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Para coroarmos o ducentésimo podcast dO Investidor Inteligente, decidi trazer um novo case financeiro: casos de clientes ou pacientes que já atendi desde o início da minha carreira como consultor em finanças e terapeuta financeiro.

É sempre importante ressaltar que detalhes pessoais ou que possam de alguma forma provocar identificação serão modificados, adaptados ou omitidos para preservar a confidencialidade das informações e não expor ninguém. Contudo, exemplos de situações práticas, histórias das pessoas que atendi e do que foi necessário fazer ou precisava ser feito traz ilustrações para que você ou pessoas próximas de você tenham novas ideias e mais luz para sua vida financeira em relação àquilo que você pode usar no seu caso particular ou mesmo despertar sua consciência sobre onde pode precisar de ajuda.

Quero lembrar que, apesar das histórias terem um discurso de início, meio e fim, elas começaram antes que eu pudesse ajudar ou sugerir alguma intervenção e, claro, as histórias continuam, pois a vida financeira das pessoas atendidas continua mesmo depois do período de acompanhamento e transformação em relação aos desafios identificados naquelas ocasiões.

Portanto, vamos para mais um case financeiro!

O podcast do Investidor Inteligente é apresentado todas as semanas com o propósito de ajudar em seu desenvolvimento financeiro trazendo informações claras e relevantes, orientações e estratégias valiosas para solucionar seus desafios financeiros, te ajudando a ampliar sua visão sobre dinheiro e refinar seu ponto de vista de modo que você possa realizar seus sonhos e construir com bases bem firmes seus resultados.

Eu sou Phillip Souza, consultor em finanças e terapeuta financeiro, mentor em educação psicofinanceira especialista em inteligência financeira, o expert em Finanças e Investimentos do Dicas Curtas. Você me encontra nas diferentes redes sociais através do @phillipsouzabr e também no meu canal no YouTube, Phillip Souza.

Tenho propósito ousado de te auxiliar a destravar a sua mentalidade e te ajudar a entender que a prosperidade também é para sua vida, provocando desconstrução, reconstrução e transformação da sua mentalidade para que você possa aprender a evoluir e se comportar de forma mais sábia e próspera em relação às suas finanças, transformando-se em um investidor ainda mais inteligente.

Esse e os outros podcasts do Dicas Curtas são gratuitos. Portanto, você pode acompanhar e assinar agora o Investidor Inteligente nas diferentes plataformas de podcast seja através do seu dispositivo Apple ou Android, sendo que você também pode encontrar o Investidor Inteligente pelos apps Spotify ou Deezer. Siga agora para não perder nenhuma dica, ficar por dentro com todas as informações e acompanhar todas as semanas os novos episódios para poder aproveitar bem o seu presente e sempre cuidar do seu futuro!

Ouça “200 Case financeiro #2: ela não acreditava ser possível controlar o seu dinheiro” no Spreaker.

Há alguns anos atendi uma funcionária pública federal que se encontrava em uma situação bem complicada. Ela tinha 37 anos, era divorciada e tinha dois filhos (ambos adolescentes) que viviam com ela em seu apartamento. O ex-marido, empresário, pagava pensão e, ao menos uma vez por ano, viajava com os filhos para o exterior nas férias de julho – nas férias de janeiro quem realizava grandes viagens com os filhos era ela.

Sempre foi muito estudiosa, tanto que passou em um bom concurso público muito jovem, o que permitiu construir carreira, galgar degraus relevantes em sua área de atuação dentro do funcionalismo público. Naquela ocasião, sua receita total era de R$23 mil, incluindo a pensão paga pelo ex-marido. Porém, apesar de uma remuneração elevada, a conta não fechava: estava sempre no cheque especial, os dois cartões sempre vinham com faturas altas e tinha 4 consignados contratados, descontando as parcelas direto em folha de pagamento.

Inclusive, só fazendo um parêntese: se você é funcionário público, aposentado ou pensionista do INSS é muito comum acontecer ofertas desse tipo de crédito para você, visto que você tem garantia de recebimento pelo Estado. Por um lado, é muito natural as pessoas enxergarem essa tomada de crédito como uma oportunidade para antecipar consumo a um custo baixo com uma parcela pequenininha “que cabe no seu bolso”; porém, vende-se muitos sonhos e quem cede a esse tipo de crédito sem ponderar as consequências acaba pagando muito mais caro do que imagina: apesar das baixas taxas de juros não é incomum o parcelamento ser muito longo, na maioria dos casos em até 96 meses – é, isso dá 8 anos… a pessoa convive com aquela parcela, com aquela dívida, por 8 anos. É muito dinheiro em juros jogado fora caso a dívida tenha sido feita por conta de antecipação de desejos de consumo. Isso quando a pessoa não faz vários créditos consignados: que foi o caso dessa cliente.

