Ouça agora este podcast!“068 Como fazer o meu planejamento financeiro?”

Início de ano. Página virada para alguns; novo livro aberto para outros. E também é época em que muitas pessoas pensam em seus planos de uma forma um pouco mais concreta – a menos que você tenha feito suas resoluções de ano novo da boca para fora. Particularmente, eu faço meu planejamento de vida com um pouco mais de antecedência: final de novembro ou durante o mês de dezembro. Assim eu começo o ano novo focado naquilo que preciso executar para alcançar aquilo que me propus. Mas se você ainda não se planejou, no caso, financeiramente, esse podcast é para você!

Eu sou Phillip Souza, o expert em Finanças e Investimentos do Dicas Curtas e semanalmente trago aqui neste podcast, várias dicas, informações e orientações para ajudar a fazer com que você use bem o seu dinheiro para construir seus resultados de forma financeiramente saudável com foco em qualidade de vida, aproveitando o presente e cuidando do futuro, transformando-se em um investidor inteligente.

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Vamos falar sobre planejamento financeiro!

 

O que é planejar

Antes de começarmos a falar sobre a construção do seu planejamento financeiro, eu gostaria de explorar com você o conceito de planejamento. Muitas vezes usamos essa expressão na vida e nas finanças e parece um conceito tão abstrato, tão distante que, para alguns, dá até preguiça.

Planejamento tem a ver com o ato de planejar, ou seja, criar um plano para que nós possamos enxergar melhor o caminho para alcançar qualquer que seja o objetivo. Esse plano está relacionado com a preparação, organização e estruturação de um determinado resultado que se quer construir: é uma ferramenta que tem o propósito de prever ou antecipar situações e organizar ações e processos que vão ou podem acontecer no futuro, aumentando a racionalidade e eficácia – ou seja, gastando menos tempo e menos energia. Feito isso basta executar e posteriormente avaliar, confirmando ou não, se as decisões previamente estabelecidas foram acertadas.

 

Planejamento financeiro

O conceito de planejamento financeiro, portanto, está relacionado com a atividade de gerir a vida financeira, entendendo a situação atual, preparando e organizando as ações com foco em algum objetivo específico. No podcast 67 eu abordei a questão de estabelecer objetivos. Confere lá que você vai entender um pouco melhor como fazer isso.

Tratando-se exclusivamente da vida financeira, um planejamento financeiro tem a ver sobre a forma como se deve fazer um orçamento mensal, registrar as informações e monitorá-las e corrigir os desvios, para melhorar o uso do dinheiro ao longo do tempo. Além do mais, poupar e investir também fazem parte do planejamento financeiro, e isso tem a ver com o seu momento atual, os seus objetivos em relação à sua vida financeira.

 

Processo de mudança

Com isso claro, vamos falar sobre o processo de mudança. Primeiro ponto é o seguinte: para eu chegar à algum lugar que eu queira, é importante saber onde eu estou. Sem essa consciência fica difícil de pensar em planejamento, qualquer que seja ele, pois você não tem uma noção objetiva se precisa corrigir alguma coisa (e geralmente precisa), se pode melhorar alguma coisa ou mesmo pode potencializar alguma coisa em sua vida, inclusive a vida financeira. Então depois de ler esse artigo, vou te dar uma tarefa: você vai escrever qual que é a sua situação financeira atual.

 

Tomada de consciência 

Pensa assim: digamos que um amigo te pediu ajuda para avaliar a sua vida financeira. É interessante que você saiba se ele tem dívidas, e caso tenha, qual é o tamanho delas, quantas são, qual é o saldo devedor atual, isso tudo para definir o endividamento total. Se ele não tiver dívidas, será que seu amigo teria algum tipo de investimento? Se sim, quais investimentos? Onde eles estão alocados? Qual é o montante? Durante esse processo, com certeza você vai anotando, vai registrando. E independente de investimento ou dívida, é interessante também saber como ele tem usado o dinheiro, seus recebimentos, todas as suas despesas – talvez ele tenha isso escrito, detalhado, talvez saiba das despesas fixas ou mais relevantes, e talvez consiga estabelecer uma estimativa daquelas despesas mais corriqueiras, geralmente alimentação e lazer. Reunindo isso tudo você começa a entender onde podem estar as possíveis falhas, os pontos onde pode melhorar ou mesmo otimizar, correto? O ponto é o seguinte: você é o seu próprio amigo. Faça esse exercício como se fosse fazer para outra pessoa, mas na realidade você estará fazendo para você mesmo. E qual a finalidade disso: tomada de consciência – saber onde, exatamente, você está.

