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“156 Como avaliar os melhores investimentos no mercado financeiro: os 3 pilares da Análise Fundamentalista”

Depois de montar sua reserva de emergência, é natural que o investidor iniciante queira experimentar e iniciar seus investimentos no mundo da bolsa de valores. E a gente sabe que começar na Bolsa é sempre um momento de muitas dúvidas. Surgem perguntas como “Qual ação comprar?” ou “O quanto dinheiro investir?” ou “Que setores e empresas são boas para aplicar?”. Esses são só alguns dos questionamentos que nos fazemos.

Contudo, é fato que todo mundo quer começar no mercado de ações com o pé direito, descobrindo técnicas para avaliar a qualidade de uma empresa e ter mais chances de sucesso no longo prazo. Como que nós podemos avaliar os melhores investimentos no mercado financeiro?

Nesse podcast vamos tratar dos 3 pilares da análise fundamentalista.

O podcast do Investidor Inteligente é apresentado todas as semanas com o propósito de ajudar em seu desenvolvimento financeiro trazendo informações claras e relevantes, orientações e estratégias valiosas para solucionar seus desafios financeiros, te ajudando a ampliar sua visão sobre dinheiro e refinar seu ponto de vista de modo que você possa realizar seus sonhos e construir com bases bem firmes seus resultados.

Eu sou Phillip Souza, palestrante, consultor e educador financeiro especialista em inteligência financeira, o expert em Finanças e Investimentos do Dicas Curtas e tenho propósito ousado de te ajudar a destravar a sua mentalidade e entender que a prosperidade também é para sua vida, provocando desconstrução, reconstrução e transformação da sua mentalidade para que você possa aprender a evoluir e se comportar de forma mais sábia e próspera em relação às suas finanças, transformando-se em um investidor ainda mais inteligente.

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Você quer investir no mercado de ações, mas não tem muita noção de qual empresa escolher, qual setor parece estar mais atrativo… e fica perdidinho, perdidinho.

Se fosse possível, todo mundo gostaria de começar a investir na bolsa e já sair ganhando rios de dinheiro com aquela tacada espetacular que fez naquela ação. Mas não é assim que funciona, não necessariamente. A gente sabe que precisa estudar e se expor ao conhecimento técnico da análise fundamentalista para poder avaliar a qualidade de uma empresa e fazer um melhor investimento.

Mas por onde começar? Tudo depende da perspectiva da análise (se top-down ou se bottom-up), mas quanto mais informação sobre o mercado, sobre o setor e sobre a empresa o investidor tiver e conseguir analisar e sintetizar em premissas de investimento, melhor.

Algumas premissas para entender se os ativos que você está buscando têm boa perspectiva podem ser construídas baseadas em três grandes fatores: análise macro, análise setorial e análise individual. No cenário macro, você pode utilizar a análise para praticamente qualquer ativo. Para o cenário setorial e individual, usa-se mais a lógica para empresas. Vamos aprofundar mais em cada um deles para organizar e direcionar seu raciocínio.

Análise Macroeconômica: o fundamento do investimento

Um dos principais pilares para acompanhar o andamento de um ativo é com certeza o cenário macro. Por exemplo: dificilmente uma empresa vai ter uma boa performance em um cenário político-econômico conturbado. Exceções sempre existem, mas não se trata da regra.

Uma das metodologias que existem para avaliação de uma empresa, por exemplo, é o chamado método top-down: ou seja, primeira se avalia o macro, depois o setor e por último a empresa. Alguns investidor preferem a metodologia chama bottom-up: primeiro se avalia a empresa em si, para depois chegar ao cenário contextual. Vamos tratar disso com mais detalhes no próximo episódio.

Busque em sua memória os últimos períodos econômicos do Brasil. Sinalize aqueles anos em que havia muitos rumores sobre a economia estar em baixa. Nesses momentos, a falta de confiança geral é normalmente uma regra. Acontece o mesmo com os participantes do mercado financeiro.

Os grandes participantes que geram impactos nos preços dos ativos, sempre ficam ligados ao que está acontecendo na economia, em nível macro: dados econômicos, como PIB, inflação e SELIC são sempre considerados. Também, expectativas políticas futuras trazem confiança e tranquilidade ou incerteza e insegurança para grandes investidores. Investir em um ambiente de negócios seguro é o que todo investidor quer.

Por esses motivos, um investidor que está acompanhando algum ativo deve ficar de olho como está a economia por trás desse ativo. Em outras palavras: deve saber como a economia está ajudando a precificar um ativo para cima ou para baixo.

O investidor está sempre conectado com o mundo, atento ao que está acontecendo porque isso pode e vai afetar, direta ou indiretamente, o seu patrimônio. Não significa que tenha que saber de todas as notícias, de todas as empresas, a todo tempo. Não; isso é humanamente impossível. Mas deve estar ligado ao que afeta a sua vida financeira e patrimonial. Buy and Forget, ou seja, comprar e esquecer não é uma estratégia de investimentos.

