Os Níveis Neurológicos da Aprendizagem, da Mudança e da Liderança trata-se de um modelo da estrutura de nossa personalidade que pode ser aplicado a qualquer área de nossas vidas, inclusive na financeira. No podcast anterior foi apresentado o conceito e os níveis mais superficiais e nesse podcast serão apresentados os níveis mais profundos: Crenças, Valores, Identidade, Afiliação e Sistêmico. Continue a descobrir uma nova realidade que está dentro de você mesmo!

Ouça agora este podcast!

Ouça “171 Como sua Mente Estratifica as Ideias – Níveis Neurológicos (parte 2)” no Spreaker.

No podcast anterior, comecei a apresentar os Níveis Neurológicos que surgiram a partir de um estudo sobre Níveis de Aprendizagem de Gregory Bateson. Robert Dilts, um dos nomes mais importantes da Programação NeuroLinguística, junto com Todd Epstein, detalhou melhor e criou os chamados Níveis Neurológicos da Aprendizagem, da Mudança e da Liderança, como são também chamados em muitas publicações. Inclusive, para você não ficar perdido, recomendo que você escute primeiro o podcast #170 e depois volte para escutar esse.

Os Níveis Neurológicos são, do mais superficial para o mais profundo: Ambiente, Comportamento, Capacidades e Habilidades, Crenças, Valores, Identidade, Afiliação e Sistêmico ou Espiritual – nessa classificação são 8 níveis. Já tratamos sobre os três primeiros níveis, mais superficiais e mais simples de serem ajustados: AMBIENTE, COMPORTAMENTO e CAPACIDADES E HABILIDADES. Nesse podcast trataremos dos níveis mais profundos: CRENÇAS, VALORES, IDENTIDADE, AFILIAÇÃO e SISTÊMICO.

O podcast do Investidor Inteligente é apresentado todas as semanas com o propósito de ajudar em seu desenvolvimento financeiro trazendo informações claras e relevantes, orientações e estratégias valiosas para solucionar seus desafios financeiros, te ajudando a ampliar sua visão sobre dinheiro e refinar seu ponto de vista de modo que você possa realizar seus sonhos e construir com bases bem firmes seus resultados.

Eu sou Phillip Souza, terapeuta financeiro especialista em inteligência financeira, treinador e palestrante, consultor e educador financeiro, o expert em Finanças e Investimentos do Dicas Curtas. Você me encontra nas diferentes redes sociais através do @phillipsouzabr.

Tenho propósito ousado de te ajudar a destravar a sua mentalidade e entender que a prosperidade também é para sua vida, provocando desconstrução, reconstrução e transformação da sua mentalidade para que você possa aprender a evoluir e se comportar de forma mais sábia e próspera em relação às suas finanças, transformando-se em um investidor ainda mais inteligente.

Esse e os outros podcasts do Dicas Curtas são gratuitos. Portanto, você pode acompanhar e assinar agora o Investidor Inteligente nas diferentes plataformas de podcast seja através do seu dispositivo Apple ou Android, sendo que você também pode encontrar o Investidor Inteligente pelos apps Spotify ou Deezer.

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Recapitulando rapidamente:

No nível de Ambiente nossos sentidos são capazes de captar e representar, o que podemos ver, ouvir, sentir, cheirar e degustar. No Ambiente estão contidas nossas restrições e oportunidades, que podem ter a ver com o espaço, tempo, quantidade de pessoas.

Dependendo do que está disponível no ambiente (ou no que você consegue perceber do ambiente), você tem mais ou menos possibilidades de ação, de efetivamente fazer coisas. O nível de ambiente tem a ver com o que você pode ou não fazer e praticamente todos os ambientes em que vivemos atualmente tem, em maior ou menor grau, alguma interação com finanças. Lembre-se: tem a ver com contexto. Tem contextos em que tratar de dinheiro pode ser um tiro no pé, assim como existem contextos que tratar de finanças é super adequado.

