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“094 Distribuição da carteira de investimentos”

Quando nós começamos no mundo dos investimentos, vamos lidando com uma enxurrada de novas informações de diferentes produtos, estratégias e possibilidades. No meio disso tudo, a gente escuta que deve procurar investir ou formar nossa carteira de investimentos a partir do nosso perfil de investidor.

Mas existe uma regra sobre a proporção dos investimentos? E qual deveria ser o passo-a-passo para me tornar um investidor mais qualificado? Vamos tratar disso nesse podcast.

Neste episódio também vou comentar sobre a MaxMilhas, um site onde você pode comprar passagens aéreas de uma maneira mais econômica e inteligente! Fique atento!

Eu sou Phillip Souza, o expert em Finanças e Investimentos do Dicas Curtas e todas as semanas apresento nesse podcast, várias dicas, informações relevantes e orientações que podem te ajudar a usar bem o seu dinheiro para construir seus resultados de forma financeiramente saudável com foco em qualidade de vida, aproveitando o presente e cuidando do futuro, transformando-se em um investidor inteligente.

Para você ficar por dentro com todas as informações e não perder nenhuma dica, basta assinar gratuitamente o podcast e acompanhar todas as semanas o Investidor Inteligente do Dicas Curtas.

Antes de realizar investimentos de acordo com o que entendemos ser nosso perfil de investidor, eu sempre oriento aos meus clientes e às pessoas que me escutam em palestras ou treinamentos, especialmente se estão começando a investir, a focar, primeiro, na sua reserva de emergência. Talvez seja uma postura muito conservadora, mas ela tem motivos: se acontecer um imprevisto realmente significativo na sua vida em que você precise de dinheiro e ele estiver primordialmente em aplicações que estejam dando, naquele momento, retorno negativo, você pode ficar em situação delicada, muitas vezes ter que tomar empréstimo e a sua vida financeira começa a se complicar.

Então, por mais que essa postura seja conservadora e que demore algum tempo para formar a sua reserva de emergência, essa deve ser a primeira prioridade. Tendo ela construída, você está liberado para focar em outros objetivos e, se quiser, ousar de forma apimentada. Claro, você pode escolher não formar sua reserva de emergência em investimentos que sejam seguros, líquidos e, dentro do possível, mais rentáveis – nessa ordem – (comparado à Caderneta de Poupança); mas se acontecerem consequências negativas por falta dela, a responsabilidade é sua.

Tamanho da Reserva de Emergência

Qual o tamanho dessa reserva? Costumo colocar como referência o seu atual padrão de gastos mensais multiplicado por alguns meses que dependem do seu atual nível de risco profissional. Como risco profissional entenda: funcionário público, menor risco (reserva mínima de 3 vezes aquilo que se gasta habitualmente); funcionário de empresa privada (reserva mínima de 6 vezes aquilo que se gasta habitualmente); profissional liberal/autônomo/empresário (reserva mínima de 10 vezes aquilo que se gasta habitualmente). Pode ser menor? Pode; a decisão é sua.

Então uma pessoa que trabalha em uma empresa privada que tenha como gastos pessoais médios com sua vida de 2.500 reais, sua reserva mínima pode ser em torno de 15 mil reais, em aplicações seguras, líquidas e, se possível, mais rentáveis – nessa ordem. Tudo em uma mesma aplicação? Não necessariamente; mas a porta de entrada costuma ser o Tesouro Selic.

E se sua capacidade de poupança atual mostrar que a formação dessa reserva pode demorar alguns anos? Duas recomendações: 1º) procure aumentar sua renda, seja com novos negócios, melhorando sua capacitação profissional – que aí tem uma imensidão de possibilidades; e 2º) enquanto poupa e forma a reserva, estude sobre investimentos de renda fixa, renda variável, estratégias, etc – você vai formando seu entendimento sobre os diferentes produtos e possibilidades no mercado de capitais; quando chegar o momento de investir, talvez você não seja mais tão conservador por conta de falta de conhecimento – ou talvez seja conservador: você pode entender que produtos mais arrojados realmente não são para você, não por desconhecer, mas por opção.

A formação da reserva vale para quem tem o perfil de investidor arrojado? Claro. Se acontecer algum problema grave no caminho o ideal é não mexer com as aplicações arrojadas; por isso também a importância da formação da reserva de emergência, mesmo para quem gosta de pimenta no caldo.

