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“170 Como sua Mente Estratifica as Ideias – Níveis Neurológicos (parte 1)”

Não é incomum nos sentirmos confusos, internamente confusos. Não necessariamente é uma divisão de partes (conforme expliquei brevemente no podcast #168parte de você quer comprar; parte de você quer poupar e investir” e isso sempre causa conflito emocional, muitas vezes intenso). Pode ser algo mais superficial ou até algo muito mais profundo para ser resolvido – eu não sei, cada caso é um caso.

Mas não é tão simples se auto identificar e se auto diagnosticar, pois quando lidamos com nossas estruturas de interação com o mundo externo e com nosso mundo interno é como se estivéssemos nos arrumando sem espelho: sem espelho não vemos se está tudo correto, se as roupas estão no lugar, se o cabelo está bom, se a maquiagem está adequada… nada disso – é necessária outra pessoa para dizer que está bacana ou não.

Geralmente em relação ao nosso comportamento e toda estrutura interna (que vou te apresentar) não costumamos ter referência clara: a menos que sejamos conduzidos em um processo terapêutico ou de desenvolvimento pessoal ou de reflexões profundas com propósito ou mesmo saibamos realizar alguns exercícios de desidentificação para realizar essa auto análise – e mesmo assim não é tão simples.

Não é incomum amigos que são terapeutas e psicólogos em outras especialidades me pedirem ajuda para colocar luz sobre aquilo que provoca conflitos em suas vidas, especialmente no que se refere à área financeira e emocional. Todos precisamos de ajuda: o que temos de fazer é busca-la.

Contudo, você pode começar o seu processo de autodescoberta se vigiando. Não necessariamente pode vir a transformar toda sua vida financeira se tomar consciência do que está acontecendo: mas em alguns casos, só o processo de tomada de consciência de algum sintoma é suficiente para destravar e ajustar o foco da sua lente perceptiva. Em muitos casos é preciso acompanhamento, tratamento e desenvolvimento direcionado, ainda mais em uma área que ainda é tabu no Brasil e, arrisco dizer, no mundo e a combinação das duas coisas, finanças e emoções, não é algo de domínio de grande parte dos especialistas em finanças e investimentos.

Nesse e no próximo podcast vou te apresentar e explicar uma ferramenta da Programação NeuroLinguística que pode te dar um norte sobre qual o seu nível de desafio, onde pode estar o seu sintoma: dá para ter uma ideia se é fácil de modificar e melhorar ou se precisa ter intervenções mais profundas para fazer sua vida financeira fluir melhor para onde você deseja.

Vamos tratar sobre os Níveis Neurológicos.

Você está escutando o podcast do Investidor Inteligente; todas as semanas você pode nutrir a sua vida financeira com informações gratuitas de qualidade, apresentadas de forma bastante harmônica, lançando luz sobre diversos assuntos relacionados à finanças e investimentos.

 

Eu sou Phillip Souza, terapeuta financeiro especialista em inteligência financeira, treinador e palestrante, consultor e educador financeiro, o expert em Finanças e Investimentos do Dicas Curtas. Você me encontra nas diferentes redes sociais através do @phillipsouzabr.

Tenho o importante desafio de te ajudar a destravar a sua mentalidade e entender que a prosperidade também é para sua vida: usando bem o seu dinheiro você pode desfrutar de qualidade de vida, fazer com que ele sobre e investi-lo para realizar seus sonhos e objetivos! Isso tudo para que você possa evoluir em seu comportamento a partir da desconstrução, reconstrução e transformação da sua mente ampliando sua percepção, aprendendo, evoluindo e se comportando de forma mais sábia e próspera em relação às suas finanças, transformando-se em um investidor ainda mais inteligente.

 

Esse e os outros podcasts do Dicas Curtas são gratuitos. Portanto, você pode acompanhar e assinar agora o Investidor Inteligente nas diferentes plataformas de podcast seja através do seu dispositivo Apple ou Android, sendo que você também pode encontrar o Investidor Inteligente pelos apps Spotify ou Deezer.

 

Para ficar por dentro com todas as informações, não perder nenhuma dica e acompanhar todas as semanas os novos episódios, basta seguir o podcast! Assim você vai poder usar bem o seu dinheiro no presente e investir pensando no futuro!

A sua mente vai absorvendo, distorcendo e modificando diferentes ideias ao longo da vida. E, no modelo que vai ser apresentado, ela tende a estratificar suas ideias, em diferentes níveis. Daí surgiu o conceito de Níveis Neurológicos.

