Ouça agora este podcast!

“086 Como funciona a Letra Financeira?”Você já ouviu falar em Letra Financeira (LF)? Esse investimento é uma aplicação interessante para quem busca boa rentabilidade no longo prazo. Porém, a aplicação inicial é alta, de pelo menos R$ 150 mil. Mas para quem pode realizar esse investimento, ao fazer as contas compreende que seu rendimento compensa, normalmente em patamar superior a títulos concorrentes, como CDB e LCI/LCA, por exemplo. Nesse podcast vamos entender melhor como que funciona a Letra Financeira.

Eu sou Phillip Souza, o expert em Finanças e Investimentos do Dicas Curtas e todas as semanas apresento nesse podcast, várias dicas, informações e orientações para ajudar a fazer com que você use bem o seu dinheiro para construir seus resultados de forma financeiramente saudável com foco em qualidade de vida, aproveitando o presente e cuidando do futuro, transformando-se em um investidor inteligente.

Para você ficar por dentro com todas as informações e não perder nenhuma dica, basta assinar gratuitamente o podcast e acompanhar todas as semanas o Investidor Inteligente do Dicas Curtas.

 

Como funciona a Letra Financeira

A Letra Financeira funciona de forma semelhante a outros títulos de renda fixa; é uma aplicação de renda fixa em que as instituições financeiras buscam recursos de longo prazo, a partir de dois anos, e com investimento inicial alto, de pelo menos R$ 150 mil.

Diferentemente de muitas outras aplicações, a Letra Financeira não pode ser negociada antes desses dois anos. O rendimento costuma ser pós-fixado, atrelado ao CDI. Mas também há títulos desse tipo que remuneram de forma pré-fixada, com uma taxa de juros anual especificada antes da aplicação. Existem ainda Letras Financeiras atreladas a um índice, como o IPCA, que ajudam a blindar o investimento da inflação.

Alguns desses títulos oferecem pagamento de juros semestrais, mas, nesse caso, você precisa contar com o desconto do Imposto de Renda a cada seis meses.

Ao contrário de investimentos como CDB e LCI/LCA, a Letra Financeira não possui a proteção do Fundo Garantidor de Crédito (FGC); ou seja: aquela proteção de pelo menos R$ 250 mil por CPF e por instituição financeira não abrange esse investimento. Portanto, o investidor está sujeito à solidez da instituição financeira que emite o título. Por isso, não adianta buscar rentabilidades astronômicas em instituições pouco confiáveis: é preciso ir atrás do histórico de crédito e da solidez da instituição financeira.

Vamos entender melhor quais aspectos analisar antes de fazer seu primeiro investimento em Letras Financeiras.

 

Investimento mínimo e prazo mínimo

O investimento mínimo para uma Letra Financeira é de R$ 150 mil e o prazo mínimo do título é de dois anos. É importante lembrar, ao considerar esse título, que você não poderá resgatar o dinheiro antes desse prazo, nem com deságio (quando há o pagamento de um prêmio ao banco ou à corretora).

Levando em conta o investimento e o prazo mínimos, é essencial que a rentabilidade do título em questão seja superior a concorrentes mais líquidos. Se não for, não faz sentido aplicar nesse título, já que as restrições não oferecem a contrapartida necessária na remuneração.

 

Rentabilidade da Letra Financeira

A rentabilidade da Letra Financeira costuma ser uma das maiores do mercado de renda fixa, aquele cujos rendimentos podem ser calculados ou projetados na hora do investimento.

A valorização desse título normalmente é oferecida de forma pós-fixada, de acordo com o desempenho do CDI, embora também haja opções atreladas ao IPCA (que pagam juros mais a variação da inflação oficial) e pré-fixadas (com juro anual já definido na hora da aplicação).

O formato da remuneração pode ser semestral: nesse caso, o pagamento dos juros ocorre a cada seis meses. Não devemos esquecer, porém, que essa opção acarreta a cobrança semestral de Imposto de Renda, o que prejudica a rentabilidade final do título, já que o valor coletado antecipadamente pelo IR deixa de ficar se valorizando ao longo de todo o período restante.

