Você já ouviu falar de contratos futuros? E de opções ou swaps? Todos esses nomes são tipos de derivativos, um instrumento financeiro muito usado pelos investidores para proteger suas operações — ou para lucrar no mercado.

Os derivativos tratam-se de instrumentos financeiros que aumenta a flexibilidade dos investidores na renda variável, tanto podendo aumentar a exposição ao risco ou, dependendo da forma como são usados, aumentar a proteção (também chamado de hegde). Vamos entender melhor o que são e como funcionam os principais derivativos.

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Eu sou Phillip Souza, consultor em finanças e terapeuta financeiro, mentor em educação psicofinanceira especialista em inteligência financeira, o expert em Finanças e Investimentos do Dicas Curtas. Você me encontra nas diferentes redes sociais através do @phillipsouzabr e também no meu canal no YouTube, Phillip Souza.

Tenho propósito ousado de te auxiliar a destravar a sua mentalidade e te ajudar a entender que a prosperidade também é para sua vida, provocando desconstrução, reconstrução e transformação da sua mentalidade para que você possa aprender a evoluir e se comportar de forma mais sábia e próspera em relação às suas finanças, transformando-se em um investidor ainda mais inteligente.

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Ouça “196 Derivativos: o que são e como investir neles?” no Spreaker.

Como permite a movimentação de valores relativamente pequenos, o mercado de derivativos tem despertado a curiosidade e o interesse cada vez maior do investidor pessoa física. Mas uma dúvida natural é sobre como funcionam esses instrumentos e como eles podem ser usados para compor estratégias diferentes de aplicação.

Porém, para começar, temos que conceituar o que são derivativos e agregar, pouco a pouco, o entendimento sobre esses instrumentos financeiros.

O que são derivativos?

O nome já indica: derivativos são instrumentos financeiros que tem o preço “derivado” do preço de um ativo real, ou de uma taxa de referência ou até de um índice de mercado. O preço cotado em bolsa vai estar relacionado ao ativo a que se referencia.

Existem derivativos tanto de ativos físicos como soja, café, milho, boi, etanol e vários outros, bem como de ativos financeiros, como ações, taxas de juros ou moedas. Então, por exemplo, eu consigo realizar negociações de café na bolsa de valores. De uma forma super simplificada para você compreender um pouco melhor: se eu compro contratos de café, que são derivativos (portanto se eu compro, tenho a expectativa que o preço das sacas do café suba no mercado real), caso ocorra uma movimentação de diminuição da quantidade de café no mercado real (ou seja, acontece uma escassez de café, mas as pessoas vão continuar procurando, demandando café), o preço do café no mercado físico tende a aumentar (por conta da escassez) e, consequentemente, o contrato do café também aumenta de valor. Ou seja, o contrato de café (que é um derivativo) derivou do aumento de preço da elevação do preço do café físico.

Mas eu também disse que não existe somente ativo físico: existem os ativos financeiros, como índice, moedas, taxas de juros, etc. Então, por exemplo, quem negocia um contrato futuro de dólar não opera o dólar em si, mas um contrato baseado no seu valor no mercado à vista.

Pode parecer um pouco confuso, mas essa confusão é boa: é sinal que você está aprendendo uma informação nova e que se insistir e persistir um pouco logo vai entender o funcionamento dos derivativos.

Basicamente, são quatro os tipos mais comuns de derivativos:

  • Contratos a termo
  • Contratos futuro
  • Opções
  • Swaps

As negociações podem ser realizadas tanto no mercado de balcão quanto em bolsas. No Brasil, a B3 possui um mercado de derivativos bastante desenvolvido – antigamente chamava-se BM&F, Bolsa de Mercadorias e Futuros, mas hoje é tudo unificado com o nome de B3.

Geralmente os derivativos são estabelecidos como contratos padronizados: isso significa que as suas características e as especificações dos seus ativos de referência – como quantidades, prazos e formas de precificação – são definidas previamente. Não é de qualquer jeito: a B3 tem padrões que precisam ser seguidos para que possam ser realizadas negociações desse tipo de instrumento em bolsa.

A dinâmica tradicional de uma negociação de derivativos é simples. Quem negocia se compromete a comprar ou a vender um determinado ativo por um preço determinado em um prazo estabelecido.

