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“151 Como investir quando se tem dívidas?”

Você ouve falar muito que deve se tornar um investidor, quanto mais jovem melhor; talvez saiba de muitas histórias de empreendedores e até de ícones no mundo dos investimentos que se tornaram muito, muito ricos investindo; talvez até tenha amigos que falem sobre investimentos ou que até já invistam, seja em produtos mais simples, como Tesouro Direto ou CDB, e até produtos financeiros mais elaborados, como fundos imobiliários ou ações.

O ponto é que você já sabe o que deve fazer: deve produzir renda, reservar parte daquilo que recebe como pagamento e investir de acordo com seus objetivos. O processo é simples. Mas existem vários outros detalhes que podem potencializar ou trazer impedimentos para a sua progressão e construção material, profissional e financeira.

E um dos maiores impedimentos são as dívidas. Como uma pessoa pode investir se tem dívidas?

O podcast do Investidor Inteligente é apresentado todas as semanas com o propósito de ajudar em seu desenvolvimento financeiro trazendo informações claras e relevantes, orientações e estratégias valiosas para solucionar seus desafios financeiros, te ajudando a ampliar sua visão sobre dinheiro e refinar seu ponto de vista de modo que você possa realizar seus sonhos e construir com bases bem firmes seus resultados.

Eu sou Phillip Souza, palestrante, consultor e educador financeiro especialista em finanças pessoais e desenvolvimento humano, o expert em Finanças e Investimentos do Dicas Curtas e tenho propósito ousado de te ajudar em seu desenvolvimento financeiro, provocando desconstrução, reconstrução e transformação da sua mentalidade para que você possa aprender a evoluir e se comportar de forma mais sábia e próspera em relação às suas finanças, transformando-se em um investidor ainda mais inteligente.

Esse e os outros podcasts do Dicas Curtas são gratuitos. Portanto, você pode seguir e assinar agora o Investidor Inteligente nas diferentes plataformas de podcast em seu smartphone para não perder nenhuma dica, ficar por dentro com todas as informações e acompanhar todas as semanas os novos episódios para poder aproveitar bem o seu presente e sempre cuidar do seu futuro!

Dívida. Só essa palavra já é o suficiente para fazer com que alguns arrepiem os cabelos, tenham calafrios e desperte preocupação. Para outros, ela já faz parte da vida e aprenderam a conviver com ela, já que não conseguem solucioná-la.

Pedir dinheiro emprestado e pagar juros por isso, por incrível que pareça, é natural e trata-se de um tipo de transação bastante rotineira no mercado financeiro. Vivemos em um mundo de dualidades e aqui encontra-se uma delas: os poupadores de um lado e os tomadores de outro lado. Nada mais do que duas faces da mesma moeda.

Um dos “problemas” é quando algum tomador não fez o seu dever de casa e toma crédito para solucionar dificuldades que, muitas vezes, tem pouco a ver com dinheiro. Famílias ou indivíduos tomam dinheiro emprestado porque, dentre outras possibilidades, não adequaram seu padrão de vida de acordo com o seu padrão de recebimentos, houve um grande descontrole financeiro por algum motivo, não se prepararam para imprevistos ou não estão devidamente protegidos, ou mesmo estão tentando “tapar o sol com a peneira”, sem muito sucesso.

É aquela velha e conhecida história: pega dinheiro emprestado de um lado para pagar outro, tentando fazer com que essa ciranda financeira um dia dê certo – o problema é que esse dia, dessa forma, geralmente não chega.

As consequências de uma pessoa ou família endividada são variadas: elas dependem do grau de endividamento, das pessoas envolvidas, da maturidade psíquica e emocional do devedor para lidar com essas questões. Algumas pessoas entram em depressão profunda, outras abandonam o companheiro, se divorciam, outras deixam “a bomba explodir”, outras “vão levando” e ouve-se casos de pessoas que cometem suicídio.

Convenhamos: nenhuma dessas consequências são agradáveis, pois provocam desestruturação pessoal e familiar além de uma constante preocupação – mesmo para aquelas pessoas que dizem que não estão nem aí.

Felizmente existem soluções: algumas muito corajosas; outras dolorosas; e outras que não exigem muita dor, coragem ou esforço – apenas organização.

Se você quiser entrar à fundo no assunto de dívidas te convido a visitar os podcasts #22, #121 e #122, mas vou te lembrar dos principais pontos para sair das dívidas:

1) Saber qual o tamanho do seu endividamento

2) Concentrar suas energias em estratégias para eliminar as dívidas

3) Eliminar o excesso e o desnecessário em sua vida, gerenciando bem o seu dinheiro

4) Comprar sempre à vista: evitando usar o cartão de crédito a todo custo

5) Avaliar suas finanças com frequência: anotando tudo o que recebe e o que gasta

6) Usar seu tempo para solucionar problemas: pensando em como pode aumentar suas receitas

7) Eliminar suas dívidas antes de pensar em investir

Nesse último ponto a gente vai pensar um pouco além. Existem outros detalhes para sair das dívidas, mas o nosso foco hoje é como investir quando se tem dívidas, correto?

