Ouça agora este podcast!“052 Troque suas dívidas e pague menos juros”

Talvez você tenha dívidas, já teve ou conhece alguém que tem dívidas, e sabe do sufoco que é quando o assunto é pagar esses compromissos, não é mesmo? É o prazo a perder de vista, é o volume financeiro a ser pago que parece ser monstruoso (e algumas vezes é), é a parcela do empréstimo que tem que ser paga rigorosamente, estar em dia. São vários aspectos para prestar atenção quando estamos lidando com dívidas e nesse episódio eu vou te mostrar o principal fator para ficar ligado em uma negociação para troca de dívidas.

Eu sou Phillip Souza, o expert em Finanças e Investimentos do Dicas Curtas e semanalmente trago aqui neste podcast, várias dicas e informações para ajudar a fazer com que você use bem o seu dinheiro para alcançar seus objetivos de forma financeiramente saudável com foco em qualidade de vida transformando-se em um investidor inteligente.

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Vamos lá!

 

Ingredientes de uma dívida

Dívida é um negócio que deixa muita gente bastante preocupada. E não é para menos: esse tipo de compromisso consome parte de nossas rendas todos os meses com juros, sendo que esse dinheiro poderia estar sendo utilizado para a realização de nossos sonhos e objetivos.

Infelizmente o brasileiro ainda tem um perfil consumista, o que leva, muitas vezes, a cair em uma situação devedora: cerca de 6 em cada 10 brasileiros ainda tem algum tipo de dívida. Esse quadro só pode mudar com o tempo, com aquisição de conhecimento e a prática efetiva, não só de dicas, mas também de bons hábitos financeiros. Só assim, com uma revolução pessoal e interna, podemos sair de um perfil consumista para um perfil poupador e potencialmente investidor.

E se você está com dívidas, é interessante saber quais são as peças do quebra-cabeças. Por exemplo: digamos que uma pessoa contraiu um empréstimo de R$ 1.000,00 qualquer que seja o motivo. Como você sabe, é prática comum que se pague as dívidas de forma parcelada por determinado prazo e, com isso, exista a cobrança de juros definida por uma taxa, geralmente fixa e mensal.

Observe: só nesse exemplo eu já apresentei 5 ingredientes que compõem qualquer endividamento: valor tomado, quantidade de parcelas a pagar (prazo), valor da parcela, taxa de juros – e, de forma implícita, com essas informações conseguimos encontrar o valor do montante total a ser pago. Na medida que o empréstimo vai sendo quitado, surge uma divisão em relação à quantidade de parcelas: aquelas que faltam ser pagas e as parcelas que já foram pagas – com isso temos 6 ingredientes que compõem um endividamento, qualquer que seja ele.

Você já deve ter percebido que alguns empréstimos se comportam diferente dos outros: alguns têm parcelas fixas enquanto outros as parcelas vão diminuindo pouco a pouco ao longo do tempo. Isso se deve ao tipo de amortização do empréstimo.

 

Tipos de Amortização

Antes de falarmos dos principais tipos de amortização, eu queria definir essa palavra: Amortização é o mesmo que redução da dívida, ou seja, amortizar é pagar uma parte da dívida para que ela reduza de tamanho até a sua eliminação. Entretanto, em toda dívida há cobrança de juros, portanto para amortizar uma dívida é necessário que o pagamento seja maior que os juros cobrados no período. Com isso podemos concluir que:

Amortização = Pagamento – Juros

Ou seja, o valor amortizado é o que sobra do pagamento depois de descontados os juros. Acompanhe o raciocínio: se uma dívida inicial de R$ 1.000,00 acumulou R$ 40,00 de juros após um mês e foi feito um pagamento de R$ 90,00, então a amortização foi de R$ 50,00 (= R$ 90 – R$ 40).

Aqui no Brasil, nos diversos tipos de financiamentos, com inúmeras instituições financeiras que podem oferecer diversos tipos de crédito, encontramos principalmente dois tipos de amortização: a Tabela PRICE e a Tabela SAC.

 

Tabela PRICE

A Tabela PRICE é também chamada de Sistema de Parcelas Fixas, ou Sistema Francês, caracterizando-se por pagamentos mensais iguais, embutindo uma amortização crescente.

Esse tipo de tabela é muito usada no comércio, tanto em bens de pequeno valor (roupas, eletroeletrônicos, eletrodomésticos) quanto em bens de alto valor (tais como veículos). É esse tipo de financiamento que constrói a cultura e a mentalidade da “parcela que cabe no bolso” – o que faz com que o brasileiro se perpetue como devedor.