Só para resumir os conceitos até então: Letra Financeira é o tipo da aplicação; o prazo é o período até o vencimento (antes do qual não se pode fazer o resgate); o rendimento geralmente é atrelado ao CDI (que é uma referência comum de rentabilidade em investimentos) e o valor mínimo é o mesmo para todos, de R$ 150 mil.

Para simular investimentos em Letras Financeiras, você pode usar a Calculadora do Cidadão (https://www.bcb.gov.br/acessoinformacao/calculadoradocidadao), uma ferramenta disponibilizada gratuitamente pelo Banco Central. Nela, você pode usar os últimos anos como exemplo de quanto uma aplicação com essas características rendeu: basta acessar a parte de Correção de Valores, depois selecionar a aba CDI, digitar o valor, o período e o percentual do CDI.

Por exemplo: digamos que um investidor tivesse realizado uma aplicação de R$ 150 mil em uma Letra Financeira que paga 110% do CDI, teria rendido 16,91% (antes do IR) ao longo de dois anos, de 1º de abril de 2017 a 1º de abril de 2019, considerando o CDI desse período. Descontando o Imposto de Renda, o resultado final nesse exemplo seria uma valorização de R$ 21.562,56, totalizando R$ 171.562,56.

Vale atentar que no período de simulação o CDI veio acompanhando a queda da Taxa Selic (que hoje está em 6,5% a.a.); e, que em caso de elevação da Taxa Selic, consequentemente do CDI, o retorno da Letra Financeira tende a ser maior.

Essa observação é para que você não crie expectativas falsas: todas as aplicações em renda fixa pagarão menos nos próximos anos, porque dependem, de uma forma ou de outra, de títulos do Governo Federal.

 

Para quem é indicado o investimento em Letra Financeira

A Letra Financeira é indicada para investidores com capital elevado, que buscam diversificar seus investimentos e aplicar quantias maiores, com rentabilidade potencialmente melhor que a de outros títulos de renda fixa.

O risco se dá apenas para o caso de uma possível quebra da instituição financeira, fator que pode ser driblado com uma boa pesquisa do histórico e da solidez da corretora ou do banco de investimentos.

 

Riscos das Letras Financeiras

O risco de uma Letra Financeira não é o mesmo de uma aplicação em renda variável, já que o rendimento desse título é conhecido antes da aplicação. A insegurança aqui se dá ao aplicar em instituições pouco sólidas, sem um histórico louvável e comprovável.

É importante lembrar que a Letra Financeira não tem a proteção do Fundo Garantidor de Crédito. Para aplicações como CDB, LCI/LCA, Letras de Câmbio, o FGC cobre o saldo do investimento até o limite de R$ 250 mil por CPF por instituição financeira emissora.

 

Tributação das Letras Financeiras

A tributação da Letra Financeira é basicamente o Imposto de Renda, em sua alíquota mínima, que é a de 15%, para aplicações superiores a dois anos. Tome cuidado, contudo, ao comparar as Letras Financeiras com outros investimentos em renda fixa que incide o imposto de renda (geralmente com 4 faixas de alíquotas decrescentes dependendo do tempo), para que você possa realizar uma comparação correta.

 

Vantagens e Desvantagens da Letra Financeira

Vantagens                

As vantagens da Letra Financeira são basicamente as seguintes:

  • Rentabilidade superior à média na renda fixa;
  • Possibilidade de diversificação de investimentos;
  • Facilidade de aplicação;
  • Projeção confiável de retornos na hora do investimento;
  • Menor alíquota do Imposto de Renda (15%).

 

Desvantagens

As desvantagens da Letra Financeira podem ser elencadas da seguinte forma:

  • Investimento mínimo alto, de pelo menos R$ 150 mil;
  • Prazo longo, de no mínimo dois anos;
  • Impossibilidade de resgate antes do vencimento;
  • Tem incidência de Imposto de Renda (15%);
  • Não oferece a proteção do Fundo Garantidor de Crédito.

 

Planejamento financeiro para investir em Letras Financeiras

Antes de aplicar em Letras Financeiras, é necessário fazer um diagnóstico acurado de suas finanças, já que se trata de um investimento de longo prazo.

Para isso, prepare uma planilha, de papel ou virtual, e comece a anotar todos os seus gastos. É importante que você divida e categorize todas as despesas e inclua também possíveis custos extraordinários que podem estar no seu horizonte.