Uma pessoa que não tem dívidas, mas também não possui investimentos (o que eu chamo de pessoa sobra-zero), se encontra em uma situação mais delicada do que uma pessoa que tem dívidas. Como assim? Se acontecer algum imprevisto na vida dessa pessoa, qualquer descompensação financeira, essa pessoa se torna endividada. É uma situação com aparência de confortável, mas é bastante vulnerável, pois nossa vida é dinâmica e, convenhamos: nenhum mês é igual ao outro e sempre temos algum tipo de imprevisto em que acabamos tendo que ajustar as nossas contas vez ou outra.

Por outro lado, uma pessoa que se encontra endividada ela tem uma motivação muito forte: ela deseja sair dessa situação restritiva. É bastante desconfortável ter dívidas; você querer comprar as coisas, realizar algum sonho e simplesmente não poder porque seu nome está sujo – e nenhum credor vai acreditar, dar crédito para quem não soube controlar sua vida financeira, tanto que está enrolado. É risco emprestar para quem já deve: e quando se consegue esse tipo de crédito ele é caro, com juros bem elevados.

O caminho é ir resolvendo uma dívida após a outra, ir desfazendo todo emaranhado e, aos poucos, as coisas vão ficando mais claras e se ajustando. Só que nesse processo a gente vê tanto dinheiro sendo usado para resolver problemas, resolver dívidas que dá até um certo desânimo pensando quando que esse dinheiro que está indo para pagar dívidas vai ficar para formar nosso patrimônio, que seja pelo menos nossa reserva de emergência.

Conforme eu disse antes, um dos pontos importantes para solucionar mais rapidamente as dívidas é usar nosso tempo, nossa criatividade, nossa energia para fazer mais dinheiro e direcionar nossos esforços para eliminá-las. Talvez devido a sua estrutura de vida, fazer mais dinheiro com outro trabalho seja um pouco mais complicado, mas eu acredito que todos nós temos condição de criar meios de produzir mais dinheiro, mesmo que eles demorem um pouco a aparecerem.

Por exemplo, eu falei no episódio #149 a questão do cashback: é uma forma de você ter dinheiro de volta, mesmo que esteja vinculado a compras que, inevitavelmente, vão acontecer.

A chave para investir quando se tem dívidas

Sabe qual é a chave para investir quando se tem dívidas e as coisas estão bem apertadas? Comece com 1% do que você ganha. Se você recebe R$1.000, comece com R$10; se você tem condição de separar mais, faça isso. O que são R$10 hoje? Se você deixar de comprar um lanche e comer em casa você economiza esse dinheiro.

É pouca coisa, mas comece, faça. No mês seguinte, se comprometa a aumentar para 2%; no outro mês, para 3%. E vá fazendo isso; muito em breve, na medida em que você vai se esforçando e liquidando suas dívidas, aos poucos você vai adequando seu padrão de vida para viver com 90% do que recebe (incluindo as dívidas) e se pegará poupando pelo menos 10% do que produz todos os meses. Pode ser que demore um ano para alcançar essa marca, mas o importante é chegar lá: o hábito de poupar é mais importante do que a quantidade de dinheiro que você possui.

Isso vai resolver sua situação? Não. Mas vai começar a construir mais confiança para poder sanar suas dívidas mais rapidamente além de formar uma pequena reservinha que pode ser usada como emergências realmente importantes e, em alguns casos, até uma reservinha de oportunidade de negócio para produzir mais renda e até oportunidades de negociação para quitar mais rapidamente suas dívidas à vista com desconto.

Não despreze o poder do esforço e da constância. O melhor momento para plantar uma semente de uma árvore foi há 20 anos; o segundo melhor momento para se plantar uma semente é agora. Aquilo que nós plantamos floresce. Plante boas sementes para o seu futuro financeiro.

Onde que você pode colocar esse dinheiro? À princípio em uma Caderneta de Poupança isolada, em que você não tenha acesso nem pelo cartão eletrônico: se tiver que mexer com o dinheiro terá que ir à agência bancária em que a conta foi aberta. Na medida em que a reserva aumentar, pode colocar em um CDB 100%CDI ou no Tesouro Selic. Não é para correr risco com esse recurso, ok?!

Deixa eu só te contar uma coisa que você talvez não tenha percebido: assim que você resolver suas dívidas você terá automaticamente se reeducado a poupar. Aquilo que você estava fazendo de esforço para pagar para resolver sua situação financeira agora pode ser direcionado, sem dor, para construir seus sonhos e projetos. Não é agradável passar pelo processo, mas ele te ensina a se tornar mais educado financeiramente.

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Cuide bem da sua saúde, da sua família, de seus relacionamentos e de suas finanças! Que Deus possa te abençoar imensamente!

Aqui é Phillip Souza, o Investidor Inteligente!

Investidor Inteligente do Dicas Curtas

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