No nível de Comportamento existem coisas que você pode ou não pode adotar de acordo com os elementos disponíveis ou os elementos que não estão disponíveis no ambiente, ou que são considerados apropriados ou inapropriados em um contexto, em um ambiente específico.

Comportamentos são coisas que fazemos e que também podem ser observadas ou filmadas: o que fazemos ou o que deixamos de fazer ou o que falamos – tratam-se de ações e reações e se não houver um planejamento, estratégia, mapa mental, os comportamentos seguem a “programação”: nesse caso são apenas reflexos, rituais e manias condicionadas.

O nível de Habilidades ou Capacidades trata-se dos comportamentos que possuem uma estratégia, ou mapa mental. Essas estratégias estão acima do nível de comportamento, são as coisas que você SABE fazer. Elas representam o que uma pessoa é capaz de fazer, ou não.

São tanto nossas estratégias mentais, as imagens que visualizamos antes de fazer uma coisa, ou os sons que ouvimos ou palavras que dizemos para nós mesmos, ou os recursos ou estados internos que nos colocamos em determinados momentos.

Só para reforçar: escute o podcast anterior que você vai ficar afiado no raciocínio do podcast atual. Mas vamos lá.

Os níveis mais profundos (ou, na ideia da pirâmide, os níveis mais superiores) liberam ou bloqueiam os níveis mais superficiais, ou mais inferiores – em termos de posição.

Sendo assim, por mais que em um ambiente seja propício realizar determinado comportamento, se você não souber fazer alguma coisa você não pode realizar o comportamento porque você não sabe, não tem capacidade e habilidade desenvolvidos para exercer o comportamento. Mas no final do podcast, eu te fiz uma pergunta:

Mas e quando você sabe fazer, sabe que o comportamento é correto e adequado, que o contexto, o ambiente é adequado, mas as coisas simplesmente não fluem, as coisas travam?

Provavelmente estamos tratando de níveis mais profundos: crenças, valores, identidade, afiliação e o nível sistêmico – que você vai entender a partir de agora como eles funcionam e interagem com nossa estrutura interna.

Crenças

Acima do nível das suas habilidades estão as suas Crenças, o que você acha certo ou errado, o que você acha que pode ou que não pode, o que acha que merece ou não merece. Ou seja: conceitos relacionados a julgamentos, causas, permissões e merecimento.

As Crenças são nossas verdades e as coisas que consideramos importantes sobre algum assunto. Quando dizemos algo parecido com “tenho que…”, “isso significa que…” ou “isso causa…” estamos falando sobre crenças. Elas não são necessariamente uma regra que ocorre em nível do ambiente. É mais como uma expectativa sobre algo – está mais relacionado a algo que você percebe (é um filtro perceptivo) do que a algo que de fato acontece (na verdade aquilo que acontece pode reforçar aquilo que você percebe, construindo um mecanismo de retroalimentação).

Esse é um assunto muito extenso, pois existem diferentes tipos de crenças em diferentes níveis, desde as crenças naturais (o sol vai nascer) à crenças construídas sobre nós mesmos (crenças de identidade, tal como “eu sou uma pessoa inteligente”).

Nossas Crenças podem ser limitantes ou fortalecedoras. Por exemplo: quando acreditamos que algo é impossível, não conseguiremos desenvolver ou desbloquear nossas capacidades de forma que as capacidades gerem um comportamento daquele tipo em um determinado ambiente. Também podemos acreditar que mesmo que algo seja possível, não é possível para nós, ou que não somos merecedores daquilo. As crenças são algo que vão além do pensamento. Crença tem a ver com certeza, com convicção – em nível emocional, apesar de ainda conseguirmos identificar de forma linguística e estruturar de forma mais racional.

Uma coisa interessante é que existem crenças sobre todos os níveis neurológicos: crenças sobre os ambientes (esse ambiente é seguro, esse ambiente é perigoso – e podem ser como podem não ser, vai depender de quem percebe, concorda?); crenças sobre comportamentos (isso é certo, isso é errado); crenças sobre capacidades e habilidades (eu consigo ou eu não consigo fazer isso); crença sobre valores (isso é importante para mim, isso não é importante para mim), crenças sobre identidade (eu sou isso ou eu não sou isso), crença sobre os grupos (que é a afiliação), crenças sobre o legado ou o sistema.

