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“081 O que é CDB?”

 

Uma das alternativas preferidas daqueles que estão dando os primeiros passos nos investimentos são os CDBs. CDB significa Certificado de Depósito Bancário, que é um título de renda fixa do tipo crédito privado, oferecidos por bancos. Na prática, você empresta dinheiro ao banco, que te remunera com juros. A remuneração é definida no ato da contratação do CDB e pode variar de acordo com o valor total aplicado, o prazo do CDB, e a saúde financeira do banco emissor.

A comodidade de aplicar pelo site do banco onde você é correntista e resgatar os recursos para sua conta fazem dos CDBs um destino popular para investir a reserva de curto prazo. No entanto, se você está pensando em construir patrimônio, concentrar em CDBs tem suas armadilhas. Neste podcast, você vai conhecer um pouco mais sobre as características e funcionamento dos CDBs enquanto opção de investimento, suas vantagens e desvantagens.

Eu sou Phillip Souza, o expert em Finanças e Investimentos do Dicas Curtas e semanalmente trago aqui neste podcast, várias dicas, informações e orientações para ajudar a fazer com que você use bem o seu dinheiro para construir seus resultados de forma financeiramente saudável com foco em qualidade de vida, aproveitando o presente e cuidando do futuro, transformando-se em um investidor inteligente.

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O que é e como funciona o CDB?

O Certificado de Depósito Bancário foi regulamentado pelo artigo 30 da Lei Nº 4.728, de 14 de julho de 1965 (Lei do Mercado de Capitais). Entretanto os bancos só foram autorizados a emiti-los em 1966, através do Decreto-lei Nº 14, de 29 de julho de 1966.

Tá, mas e aí? De forma bem objetiva: investir em CDBs é emprestar seu dinheiro para o banco. Eu falei um pouco disso no episódio 56, quando tratei sobre os títulos de dívida.

Os bancos possuem operações comerciais de empréstimos, como cheque especial, crédito direto a correntistas e financiamento de automóveis, por exemplo. Para viabilizar essas operações e atender aos clientes que precisam de crédito, os bancos precisam tomar dinheiro emprestado pagando juros. Ao emitir CDBs, o banco funciona como um intermediário entre os investidores, que são uma das fontes de captação do banco, e os tomadores de empréstimo.

O investidor aporta seu recurso no banco; o banco empresta dinheiro a pessoas e empresas; as pessoas e empresas pagam muito juros aos bancos; e os bancos pagam uma parte desses juros aos investidores. Esse é basicamente o fluxo.

Atualmente, o volume de investimentos em CDBs no Brasil é de quase R$ 500 bilhões, uma cifra bastante expressiva.

 

 

Tipos e Rentabilidade dos CDBs

A rentabilidade de um CDB é a taxa de juros ou remuneração determinada na contratação do investimento. Nesse aspecto, existem diferentes tipos de CDBs:

 

CDBs pós-fixados, atrelado ao CDI

É o tipo mais comum, no qual o investidor recebe um percentual da variação do CDI no período.

Exemplo: Considere um CDB que ofereça remuneração de 90% do CDI ao ano. Se nesse período o CDI for de 10%, a rentabilidade bruta do CDB será de 9%. Assim, R$ 1.000 aplicados teriam rendido R$ 90 em um ano.

 

CDBs híbridos, indexados à inflação

São vinculados a um índice de preços, como o IPCA, mais um acréscimo de juros prefixados. Ou seja, além da manutenção do poder de compra do seu dinheiro com a correção pela inflação, é possível obter um ganho real no período.

Exemplo: Considere um CDB que remunere IPCA + 4% ao ano. Se o IPCA no ano for de 6%, uma rentabilidade bruta de 10% é esperada ao final do período. Assim, quem investiu R$ 1.000 terá um ganho de R$ 100.

 

 

CDBs prefixados

Nesse caso, a taxa de juros é definida no momento da aplicação.

Exemplo: Considere um CDB que pague taxa de juros de 8% ao ano (sem nenhum vínculo com a Selic ou o CDI). Se você investir R$ 1.000 por um ano, sua rentabilidade bruta será R$ 80.

 

O CDB pós-fixado é muito mais comum que as outras modalidades, mas os bancos de varejo frequentemente tentam vender CDBs da forma mais vantajosa para si. Quando os juros estão subindo, tornam-se mais frequentes as ofertas do banco para vender CDB prefixado, travando a rentabilidade em valores mais baixos; e quando os juros estão caindo torna-se mais comum o banco vender CDB pós-fixado, para poder reduzir a remuneração do investidor junto com a queda dos juros. Nesse caso, você, como investidor inteligente deve pensar o contrário: juros subindo, é melhor investir em CDBs pós-fixados, aproveitando a alta da taxa de juros; se a expectativa da taxa é cair, o interessante é adquirir CDBs pré-fixados, travando a rentabilidade em um patamar mais elevado. Fica a dica!

 

 

Liquidez dos CDBs

Muitos CDBs oferecem liquidez diária, ou seja, permitem que você faça resgates em um dia útil. No entanto, existem títulos com prazo de resgate maior. Se você contratar um CDB com liquidez de 90 dias e precisar resgatar antes do vencimento, o banco pode exigir um deságio para efetuar a operação, resultando em perda parcial ou total da rentabilidade. Por isso, é importante estar atento à liquidez na hora de contratar.

 

 

Custo dos CDBs

Diferentemente dos fundos de investimento, que também são oferecidos pelo seu banco, CDBs não têm taxa de administração e/ou de performance. Isso significa que eles não têm custo? Não exatamente. Nos CDBs, o custo que você paga para investir vem na forma de spread. Spread é a diferença de taxas entre o dinheiro que o banco emprestou e o dinheiro que é pago ao investidor. Se o banco empresta a 10% e paga o investidor 1%, o spread é essa diferença: os 9%.