Se você nunca fez isso ou não acompanha regularmente sua vida financeira, você pode ter uma grande surpresa: positiva ou negativa. Mas isso é importante, porque sem essa referência você não sabe o que precisa ser feito daqui em diante.

 

Querer mudança

Se você realizou esse exercício, significa que você provavelmente quer mudança. Quer que sua vida, inclusive a financeira, melhore, progrida, correto? Então o desejo, a semente da mudança, já está dentro de você. Só que apenas querer não basta. É importante, mas não basta. Querer pura e simplesmente não vai fazer nada acontecer. O próximo passo, portanto, é saber como mudar.

E a partir daqui nós começamos a falar com mais profundidade o que é planejamento financeiro. Existem habilidades que precisam ser aprendidas para que você faça uma boa gestão do seu dinheiro, seja para corrigir problemas (como as dívidas ruins), seja para construir ou potencializar a construção dos nossos resultados e conquistas.

Se você possui renda, seja lá qual for a fonte, você já deve estar cansado de ouvir que deve gastar menos do que se ganha e investir bem a diferença. Com o tempo isso vai gerar uma massa de recursos financeiros para um propósito que você definiu: talvez reserva de emergência, talvez juntar dinheiro para realizar uma viagem, adquirir um carro, dar entrada em um apartamento ou adquirir à vista, fazer algum curso ou formação. Não sei, os objetivos são seus, não meus – então você deve saber o que você quer. Por outro lado, se você não possui renda ou não gerencia a renda de sua família, não faz muito sentido fazer um planejamento financeiro, concorda? Se você não possui renda e precisa ter (a partir de trabalho, por exemplo), a sua prioridade é consegui-la, que não é o foco desse podcast.

 

Plano de gastos

Idealmente, então, o segundo passo é, PRIMEIRO, separar uma parte daquilo que você recebe: no mínimo 10%, mas com o propósito de ir aumentando para uns 20% ou mais. Especialmente, se por conta de dívidas ou mesmo por conta de limitação de renda não consegue poupar no mínimo 10%, guarde menos dinheiro, mas guarde. Isso provoca um efeito psicológico, emocional e neural em relação à noção de abundância que você só percebe com a prática.

O terceiro passo se conecta com o processo de tomada de consciência: é hora de fazer um Plano de Gastos. O que é um plano de gastos? É outro nome para o que você deve conhecer como orçamento. E é aqui o coração do seu planejamento financeiro. Lembrando: planejar significa preparar, organizar e estruturar com o propósito de prever ou antecipar situações e organizar ações e processos que vão ou podem acontecer no futuro. E é isso que você vai fazer nessa etapa. Pega todas aquelas informações que você coletou e organiza, pelo menos, nessas categorias: receita; moradia ou habitação; alimentação; transporte; saúde; educação; telecomunicação; cuidados pessoais; lazer; vestuário; investimentos; outros; despesas financeiras e dívidas. Essa sequência, inclusive, costuma ser a ordem e prioridade da maioria das pessoas.

Eu vou deixar uma planilha eletrônica para você baixar no grupo do Facebook do Investidor Inteligente para facilitar a sua vida tanto na coleta de informações com diversas subcategorias já pré-definidas, quanto espaço para preencher os valores para 12 meses.

Feito essa organização, entendido o que é o quê, você tem que comparar se todas as suas despesas (inclusive as dívidas, se tiver) se encaixam DENTRO daquilo que você recebe ou costuma receber. Se não, você já tem um ajuste a fazer. Geralmente existem duas possíveis soluções: ou você ganha mais dinheiro ou diminui as despesas – se puder, as duas coisas. Quais gastos você pode diminuir? Qual categoria de despesa está exagerada? Quais hábitos ou atividades que estão demandando dinheiro que, se você largar de mão a preguiça, ajustar sua rotina, eles podem diminuir ou mesmo serem eliminados? Essa avaliação, esses ajustes, são muito particulares. A conta tem que fechar, no mínimo, no zero a zero. É o ideal? Não. Mas no mínimo você deveria dar conta de tudo o que gasta, seja com sobrevivência (ou seja aquilo que realmente não dá para eliminar: geralmente alimentação, moradia, transporte, saúde) ou com gastos de qualidade de vida (dependendo da categoria, podem diminuir ou serem dispensados por um tempo). Eu não tenho como avaliar isso por você através desse podcast.