Contudo, uma coisa é você saber que existe, como agora você sabe. Outra coisa é você saber identificar o que é o quê, separando, discernindo e identificando os elementos e tipos de crenças, saber trabalhar em cima delas e, se estão atrapalhando, alterá-las para estarem ao seu lado: não contra você. É por isso que existe também o tipo de trabalho que desempenho, que é a terapia financeira (a verdadeira, é claro!).

A maioria dos trabalhos de desenvolvimento pessoal e de auto ajuda disponíveis no mercado procura atuar no nível de crenças (ou pelo menos FALA de crenças o tempo todo, não necessariamente ajuda de fato). Muitas pessoas que recebem ou se intitulam terapeutas financeiros pela internet falam sobre finanças comportamentais, sobre psicologia econômica ou sobre economia comportamental, mas não sabe ajudar as pessoas a tratarem isso em sua estrutura interna, emocional. Tem gente que faz um trabalho sério, como eu procuro fazer; mas a maioria não tem esse nível de expertise na área terapêutica: portanto só tem o título. 10 anos de experiência, várias formações, estudo contínuo, auto aplicação das técnicas (porque eu aplico e testo em mim primeiro para poder aplicar no outro), certamente mais de 10 mil horas de trabalho e atendimentos – é muita carga de trabalho, estudo e dedicação que eu tenho.

Essa é a principal diferença de um processo terapêutico financeiro comigo comparado a outros que estão por aí: eu identifico onde que tem o problema (ou problemas, porque costumam ser bem mais que um), começo a pensar em estratégias e intervenções linguísticas, hipnóticas, procedimentos cognitivos e emocionais, exercícios – uma variedade imensa de possibilidades – para que a pessoa possa, de fato, sair modificada de cada atendimento, de cada reunião.

Quem já teve um atendimento comigo e que, inclusive, pode estar escutando esse podcast sabe bem disso: uma conversa comigo pode mudar dramaticamente a sua percepção da sua vida financeira, emocional e familiar além de trazer à luz aquilo que precisa ser trabalhado de forma mais refinada com mais sessões e encontros.

Inclusive eu já tratei sobre crenças financeiras em alguns podcasts que têm uma condução hipnótica poderosa – por favor, não escute esses podcasts se você estiver dirigindo ou operando máquinas pesadas, pois pode provocar acidentes. Só para citar alguns que você pode escutar ou reescutar com calma depois: #117, #118, #119 (em que fiz uma resenha crítica sobre o livro “Os Segredos da Mente Milionária”), #129 (que tratei sobre Usando PNL para enfraquecer ou fortalecer Crenças Financeiras – esse tem hipnose, cuidado para não estar dirigindo ou operando máquinas pesadas enquanto escuta) e #160 (em que tratei dos 3 Mecanismos de Ausência de Prosperidade).

Na prática, as crenças funcionam como permissões ou proibições para as suas habilidades e comportamentos. Lembre-se do que eu disse no podcast anterior: os níveis mais superiores (se você pensar no modelo de uma pirâmide) impedem ou liberam que os níveis inferiores tenham seu pleno desempenho.

Então, naquele mesmo exemplo do carro citado no podcast anterior, imagine que o carro está disponível (ambiente), que dirigir o carro é apropriado (comportamento), e que você sabe dirigir o automóvel (habilidade), mas você tem uma cisma de que “carro não se empresta” ou que “dirigir o carro dos outros sempre dá problema”. Nesse caso, essa crença não vai permitir que você dirija o carro, mesmo você tendo todos os outros níveis neurológicos abaixo liberados – e caso dirija pode vir a acontecer algum comportamento que provoque problemas, como um acidente. Parece loucura, mas é bem assim que acontece.