Essa proposta surgiu de um estudo sobre Níveis de Aprendizagem de Gregory Bateson. Nesse estudo, Bateson descobriu que existem tipos de aprendizagem em níveis diferentes, sendo que alguns níveis se baseiam em aprender um comportamento condicionado e outros níveis se baseiam em aprender a aprender.

Robert Dilts, um dos nomes mais importantes da Programação NeuroLinguística, pegou a teoria geral de Bateson, e, junto com Todd Epstein, detalhou melhor e criou os chamados Níveis Neurológicos da Aprendizagem, também chamado em muitas publicações de Níveis Neurológicos da Liderança.

Esses níveis de aprendizagem formam uma estrutura começando por Níveis Neurológicos superficiais e mais óbvios, e à medida que esses níveis vão se aprofundando, a percepção sobre eles vai ficando mais intangível e desafiante de ser identificada – pois vai ficando cada vez mais inconsciente.

Para ficar mais fácil de ilustrar, imagine uma pirâmide estratificada: cada fatia da pirâmide é um nível. Quanto mais alto o nível, mais profundo ele é. Quanto mais baixo o nível, mais na base, mais na superfície está o nível neurológico. Uma mudança num nível superficial irá gerar mudanças naquele nível, podendo, mas não necessariamente, alterar os níveis mais profundos; porém, uma mudança nos níveis mais profundos invariavelmente irá alterar os níveis mais superficiais a ele.

Você consegue encontrar facilmente imagens sobre isso na internet, caso precise de uma ilustração melhor: mas também vou deixar disponível uma imagem desse tipo no grupo do Investidor Inteligente no Facebook, caso queira visualizar melhor.

 

Entendendo melhor os Níveis Neurológicos

Existe a realidade externa (sua casa, seu escritório ou qualquer lugar em que você esteja): essa realidade envia sinais para seu corpo que são captados por seus olhos, ouvidos, pele, nariz e boca, gerando para o seu cérebro imagens, sons, sensações, gostos e cheiros.

E a partir dessas informações sensoriais decodificamos em nosso sistema nervoso e vamos criando diferentes mapas de diferentes níveis, dos mais superficiais aos mais profundos.

Pensa naquela pirâmide que comentei com você e vai imaginando cada fatia da base ao topo. Os Níveis Neurológicos são, do mais superficial para o mais profundo: Ambiente, Comportamento, Capacidades e Habilidades, Crenças, Valores, Identidade, Afiliação e Sistêmico ou Espiritual – nessa classificação são 8 níveis; outros autores estratificam um pouco mais, mas isso já é suficiente para nosso propósito aqui

Nesse podcast vamos tratar dois três primeiros níveis, mais superficiais e mais simples de serem ajustados: AMBIENTE, COMPORTAMENTO e CAPACIDADES E HABILIDADES; no próximo podcast trataremos dos níveis mais profundos: CRENÇAS, VALORES, IDENTIDADE, AFILIAÇÃO e SISTÊMICO.

As pessoas falam (falam mesmo) respondendo aos “níveis” diferentes: uma pessoa pode dizer que algo foi bom em um nível e ruim em outro. Por exemplo: pode dizer que é um mau aluno em matemática por ter tirado nota baixa em uma prova, mesmo que essa nota tenha sido causada por uma falta de concentração devido à quantidade de barulhos na sala. Ou seja, uma interferência no nível de Ambiente (os barulhos) pode fazer a pessoa generalizar aquilo no nível de Identidade (“eu sou um mau aluno em matemática”).

Pois é… talvez as dificuldades que você encontra na sua vida, inclusive na sua vida financeira, são generalizações que podem ter sido feitas em um nível e que você pode ter trazido para o nível de identidade ou aprendido com alguém a partir de exemplos e experiências.

Vamos detalhar um pouco mais o que se trata cada um desses níveis neurológicos: lembrando que nesse episódio vamos tratar apenas dos 3 primeiros.

 

Ambiente

O Ambiente representa aquilo que nossos sentidos são capazes de captar e representar, o que podemos ver, ouvir, sentir, cheirar e degustar. No Ambiente estão contidas nossas restrições e oportunidades, que podem ter a ver com o espaço, tempo, quantidade de pessoas.

Ambientes também podem ser “julgados”, como costumamos ouvir pessoas falando sobre ambientes seguros, ou ambientes hostis, ou ambientes agradáveis, ou ambientes pra cima, ou ambientes desconfortáveis. O Ambiente é o “quando” e o “onde” de um espaço-problema. Ou seja, os fatores que estão relacionados ao contexto.