Então, por exemplo, ao comprar um contrato futuro de milho na B3 o investidor está negociando o equivalente a 450 sacas de 60 kg do produto, ao preço do mercado, com validade até o vencimento – o contrato pode ter o vencimento estabelecido para daqui a alguns dias, meses ou até mais de um ano. Entenda por “vencimento” como data de validade do contrato, que tem uma data pré-definida.

Isso significa que se eu comprar esse contrato de milho e levar até o vencimento eu vou receber 450 sacas de milho 60kg cada em minha casa? Não. A maioria das pessoas que estão na bolsa negociando diariamente esses contratos não são produtores: são especuladores.

E, além disso, a liquidação do contrato (ou seja, sua finalização), pode ocorrer de duas formas: quando a liquidação é física, é preciso realizar a entrega do ativo em negociação na data do vencimento. Esse tipo de liquidação é mais comum no mercado agropecuário — e mesmo nesse segmento, muitas vezes o investidor não tem interesse na soja, no milho ou no café em si. Se seu objetivo, de fato, é ganhar com a negociação dos contratos, a liquidação física é dispensável.

A outra forma de liquidação é a financeira, que é feita por diferença. Essa é a liquidação mais comum no mercado de derivativos. Nesse caso, no dia do vencimento do derivativo, é registrada uma venda para o comprador original e uma compra para o vendedor original. Só é realizada a movimentação da diferença entre os valores de cada lado da operação, que é finalizada sem a necessidade de entregar os ativos negociados.

Vale ressaltar o seguinte: não é necessário levar o contrato até o vencimento – a operação pode ser finalizada antes desde que se realize a operação oposta. Como você não está negociando o ativo real, você pode tanto vender como também comprar.

Diferente da operação de aluguel de ativos (descrita e explicada no podcast #195), você não precisa alugar nada: apenas assume uma posição. Ou uma posição compradora (que espera a alta do preço do contrato) ou uma posição vendedora (que espera pela baixa do preço do contrato). Existe a necessidade de margem de garantia, tanto do day-trade e ainda mais no swing-trade, mas não existe necessidade de alugar nada para vender primeiro, por exemplo.

Vale lembrar que, a partir do momento em que se faz uma operação, para fechá-la é necessário fazer a operação contrária: quem vende, depois precisa comprar; e quem compra o contrato depois precisa vende-lo – em ambos casos, zerando as posições. Certo. Já deu para entender que podemos negociar ativos físicos (soja, boi, milho, café) e ativos financeiros (opções, dólar, índice, taxas, etc) e que a maioria das liquidações são financeiras e não físicas. E que se pode fazer dinheiro com a compra e/ou venda desses contratos a partir de estratégias ou especulação. Mas para que servem os derivativos? Quais motivos de usar esse tipo de instrumento financeiro?

Para que serve um derivativo?

A descrição pura e simples do que é uma opção ou um contrato futuro muitas vezes não dá aos investidores a dimensão do tipo de uso que o mercado faz desse tipo de instrumento financeiro. Na prática, em geral, os derivativos são utilizados para três finalidades: proteção, especulação ou arbitragem.

Proteção

Um derivativo pode ser usado com o objetivo de proteger o valor de um ativo — uma ação ou uma commodity, por exemplo — de possíveis variações que venham a acontecer no futuro. Isso é possível porque ele permite fixar antecipadamente o valor de uma mercadoria ou de um ativo financeiro, o que ajuda a diminuir o impacto de uma eventual mudança nos preços do mercado.

O exemplo clássico são as empresas brasileiras que possuem dívidas em dólar. Imagine que, em um determinado momento, a cotação da moeda sobe. Nessa situação, as empresas precisam gastar mais reais para quitar as dívidas, porque elas encareceram.

Exemplo numérico: digamos que sua empresa precise fazer uma compra de equipamentos e que contraia 1 milhão de dólares em dívida para ser pago integralmente daqui 1 ano; a cotação do dólar no momento em que a dívida é realizada é de 5 reais cada dólar. Portanto, sua dívida em reais, nesse momento, são 5 milhões de reais. Se o dólar sobe para 6 reais, a sua dívida (daqui 1 ano) são 6 milhões de reais – que equivale aos mesmos 1 milhão de dólares. O valor da dívida em dólar não muda, mas devido a desvalorização do real, seria necessário desembolsar mais 1 milhão de reais para pagar a mesma dívida.