Mas no cenário macro, o que você tem que prestar atenção? Pelo menos 5 pontos: políticas governamentais, política-econômica externa, notícias, PIB e taxa de juros.

Políticas governamentais

As políticas governamentais afetam diretamente a precificação dos ativos. Os participantes do mercado estão sempre de olho em regulamentações, apoio e linhas de crédito, política monetária, política fiscal, privatizações ou estatizações… enfim, acompanham tudo o que o governo faz.

Por isso que em momentos de eleição o mercado fica extremamente agitado, fica bem mais volátil: ora sobe forte; ora cai forte; ora fica lateralizado, indefinido. A dúvida sobre quais serão os parâmetros que vão ser seguidas pelo próximo governo levam o dólar, a Bolsa e as commodities para cima e para baixo a todo momento.

Políticas pró-mercado são sempre bem recebidas, levando uma melhoria geral nas expectativas na Bolsa. Nesses momentos, geralmente a Bolsa tende a ir pra cima. Mas um ponto muito importante: você é investidor. O acompanhamento que você deve fazer, apesar da óbvia dificuldade de projetar o futuro, é verificar se essas políticas têm fundamento ou se não passam apenas de promessas.

Nesses bons momentos de mercado, as empresas mais relevantes para a Bolsa tendem a “puxar” o Índice Bovespa, enquanto que as que têm menos representatividade não necessariamente vão acompanha-lo na mesma velocidade. Isso é medido pelo chamado índice beta: o quanto uma empresa da B3 acompanha o Ibovespa.

Existe uma tendência que, em momentos de bonança política-econômica, o câmbio precifica para baixo. Ou seja: o câmbio fica apreciado, o real se valoriza diante do dólar. Mas cuidado: o esse ativo está muito vinculado ao ambiente externo, e mesmo que haja tranquilidade econômica interna, o cenário externo pode prevalecer.

Política-econômica externa

Guerras comerciais, taxa de juros norte-americana, preço de commodities… todos esses são fatores político-econômicos externos. É importante entender a economia de modo global. A economia brasileira não está desvinculada dos fatores externos: muito pelo contrário, se globaliza cada vez mais.

Se o ciclo econômico global é positivo, se tudo der certo a nível interno, certamente o resultado a médio-longo prazo deve ser bom para o mercado de ações. Por outro lado, o cenário externo pesa muito negativamente. Por exemplo, a China é um forte parceiro comercial do Brasil, portanto, um dos pontos que devemos ficar ligados é em relação às notícias sobre minério de ferro e índices chineses, pois tendem a influenciar o Ibovespa e empresas que estão ligadas à essa commoditie.

Notícias

As notícias são um fator relevante para a interpretação de mercado. Tanto notícias do ponto de vista econômico quanto as “breaking news” (que podem ser breaking news voltadas ao cenário político como fatores inesperados, por exemplo, o rompimento de uma barragem de mineração).

Há duas possíveis interpretações: se a notícia é positiva, para um investidor que já está acompanhando um ativo, visando o longo prazo, ele pode aumentar a posição ou deixar o mercado seguir andando a favor. Para notícias negativas, a interpretação deve avaliar se houve uma brusca mudança no mercado (por exemplo: a ação desabou, pois a empresa não vai conseguir honrar seus compromissos) ou, apesar das notícias ruins, se a queda das ações abre oportunidade para a compra de ações mais baratas.

Cada cabeça uma sentença. Cada informação, uma interpretação. São situações típicas que você pode enfrentar e terá que decidir por qual caminho seguir.

PIB

O PIB é uma importante variável do país, indicando a força econômica, no nosso caso, a força econômica brasileira. Um PIB com projeção positiva indica uma economia com força, puxando consequentemente vários setores. Uma economia em recessão indica que alguns ativos devam sentir mais efeito da falta de dinheiro da população. Um exemplo, são ações vinculadas ao setor de consumo: menos dinheiro circulando nas mãos da população ou a população com receio de comprar, menor o consumo, no geral.

Taxa de Juros

A taxa de juros é um componente muito forte da economia. Junto com o câmbio, é um dos principais preços da economia. No Brasil, é a Taxa Selic. Uma queda na taxa de juros, depois de um momento de forte alta por exemplo, é positiva pra Bolsa, pois os players têm que correr para Bolsa para melhorar a rentabilidade do seu patrimônio.

Eu gosto sempre de lembrar que toda avaliação é contextual, então é preciso acompanhar o cenário e conectar todos os pontos necessários para uma boa avaliação do ativo ou grupo de ativos que você acompanha.