De forma resumida, os gastos dessa cliente eram mais ou menos os seguintes:

  • R$2.000 com alimentação, basicamente supermercado, incluindo açougue, padaria e feira, além do almoço fora, pois ela tinha que almoçar no trabalho;
  • R$3.500 com habitação, como o apartamento era próprio (resultado da separação dos bens no processo de divórcio), os custos que ela tinha era com eletricidade, condomínio, empregada e IPTU;
  • R$600 com transporte, entre combustível e estacionamento;
  • R$600 com telecomunicação, internet e três celulares (dela e dos dois filhos);
  • R$400 com educação, sendo a mensalidade do curso de idiomas dela – a escola e todos os custos educacionais eram pagos pelo ex-marido;
  • R$3.400 com saúde, sendo medicamentos, terapias (para a cliente e para a filha), dermatologista – os custos com planos de saúde também eram pagos pelo ex-marido;
  • R$6.000 em despesas profissionais – basicamente INSS e imposto de renda;
  • R$200 em cuidados pessoais, manicure e pedicure toda semana;
  • R$2.500 em despesas no cartão de crédito: aqui começava o descontrole, pois cartão de crédito é meio de pagamento – e dentro da fatura tinha despesas irreconhecíveis, compras em lojas (como Mercado Livre) que não tinha como identificar – e que nem a própria cliente sabia do que se tratava.
  • R$6.300 em despesas financeiras, quatro consignados e cheque especial em aberto.

Seus gastos habituais giravam em torno de R$25.500.

Na outra ponta, existiam seu salário mais a pensão paga pelo ex-marido que, conforme já relatei, gerava um volume de recebimentos de R$23.000.

Resumindo: fora as despesas pontuais que ocorriam ao longo do ano, como seguro do carro, possíveis manutenções do veículo, a viagem com os filhos em janeiro, o tratamento de cabelo a cada 6 meses que custava R$1.500 por vez, tratamentos dermatológicos específicos, como aplicação de botox – e coisas do tipo –, por baixo, tinha um descasamento de R$2.500: mas era nítido que o problema era maior do que aparentava.

Em relação as dívidas, fomos detalhando melhor o que aconteceu e quais as consequências naquela situação: ela tinha cerca de R$90.000 em dívidas com um dos bancos em que era correntista, além de estar em R$5.000 negativo no cheque especial da outra instituição em que era cliente. Naquele momento, uma dívida de R$95.000.

Essa situação, bem como outras que já tive que ajudar a criar estratégias para resolver, é uma grande prova de que você pode até receber muito bem, mas se não fizer uma boa gestão dos recursos que dispõe e se não tomar decisões muito bem pensadas pode contrair dívidas que vão precisar de algum grau de sacrifício, o que, em muitos casos, significa anos arrastando uma situação que poderia ter sido evitada. Se você não tiver habilidades financeiras bem desenvolvidas e ter a mente, o comportamento e as emoções ajustadas, receber muito dinheiro não vai resolver sua vida financeira; fazer uma boa gestão dos recursos e usá-los com sabedoria, sim.

Um relato interessante foi que, apesar do volume de R$95.000 em dívidas não ser pequeno, essas dívidas foram novamente contraídas após o pai e uma amiga terem pagado as dívidas anteriores, algo próximo a R$60.000 naquela ocasião. Porém, nessa situação, ela não poderia contar com a ajuda dos dois, visto que já haviam a tirado de uma enrascada e ela se envolveu novamente em problemas financeiros. Esse aspecto já sinalizava algo mais emocional do que técnico. Merecia uma investigação melhor.

Naquela estrutura ela não conseguia gerar sobras e, portanto, não conseguia construir reservas, como a Reserva de Segurança; e, também, não conseguia gerar sobras para resolver mais rapidamente as dívidas, antecipando o pagamento. Isso tudo gerava muitos transtornos financeiros, além de sofrimento, ansiedade, tristeza culpa, e, em parte, vergonha por ter retornado àquela situação de devedora.

