Neste episódio quero abordar sobre os benefícios do consumo moderado de cerveja, porém alertando também sobre o que o consumo excessivo pode causar. Estima-se que 4,2% dos brasileiros preenchem critérios para abuso ou dependência. E durante a pandemia do COVID-19 o consumo de álcool tem aumentado ainda mais. No entanto, existe uma dose moderada de cerveja que pode trazer benefícios a saúde. Ouça este episódio e saiba mais sobre quais são estes benefícios e qual é esta dose moderada.

Eu sou Louis Marcondes, o expert em Nutrição do Dicas Curtas e semanalmente trago aqui neste podcast, várias dicas e informações para ajudar você a se alimentar melhorar, melhorando assim sua saúde, estética e bem-estar. Então para que você não perca nenhuma dica e fique atualizado com todas as informações que estarei compartilhando aqui, basta assinar o podcast e acompanhar todas as semanas o Expert em Nutrição do Dicas Curtas

Sendo assim, vamos abordar os seguintes pontos:

  • O consumo de cerveja no Brasil e no mundo
  • O consumo de álcool durante a pandemia
  • Danos e benefícios causados por álcool

Ouça agora este podcast!

Ouça “019 O consumo moderado de cerveja e os benefícios pra saúde” no Spreaker.

O consumo de cerveja no Brasil e no mundo

Este assunto com certeza é de grande interesse, principalmente pois o consumo de cerveja faz parte da cultura do brasileiro. Segundo o IBGE a média diária per capita de consumo de cerveja entre os homens é mais que o triplo da média feminina.

No contexto internacional, a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou, em 2018, um relatório sobre o consumo de álcool no mundo, e também noticiou alguns avanços alcançados pelas políticas de Redução do Uso Abusivo do Álcool adotadas em 194 países. Os dados apontaram um maior percentual de mortes entre os homens do que entre as mulheres, por hepática, e a 36,7% e 23% dos acidentes de trânsito, entre homens e mulheres, respectivamente, em ambos os índices. Especificamente em relação aos transtornos relacionados ao uso de álcool, estima-se que 4,2% dos brasileiros preenchem critérios para abuso ou dependência.

O consumo de álcool durante a pandemia

Durante a pandemia o consumo de álcool também tem aumentado, percebo isto claramente através do diálogo que tenho tido com pacientes dentro do meu consultório, e que isto também foi evidenciado por um estudo realizado nos Estados Unidos e que acredito refletir também a realidade brasileira.

          Neste estudo 29% dos entrevistados aumentaram o uso de álcool. Aqueles com sintomas depressivos tiveram 64% mais chances de aumentar o uso de álcool. Os entrevistados mais jovens tiveram a maior probabilidade de relatar o aumento do uso de álcool, independentemente do estado de saúde mental e a probabilidade de pessoas mais velhas relatarem aumento do consumo de álcool era muito maior entre aqueles com problemas de saúde mental.

Os resultados justificam mensagens de saúde pública diferenciadas por idade sobre os riscos do uso de álcool para idosos com problemas de saúde mental. Embora os efeitos nocivos do álcool em excesso já sejam bem estabelecidos, a associação do consumo de álcool baixo a moderado com benefícios para a saúde ainda são controversos, uma vez que os resultados dos estudos disponíveis não são homogêneos e chegar a conclusões claras é um grande desafio.

Danos e benefícios causados por álcool

Em relação aos danos que o álcool pode causar, existe uma vasta literatura científica sobre o consumo excessivo de álcool. Na verdade, cronicamente a ingestão elevada de álcool atua como uma toxina para o coração e sistema vascular e também pode agravar doenças cardíacas pré-existentes. No entanto, quantidades baixas a moderadas de ingestão de álcool podem têm efeitos benéficos no sistema cardiovascular, uma vez que aumenta o colesterol HDL (digamos, o colesterol bom)  e reduz a rigidez arterial. Importante, ambos os efeitos mostrados especificamente com cerveja e não com outras bebidas alcóolicas, mais para frente irei falar porque.