Com tanto aprendizado, com tanta informação, você deve se perguntar: “como que te encontro, Phillip?” É muito simples: você pode me encontrar através das redes sociais (como o Instagram ou o Facebook) através do @PhillipSouzaBR; se preferir, também pode acessar meu site www.PhillipSouza.com.br e me enviar um e-mail com sua demanda ou mesmo uma mensagem no WhatsApp. Os links estão na descrição do episódio e na transcrição do podcast no blog do Dicas Curtas.

Vai ser um prazer te escutar, entender quais são seus desafios e necessidades, pensar em como posso te ajudar e desenhar uma proposta única e personalizada para que você possa destravar e curar sua mentalidade e te ajudar a se apossar da prosperidade que já está disponível para você e para sua família, seja através de um trabalho de orientação financeira ou planejamento de investimentos para sua vida financeira pessoal ou através de palestras, cursos, workshops ou treinamentos na área de inteligência financeira em seu negócio ou empresa.

Já entendemos que a Análise Macro pesa muito em termos de avaliação, pois todas as empresas estão sob um determinado cenário político, econômico e fiscal que afeta direta ou indiretamente mais ou menos, determinados setores. Daí entendendo o contexto maior, podemos pensar em entender o contexto setorial.

Análise Setorial

A Análise Setorial é muito utilizada para acompanhar e comparar empresas. Assim, é possível verificar como está a atividade da empresa frente ao seu setor. Ou seja, o quanto ela se destaca ou não.

Existem vários pontos que são importantes para observar, mas se podemos destacar alguns, três são essenciais: faturamento, consolidação de mercado e players concorrentes.

Faturamento

No faturamento ocorre uma comparação do tamanho da empresa e de seu faturamento frente a empresas de outros países. Assim, é possível avaliar o seu crescimento e projetar os próximos passos.

Consolidação de mercado

Em relação à consolidação de mercado, acompanha-se o chamado market share; ou seja, o quanto a empresa tem de participação de mercado em relação a seus concorrentes (é líder, é a segunda, está em um micro segmento dentro de um segmento maior). Também, verifica-se o quanto de projeção existe no mercado em si (projeção do setor).

Por mais que um setor cresça e se desenvolva, uma empresa pode não acompanhar, ou seja, a empresa pode não ser escalável. Traduzindo em exemplos práticos: não adianta achar que será possível atender 1000 pessoas em um bar de 5m². Portanto, é importante verificar o quanto a demanda do setor pode ser absorvida pela empresa.

Players concorrentes

É interessante entender como os players concorrentes dessa empresa têm se manifestado. Há alguma novidade no setor? Há alguma tecnologia que o concorrente obteve e está lançando no mercado? Por mais que a empresa tenha boa performance, alguns mercados são mais dinâmicos, como o mercado de tecnologia. Desse modo, é necessário ficar ainda mais atento frente às novidades do setor.

Análise individual

E por fim nós temos a Análise Individual. Com a análise fundamentalista se avaliam outros bons critérios a respeito da saúde e das projeções financeiras de uma empresa. Esses critérios podem ser quantitativos e qualitativos.

Alguns critérios quantitativos, que conseguimos mensurar com números e dados disponíveis são: fluxo de caixa, DRE, pagamentos de dividendos e endividamento.

Por outro lado, há critérios qualitativos, que não dão para serem mensurados objetivamente: modelo de negócios da empresa, diretoria, governança corporativa e estratégias para o longo prazo.

Muitas dessas informações podem ser buscadas diretamente nos sites das empresas listadas em bolsa, na parte de Relação com Investidores. Utilize essas informações, pois também são importantes para avaliação da força da companhia frente ao setor e frente ao mercado como um todo.

Nessa área de Relação com Investidores você vai encontrar tudo o que a companhia está fazendo e que precisa ser oficialmente divulgado, tanto informações e relatórios recentes como mais antigos, para que você possa construir um raciocínio de evolução ao longo da trajetória da empresa.

É muita coisa para ser analisada, compreendida e sintetizada. Por isso vá fazendo aos poucos, exercitando seu raciocínio que muito em breve você fica afiado. Quero lembrar que cada ativo tem sua particularidade: aplicações em renda fixa são diferentes de aplicações em renda variável, assim como o mercado ações é diferente do mercado de câmbio.

É preciso entender os fundamentos do ativo, quais são os pontos que são mais relevantes para aquele investimento, para então montar uma boa estratégia de aplicação de patrimônio. Você não precisa ser especialista em tudo. Mas te incentivo a se tornar especialista na sua própria vida financeira.

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Todos os links estão na transcrição no blog e na descrição dos episódios.

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Lembre-se de cuidar bem da sua saúde, da sua família, de seus relacionamentos e de suas finanças! Que Deus possa te abençoar imensamente!

Aqui é Phillip Souza, o Investidor Inteligente!

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