Era necessário a construção de um Plano Financeiro para desenhar uma solução para esse caso, além de ter um acompanhamento financeiro para o monitoramento da execução do plano bem como parecia ter aspectos emocionais não revelados em um primeiro momento que desajustavam as finanças quando as coisas pareciam começar a melhorar.

Começamos o trabalho com o financeiro. Após a coleta de informações e definição de objetivos (no caso dela, sair das dívidas e ter o dinheiro sob seu total controle), a primeira coisa que fizemos foi desenvolver um plano de reestruturação das dívidas, pois a prioridade era estancar o sangramento do cheque especial e desengessar o fluxo de caixa. Após negociação e avaliação das possibilidades, consolidamos todas as dívidas em uma só, reduzindo o compromisso financeiro com parcelas de consignado (nesse caso tivemos que dilatar o prazo) e estancando o cheque especial em uma parcela de R$4.500 mensais (antes era R$6.300). Só com essa mudança quase chegamos à situação de zero-a-zero em seu fluxo de caixa, mas não era suficiente: tinha que gerar sobras para pagar essa dívida mais rapidamente.

Houve a necessidade de usar o cartão de crédito de uma forma mais inteligente e estratégica para, inicialmente, ganhar prazo e fôlego: o cartão virou uma forma de concentrar as compras com alimentação, combustível, o curso de idioma, medicamentos e outros gastos – em alguns meses as despesas com cartões chegavam a quase R$5.000, principalmente depois que as compras parceladas foram eliminadas. Apesar de muitas vezes ser recomendado o contrário (da pessoa deixar de usar o cartão para desmamar), no caso dela foi necessário e coube uma estratégia ousada nesse sentido.

Esse cartão especificamente todos os meses tinha o limite quase todo comprometido; isso dava um certo controle tanto em relação ao nível de gastos possíveis quanto o valor a ser pago nas faturas. No caso dela, ainda gerava o benefício de pontuar, o que era interessante para o propósito da viagem de janeiro com os filhos. Ao mesmo tempo, concentrando as despesas para um dos cartões, isso fazia com que as despesas de compras parceladas caíssem, visto que esse cartão tinha o propósito de “pagar as contas do mês” – e essa era a ideia: gerar sobras para antecipar a dívida do consignado, começar a estruturar nem que fosse um colchonete de segurança e, talvez, até planejar alguns objetivos, como as férias.

A princípio, essa estratégia surtiu um bom efeito, pois o valor era quase todo comprometido com despesas necessárias e os valores referentes a compras parceladas foram diminuindo. Se isso se mantivesse a situação estava estabilizada e o que teria que continuar a fazer no acompanhamento seria ajudá-la a desenvolver as habilidades de controle e gestão financeira e de interpretação e monitoramento de suas finanças, para que pudesse tomar decisões mais bem pensadas.

Até que… aconteceu uma recaída: ela tinha outro cartão de crédito que estava reservado para a viagem, um cartão de limite maior, internacional e aconteceu uma compra por impulso, uma recaída.

É interessante que quando as pessoas erram elas ficam com vergonha de revelar os tropeços até para o profissional que está ajudando a organizar sua vida financeira; preferem trazer a luz as mazelas depois que não tem como mais dissolver a situação: eu fiquei sabendo da compra por impulso semanas após a recaída, na reunião de acompanhamento.

Estar endividado e abrir mão de recursos para se dispor a resolver as dívidas gera pressão emocional. De certo modo você vê todo aquele recurso sendo direcionado para o pagamento de dívidas e fica triste, deprimido, porque, teoricamente, ele deveria estar disponível para você. Mas… você cometeu erros e tem que resolver a questão se quiser se tornar financeiramente maduro: por isso tem que se esforçar, se possível, gerar mais renda ou mais sobras e pagar pelo erro cometido – de preferência o mais rápido possível.

Algumas pessoas sustentam esse esforço por muito tempo; outras não conseguem mantê-lo e acabam se autossabotando. Porém, toda autossabotagem é emocional. Eu já tinha dito que tinha desconfiado de que existiam questões emocionais mais delicadas a serem resolvidas: muitas vezes é apenas uma questão de estratégia financeira – e quando a pessoa sabe o que tem que fazer, sabe como fazer e tem clareza do porquê está fazendo, por mais que existam deslizes no meio do caminho, com o tempo vira hábito e, no somar dos esforços, o objetivo é alcançado.

