O novato no mundo dos investimentos não investe com qualidade porque não tem clareza do que e como fazer. Você já sentiu essa dúvida, essa confusão e ficou parado apenas acumulando dinheiro, sendo constantemente tentado a usar o dinheiro poupado para comprar coisas no curto prazo ao invés de seguir seu plano de médio-longo prazo?

Se você é assim como eu e como qualquer ser humano que tem desejos e que atendê-los agora não necessariamente vai fazer bem para sua vida financeira e acaba cedendo a tentações e compra coisas ao invés de investir, você sabe que você pode estar prejudicando a vida do seu eu futuro, daquela pessoa que mais adiante pode precisar de recursos plantados hoje e que vão dar frutos importantes e saborosos lá na frente.

Certamente você não gostaria de passar por uma situação de privação financeira por não ter feito o seu dever de casa hoje, certo? Ninguém quer pensar em ter a possibilidade de passar fome, de não ter dinheiro para pagar as contas, não ter recursos suficientes para sanar alguma questão de saúde e muitos menos não ter dinheiro para desfrutar de prazeres mais caros e mais sofisticados no momento adequado.

E para que isso não aconteça (ou pelo menos a possibilidade fique cada vez mais afastada), a gente também precisa investir o nosso dinheiro. Contudo, muitos investidores iniciantes não têm ideia do que e como fazer: não têm a mínima noção de como deveriam começar a montar sua carteira de investimentos. E essa confusão, essa falta de clareza estratégica, faz com que o investidor congele deixando o dinheiro muito mal aplicado (na caderneta de poupança, por exemplo) ou que ceda às tentações e a imprevistos que poderiam ser solucionados de forma diferente, sem necessariamente usar o dinheiro que estava reservado para o longo prazo.

Como deveria, então, ser uma carteira de investimentos para um investidor iniciante? Existe uma regra? Existe alguma recomendação? É sobre isso que vamos procurar clarear nesse podcast!

Você está escutando o podcast do Investidor Inteligente; todas as semanas você pode nutrir a sua vida financeira com informações gratuitas de qualidade, apresentadas de forma bastante harmônica, lançando luz sobre diversos assuntos relacionados à finanças e investimentos.

Eu sou Phillip Souza, consultor em finanças e terapeuta financeiro, mentor em educação psicofinanceira especialista em inteligência financeira, o expert em Finanças e Investimentos do Dicas Curtas. Você me encontra nas diferentes redes sociais através do @phillipsouzabr e também no meu canal no YouTube, Phillip Souza.

Tenho a importante missão de te auxiliar a destravar a sua mentalidade e te ajudar a entender que a prosperidade também é para sua vida: usando bem o seu dinheiro você pode desfrutar de qualidade de vida, fazer com que ele sobre e investi-lo para realizar seus sonhos e objetivos! Isso tudo para que você possa evoluir em seu comportamento a partir da desconstrução, reconstrução e transformação da sua mente ampliando sua percepção, aprendendo, evoluindo e se comportando de forma mais sábia e próspera em relação às suas finanças, transformando-se em um investidor ainda mais inteligente.

Esse e os outros podcasts do Dicas Curtas são gratuitos. Portanto, você pode acompanhar e assinar agora o Investidor Inteligente nas diferentes plataformas de podcast seja através do seu dispositivo Apple ou Android, sendo que você também pode encontrar o Investidor Inteligente pelos apps Spotify ou Deezer. Para ficar por dentro com todas as informações, não perder nenhuma dica e acompanhar todas as semanas os novos episódios, basta seguir o podcast! Assim você vai poder usar bem o seu dinheiro no presente e investir pensando no futuro!

Ouça “190 Como deveria ser uma carteira de investimento para iniciante” no Spreaker.

É natural que, após ter a vida financeira estabilizada e com um bom grau de organização, queiramos reservar recursos e tenhamos o desejo de investir esse dinheiro em ativos financeiros que trabalhem para nós e reproduzam-se em mais recursos, ou seja, investir para conquistar aquilo que almejamos e que depende de dinheiro e investimentos financeiros.

Um dos grandes objetivos de boa parte dos brasileiros é a tão almejada independência financeira. Você pode ter outros objetivos, já que eles estão em função do desejo humano; portanto, podem ser os mais variados possíveis e é importante que eles sejam claros e precisos. Contudo, eles são apenas parte do processo, para nortear o rumo de nossos esforços.

O caminho, que é a forma que vamos construir o objetivo aliado ao tempo de poupança e investimento, é parte primordial da equação, com muitas variáveis, podendo-se ter configurações únicas variando de pessoa para pessoa, de investidor para investidor.