O nível do Ambiente não se refere ao “mundo real físico” e sim à nossa percepção do mundo. E isso daqui é importante: você não percebe a realidade objetiva – você constrói uma realidade percebida pelos sentidos, mas distorcida pelos seus filtros perceptivos (que de forma bem simplificada são suas crenças, valores e identidade que filtram como você percebe o mundo ao seu redor).

 Por limitações tanto dos seus órgãos de sentido quanto da sua capacidade de processamento de informação no seu cérebro, você realmente se utiliza de menos de 2% da informação externa e você cria na sua mente uma IMAGEM do ambiente à sua volta. Essa imagem é como se fosse um mapa que a sua mente faz para se guiar no ambiente, nos locais e diferentes contextos que você interage.

Dependendo do que está disponível no ambiente (ou no que você consegue perceber do ambiente), você tem mais ou menos possibilidades de ação, de efetivamente fazer coisas.

 No nível de Ambiente, linguisticamente costumamos responder às seguintes perguntas: “Quando?” e “Onde?”.

 Trazendo para o contexto financeiro, exemplos de ambientes são onde e quando você recebe e usa o seu dinheiro: pode ser no supermercado, na balada, através do seu trabalho, o ambiente digital (como internet banking, plataformas de corretoras ou plataformas operacionais), agências bancárias – tratando-se de dinheiro quase todo ambiente pode ser incluído nesse nível. É claro que em uma situação terapêutica os contextos e ambientes específicos deverão ser levados em conta, mas é só para você ter uma noção do que se trata esse nível, que é o mais óbvio.

 

Comportamento

Nossos Comportamentos acontecem no ambiente. São coisas que fazemos e que também podem ser observadas ou filmadas. O que fazemos ou o que deixamos de fazer ou o que falamos pertencem ao nível dos comportamentos. Tratam-se de ações e reações e se não houver um planejamento, estratégia, mapa mental, os comportamentos seguem a “programação”: nesse caso são apenas reflexos, rituais e manias condicionadas.

A partir das informações do ambiente, existem comportamentos que você pode ou não pode adotar de acordo com os elementos disponíveis ou os elementos que não estão disponíveis no ambiente, ou que são considerados apropriados ou inapropriados em um contexto, em um ambiente específico.

Talvez você pense como comportamento as ações práticas, como escrever, digitar, andar, comer, dirigir, e tantos outros comportamentos explícitos. E você não está errado. Mas também são comportamentos a reação fisiológica do seu corpo, como mudança do tônus da pele diante de um ambiente ou assunto delicado, a alteração do tamanho da pupila, a modificação do tom de voz (se fica mais agudo ou mais grave), a alteração do ritmo respiratório – enfim, o que o seu corpo mostra enquanto você pensa, sente, se comunica e interage com pessoas e coisas em contextos e ambientes diversos.

No nível de Comportamento, linguisticamente costumamos responder à pergunta “O quê?”.

Por exemplo: em um contexto amoroso é apropriado falar de dinheiro, de finanças, de contas? Provavelmente não – pode gerar, inclusive, muitos conflitos. Mas em um contexto de planejamento em sua casa com seu companheiro, tratando sobre sonhos e projetos futuros é apropriado tratar sobre dinheiro, dívidas, consumo, investimentos? Sim, é apropriado exercer esse tipo de comportamento.

Mas observe: digamos que você precise exercer o comportamento de sacar dinheiro. Mas você está na praia e não tem agência e nem caixa eletrônico por perto. Não é possível exercer esse comportamento, pois o ambiente te impede de realiza-lo. Você pode exercer outro comportamento, de usar, por exemplo, o cartão de crédito, de débito ou até sistemas de pagamento com QR Code – mas é um comportamento diferente de sacar dinheiro, em espécie.

 Esse também é um nível mais óbvio e tratando de dinheiro parecem até ser exemplos simplórios porque lidamos com dinheiro quase que o tempo todo, mas a partir do próximo nível a coisa começa a ficar mais complexa.

Habilidades ou Capacidades

Além dos comportamentos sem uma estratégia, existe aquele tipo de comportamento que possui uma estratégia, ou mapa mental. Essas estratégias estão acima do nível de comportamento, estão no nível de Habilidades ou Capacidades que são as coisas que você SABE fazer. Elas representam o que uma pessoa é capaz de fazer, ou não.

Aqui a coisa começa a mudar de figura: porque tem coisa que você sabe fazer em relação à sua vida financeira; mas tem coisa que você não sabe – e, se quiser, pode aprender.