Para evitar esse tipo de efeito, muitas empresas optam por comprar contratos futuros de dólar — em que o preço da moeda está predeterminado para uma data futura. Assim, mesmo que a cotação suba, elas já adquiriram o direito de negociar a moeda por um certo valor, o que dá previsibilidade para o custo das suas dívidas.

É como se fosse assim: eu compro um contrato que me dá o direito a ter 1 milhão de dólares ao preço de 5 reais hoje. No nosso exemplo, a cotação subiu para 6 reais após um ano e, nesse momento futuro, eu tenho o direito de vender esse contrato de 1 milhão de dólares por 6 reais (no caso, 6 milhões de reais), garantindo que a minha dívida seja paga apesar da desvalorização do real frente ao dólar: ou seja, eu protegi o valor daquela dívida – como se costuma dizer no mercado – travei a dívida em 5 milhões de reais (pago os 5 milhões através das operações da empresa, mas tenho 1 milhão de reais a mais garantido pelo contrato futuro de dólar).

Vale lembrar que o contrário também é verdadeiro. Se eu “travo” a minha dívida em 5 reais cada dólar, se a cotação por algum motivo baixar (por exemplo, para 4,50 reais) a dívida fica 500 mil reais mais barata, mas eu tenho prejuízo de 500 mil reais no contrato futuro, mantendo o valor da trava em 5 milhões de reais (os mesmos 1 milhão de dólares).

Outro exemplo de uso de derivativos para proteção é o de agricultores que produzem commodities agrícolas, ou de mineradoras que trabalham com commodities metálicas. Com contratos futuros, eles podem garantir ou “travar” o preço de vendas das mercadorias e evitar perdas por uma eventual queda das cotações.

Um termo usado para se referir à proteção proporcionada pelos derivativos é hedge. Quem faz um hedge está menos preocupado em lucrar com as operações, e mais interessado em evitar perdas.

A princípio pode de parecer que esse tipo de operação proteção só serve para grandes empresas ou agricultores; mas, dependendo do que você for fazer fora do Brasil (como em uma viagem, por exemplo), desde que se tenha um planejamento bem estruturado você pode usar esses instrumentos para travar a cotação da moeda estrangeira na bolsa, protegendo pelo menos quase tudo do que for gasto através de moeda estrangeira no cartão de crédito. É um tipo de operação mais sofisticado que depende do seu volume de gastos para verificar se da ou não para executar a estratégia – mas é possível travar a cotação do dólar ou do euro, por exemplo.

Especulação

Ao contrário do hedger (ou seja, a pessoa que busca proteção para operações que possui na economia real) o especulador compra e vende derivativos para lucrar. Ele ganha com os pequenos diferenciais de preços de aquisição e venda de cada contrato.

Para um especulador, não importa muito se o derivativo negociado é de moeda, de uma commodity agrícola ou de taxa de juros, porque seu interesse não está nos ativos subjacentes: o seu interesse está no ganho financeiro proporcionado pelas negociações realizadas.

Muitos especuladores atuam no day-trade, o que significa que realizam compras e vendas dos mesmos derivativos ao longo do mesmo dia — e apuram seus ganhos (ou perdas) no fim do pregão, contabilizando a diferença entre os preços de cada ponta das operações. Outros, mantêm posições em aberto por alguns dias, apostando que nesse período os preços vão subir ou cair (e lucrando com esses resultados) – esses são os swing-traders. Esse tipo de operação é muito comum e são os especuladores que costumam dar liquidez aos contratos do mercado futuro. Vale relembrar que, da mesma forma que o empréstimo de ativos, esse tipo de negociação exige garantia tanto nas negociações intradia e garantias maiores nas operações de alguns dias ou semanas.

Arbitragem

Alguns investidores utilizam os derivativos para fazer operações de arbitragem. Significa que eles procuram lucrar com as discrepâncias de preços que encontram para um mesmo produto em mercados diferentes. Por isso, além dos derivativos, as operações de arbitragem podem envolver outros ativos — como as ações no mercado à vista, por exemplo.

Isso é possível porque o processo de formação de preços não é perfeito. Embora os ativos estejam expostos às mesmas circunstâncias econômicas e, por conta disso, a expectativa é de que oscilem na mesma medida, nem sempre é o que acontece. É nesses momentos que pode surgir uma oportunidade de ganho.