É comum ter dúvidas de como estruturar sua carteira de investimentos, já que existem muitas vozes na internet: algumas falando para ser realmente arrojado, enquanto outras indicam o conservadorismo. Não saber a quem escutar ou tentar conciliar todas as vozes ao mesmo tempo, faz com que muitos investidores iniciantes sejam impedidos de prosseguir ou tenham bastante dificuldade no processo.

Para sairmos dessa confusão, a gente tem que focar primeiro no básico e ir elaborando mais na medida em que vamos amadurecendo, tanto em termos de conhecimento quanto em termos de volumes de recursos poupados e investidos.

O básico do básico: o que é prioridade

Qual que é o básico do básico? Organizar sua vida financeira. Sem isso você pode até conseguir poupar algum dinheiro, mas logo que surgir um imprevisto ou um forte desejo de compra (e acredite, vão surgir muitos imprevistos e muitos desejos na sua vida) o plano de investir vai pelo ralo.

Ter uma boa organização financeira significa que você tem consciência do que está acontecendo com sua vida financeira: o quanto está recebendo e, principalmente, ter uma boa noção de quanto e como está gastando seu dinheiro – se você não souber como que você gasta o seu dinheiro é difícil até de conseguir mensurar com segurança o grau de poupança que você pode fazer.

Tem gente que, nesse momento, consegue poupar menos que 10% do que recebe; tem gente que o limite atual são os 10%; e tem gente que consegue poupar bem mais, passando até dos 30% dos recebimentos. Apesar de termos ideais (mínimo 10% da renda poupado, idealmente 20%) sem organização financeira é impossível ter clareza das possibilidades e dos ajustes que precisam ser feitos para que essas referências sejam estabelecidas.

Se você não conhecer bem o seu jogo financeiro e a dinâmica da sua vida financeira não existem regularidade e nem frequência quando se trata de investimentos – e ambas coisas são importantíssimas.

Inclusive eu quero te convidar para se inscrever no Programa de Adestramento Financeiro. Essa é uma oportunidade de ouro para transformar para sempre a sua vida financeira, partindo da tomada de consciência em relação ao seu dinheiro, iniciando o seu processo de habituação dos registros das suas movimentações financeiras. Esse é um acompanhamento sem custo que quero te dar por 21 dias em que eu terei o compromisso diário de estar com você para que possa te ajudar a realizar suas movimentações financeiras, registrar tudo o que você gastou (ou recebeu) e assim começar a domar o seu dinheiro: afinal, você é o dono dele. Assim que acabar de ouvir isto, inscreva no meu canal do YouTube ou na minha página do Instagram @phillipsouzabr.

Com a casa em ordem ou pelo menos com mais clareza, temos que focar primeiro nas prioridades e depois nos objetivos. Qual a diferença? Por mais que você tenha objetivos de comprar aquilo, de alcançar determinada coisa ou de conquistar aquela outra, as prioridades são as tarefas mais importantes antes dos objetivos.

Como assim? É importante primeiro resolver suas dívidas: dívida e investimento não combinam. Significa que você não pode investir estando endividado? Não. Pode investir, mas não é qualquer tipo de investimento que admite conviver com dívidas. Por que disso? Toda dívida tem juros; todo investimento recebe juros. Porém, na maioria dos casos, as dívidas vão te cobrar juros muito mais caros do que boa parte dos investimentos seguros vão te remunerar seja no curto ou no longo prazo.

Exemplo simples, mas concreto: se você tem uma dívida parcelada que te cobra – ou seja, você paga – 4,00% ao mês e tem recursos poupados que te remuneram 0,30% ao mês, é nítido que você está pagando muito mais em juros do que recebendo. Dependendo do caso, se você não conseguir diminuir a taxa de juros cobrada na dívida, é mais vantajoso pegar o recurso poupado e liquidar a dívida, de preferência de forma integral, mas vale também uma amortização parcial do que ficar com o recurso guardado, diminuindo o volume da dívida e consequentemente o volume de juros a se pagar.

Mas como eu disse, para usar esse dinheiro guardado depende do caso. Como assim? É importante que, em caso de dívidas, você tenha um colchonete de segurança e que esse recurso não seja usado para pagar dívidas, por mais que os juros recebidos sejam muito inferiores aos juros pagos. Por quê? Porque se acontecer de você ficar completamente desprovido de recursos e acontecer um imprevisto mínimo você está lascado: você pode vir a se endividar ainda mais agravando a situação.

