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“079 Controlando a Rentabilidade da Carteira de Investimentos”

Um dos desafios mais básicos e, também por isso, mais importantes, é controlar o que acontece com seu dinheiro. Da parte de gerenciar sua grana, isso é relativamente mais fácil: existem milhares de planilhas disponíveis na internet, assim como existem vários aplicativos para smartphones, além do tão tradicional caderninho. Como vocês já sabem, eu prefiro usar ou planilhas ou aplicativos, desde que eles proporcionem formas de exportar a informação, principalmente para análises mais personalizadas que a plataforma usada não permita (afinal, as informações são minhas, e é justo eu tê-las para fazer o que quiser com elas, correto?).

Mas hoje não vamos falar sobre esse tipo de controle. Vamos abordar a questão de como controlar a rentabilidade da sua carteira de investimentos, além, é claro, de uma planilha de presente para você poder baixar, já começar a usar modificar e melhora-la à vontade.

Eu sou Phillip Souza, o expert em Finanças e Investimentos do Dicas Curtas e semanalmente trago aqui neste podcast, várias dicas, informações e orientações para ajudar a fazer com que você use bem o seu dinheiro para construir seus resultados de forma financeiramente saudável com foco em qualidade de vida, aproveitando o presente e cuidando do futuro, transformando-se em um investidor inteligente.

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A pessoa que começa no mundo dos investimentos deve se familiarizar com uma nova linguagem, com novos conceitos, com novas formas de pensar, principalmente em termos de matemática financeira. Uma das maiores forças que existe na natureza é o poder do hábito: e nas finanças esse poder está nos juros compostos.

Quem está ou esteve endividado sabe o poder destrutivo que os juros compostos têm: se não realizar uma negociação muito bem-feita, o consumidor costuma pagar oceanos em juros para se livrar de apenas uma dívida, tamanho é o poder do capital junto com o poder do tempo. Porém, por outro lado, quem já está na estrada dos investimentos há algum tempo ou aqueles que estão iniciando e já usaram alguma planilha ou mesmo algum simulador na internet, tem noção (prática ou teórica) do poder dos juros compostos aliado ao tempo no crescimento dos investimentos. Ou seja: se hoje os juros compostos trabalham CONTRA você, a sua tarefa é reverter esse quadro: você pode querer voltar nos episódios 22, 33 e 39 para saber como se livrar das dívidas. Se você está na outra ponta, como investidor, já sabe que todo mês (ou a cada operação bem-sucedida, se forem operações em renda variável dentro do mês) seu patrimônio aumenta ou diminui, dependendo de onde seu dinheiro está aplicado.

Sim, costuma-se conseguir ver essas variações na janela de tempo diária, mas, sinceramente: isso não costuma ser saudável para sua vida emocional. Define seu perfil como investidor, define quais produtos você vai mexer, quais produtos conhece, quais aplicações que quer aprender a mexer, define sua estratégia, e deixa o investimento maturar. Exceto se você tiver experiência em renda variável, fizer trades mais curtos, tiver tempo para se dedicar ao mercado ou tiver uma estratégia que dependa de sua atenção ou decisão no curto prazo, coloca o dinheiro e deixa o investimento maturar. Warren Buffet tem algumas frases bem marcantes, e uma delas cabe bem para ilustrar aquilo que quero transmitir: “não se faz um filho em um mês engravidando nove mulheres ao mesmo tempo”. Ou seja: tem circunstâncias e certas coisas que levam tempo para amadurecer, não adianta ficar monitorando 24 horas incessantemente.

Para tratarmos de investimentos, temos que ter em mente 3 ingredientes: dinheiro, tempo e taxa. Dinheiro você consegue aumentar e diminuir os aportes, dependendo da aplicação financeira; taxa você pode conseguir aumentar, dependendo do produto e do mercado em que você está aplicando seu dinheiro; tempo é a única das três variáveis que não conseguimos recuperar – por isso, também, é importante se tornar investidor o mais cedo possível.

Quanto de dinheiro você deveria colocar em suas aplicações? Não sei. Afinal, cada um tem uma capacidade financeira e cada um tem objetivos diferentes. Falei um pouco sobre objetivos lá no episódio 21. Cada pessoa tem uma capacidade de poupança mensal ou regular diferente. Talvez consiga poupar 30 reais, talvez 50, talvez 100, talvez 500, talvez 1000 reais ou mais. Isso você consegue determinar gerindo bem suas finanças e entendendo até que ponto podem existir folgas para aplicar seu dinheiro (lembrando, o mínimo deveria ser 10%, mas se puder guardar mais sem prejudicar sua qualidade de vida, faça).