Por isso, também, que é tão importante foco para liquidar as dívidas: é muito difícil conseguir retornos seguros com valores tão expressivos quanto o que é cobrado através de juros pelos bancos. Portanto, a prioridade antes de investir, é liquidar dívidas.

 

 

Riscos e garantias dos CDBs

Como os CDBs são títulos que representam a dívida de uma instituição financeira com o investidor, o risco mais relevante é de crédito, ou seja, o risco de o banco quebrar. Uma boa maneira de medir esse risco é avaliar a taxa de juros que instituição financeira promete pagar.

Os grandes bancos do varejo têm mais penetração e conseguem captar dinheiro via CDBs oferecendo rentabilidades mais modestas. Às vezes oferecem algumas opções um pouco melhores, vinculadas a prazos maiores de resgate, o que afeta a liquidez do investimento.

Já bancos de menor porte, que não inspiram tanta confiança, ou que estejam passando por dificuldades financeiras, precisam pagar uma remuneração maior para atrair o investidor. A incerteza em relação ao investimento exige um prêmio de risco maior.

Por isso, antes de tomar uma decisão de investimento motivada pela promessa de uma rentabilidade excepcional, tente entender a situação financeira do banco emissor.

Nessa hora você pode ter pensado: “Por que se preocupar, se tem a garantia do FGC?”. Sim, os CDBs são garantidos pelo Fundo Garantidor de Crédito até o limite R$ 250 mil, por CPF e por instituição financeira.

Mas, pense um pouco: comprar um investimento arriscado, contando apenas com a garantia, não parece uma estratégia muito saudável. Além disso, a sua reserva para emergências não deveria estar sujeita a um processo de falência ou recuperação judicial do banco emissor, pois esses eventos podem “travar” por alguns meses subitamente um dinheiro que deveria estar sempre à sua disposição. Portanto muito cuidado com investimento em CDBs em bancos de segunda ou terceira linha.

 

 

Quando aplicar em CDBs

O CDB é um produto simples de investimento, adequado para investir recursos que serão utilizados no curto prazo, como a reserva para emergências, o valor destinado à compra de um carro ou uma viagem no curto prazo, por exemplo. Se sua ideia é construir patrimônio para o longo prazo tendo os CDBs como protagonistas da sua carteira de investimentos, tenha ciência das seguintes armadilhas:

 

 

Ausência de diversificação

Ao concentrar sua carteira com CDBs, você deixa de aproveitar os benefícios da diversificação de investimentos.

 

 

Risco de concentração em crédito privado

CDBs são títulos de crédito privado, podendo estar sujeitos à inadimplência da instituição emissora.

 

 

Menor rentabilidade no longo prazo

Os bancos mais sólidos, onde o risco é menor, oferecem rentabilidades muito baixas, aumentando o spread bancário praticado.

 

 

Tributação dos CDBs

O Imposto de Renda (IR) incide sobre a rentabilidade do CDB por meio de alíquotas regressivas, de acordo com o tempo de permanência no investimento, conforme as definições a seguir: prazo de até 6 meses, pagamento de 22,5% de IR sobre rendimento; prazo de 6 meses a 12 meses, pagamento de 20% de IR sobre rendimento; prazo de 12 meses a 24 meses, pagamento de 17,5% de IR sobre rendimento; prazo acima de 24 meses, pagamento de 15% de IR sobre rendimento. Portanto, é interessante investir em CDBs com um horizonte de mais de 2 anos, pelo menos.

Como o banco é responsável pela retenção do imposto na fonte, quanto o CDB vence ou você solicita o resgate antecipado, sua remuneração já é líquida de impostos. Geralmente, o banco permite que você acompanhe o investimento sabendo o saldo bruto (antes dos impostos) e o saldo líquido (já descontados os impostos).

Se você mantiver o investimento por 30 dias ou menos, também terá desconto de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre seu ganho financeiro.

 

 

Vantagens e desvantagens dos CDBs

 

Vantagens

Conveniência: é possível fazer aportes e solicitar resgates com facilidade pelo internet banking, sem precisar fazer TEDs para outras contas. E, dependendo do banco, é possível aplicar valores bem pequenos (menos de mil reais);

Liquidez: boa parte dos CDBs disponíveis no mercado oferecem liquidez diária. Se você precisar resgatar, pode ter o dinheiro em sua conta no mesmo dia ou no próximo dia útil;

Garantia do FGC: até R$ 250 mil (principal + juros), por CPF e por instituição financeira, em caso de quebra do banco.

 

 

Desvantagens

 

Rentabilidade: bancos mais sólidos têm poder de barganha para oferecer taxas de juros mais baixas. Em alguns casos, cobranças extras por resgates antecipados também podem minguar seus ganhos;

Tributação: quem mantém investimentos de curto prazo no CDB é prejudicado pelas maiores alíquotas de IR ao fazer resgates. Não tem como fugir: quase todos os ativos de renda fixa funcionam assim. Certifique-se de levar o imposto em conta na hora de comparar as alternativas, e também planeje suas necessidades de caixa para tentar pegar as alíquotas menores.

 

Agora sim você, investidor inteligente, consegue entender muito melhor o funcionamento desse produto financeiro, desse investimento que é o Certificado de Depósito Bancário, o CDB. Claro que tem muitos outros detalhes sobre esse produto financeiro, mas o essencial você já possui para poder começar a raciocinar sobre estratégias em cima desse produto! E vamos adiante, desbravando e descobrindo os outros produtos financeiros!

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Ficamos por aqui e até a próxima semana com mais uma dica do Investidor Inteligente!

 

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