Formada essa reserva de emergência (que também compõe sua carteira global de investimentos) o investidor pode pensar em seus outros objetivos: sejam de curto, médio ou longo prazo. E, conforme disse, é natural e interessante (pelo menos a princípio) respeitarmos o nosso atual perfil de investidor que, com estudo e teste prático daquilo que está sendo estudado, pode mudar: você pode começar como conservador por falta de conhecimento e, na medida em que for aprendendo mais, entendendo que pode se tornar um investidor mais moderado ou arrojado.

 

Distribuição da carteira de investimentos

Bom, mas e aí: qual que deve ser a distribuição da carteira de investimentos de acordo com o meu perfil de investidor? Quero ressaltar que não existe uma proporção fixa ideal. Se Fulano, Cicrano ou Beltrano bater o pé dizendo que a proporção certa é essa ou aquela ele está se chamando de dono da verdade. E não é por aí. O que eu vou apresentar e o que vocês devem entender de qualquer outra pessoa, publicação ou literatura (inclusive recomendações dos questionários de suitability das corretoras e bancos) é que são referências. A proporção mais adequada para você quem define é você!

Diante disso, vamos trabalhar com três perfis: conservador, moderado e arrojado.

 

Produtos por perfil de investimento

Alguém que tenha o perfil conservador vai ter uma carteira de investimentos com perfil de risco mais baixo, com produtos que tenham uma volatilidade menor (lembrando que volatilidade é uma das medidas de risco), e, portanto, tenham uma carteira global com mais produtos de renda fixa. Pode ter algum produto mais arrojado, tipo um fundo multimercado ou até mesmo uma pequena porção de recursos alocadas em fundos de ações ou ações diretamente? Sim, pode. Mas a composição geral é feita com ativos de menor risco.

Quais ativos, por exemplo? Tesouro Selic, CDBs, LCIs, LCAs, LCs, Tesouro Pré, Tesouro IPCA, CRIs, CRAs e até fundos de investimento em renda fixa ou mesmo fundos referenciados à inflação. A ideia é: baixo risco, baixa volatilidade, certeza de retornos positivos.

Alguém que tenha o perfil moderado vai ter uma carteira de investimentos com um perfil mais arrojado, com produtos que tenham uma volatilidade maior, mas não excessiva (uma volatilidade média de uns 10% a 15% ao ano – ou seja, pode oscilar positiva ou negativamente de 10% a 15% em média), e, portanto, tenham uma carteira global tanto com produtos de renda fixa (em proporção menor ao conservador), quanto produtos mais arrojados.

Quais ativos, por exemplo? Os produtos de renda fixa na linha do perfil conservador (Tesouro Selic, CDBs, LCIs, LCAs, etc.) e também produtos mais arrojados: fundos multimercado ou multiestratégia, fundos de investimento imobiliário, talvez alguns fundos de índice (como BOVA11 e similares), podendo ter também fundos de ações e ações diretamente; o ponto é que a proporção de produtos mais arrojados, comparada à uma carteira conservadora, é maior (falaremos dessa proporção daqui a pouco). A ideia é: ter um crescimento maior do que uma carteira conservadora, com maior volatilidade, e, portanto, menor certeza de retornos positivos.

Por fim, alguém que tenha o perfil arrojado vai ter uma carteira de investimentos com um perfil mais apimentado, com produtos que tenham uma volatilidade muito maior, podendo ser considerada excessiva por algumas pessoas (uma volatilidade média de uns 20% a 25% ao ano, senão mais), e, portanto, tenham sim uma carteira global tanto com produtos de renda fixa (em proporção muito menor do que conservador e talvez até do moderado), quanto produtos bem mais arrojados.

Quais ativos, por exemplo? Os produtos de renda fixa na linha do perfil conservador (Tesouro Selic, CDBs, LCIs, LCAs, etc.), pode ter produtos do perfil moderado (fundos multimercado ou multiestratégia, fundos de investimento imobiliário, fundos de índice, etc) e uma exposição bem maior dos recursos em fundos de ações e ações diretamente; dependendo do tamanho global dos recursos, do conhecimento do investidor e do tempo disponível para acompanhar ou operar, pode até atuar com produtos derivativos (como índice futuro, dólar futuro, boi, milho, soja; mercado de opções em geral) e, para aqueles que não se importam com proteções legais da CVM, podemos incluir criptomoedas (como o bitcoin) e forex.

