora dá a entender que o dinheiro não está ali para consumo imediato e sim para um propósito maior previamente definido); segundo que você escolheu um produto que, para ser resgatado, precisa de algumas senhas até acontecer a confirmação de resgate efetivo. E terceiro que talvez o dinheiro não fique disponível tão imediatamente. Só esse caminho já traz barreiras psicológicas suficientes e uma ressaca moral de mexer num recurso que tem um propósito maior.

É claro que, se tiver que realmente mexer com o dinheiro (por exemplo: resgatar um recurso que está em reserva devido uma situação de necessidade real, como saúde), você deve mexer. Mas se é para resgatar para realizar algum capricho momentâneo muito provavelmente ao longo do caminho você vai repensar e até desistir do resgate.

 

Fechamos o podcast de hoje! Espero que tenha gostado desse episódio! No próximo podcast trataremos das boas práticas financeiras para investidores, 7 hábitos saudáveis para quem tem recursos para investir ou já tem recursos aplicados! Fique ligado!

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O link vai estar disponível na descrição e na transcrição desse episódio!

Ficamos por aqui e até a próxima semana com mais uma dica para a sua vida financeira!

Aqui é Phillip Souza, o Investidor Inteligente!

Investidor Inteligente do Dicas Curtas

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