Além dos gastos, assinale todos os seus rendimentos atuais e perspectivas futuras. Assim, você terá uma boa noção do quanto tem para investir de verdade e qual é o percentual de suas reservas do qual você não precisará nos próximos dois, três, quatro ou cinco anos.

Vale lembrar que é sempre importante manter sua reserva de emergência alocada em aplicações de alta liquidez, seguras e, dentro do possível, mais rentáveis, como Fundos DI, títulos do Tesouro Selic e LCIs e LCAs de curto prazo. Se quiser um pouco mais de detalhes sobre Reserva de Emergência você pode consultar o episódio #25.

Depois desse colchão de emergência, você pode aplicar conforme diferentes prazos, para garantir sempre o melhor retorno. Lembre-se: normalmente, os rendimentos mais altos geralmente dependem de prazos maiores. É o caso das Letras Financeiras, para as quais você deve se preparar para manter o dinheiro investido por pelo menos dois anos.

Se precisar de orientação profissional sabe que pode contar comigo, basta entrar em contato para combinarmos uma reunião.

 

Conclusão

A Letra Financeira pode ser uma excelente opção para quem mira o longo prazo e conta com um elevado capital inicial e a certeza de que não precisará do dinheiro antes de dois anos da aplicação. Para esses casos, esse investimento oferece uma das maiores rentabilidades da renda fixa, normalmente atrelada ao CDI.

É importante levar em conta um aspecto fundamental ao aplicar nesse tipo de título: a solidez da instituição emissora. Isso porque a Letra Financeira não conta com a proteção do Fundo Garantidor de Crédito, que banca o saldo de investimentos como a Caderneta de Poupança, o CDB, LCI/LCA e as Letras de Câmbio em caso de quebra da instituição financeira.

Além disso, quem se interessa pelas características da Letra Financeira deve buscar informações também sobre CDB, Letras de Câmbio e LCI/LCA, aplicações com bons retornos e maior flexibilidade de vencimentos e liquidez. A primeira e a segunda têm cobrança de Imposto de Renda, e a terceira, não. Todas são protegidas pelo Fundo Garantidor de Crédito.

Terminamos esse podcast por aqui. Se ficou com alguma dúvida ou se teve algum ponto que deixei de abordar, fique à vontade para entrar em contato comigo através do grupo exclusivo do Investidor Inteligente no Facebook! Lá você também pode deixar sua mensagem, sugestão de novos temas, suas dúvidas em relação a qualquer episódio ou outras dúvidas além deles – inclusive, dê uma olhada se já foi abordado alguma coisa que você tenha em mente: às vezes a dica que você está precisando já está disponível!

Todas as mensagens são filtradas e analisadas pelos moderadores do grupo, para evitar spam de modo que tenhamos uma contribuição mais saudável. Fique à vontade para conversar sobre finanças e investimentos com os outros investidores inteligentes que estão na mesma estrada que você, se desenvolvendo e obtendo mais conhecimento na área financeira pessoal – e se entender que precisa de algum trabalho de orientação, estratégia ou planejamento financeiro mais específico, fique à vontade para entrar em contato comigo seja por e-mail, por WhatsApp ou Messenger!

Curta, comente, compartilhe, deixe sua opinião e também dê sua avaliação no iTunes para que este conteúdo chegue cada vez mais longe, ajudando mais e mais pessoas a cuidarem bem de suas finanças e investirem com mais qualidade e consciência!

Assine agora este podcast no seu dispositivo Apple através do aplicativo Podcast, ou no seu dispositivo Android usando o aplicativo de podcast de sua preferência; você também encontra o Investidor Inteligente no Spotify e no Deezer. Fazendo isso você receberá uma notificação sempre que um novo episódio estiver disponível.

Sugiro que você acesse o site www.DicasCurtas.com.br para conhecer o nosso time de experts, em várias áreas do conhecimento, que com certeza vão contribuir para você desenvolver uma vida plena!

Agradeço a oportunidade em contribuir mais um pouco para sua vida e aguardo sua participação nas redes sociais!

 

Até a próxima semana com mais uma dica do Investidor Inteligente!

Investidor Inteligente do Dicas Curtas

Pin It on Pinterest

Share This