Uma opção sobre ação, por exemplo, pode indicar um preço futuro para o papel que é diferente do que os investidores do mercado à vista projetam. Quando percebem isso, os arbitradores agem rapidamente antes que o mercado ajuste os preços. Assim que lucram.

Em geral, o risco assumido pelos arbitradores é considerado baixo. Como a estratégia básica é comprar o ativo ou derivativo no mercado em que o preço está mais baixo e vender naquele em que está mais alto, já se sabe de antemão o valor de aquisição e o de venda — e isso torna a operação mais certeira.

Na arbitragem, o lucro de cada operação costuma ser pequeno. Por isso, os ganhos efetivamente vêm da quantidade e do volume de compras e vendas. Quanto mais volumosas e frequentes forem os negócios, maiores as chances de acumular ganhos maiores.

Arbitragem geralmente não é feita por pequenos investidores justamente por conta de volume; mas não é impossível de ser realizada.

Resumindo: os motivos para se usar derivativos são: 1) proteção (a ideia de travar o preço de determinado ativo pra diminuir ou eliminar o risco de perdas), 2) especulação e 3) arbitragem (essas duas últimas com o propósito de realizar ganhos financeiros, de acordo com suas diferentes abordagens).

Mas quais são os tipos de derivativos que podemos utilizar?

Tipos de derivativos

Vamos, agora, conhecer um pouco mais sobre os tipos de derivativos e as peculiaridades de cada modelo de contrato.

Contratos a termo

Quem compra um contrato a termo se compromete a comprar uma mercadoria ou um ativo financeiro, em uma quantidade determinada, por um preço que está estabelecido desde o momento da negociação, para liquidação em uma data no futuro (que também é definida desde o início). Já para quem vende um contrato a termo, o compromisso é o contrário: de vender esse mesmo ativo. Esses instrumentos podem ser negociados na bolsa, mas também no mercado de balcão.

Contratos futuros

A definição de um contrato futuro é bastante parecida com a de um contrato a termo: representa o compromisso de comprar ou vender um ativo por um determinado preço em uma data no futuro. Parece a mesma coisa, mas não é: a principal diferença está no formato da liquidação.

No caso dos contratos a termo, a liquidação da operação ocorre somente na data de vencimento do contrato. Já no caso dos contratos futuros, existe o chamado ajuste diário. Por conta desse mecanismo, todos os contratos futuros que os investidores mantêm são avaliados diariamente a partir de um preço de referência, chamado de preço de ajuste diário. Com isso, na prática, as operações são ajustadas todos os dias de acordo com as expectativas do mercado para o preço futuro do ativo de referência do contrato.

O preço de ajuste diário leva em conta o preço médio das operações feitas com o papel no mercado futuro no período da tarde. A diferença — positiva ou negativa — entre os preços de ajuste diário de um pregão para o outro é apurada. E o investidor que tiver posições em aberto precisa pagar essa diferença (se ela for negativa), ou então receberá o valor na sua conta (se ela for positiva).

O ajuste diário, portanto, é um sistema que apura perdas e ganhos e que ajuda a aumentar a proteção das posições no mercado de contratos futuros. Outra diferença entre os contratos futuros e os contratos a termo é o fato de serem negociados apenas em Bolsas (contratos a termo também podem ser negociados em balcão).

Opções

As opções são o direito de comprar ou de vender um ativo por um preço fixo numa data futura. Para comprar uma opção, é preciso pagar um valor a quem vendeu — chamado de prêmio. Não se trata do preço do ativo em si, mas sim um valor pago para ter a possibilidade de comprar ou vender o ativo mais tarde.

No mercado brasileiro, as mais conhecidas são as opções sobre ações — mas podem existir opções de outros tipos também: opções de ETFs, opções de dólar, de boi, de café, de milho, de índice, de fundos imobiliários, etc. O que há em comum é que esses ativos de referência são negociados de forma transparente em pregão.

Quem compra uma opção é chamado de titular. Ele sempre tem o direito de exercer a opção – ou seja, tem o direito de comprar ou de vender o ativo na data do vencimento pelo preço acordado desde o início. Porém, não é obrigado a fazer isso. Pode simplesmente escolher deixar a opção vencer, deixar de existir, seu direito de compra ou de venda desaparecer sem maiores consequências além da perda do valor que pagou como prêmio por ela.