Curiosamente, o prejudicial efeito sobre o risco cardiovascular de consumo excessivo de álcool parece ser menor nas mulheres do que nos homens, e um aumento do risco de insuficiência cardíaca foi observado em mulheres abstêmios em comparação com bebedores moderados.

Embora a cerveja pareça ter um efeito direto efeito no ganho de peso, e na circunferência da cintura em homens, não é suficiente evidências para confirmar se a ingestão moderada ( menos de 500 mL / dia) está associada com geral ou obesidade abdominal, embora quantidades diárias maiores que 500 mL aumentem o risco de não perder peso. Nesse sentido, o consumo moderado de cerveja, 2 long necks para os homens e uma para as mulheres após quatro semanas não aumentou o peso corporal de indivíduos obesos. Além disso, o consumo moderado de cerveja foi associado a aumentos nas propriedades antioxidantes e do bom colesterol, o HDL. Mais pra frente vou falar de quantidade estamos falando para considerar abuso, no entanto, vou abordar um pouco agora mais especificamente sobre a cerveja.

A cerveja é composta principalmente de água, mas também é rica em nutrientes como carboidratos, aminoácidos, minerais, vitaminas e polifenóis – resultantes de uma preparação de várias etapas do processo de fermentação. As flores de lúpulo, usadas como aromatizante e pra fornecer o amargo, contêm compostos fenólicos que que foram mostrados in vitro para ter diferentes ações antioxidantes, anticarcinogênicos, antiinflamatórios, atividades biológicas estrogênicas e antivirais. Caso não saiba, estes compostos fenólicos  são um grupo de antioxidantes que combatem os radicais livres, protegendo assim as células. Xantohumol é o mais abundante desses compostos.

          Percebe agora porque falei lá trás que os benefícios a saúde estão associados a cerveja e não a outras bebidas? Pois os benefícios estão no lúpulo e não no etanol.

          Tanto que durante a fabricação de cerveja foram otimizados para alcançar o maior conteúdo possível de xantohumol [20] e assim aumentar o seu benefício.

Porém os benefícios da cerveja estão associados ao consumo baixo a moderado, e os estudos observam estes benefícios de acordo com determinadas faixas de idade. Os efeitos benéficos em risco cardiovasculares foram evidentes apenas em jovens mulheres (de 18 a 34 anos), enquanto a proteção cardiovascular tornou-se evidente no meio (de 35 a 49 anos) ou idade mais avançada (50-64 anos) nos homens.

O consumo moderado de álcool pode diminuir o risco de diabetes em homens. Uma meta-análise de 13 estudos prospectivos, com mais de 397 mil participantes, mostraram que o consumo de vinho foi associado a uma redução significativa de o risco de diabetes mellitus tipo 2 (DM2), enquanto a cerveja levou a uma ligeira tendência para uma diminuição do risco de DM2. O consumo crônico de álcool, no entanto, é considerado um fator de risco para Diabetes, que pode ser desencadeado por uma deterioração na tolerância à glicose, alterações na sinalização de peptídeos envolvidos na regulação do apetite e disfunção e apoptose de células β pancreáticas.

          O efeito protetor dos polifenóis também foi comprovado em estudos em humanos, onde reduziram a pressão arterial  e reduziram também o colesterol.

O papel cardioprotetor dos polifenóis em cerveja (tradicional ou sem álcool), em particular, foi relatada em indivíduos com alto risco cardiovascular

          Embora a pesquisa neste campo esteja adquirindo grande interesse e os possíveis benefícios são

sendo encontrados, os pesquisadores insistem que o consumo de álcool deve ser sempre acompanhado de refeições e o excesso deve ser evitado.

Espero que tenha gostado do episódio de hoje!

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Ficamos por aqui e até a próxima semana com mais uma dica do <Nome do Expert>! Até a próxima semana.

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