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“104 É possível investir e pagar dívidas ao mesmo tempo?”  

A partir do momento em que você começa a tomar consciência do mundo financeiro, de taxas, de investimentos, é natural ficar vislumbrando com as possibilidades que se abrem ao usar bem seu dinheiro, poupar e investir: os sonhos começam a se tornar objetivos.

Mas ao mesmo tempo, pensando que as dívidas também trazem consigo taxas de juros, começamos a perceber a cruel realidade para quem tem dívidas: o poder de destruição financeira dos juros compostos trabalhando contra nós.

Ficar a vida toda pagando boletos e dívidas não é o objetivo de ninguém, e investir também é importante. Mas como fazer as duas coisas em um cenário de endividamento? Vamos conversar um pouco sobre isso nesse podcast!

 

Eu sou Phillip Souza, o expert em Finanças e Investimentos do Dicas Curtas e todas as semanas apresento o Investidor Inteligente, o podcast que te traz informações relevantes, orientações valiosas que podem te ajudar a usar bem o seu dinheiro, seja para solucionar problemas ou potencializar sua vida financeira, de modo que você possa construir seus resultados de forma financeiramente saudável com foco em qualidade de vida, aproveitando bem o presente e sempre cuidando do futuro, transformando-se em um investidor inteligente.

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6 em cada 10 brasileiros ainda se encontram endividados

Infelizmente, pelo menos para 6 em cada 10 brasileiros (se não for mais) existe um entrave para investir e realizar seus sonhos: as dívidas. Da mesma forma que os juros compostos e taxas trabalhando ao seu favor fazem com que você se aproxime cada vez mais da realização de seus objetivos, os juros compostos e as taxas trabalhando contra você te afastam muito mais ainda daquilo que você deseja. No episódio #102 eu falei sobre a Receita da Fortuna, apresentando o efeito do dinheiro, do tempo e da taxa, quando se trata de investimentos.

Grande parte dos investimentos tem rentabilidade inferior às taxas de juros cobradas pelas dívidas. Por exemplo, enquanto se paga mais de 10% ao mês em juros de um parcelamento no cartão de crédito para operadoras de cartões, a Caderneta de Poupança, considerando a atual taxa Selic (6% aa) rende menos que 0,35% mensalmente. Mesmo se tomarmos o investimento em Tesouro Selic, que é considerado o título mais seguro da economia brasileira, considerando o desconto da menor faixa de imposto de renda (15%), a rentabilidade pode chegar a no máximo 0,41% ao mês. É incomparável.

 

O melhor investimento contra as dívidas

É possível estabelecer rendimentos superiores aos das dívidas, mas isso envolve assumir elevados riscos, tanto na busca dessa remuneração com o componente extra de total imprevisibilidade: talvez, ao invés de ganhar, o investidor possa vir a perder. Nas operações de baixo risco, contudo, é praticamente impossível conseguir rendimentos superiores e, portanto, geralmente as dívidas devem ser prioridade.

Nós falamos no episódio #100 que, para quem está com dívidas, o melhor investimento a ser feito é pagá-las. E, caso não exista a possibilidade de quitação total, de preferência temos de buscar realizar uma consolidação das dívidas (colocando tudo em um bolo só) com as menores taxas possíveis e com o maior prazo para pagamento possível.

A consolidação das dívidas vai te permitir ter foco: muitas dívidas com juros espalhadas costumam levar a pessoa que já está com descontrole financeiro (senão, provavelmente não estaria com dívidas) a se perder ainda mais. Uma parcela só, uma dívida só é melhor para poder ter foco. As menores taxas você já entendeu: menos dinheiro gasto com juros. E o maior prazo para pagamento parcelado tem uma justificativa: diminuir o valor na parcela, aliviando o fluxo de caixa, principalmente para quem está bem embolado – mas aqui tem uma ressalva: é importante se organizar para fazer sobrar mais dinheiro ou mesmo fazer mais dinheiro para poder antecipar as parcelas. Parcelas antecipadas significa menos juros a serem pagos e menos tempo lidando com esse desafio.

 

Dica de Ouro

Quanto à consolidação, se você vai conseguir agrupar todo o compromisso em uma única ou poucas parcelas eu não sei: cada caso é um caso e precisa ser analisado individualmente. O ponto é que você deve avaliar se o impacto dessa consolidação vai diminuir o gasto futuro com juros em relação as outras dívidas que você já tem. Quanto ao prazo, vai depender da instituição financeira e da sua situação de crédito no momento das negociações.