Guarda isso: toda capacidade e habilidade humana podem ser aprendidas. Você pode ter mais aptidão e fazer determinada coisa com muita facilidade ou você pode ter algum grau de desafio que pode limitar o bom desempenho de suas capacidades e habilidades (talvez bloqueios mais profundos, como crenças, valores ou sua identidade), mas, mesmo assim, toda capacidade ou habilidade pode ser aprendida, mesmo que seja mais devagar ou mais rápido: aí vai das características particulares e da disposição em aprender de cada um.

Nossas capacidades direcionam nossos comportamentos. São tanto nossas estratégias mentais, as imagens que visualizamos antes de fazer uma coisa, ou os sons que ouvimos ou palavras que dizemos para nós mesmos, ou os recursos ou estados internos que nos colocamos em determinados momentos. Criar imagens mentais, sons ou sensações de situações que já ocorreram ou que ainda não ocorreram também estão no nível de Habilidades e Capacidades.

Vamos fazer uma analogia. Vamos supor que você esteja em um ambiente que tenha um carro e que esse carro esteja disponível para você usar. Então o ambiente dá a oportunidade (o carro está lá) e é um comportamento aceitável dirigir o carro: mas e se você NÃO SOUBER dirigir automóveis? Então, se você não souber COMO fazer, o seu nível de capacidade limita o seu comportamento. E consequentemente você não consegue exercer o comportamento de dirigir no ambiente que é propício para isso.

 Então existem coisas que você não faz porque não sabe como fazer, não tem a habilidade, a estratégia, o passo-a-passo. Quando você compra um curso, por exemplo, está adquirindo uma maneira de aumentar suas habilidades na área que aquele curso abrange.

 As capacidades são as estratégias, mapas mentais ou planos que dão direcionamento aos Comportamentos. No nível de Habilidades e Capacidades, linguisticamente costumamos responder à pergunta “Como?”.

 Vamos mais uma vez trazer para o contexto financeiro. Você sabe que existe o ambiente de bolsa de valores. Sabe que pode exercer o comportamento de investir em ações, por exemplo. Mas você não sabe como dar uma ordem de compra, nem uma ordem de venda, muito menos sabe o que é uma ordem de stop, gain ou loss. Percebe? Você precisa aprender essas coisas para exercer os comportamentos devidos no ambiente em que esse tipo de coisa é possível.

 Outro exemplo: você sempre fez transferências bancárias indo na agência bancária. Daí descobre que existem transferências eletrônicas que podem ser feitas no caixa eletrônico. Você tem que aprender como operacionalizar a máquina. Depois descobre que pode fazer isso pelo seu computador ou pelo seu smartphone, sem ir à um caixa eletrônico. Você tem que aprender a operacionalizar dentro desses novos ambientes. Nesse exemplo, o comportamento é o mesmo (realizar a transferência), mas a habilidade para se exercer o comportamento foi evoluindo ou alterando e até alguns ambientes modificaram (da agência ao smartphone!)

Mais um exemplo: você já aprendeu desde novo que dinheiro pode ser trocado por coisas e, mais tarde, entendeu que pode ser trocado por serviços. Usa-se dinheiro para conseguir coisas ou que façam coisas por você. E, geralmente, inicialmente aprendemos a usar dinheiro em espécie; na medida em que vamos amadurecendo o entendimento, vamos evoluindo, usando dinheiro virtual: no débito, no crédito, aprendendo a negociar, a comprar melhor, a comparar preços, a avaliar oportunidades. Tudo isso é aprendido. Tudo isso está em nível de capacidade ou habilidade que faz com que exerçamos ou deixemos de exercer comportamentos de acordo com o contexto e de acordo com aquilo que queremos.

Mas e quando você sabe fazer, sabe que o comportamento é correto e adequado, que o contexto, o ambiente é adequado, mas as coisas simplesmente não fluem, as coisas travam? E aí?

Isso você vai começar a descobrir no próximo podcast, porque muito provavelmente estaremos entrando em níveis mais profundos: crenças, valores, identidade, afiliação e o nível sistêmico.

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E você pode entrar em contato direto comigo através do meu perfil do Instagram: você me encontra nas diferentes redes sociais através do @phillipsouzabr. Ou eu pessoalmente ou alguém da minha equipe vai atender sua demanda, ok?!

 

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Todos os links estão na transcrição no blog e na descrição dos episódios.

 

Aproveite bem a sua semana, aproveite bem o seu tempo e aproveite bem as oportunidades que a vida te oferece. Reescute esse podcast: costumam ser muitas informações novas que, junto com o próximo, poderão construir uma realidade perceptiva bem diferente da que você tem agora.

 

Cuide bem de você, de sua família e de suas finanças!

 

Que Deus te abençoe!


Aqui é Phillip Souza, o Investidor Inteligente!

Investidor Inteligente do Dicas Curtas

 

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