 

Tabela SAC

A Tabela SAC é também conhecida como Sistema de Amortização Constante, ou Método Hamburguês, é caracterizado por pagamentos mensais decrescentes, que embutem uma amortização constante.

Você consegue perceber essa tabela sendo aplicada principalmente em financiamentos imobiliários: mês a mês a parcela vai diminuindo, pois os juros são calculados por uma dívida menor a cada mês.

Eu não vou abusar da sua abstração colocando exemplos numéricos complexos nesse podcast, mas é bom lembrar que tanto em um sistema quanto no outro a incidência de juros é maior no início do pagamento: em qualquer empréstimo você paga mais juros no começo.

 

Negociação da dívida

De uma forma bastante objetiva: para trocar de dívida você tem que negociá-la! O credor não virá até você para facilitar ou melhorar as condições, a menos que você peça, que você negocie.

Contudo, antes de negociar suas dívidas, é melhor ter feito o seu dever de casa.

O primeiro passo: em um processo de negociação ou troca de dívidas tem a ver com o básico das finanças pessoais: fazer o registro e um controle adequado de seus recebimentos e despesas – você tem que entender como funciona o seu jogo financeiro.

O segundo passo: consiste em saber o tamanho da dívida – por isso que pontuei no início desse episódio os ingredientes de uma dívida que são: valor contratado, quantidades de parcelas a pagar, taxa de juros, valor da parcela, montante a ser pago e, adicionalmente, quantidade de parcelas já pagas. Tem muita gente que só olha para o valor da parcela e tem medo de encarar o valor total da dívida. Você precisa saber o número que está lidando para poder ter consciência do que está bom ou não na hora da negociação.

O terceiro passo: listagem de bens e patrimônio pessoal. Fazer isso é interessante, pois às vezes podemos liquidar ou mesmo diminuir as dívidas tomando uma decisão bem pensada sobre aquilo que nós temos e que podemos dispor ou mesmo trocar.

O quarto passo: priorização de dívidas. Em algumas situações, especialmente se são muitas dívidas, é necessário priorizar, pois todas as dívidas podem não caber no orçamento. Foque em liquidar as dívidas que apresentam risco, as dívidas pequenas e as dívidas que possuem juros altos, nessa ordem.

E aí sim, chegamos ao quinto passo que é a negociação: ligar, conversar com o credor, expor a situação, a sua boa vontade, o seu histórico (especialmente se você for bom pagador) e negociar condições para liquidação (taxas menores, prazos maiores, condições melhores) para fechar um acordo mais vantajoso para você. No processo de negociação só tem dois desfechos: ou é ganha-ganha (você e o credor saem ganhando) ou nada feito. Essas atitudes se aplicam tanto para quem se embolou e quer desembolar a situação quanto quem está pagando certinho: para quem quer começar a colocar sua vida financeira em ordem, não deve aceitar uma proposta a menos que ela encaixe em seu orçamento – se você fechar um acordo em que você sabe que não terá condições de honrar estará construindo mais problemas futuros para sua situação: seja firme.

E a dica final vai para quem quer melhorar as condições de pagamento: se o credor não quiser diminuir os juros, melhorar as condições, você pode procurar outro credor que compre sua dívida com condições mais vantajosas – isso funciona especialmente com instituições bancárias, com a portabilidade de crédito. Mas como saber se você está ou não fazendo um bom negócio? Bem simples: se o montante devedor total diminuir, sua dívida também estará diminuindo.

Vou dar um exemplo só para ilustrar: se você está negociando uma dívida em que, ao multiplicar a quantidade de parcelas a pagar pelo valor da parcela, dê o montante de R$ 1.000 e você consegue uma condição diferente com um credor, basta multiplicar o prazo oferecido pelo valor da parcela oferecida: nesse exemplo, se o novo montante final for menor que R$ 1.000 você estará pagando menos juros, trocando a sua dívida atual por uma dívida mais barata.

É uma dica muito simples que muitas vezes passa despercebida. Porém, lembre-se que antes de qualquer negociação faça o seu dever de casa: tenha uma noção real de seu orçamento, do seu potencial de pagamento, do tamanho e características de suas dívidas e o que pode ou não fazer. Só assim você age com estratégia e elimina esse inimigo tão venenoso de suas finanças pessoais.

 

Espero que tenha gostado do episódio de hoje!

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Até a próxima semana com mais uma dica do Investidor Inteligente!

 

Investidor Inteligente do Dicas Curtas

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