Esse é um exemplo bem superficial de uma crença limitante. E imagina o quanto de crenças relacionadas a dinheiro, pessoas ricas, abundância, escassez, investimento que temos e que estão rodando de forma inconsciente e te impedindo de alcançar a plena satisfação e abundância financeira e emocional em sua vida?

Não é difícil de encontrar exemplos pela internet afora e se você observar também encontrará em sua própria vida: “Quem casa quer casa” (crença financeira e de relacionamento); “Quem compra terra não erra”; “eu não consigo falar de dinheiro”; “ah, eu sou pobre mesmo”; “eu não mereço ter dinheiro”; “eu não quero ser como meu pai ou minha mãe em relação ao dinheiro”; “para ter muito dinheiro é preciso fazer coisas ilícitas” – isso só para citar algumas crenças mais óbvias linguisticamente, aquelas que saltam em termos de palavras, pois existem crenças tão profundas que temos que cavar até que o seu inconsciente traduza a sensação da crença em linguagem para podermos lidar com ela de forma mais objetiva. E às vezes isso não acontece e temos que usar de outras abordagens mais simbólicas para alterar a crença.

E tem gente que acha que só ler o livro “Os Segredos da Mente Milionária” resolve. Ajuda, mas não resolve. Se fosse assim já existiram milhões de milionários buscando bilhões ou até trilhões.

Nós também podemos ter crenças fortalecedoras ou empoderadoras como, por exemplo, eu cismar que “eu sou muito inteligente”. Nesse caso, inconscientemente me esforço um pouco mais do que o normal para entender os conceitos, para aprender mais rápido. Eu faço uma espécie de “autossabotagem do bem”. Mas geralmente isso tem que ser feito de forma intencional, tomando consciência, querendo e se comprometendo com o processo, sabendo como fazer e praticando até que se torne inconsciente novamente.

As Crenças são nossas verdades: é aqui que “liberamos” ou “bloqueamos” nossas capacidades. Nesse nível, linguisticamente costumamos responder à pergunta “Posso?”.

Você já percebeu que o ser humano é bem complexo e a transformação disso tudo não é necessariamente tão simples assim. Mas vamos mais fundo.

Valores/Prioridades

Acima ainda do nível de crenças, temos o nível de Valores ou prioridades inconscientes que são as coisas que REALMENTE consideramos importantes.

Os Valores são as coisas que buscamos ou tentamos evitar quando tomamos uma decisão. Essencialmente são prioridades emocionais profundas e extremamente inconscientes. Uma pessoa pode dizer que para ela o que há de mais importante é a saúde, ou a família, ou a riqueza. Esses conceitos são os valores. Mas o que vai determinar se isso é um valor declarado (aquilo que a pessoa acha que é importante) ou se isso é um valor profundo (aquilo que a pessoa sente como realmente importante) é a expressão no comportamento.

Repetindo com outras palavras: aquilo que você acha que é importante nem sempre é o que é realmente importante para você. Como descobrir? Avalie com o quê você gasta seu tempo, sua energia e seu dinheiro. Isso vai revelar o que é realmente importante para você, pois você gasta vida nisso.

Todas as pessoas possuem uma escala de valores e graus de importância que determinam quais escolhas irão tomar – e mais uma vez: isso é inconsciente. Pode ser trazido à consciência, principalmente se você está em algum processo de desenvolvimento pessoal, mas geralmente é reproduzido no piloto-automático.

Nenhum valor é ruim. Os comportamentos que podem estar inadequados de acordo com o contexto que estão sendo exercidos. Tanto que um dos pilares da PNL é “todo comportamento tem uma intenção positiva”. A intenção positiva são os valores. Todo valor é positivo: sua expressão que pode estar sendo negativa.

Muitas vezes uma pessoa diz pra mim que não está rica porque tem crenças limitantes a respeito de dinheiro e riqueza. Então faço uma pesquisa e trabalho em cima das crenças sobre riqueza, prosperidade, dinheiro, etc… e percebo que ela não tem nenhuma crença limitante. O sistema de crenças está bem alinhado.

Nesse caso, o que pode estar acontecendo?