Mas quanto às taxas vou te dar uma dica valiosíssima, uma dica de ouro, dica de especialista: nesse momento do podcast, na transcrição que é feita no blog do Dicas Curtas, você vai conseguir acessar o link que mostra as taxas de juros praticadas em diferentes modalidades de crédito para a maioria das instituições no Brasil (você também consegue acessar pelo próprio site do BACEN através da aba superior “Estatísticas > Taxas de Juros”). Não é garantia que você vá conseguir ter acesso à instituição listada e nem é garantia que vá conseguir a taxa de juros expressa no site, mas ao menos você sabe onde a sua dívida pode custar menos, muitas vezes bem menos do que as taxas que você vem pagando até hoje. E a partir dessas listas direcionar sua energia para conversar com as instituições que podem te ajudar nesse processo.

 

Pagar dívidas e investir: como?

Por outro lado, se você usar todo o seu dinheiro apenas para pagar os gastos do dia-a-dia e as parcelas das dívidas, ficando sem nenhum recurso financeiro acumulado, caso surja algum imprevisto na sua vida, certamente você se endividará ainda mais.

É um processo complexo que precisa começar a ser resolvido com registro, controle do dinheiro e o estabelecimento de um orçamento pessoal; posteriormente continuar com a identificação do tamanho dos desafios, pensar em estratégias e nas consequências das ações antes de agir, realizar as negociações e continuar de forma disciplinada até que o problema seja eliminado.

Mas ao mesmo tempo é de extrema importância formar um pequeno capital, uma reserva de altíssima liquidez para sanar esses tropeços que podem acontecer no caminho.

Por isso, é aconselhável organizar as dívidas com um plano de ação para quitá-las, o mais rápido possível, e também construir uma reserva financeira para lhe auxiliar em alguma necessidade futura.

Sobre a estratégia, o plano de ação para quitar as dívidas, eu detalhei nos episódios #22 e #52 o que você deve prestar atenção. Mas vou resumir para você recordar (se quiser detalhamento, escute esses podcasts citados):

  1. Administrar seu dinheiro
  2. Diagnosticar dívidas (nome do credor, valor contratado, taxa efetiva contratada, enfim, o detalhamento das dívidas)
  3. Listar seus bens e seu patrimônio pessoal
  4. Identificar o potencial de risco das dívidas
  5. Filtrar as dívidas (potencial de risco e prejuízo absoluto)
  6. Priorizar os esforços (quais dívidas são prioritárias?)
  7. Negociar (ou é ganha-ganha ou é nada feito)
  8. Avaliar a possibilidade de liquidar bens para solucionar os problemas
  9. Aumentar as receitas
  10. Poupar dinheiro e premiar seus esforços

 

Sobre a reserva de emergência, tem muitos outros episódios gravados sobre o tema, mas aqui tem uma particularidade especial: se a pessoa está endividada ela não vai conseguir poupar tanto quanto deveria ou poderia, pois tem as dívidas para pagar. O que recomendo nesses casos: comece com um percentual menor do que o recomendado e, na medida em que as coisas forem melhorando ou progredindo, você vai aumentando a poupança. Comece com 5% do que você recebe, comece com R$50,00, comece com R$20,00 – mas comece!

E qual o tamanho dessa pequena reserva de altíssima liquidez: coloque o objetivo de ter um mês de salário ou remuneração guardados. Pode ter algum desafio para juntar esse dinheiro, mas é um bom objetivo – nem fácil nem difícil demais.

Apesar de já ter te apontado o caminho das pedras, um planejador financeiro pode te ajudar com uma estratégia para construir ambos os pontos: tanto a estratégia para sair das dívidas quanto a formação dessa pequena reserva. E você sabe que pode contar comigo para te ajudar com isso. Basta entrar em contato comigo para conversarmos.

Apesar da rouquidão e da voz de trovão, espero que tenha gostado do episódio de hoje! É como eu sempre digo: dívida e investimento NÃO combinam. Porém, mesmo com dívidas, uma reserva mínima é necessária: imprevistos podem acontecer e não é interessante se afundar ainda mais por não ter um recurso disponível, por mais mínimo que seja.

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O link vai estar disponível na descrição do episódio!

 

Ficamos por aqui e até a próxima semana com mais uma dica!

Aqui é Phillip Souza, o Investidor Inteligente!

Investidor Inteligente do Dicas Curtas

 

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