Já o vendedor de uma opção, também chamado lançador, sempre tem a obrigação do exercício caso quem comprou deseje realizá-lo. Pense nas opções de compra de ações da Petrobras, por exemplo. Se, na data do vencimento, o titular delas quiser exercer seu direito de comprar ações da Petrobras pelo preço acordado, o lançador é obrigado a arrumar os papéis correspondentes para vender a ele.

Vamos dar um exemplo numérico com as ações da Petrobras para ilustrar a dinâmica. Digamos que eu tenha na minha carteira 1000 ações de Petrobras (PETR4) e que nesse momento, cada ação está cotada a 24 reais. Daí, de acordo com uma estratégia chamada lançamento coberto, eu consigo e decido vender 1.000 opções de compra de Petrobras (PETRJ200) ao preço de R$1,40 – portanto, eu sou o vendedor da opção, o lançador, aquele que tem uma obrigação, no caso, a obrigação de vender a um determinado preço pré-acordado se a outra parte assim quiser. Se até a data do vencimento dessa opção (que é 15 outubro de 2021) o comprador decidir exercer a opção (ou seja, ele vai querer as 1.000 ações Petrobras ao preço acordado, que foi R$24,10) eu tenho que entregar as 1.000 ações. Se passou dessa data e ele não exerceu, meu compromisso com esse comprador deixa de existir.

Qual a possibilidade desse comprador querer comprar as 1.000 PETR4 de mim ao preço de R$24,10? Se as ações de PETR4 até a data estiverem com preço maior (por exemplo, R$26 cada) esse comprador pode ter lucro, pois ele pode exercer as opções com o valor das ações a R$24,10 e já vendê-las no mercado ao preço de R$26, por exemplo.

Por outro lado, se as ações estivesse com o preço menor ou até igual (por exemplo, a R$23 cada ação), não compensaria para o comprador exercer a opção caso ele quisesse comprar Petrobras: seria mais vantajoso comprar no mercado à vista que estaria mais barato do que comigo (meu preço é R$24,10 e o preço do mercado seria de R$23) – nessa situação o comprador desembolsou R$1,40 por opção de ação (um volume de R$1.400) ao invés de já ter desembolsado antes o volume de R$24.100. Ou seja, com esse exemplo, conseguimos perceber que o comprador de uma opção tem a preferência de comprar ou não determinado ativo, se ele quiser até uma determinada data.

Swaps

Um contrato de swap é um acordo em que dois investidores negociam a troca de rentabilidade entre dois ativos. Na prática, eles trocam de fluxo de caixa entre si, tendo como ponto de partida a rentabilidade de um dos ativos em comparação com a do outro. O objetivo é reduzir os riscos e aumentar a previsibilidade para quem está envolvido na operação. É muito comum swaps serem realizados entre empresas e entre instituições financeiras – e menos comum entre investidores pessoa física.

Pense em um contrato de swap de ouro contra Ibovespa, principal índice de ações do mercado brasileiro. Se na data de vencimento do contrato o ouro tiver uma valorização abaixo da variação do Ibovespa, quem comprou Ibovespa e vendeu ouro receberá a diferença de rentabilidade. Já se o retorno do ouro for superior à variação do Ibovespa, ganha a diferença quem comprou ouro e vendeu Ibovespa. Esse exemplo, inclusive, ilustra um dos vários possíveis tipos de arbitragem, que é um dos motivos para se usar derivativos.

Eu sei que o assunto sobre derivativos não é um negócio muito simples de entender. Mas é uma questão de se acostumar com a forma de pensar nas operações e, a partir disso, nas possibilidades que existem a partir do uso desse tipo de instrumento.

Nós vamos aprofundar mais adiante sobre alguns dos temas resumidos nesse podcast para que você possa vislumbrar e ter mais detalhes sobre diferentes tipos de mercado além do mercado à vista da bolsa de valores.

Enquanto isso, quero que você me procure nas redes sociais e me faça perguntas através de seus comentários: o que você achou de interessante nesse podcast em específico? O que não ficou claro e que eu posso te ajudar a entender ainda melhor? E que tipo de instrumento financeiro você quer conhecer com mais detalhes?

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Cuide bem da sua saúde, da sua família, de seus relacionamentos e de suas finanças!

Que Deus possa te abençoar imensamente! Aqui é Phillip Souza, e esse é o podcast dOInvestidor Inteligente!

Investidor Inteligente do Dicas Curtas

 

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