Se você precisar de ajuda para fazer o seu planejamento financeiro, você pode entrar em contato comigo através do meu site www.PhillipSouza.com.br ou enviar uma mensagem pelo WhatsApp para combinarmos uma consulta pontual ou um processo de acompanhamento financeiro para que eu possa te ajudar de forma particular e específica. Fique à vontade para entrar em contato.

Definido, então, os ajustes que precisam ser realizados para que as contas fechem ou para que você melhore ou potencialize o uso do seu dinheiro, o próximo passo do planejamento consiste em projetar todas essas informações para, pelo menos, 12 meses adiante. Estamos falando de planejamento, então isso significa em pensar em situações futuras, correto? Já pensou que existem categorias de gastos além do seu plano de gastos rotineiro? IPVA, IPTU, taxas diversas ao longo do ano, seguros, 13º salário, férias: é hora de pensar e adequar o que pode acontecer no futuro.

Então, nesse momento, você vai fazendo o seu plano de gastos, mês a mês, considerando também esses grandes gastos – se vai ter que parcelar, se vai dar para pagar à vista, se vai ter que poupar antes para pagar no momento em que o gasto acontecer, se vai precisar de pedir dinheiro emprestado – mais uma vez, eu não sei a sua necessidade. Nesse processo, se você fizer com cuidado, vai descobrir.

Feito isso, escrevendo ou criando uma planilha (que é mais fácil de manipular os dados) praticamente o seu planejamento está pronto. Agora é necessário registrar e monitorar o seu progresso. Você deve registrar as informações, todas as receitas e despesas em uma ferramenta que seja fácil de usar, que você consiga enxergar seu progresso, que você consiga colocar essas informações trabalhadas até agora para ter suas referências mais explícitas, de modo que você consiga mensurar a sua evolução ao longo do tempo. Geralmente a maneira mais fácil é através de um aplicativo no celular, sendo que para algumas pessoas funciona bem também as planilhas eletrônicas. Existem várias espalhados na internet. Gaste um tempo experimentando e testando até encontrar aquele que te agrade e te atenda.

Ao longo do mês, se sua ferramenta permitir ou você conseguir fazer isso de alguma forma, vá monitorando a evolução do cumprimento do seu plano de gastos, principalmente as suas despesas; ao longo do mês você pode ir corrigindo algumas coisinhas que podem fazer diferença no final do período.

Ao registrar você acumula informações. De mês a mês, você deve tirar um dia (ou no final do mês ou no início do mês), pegar suas informações, comparar com o seu Plano de Gastos original, tomar consciência das falhas, dos percalços ao longo desse período (gastou demais com lazer, exagerou em algum ponto da alimentação, teve algum gasto imprevisto, comprou o que não devia), corrigir os desvios, se for o caso, ajustar o Plano de Gastos e repetir o processo de registro, monitoramento, correção e ajuste.

 

Comprometimento

E aqui, nós chegamos ao último ponto do processo de mudança: o comprometimento. Você pode escrever, você pode planejar, fazer planilhas mirabolantes, registrar todas as despesas, todas as receitas, fazer tudo como manda o figurino: mas se você não se comprometer em agir, em mudar a sua vida financeira, por mais desafiador que tenha sido até então, de nada adianta planejar. Pensa em uma moeda. Ela tem dois lados. Planejamento e ação são os dois lados de uma mesma moeda.

Então nesse podcast nós falamos sobre o conceito de planejamento, sobre planejamento financeiro, e sobre o processo de mudança, que envolve tomada de consciência, querer fazer, saber como fazer e se comprometer com a mudança, inclusive na sua vida financeira. Agora sim, você tem as condições essenciais para fazer um bom planejamento financeiro.

Terminamos o podcast de hoje por aqui! Ficou com alguma dúvida ou tem algum ponto que gostaria que eu esclarecesse melhor ou mesmo aprofundasse? Faz o seguinte: me procura lá no grupo do Investidor Inteligente no Facebook ou mesmo na fanpage do Investidor Inteligente e manda sua mensagem com suas dúvidas, sugestões, questionamentos!

Além disso, se você quiser, proponha temas de seu interesse, lança no grupo uma ou várias perguntas sobre outros temas para que eu possa, inclusive, produzir novos episódios direcionados àquilo que você quer aprender!

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Eu fico por aqui e aguardo sua participação!

Até a próxima semana com mais uma dica do Investidor Inteligente!

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