Mas mesmo quando a parte estratégica-financeira está bem definida, explicada, ensinada e tem algum tempo de prática com acompanhamento e ainda assim existem recaídas severas ou inclinações a voltar ao padrão anterior de consumo excessivo ou tomada de decisões pouco refletidas ou qualquer outro comportamento nocivo, certamente existem questões emocionais que precisam ser investigadas, tratadas e amenizadas e/ou resolvidas. Senão a pessoa se torna conhecedora de finanças, mas somente na teoria: na prática, por conta dos assuntos emocionais mal resolvidos, a vida financeira não emplaca em um progresso constante, mesmo que gradativo.

E o que essas situações não-resolvidas constroem? Crenças disfuncionais: “eu não lido bem com números”; “eu não sou bom com dinheiro”; “eu não consigo controlar meu dinheiro”; “trabalho, trabalho, trabalho e o dinheiro não para na minha mão”, e várias outras crenças que, por mais que possam ter tido uma função importante no passado, agora podem não ajudar em nada. E daí você se sente triste, ansioso, com medo, sente uma culpa consumidora quando erra, fica até com raiva da situação e acaba repetindo, inconscientemente, os comportamentos de não cuidar bem da sua vida financeira, de resolver o que tiver de resolver ou construir e entra em um ciclo vicioso – que pode se arrastar por anos, talvez até décadas.

No caso dessa cliente, no meio do processo de acompanhamento da execução do Plano Financeiro, propus um processo de terapia financeira para resolver essas pendências emocionais, pelo menos as mais aflitivas naquele momento.

Agora, com uma abordagem diferente, o foco do trabalho se direcionava com mais cuidado e atenção para as aflições da cliente. Foram 5 meses de terapia financeira estratégica breve para que as questões aflitivas mais significantes pudessem ser resolvidas. Como foram muitas sessões, não dá para descrever todos os detalhes e tudo o que foi tratado, pois sempre dentro de cada ser humano é um universo a ser descoberto e desvendado. Portanto, vou apontar as crenças mais relevantes que descobrimos e que estavam encaminhando a cliente ao longo dos anos a reexperimentar o endividamento e voltar aos padrões de comportamento financeiro nocivos.

Em algumas de nossas sessões determinados assuntos costumavam sempre retornar: a principal queixa era que ela não conseguia controlar seu dinheiro e isso gerava muita ansiedade, além dos problemas financeiros decorrentes da má gestão ou da gestão ineficiente. Mesmo com as estratégias ensinadas e em monitoramento, para ela aquilo era desafiador. Parte da construção dessa crença estava arraigada em memórias: ela tinha uma memória importante de seu pai, que vivia financeiramente perdido, endividado, mas que sempre se sobressaia – e pouco tempo depois voltava para a mesma situação de dificuldade (quem você acha que ela estava copiando sem perceber?).

Ela também se sentia culpada por não ter aprendido a lidar com dinheiro desde nova; como começou sua carreira já ganhando muito bem, achou que fazer dinheiro era o suficiente e que todo o restante se organizaria ao redor de uma renda alta. Outra crença disfuncional que se amarrava com a queixa principal de não conseguir controlar o próprio dinheiro.

Em uma das sessões ela declarou que “dinheiro servia para atende-la. Achava normal ter dinheiro disponível para ela (se referia ao “disponível” do cheque especial); quando precisasse todo final do mês ela repunha porque era quando chegava seu pagamento. Afinal, isso salvava a vida dela”.

Uma pessoa destreinada pode achar que esse tipo de declaração é vigarice; mas para quem está observando com o foco adequado e com as lentes corretas, percebe nitidamente que existe um conflito interno. Ao perguntar e validar, o conflito ficou explícito: parte dela achava normal usar dinheiro – fosse dela ou não; outra parte se sentia apavorada por ter que usar o recurso e que o melhor seria controlar apenas o próprio dinheiro.

Existem vários tipos de conflitos internos desse tipo que acontecem conosco, inclusive na área financeira. E esses conflitos internos nos tiram energia, desfocam nossa atenção, provocam sono, irritação e qualquer outra reação nada natural quando chegamos perto do assunto que provoca dor ou aflição.

Na programação neurolinguística, esse tipo de conflito tem explicação no modelo de partes da PNL. Esse modelo, de forma super simplificada, diz que se uma ou mais partes não concordam com determinado comportamento tende a ocorrer autossabotagem. “Parte de mim quer muito entrar em forma, mas outra parte quer muito comer uma pizza suculenta e crocante” – é o típico conflito que gera autossabotagem nas dietas, por exemplo. E se isso não é resolvido, se não acontece uma negociação interna, um acordo entre as partes (que são suas, não podem ser excluídas, apenas conduzidas em um processo de negociação emocional e de integração), a pessoa se sente dividida e não consegue adotar o comportamento desejado: costuma adotar o comportamento mais fácil e mais prazeroso.