O que pode ser feito nesse caso? Mesmo endividado, procure juntar pelo menos um salário mínimo e deixar esse dinheiro completamente reservado em caso de imprevistos graves. Lembra: esse recurso não é reserva de segurança – pode até vir a se tornar no futuro, mas esse recurso é um colchonete de segurança. A partir daí foque em liquidar mais rápido suas dívidas, direcionando todos os seus esforços em prol dessa prioridade: gerando sobras e direcionando para amortização mais acelerada e também gerando mais dinheiro através de uma fonte de renda complementar ou auxiliar.

Se você não tem dívidas ou se você está saindo delas existe uma segunda prioridade – e ela se chama reserva de segurança. Você deve focar e se esforçar primeiro em formar sua reserva de segurança antes de focar em seus objetivos: esse recurso deve estar em ativos líquidos, seguros e que, naturalmente, tenham menor rentabilidade. A reserva de segurança vai te trazer alívio em situações imprevistas significativas sem que haja necessidade (pelo menos a princípio) de tocar em investimentos que estão direcionados a objetivos maiores que precisem de mais tempo para maturar (seja por conta da oscilação, seja por conta da falta de liquidez).

Você já deve ter escutado que o investimento em ações, por exemplo, deve ser feito com recursos dos quais você não deve depender para o uso no curto prazo: isso porque o investimento em renda variável oscila e costuma ter retornos mais significativos após seu amadurecimento depois de alguns ou muitos anos de investimento – é recurso para colocar e não mexer, pelo menos a princípio, de acordo com sua estratégia pessoal.

Aí sim: com a vida financeira mais organizada, sem dívidas ou pelo menos com elas estancadas e sendo liquidadas mais rapidamente, com reserva de segurança formada, aí sim a gente pode pensar em objetivos. É prudente proceder assim porque seus objetivos podem precisar de tempo e um bom volume de recursos poupados e investidos: com a vida organizada você sabe como que funciona o seu jogo financeiro; sem dívidas ou com elas diminuindo, você começa a ter mais folga financeira, podendo usufruir mais do seu dinheiro e, se quiser, pode acelerar o processo de construção daquilo que almeja; e com reserva de segurança construída e no tamanho que considera adequada, você tem tranquilidade de investir em ativos mais arrojados, se assim quiser.

A partir disso, as possibilidades são inúmeras, dependendo basicamente 1) dos seus objetivos de investimento (volumes a acumular, prazo, etc), 2) do seu nível de conhecimento do mercado e dos produtos financeiros e 3) da sua tolerância emocional ao risco.

A carteira de um investidor iniciante

Para uma pessoa que é um investidor iniciante, é natural se ter um nível de conhecimento mais básico; portanto, é comum que se adote uma postura mais conservadora. Eu sempre gosto de enfatizar que existem dois tipos de conservadores: aqueles que são conservadores por escolha e aqueles que são conservadores por ignorância.

O conservador por escolha estudou, experimentou, entendeu como que funcionam os investimentos mais arrojados e não agradou das oscilações – portanto, apesar de poder não ter ganhos tão expressivos ao longo do tempo, contenta com seus investimentos crescendo de pouco em pouco, mas de forma razoavelmente mais estável, mais segura. O conservador por ignorância é aquele que não sabe (na teoria e tampouco na prática) como os investimentos mais arrojados funcionam e, por isso, tem medo de se arriscar – e ainda tem gente que é conservador por ignorância que defende, sem experiência concreta, que qualquer investimento em renda variável é cassino: uma pessoa desse tipo precisa rever seus conceitos e talvez até fazer terapia financeira para dissolver possíveis crenças limitantes em relação a dinheiro.

Adotando a premissa que você seja um investidor iniciante e que não tenha muitos conhecimentos sobre o mercado financeiro e sobre produtos do mercado financeiro, você tende a ser um investidor conservador por ignorância. E nada de ruim em relação a isso: a sua falta de conhecimento vai sendo suprida com o tempo, com os estudos e com mais contato e, principalmente, com pequenas experiências com os diferentes produtos do mercado financeiro. Com o tempo você vai se tornando mais e mais entendido do assunto.

Naturalmente, a falta de conhecimento aliada a falta de experiência faz com que tenhamos um pouco mais de medo. Em um ambiente que não conhecemos e que existem riscos de perdas é natural ficar receoso, com dúvidas se está fazendo certo e no momento certo. Daí vem a ideia, o conceito de tolerância emocional ao risco: se você é do tipo de pessoa mais cautelosa, sua tolerância emocional ao risco é menor, pois você tende a ter mais receio às perdas; se você é mais impetuoso, é da sua natureza se expor mais ao risco, mesmo que exista possibilidade de perdas.