Muitas vezes dinheiro não é realmente uma prioridade para essa pessoa. Ela pode até PENSAR que é, ACREDITAR que é, FALAR que é, mas há outras coisas (como curtir os finais de semana ou beber muitas caixas de cerveja, por exemplo) que, na prática, são mais prioritárias para elas.

Muitas vezes a prioridade comportamental não precisa ser alterada; às vezes basta mudar os critérios de valores (que são as crenças que sustentam aquele valor específico) e a vida flui de forma mais adequada.

Nossos valores reais, as coisas que realmente são importantes para nós, aparecem na forma como gastamos nosso tempo e nosso dinheiro. Se uma pessoa diz que você é importante para ela, mas ela nunca tem tempo para você, pode ter certeza de que você NÃO É importante. Se você diz que algum objetivo que envolva dinheiro (ou que não envolva) é importante para você, mas você não reserva recurso financeiro, não investe tempo e nem em aplicações, provavelmente esse objetivo não é realmente importante para você.

Esse é um nível muito profundo e extremamente inconsciente. Muita gente vive em incongruência, não só na área financeira, e não conquista o que DIZ desejar (e se você for um ouvinte atento eu falo muitas vezes exatamente dessa forma “que você DIZ desejar, DIZ querer”) porque suas crenças conflitam ou não apoiam os seus valores. E como os valores estão em nível superior ao das crenças e dos outros níveis já apresentados, simplesmente acontece autossabotagem – uma e outra vez, uma e outra vez, uma e outra vez. Isso é muito sério, mas poucas pessoas sabem mexer em níveis tão profundos. E mais ainda: tem que saber mexer porque isso pode causar mais confusão e bagunçar a vida emocional da pessoa que está sendo tratada. Não é qualquer um que deve escarafunchar sua estrutura interna, ainda mais em níveis tão profundos.

Portanto os Valores são aquilo que buscamos: é a partir daqui que temos ou não motivação. Nesse nível, linguisticamente costumamos responder à pergunta “Por quê?”.

Identidade

O nível acima de valores é o nível de Identidade, a forma como enxergamos a nós mesmos. Ele comanda todos os níveis abaixo dele.

Nossa Identidade envolve questões muito mais profundas. A forma que nos vemos como pessoa e nossa missão. A identidade consolida todo o sistema de crenças e valores num senso de self (um senso de “eu”).

Durante nossa vida, possuímos muitos papéis, como profissão, condição social, gênero, ideologias políticas, nacionalidade, etc. Cada um dos nossos papeis possui um sistema de Crenças e Valores, que são inerentes àquela identidade.

Nosso senso de identidade, desde bebês é formado muito antes das nossas crenças e mapas e estratégias mentais. É nossa forma especial de estar no mundo.

Quer identificar como você está expressando sua identidade? Fique atento quando você fala que você é alguma coisa (Eu sou burro, eu sou inteligente, eu sou um cabeça-dura mesmo, eu sou lerdo, eu sou pobre, eu sou gastão, eu sou econômico, “eu sou…”) e também sobre como você se sente quando se refere a si mesmo em relação à essas coisas, seja verbalmente ou seja apenas na sua cabeça.

A partícula “sou” refere-se essencialmente a identidade.

O nível de identidade é formado por 3 elementos que, de forma simplificada, são os seguintes:

  1. Auto Imagem: é literalmente a imagem mental que você tem de si mesmo, como você se vê na sua imaginação.
  2. Metaprogramas: são padrões que temos de processar a informação (em sua maioria tendências genéticas). Conhecer seus metaprogramas é a forma mais científica de autoconhecimento.
  3. Auto Estima: é o seu senso de valor próprio, o valor que você dá a si mesmo. Basicamente sua autoestima se expressa no mundo pelo que você tolera.

Esse nível representa o que nós somos, nosso senso de “eu” e nossa missão. Linguisticamente costumamos responder à pergunta “Quem?”.

Afiliação

O nível de Afiliação são os grupos aos quais você pertence. Ele se sobrepõe até mesmo à sua identidade porque atua em um sentimento que está intimamente ligado à sobrevivência nos seres humanos que é o sentimento de pertencimento.