E as taxas? Taxas altas são as mais vantajosas? Sim, com certeza. MAS taxas altas costumam vir com um risco grande. Lembrando e reforçando: se alguém te prometer rentabilidade mínima elevada (2% ao mês, 3% ao mês ou mais que isso), fuja: isso parece golpe, tem cheiro de golpe e provavelmente é golpe. É como se diz em outra frase estadunidense: não existe almoço grátis. Ou seja: promessa de rentabilidade elevada vem junto com altíssimo grau de risco. Retornos mais baixos costumam ter riscos mais baixos – por isso, também, que renda fixa tem retornos mais baixos, pois os produtos financeiros nessa classe de investimentos são considerados mais seguros. Isso significa que você deve fugir do risco? Não. Significa que você deve saber e identificar se você tem emocional para assumir risco, se conhece (conhece mesmo!) o produto financeiro ou negócio em que está investindo e, se não conhece, mas sabe que é uma boa oportunidade, deve estudar, se preparar e testar a oportunidade com POUCO CAPITAL. E, com o tempo, na medida em que vai entendendo como a coisa funciona, ir aumentando sua exposição até onde considerar seu limite, de acordo com sua estratégia.

E o tempo? Quanto mais tempo tiver, melhor. Mesmo com taxas baixas, com pouco dinheiro aportado mensal ou regularmente, o tempo é um aliado muito poderoso na construção patrimonial, pois o poder do acúmulo junto com a variável tempo faz com que o esforço seja recompensado. Sempre é tempo de investir.

 

 

Controlando a rentabilidade dos meus investimentos

Certo. Mas como posso controlar a rentabilidade dos meus investimentos ao longo do tempo? Os bancos e algumas corretoras oferecem ferramentas em seus sistemas que podem produzir um histórico de aplicação e retornos nos investimentos que você tem, sejam fundos, CDBs, etc. Mas nem sempre isso fica centralizado, o que acaba prejudicando o investidor pensar globalmente, em analisar de forma mais rápida seus investimentos e, também, poder comparar o desempenho de seus diferentes ativos. Lembrando: você deve comparar maçã com maçã e não laranja com melancia. Traduzindo: você deve comparar produtos financeiros da mesma classe e não de classes diferentes. Não se compara o desempenho de um CBD com o desempenho de uma ação de uma empresa da bolsa. Pode-se comparar um CDB, por exemplo, com outros produtos de renda fixa: Letras de Crédito Imobiliário (LCI), Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), Tesouro e outros produtos de renda fixa que sejam similares ao objeto de comparação.

Feita essa ressalva, eu preparei uma planilha de presente para você. Não é a ferramenta mais inovadora do universo dos investimentos, e muito menos um software que vai te trazer informações refinadas e detalhadas com um simples clique – não é isso. Mas é uma ferramenta capaz de possibilitar o acompanhamento de 4 ativos ao mesmo tempo (se você tiver habilidade com planilhas pode até aumentar a quantidade de ativos, fique á vontade), podendo incluir novos aportes e, a cada período (geralmente a cada mês) você registrar qual a rentabilidade do investimento em relação ao período anterior.

Nessa ferramenta você vai encontrar o seguinte: um quadro de cálculo de variação, que será importante e útil para usar a ferramenta (em preto, no canto superior esquerdo da planilha) – com ele você vai comparar o desempenho atual com o desempenho anterior do ativo em questão. Por exemplo: se apliquei R$ 50,00 em um ativo e antes de realizar um novo aporte eu vi que o valor é R$ 50,25, colocando essas informações nesse quadro eu vou encontrar o percentual para ser digitado na planilha-controle. Quando você baixar a planilha você vai ver esse exemplo lá, referente à movimentação do primeiro para o segundo mês do Ativo 1.

Você pode colocar a data que considerar interessante, assim como o valor do aporte do período (que não é obrigatório colocar sempre – veja os ativos 2, 3 e 4 como exemplos) e a variação no período (sugiro que faça isso pelo menos uma vez por mês) para cada um dos ativos. E, no final, nas últimas colunas, você vai verificar o resultado da carteira: tanto evolução quanto involução da sua carteira, mês a mês e no acumulado – tanto no financeiro, quanto no percentual/relativo. Ah: além disso, também coloquei uma aba com um gráfico para ajudar a visualização, lembrando também que a ferramenta está pré-configurada para 120 períodos, que podem ser, por exemplo, 120 meses (se você decidir fazer controle mensal).

A planilha está bloqueada para evitar que as fórmulas sejam apagadas sem querer, mas está sem senha: ou seja, você pode desbloquear, explorar, ver por dentro como os cálculos foram feitos, dar um upgrade nessa ferramenta, fazer o que você quiser: a ferramenta é sua – inclusive, se você der um upgrade importante, compartilha com a gente, vai ser muito bem-vindo!

E onde que você encontra essa ferramenta? Claro que no grupo exclusivo do Investidor Inteligente no Facebook!

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Ficamos por aqui e até a próxima semana com mais uma dica do Investidor Inteligente!

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