A variedade de produtos de uma pessoa que tem perfil arrojado (portanto, pressupõe-se que tenha muito mais conhecimento do que o investidor médio brasileiro) é muito grande: é uma grande variedade de sabores e ardor de pimenta que pode experimentar. A proporção de produtos mais arrojados, comparada à uma carteira moderada, é bem maior; e geralmente esse tipo de carteira agressiva visa o crescimento mais agressivo, vertiginoso. Mas tem que ter estômago: dependendo de quanto de dinheiro que está em uma aplicação ou grupo de aplicações, você pode ver a sua carteira derreter ou ela pode ir do inferno ao céu.

O mais importante é saber e ter consciência do nível de risco que está se envolvendo, quando se expõe a determinados tipos de produtos (por exemplo: no mercado de opções, dependendo da estratégia adotada, pode-se perder tudo o que foi alocado; mas pode, em um dia, ganhar 400% (ou muito mais) em uma única aplicação. Já vi gente ficando milionária em 10 minutos quanto já vi gente queimando 100 mil reais em um dia.

Antes de falar da proporção, quero frisar, mais uma vez, o que falo sobre investimentos mais arrojados: quer investir em produtos que podem trazer mais retorno? Estuda. Estuda um pouco mais. Quando tiver entendimento de como funciona na teoria, usa POUCO CAPITAL na prática. Entendeu como funciona na prática? Experimenta de novo com pouco capital. Começou a se habituar com as inúmeras possibilidades que se apresentam? Agora sim, você pode estar apto a investir e a usar as estratégias aprendidas com mais liberdade. Reitero: experimenta as coisas novas com pouco capital, senão você pode se machucar feio no mercado de capitais. Quanto mais arrojados são seus investimentos, mais conhecimento teórico e, principalmente, conhecimento prático você deve ter. Senão você fica na mão de opinião alheia – e seu patrimônio pode sofrer por conta dessa omissão da sua parte.

Proporção das carteiras, de acordo com o perfil de investimento

Conforme já disse e repito, esses percentuais são apenas uma ideia, uma referência. Se você entender que está mais ou está menos arrojado ou conservador, mude. É só uma ideia para você começar a trabalhar dentro daquilo que você entende como seu perfil de investimento.

  • Carteira conservadora: pelo menos 80% em ativos de renda fixa; 10% a 15% em ativos moderados; e de 5% a 10% de ativos arrojados.
  • Carteira moderada: de 60% a 70% em ativos de renda fixa; 20% a 25% em ativos moderados; e de 10% a 15% de ativos arrojados.
  • Carteira arrojada: de 50% a 60% em ativos de renda fixa; 25% a 30% em ativos moderados; e de 15% a 25% de ativos arrojados.

Essa proporção é a ideal? Não sei. Como disse você pode alterá-la; só esteja ciente dos riscos – se quiser ser ultraconservador, você quem sabe; se quiser ser ultra arrojado, você quem sabe: a responsabilidade pelos resultados é sua. Inclusive, o nível de risco vai depender de quais ativos estão em cada parte da carteira. Por exemplo: dentro da própria renda fixa, dependendo dos ativos escolhidos, a carteira pode apresentar mais volatilidade (ativos vinculados à inflação são considerados mais arrojados do que aqueles vinculados ao CDI – e estamos falando de renda fixa!). Para determinar o nível de risco certinho que você quer assumir, é necessário montar uma carteira e aí é um trabalho muito específico e detalhado para um especialista em investimentos, porque envolve muitos cálculos e interpretações estatísticas, além de, possivelmente, muitas variáveis. Se precisar de ajuda profissional nesse sentido, pode entrar em contato comigo que conversamos.

Vou deixar uma imagem de portfólio em formato de pizza no grupo do Investidor Inteligente no Facebook para você ter uma noção mais visual de como podem ser os diferentes tipos de carteira.

Portanto, de forma resumida: forme sua reserva em ativos de renda fixa; se precisar de tempo para formá-la, enquanto isso, procure aumentar sua renda e estudar outros investimentos, principalmente os mais arrojados; formada a reserva, invista em produtos alinhados ao seu perfil e de acordo com aquilo que entenda ser uma carteira adequada ao seu perfil de investidor.Agora vamos falar sobre a MaxMilhas.

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Espero que tenha gostado do episódio de hoje! Construir sua reserva, respeitar o seu perfil de investimentos e, de acordo com ele, ajustar seu horizonte de investimento para poder alcançar aqueles resultados que você espera é fundamental. Cada caminho tem seus prós e contras e você só poderá determinar se vale a pena assumi-los se estudar e entender como os produtos e as diferente estratégias funcionam.

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Ficamos por aqui e até a próxima semana com mais uma dica do Investidor Inteligente!

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