No caso da cliente, o que era mais fácil e prazeroso: controlar suas finanças ou usar o dinheiro que estivesse disponível, fosse dela ou não? Pois é… em determinada sessão, depois de validar o conflito, fizemos o procedimento (que envolve hipnose e o uso específico de técnicas de PNL além de outras tecnologias da mente) e essas partes conflitantes entraram em acordo, se fundiram e se reintegraram com a cliente.

Não vou descrever os detalhes do que aconteceu porque a experiência é tão particular que ou só assistindo ou só experimentado para entender como que o procedimento funciona. Mas o ponto mais marcante aconteceu no breve resumo inicial da sessão seguinte, que costumo perguntar como que foi a semana da pessoa: ela tinha parado de gastar de forma irrefletida, conseguiu reduzir algumas despesas que considerou que estavam altas e começou a fazer, todos os dias, seu controle financeiro.

E eu não havia sugerido isso. A cliente fez por conta própria. A negociação interna e a reintegração das partes foi tão bem feita que provocou um impacto tremendo em relação a sua congruência de modo que era indolor fazer os registros financeiros e se tornou mais fácil e importante controlar o próprio dinheiro.

E você sabe muito bem que fazer a boa gestão dos próprios recursos é uma etapa fundamental da gestão financeira: seja para sair das dívidas, seja para construir reservas, seja para investir. Por conta de um procedimento durante o processo terapêutico (e é claro que existiram outras questões que foram trabalhadas, afinal, para chegar nesse ponto demorou algumas semanas) essa autossabotagem específica foi dissolvida e abriu espaço para que o novo e saudável comportamento de controlar o dinheiro pudesse ser praticado com muito mais facilidade.

Após esses 5 meses de terapia financeira junto com o acompanhamento financeiro, concordamos de ir espaçando os encontros e as sessões para que ela pudesse testar suas novas habilidades sem minha supervisão. Ela conseguiu continuar com o processo de maneira mais fluida, mais fácil e de ano em ano fazemos apenas uma revisão dos objetivos e do Plano Financeiro para ajustar estratégias e definir os rumos que ela quer dar para sua vida financeira. Quando aparece algum ponto emocional significativo marcamos de investigar e resolver com algumas sessões pontuais; mas isso tem sido bem espaçado ao longo do ano. Ainda está endividada, mas em breve estará livre das dívidas e uma parte significativa da sua remuneração voltará livre para ela.

Você pode estar se perguntando: o que ela faz com o décimo terceiro salário dela? Será que não deveria usá-lo para liquidar mais rapidamente as dívidas? Sim, é uma possibilidade. Mas para ela é mais importante usar boa parte desse recurso para provisionar para as despesas pontuais ao longo do ano e também para poder viajar com os filhos, no início do ano. Tem custo com juros? Tem. Mas para ela, depois de colocar as contas nos eixos e estar melhor resolvida emocionalmente em relação à sua vida financeira, esse custo é pequeno, porque hoje (apesar das dívidas) ela consegue lidar de forma bem tranquila com suas finanças.

***

Esse é um case de um dos meus vários atendimentos, desde quando comecei a trabalhar com consultoria em finanças e investimentos e terapia financeira, a partir de 2010. Mais uma vez: existem adaptações, modificações e omissões nessa história para preservar a identidade da pessoa e não causar identificação. Contudo, acredito que pode te trazer ideias sobre o que pode estar acontecendo em sua vida financeira e como você pode rever suas finanças e pensar sobre como proceder – ou pelo menos despertar para o que pode estar acontecendo e você nem sabe.

E eu queria que você me dissesse o que achou desse formato de podcast, contando cases verídicos e adaptados da minha experiência profissional. E como você pode fazer isso? Me encontrando e me enviando uma mensagem através das redes sociais, seja no Instagram ou no Facebook (@phillipsouzabr) ou no meu canal no YouTube, Phillip Souza.

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Todos os links estão na transcrição no blog e na descrição dos episódios.

Cuide bem da sua saúde, da sua família, de seus relacionamentos e de suas finanças!

Que Deus possa te abençoar imensamente! Aqui é Phillip Souza, e esse é o podcast dOInvestidor Inteligente!

Investidor Inteligente do Dicas Curtas

 

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