Isso explica porque pessoas que normalmente são racionais e pacíficas, quando estão em manifestações ou junto com torcidas organizadas se comportam como animais completamente irracionais.

O nível de afiliação está por trás de todo movimento de massa e, nos tempos atuais, todos os digital influencers de sucesso tem sua própria tribo ligado a eles pelo nível de afiliação.

Sistêmico ou Espiritual

Esse é o nível das causas, do legado, da contribuição para a humanidade. O nível em que buscamos lutar por algo maior do que nós mesmos.

Esse nível compreende não apenas nossa espiritualidade como religião, mas sim sistemas que vão além dos nossos papéis, crenças e valores, estratégias, comportamentos e ambientes.

Quando pensamos no nível Sistêmico ou Espiritual nos referimos à forma como influenciamos e somos influenciados pelo sistema. De várias formas, e em praticamente todos os momentos, estamos influenciando e sendo influenciados por algo que vai além de nós mesmos.

Pode ser definido como um “Campo Relacional”, no qual todas as identidades se agrupam. Também compreende tudo aquilo que vai além da identidade. Podendo ser sistemas familiares, profissionais, religiosos, esportivos, políticos e quaisquer outras afiliações. Também compreende nosso senso de pertencer a algo maior, como Deus, Cosmos, Universo, Natureza ou quaisquer outros nomes dados a esse Algo Maior.

Este nível responde à pergunta fundamental que traz esses conceitos: “Para quem?”, “Para que?” ou “Quem mais?”, “A quem eu sirvo” ou “A quê eu sirvo”?

***

Nos trabalhos com Programação Neurolinguística, é de extrema importância identificar em qual nível um determinado sintoma ou problema se encontra, para tornar possível sua resolução.

Os Níveis Neurológicos também são úteis em processos de aprendizagem. Para se efetuar uma modelagem de sucesso, por exemplo, deve-se identificar o que está ocorrendo em cada um desses níveis e realizar as intervenções necessárias para calibrar o que pode estar desajustado àquela situação que quer ser experimentada ou vivida.

Como um exemplo dos Níveis Neurológicos, podemos pensar num relojoeiro. Ele precisa observar as características do relógio que deve ser arrumado e quanto tempo ele pode dispor para isso (ambiente). Ele precisa utilizar principalmente as mãos para manusear ferramentas, abrir o relógio, substituir peças por outras (comportamento), mas para saber o que ele deve substituir, ele precisa conhecer o relógio, saber em qual sequência executar esses passos, quanto de força aplicar para não danificar (capacidades), respeitar o cliente, saber que é importante executar aquele trabalho da melhor forma, saber que há consequências caso o trabalho não seja feito corretamente (crenças e valores), ser um relojoeiro (identidade).

Alinhamento de Níveis Neurológicos

Você deve estar se perguntando: “Phillip… tem um monte de coisas que eu preciso resolver na minha vida financeira, na minha vida emocional e até em outras áreas que estão interferindo negativamente na área financeira. Tem alguma coisa que pode ser feita?”

Tem. Existem diferentes tipos de abordagens e os níveis neurológicos é uma delas que me espelho muito para identificar e alinhar completamente a estrutura profunda e superficial em relação àquilo que quer ser experimentado e vivido. Um dos procedimentos é o “Alinhamento de Níveis Neurológicos” em que é possível alinhar todos os níveis neurológicos da nossa percepção a um propósito comum (nível sistêmico) através de um processo de construção, de intervenções e do próprio alinhamento em si para começar a gerar a realidade que você quer experimentar. Não é mágica, é um processo terapêutico.

Nesse processo, nossa vida se organiza em torno de um eixo único e assim podemos viver com muito mais congruência e satisfação. Se você quiser mais detalhes, me chama no Instagram (@phillipsouzabr), no WhatsApp que a gente conversa, beleza? Os links estão disponíveis na descrição e na transcrição do episódio no blog do Dicas Curtas.

Investidor Inteligente do Dicas Curtas

 

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