Não tem certo e nem errado, mas é muito comum que o investidor iniciante mais cauteloso se torne mais arrojado na medida em que conhece mais (na teoria e principalmente na prática), assim como o investidor iniciante mais impetuoso possa suprir sua ânsia por crescimento mais robusto com estratégias que protejam sua carteira: pois tanto na renda fixa quanto na renda variável precisamos aprender mais e usufruir das diferentes possibilidades e produtos que existem para compor nossa carteira de investimento.

Apesar dessas variáveis particulares a cada caso, recomendo começar de forma mais conservadora. O primeiro passo para se fazer isso é determinar qual a alocação dos ativos: quantos porcentos vão para renda fixa e quantos porcentos vão para renda variável. Mais uma vez: não tem regra. Mas se for interessante ter uma referência, ajuste para 70% em renda fixa e 30% em renda variável, tanto no aporte inicial quanto nos aportes complementares. Na medida em que você for ficando mais confortável e for fazendo pequenos testes em ativos diferentes, vá ajustando essa proporção, principalmente se for com o propósito de se tornar mais arrojado.

Os dois passos fundamentais em todo caso é: 1) estude o suficiente para entender na teoria como funcionam os investimentos; 2) experimente com o mínimo capital possível para que você possa sentir se aquele tipo de produto é para você. Se for, aumente um pouco mais a sua exposição e acompanhe, sempre de olho nas suas emoções: se os investimentos estão tirando o seu sono tem coisa errada – e é por isso que você precisa experimentar devagar antes de poder fazer movimentos mais intensos e profundos em sua carteira de investimentos.

Quais produtos em cada classe de ativo? Se você pesquisar na playlist de podcasts dO Investidor Inteligente, vai ver que já apresentei vários produtos de renda fixa e renda variável. Dá uma conferida para poder aprender mais e ampliar sua percepção para diferentes oportunidades.

Mas uma boa porta de entrada para renda fixa são os produtos do Tesouro Direto, alguns CDBs, LCIs e LCAs; para renda variável, se você ainda está aprendendo ou estudando para escolher suas ações individuais e seus fundos imobiliários ou até mesmo ter mais clareza de qual estratégia seguir, prefira, num primeiro momento, investir seguindo o mercado: opte por entrar pelos ETFs, os fundos de índice, de renda variável – inicialmente por aqueles que seguem o Ibovespa, mas também podendo se expor aqueles que investem em índices estrangeiros e também em smallcaps do mercado brasileiro. Dessa forma você experimenta a renda variável com uma carteira que já é naturalmente bem diversificada com um custo muito baixinho, de até 0,30% ao ano em taxas. Lembre-se: depois de ter as finanças em ordem, de ter as dívidas estancadas, sob controle e diminuindo, e ter sua reserva de segurança formada (que também faz parte da sua carteira de ativos, mas com um propósito muito específico), não existe regra em termos de proporção de produtos na renda fixa e renda variável. A diversificação é recomendável para diluir um pouco do risco, mas quanto mais você conhecer e se especializar, mais seguro e entendedor do assunto você se torna – e, claro, você não precisa se tornar um super especialista para conquistar seus objetivos: só precisa fazer o básico bem feito e manter o foco em seus objetivos por tempo suficiente até que todo esforço acumulado transborde na realização que deseja.

O podcast dO Investidor Inteligente também pode ser um pouco seu! Acesse a transcrição no blog do Dicas Curtas caso queira deixar algum comentário para esse episódio! E você também pode participar mais fazendo a mesma coisa encontrando a postagem no perfil do Dicas Curtas tanto no Instagram (siga @dicascurtas) quanto na fanpage dO Investidor Inteligente no Facebook. Aproveita para seguir o perfil, curtir a página e as postagens, marcar seus amigos e compartilhar com eles o que você está aprendendo aqui!

Participe comigo através das minhas redes sociais (basta buscar o perfil @phillipsouzabr) e também no YouTube no meu canal Phillip Souza. Será uma honra ter contato mais próximo com você!

Caso queira, você também pode participar da comunidade exclusiva do Investidor Inteligente no Facebook, expondo suas dúvidas, dando suas sugestões de novos temas e apresentando postagens que agreguem à comunidade: leia e esteja consciente das regras antes de ingressar no grupo, ok?!

Todos os links estão na transcrição no blog e na descrição dos episódios.

Aproveite bem a sua semana, aproveite bem o seu tempo e aproveite bem as oportunidades que a vida te oferece.

Cuide bem de você, de sua família e de suas finanças!

Que Deus te abençoe! Aqui é Phillip Souza, e esse é o podcast dOInvestidor Inteligente!

Investidor Inteligente do Dicas Curtas

 

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