A vida moderna está marcada pela ideia imperante que nos faz comportar cada vez mais como ferramentas criadas e desenvolvidas apenas para competir e produzir capital financeiro.

A maquina da sociedade moderna se organiza de forma que infelizmente grande parte da população não tenha a oportunidade de se exercitar com certa originalidade no lazer, para se encaixar no ritmo alucinante que rouba nosso principal ativo, o tempo.

Quando digo exercitar como originalidade me refiro ao direito ao ócio, a tempo de qualidade, tempo para se exercitar e exercer necessidade do brincar.

Brincar é algo natural ao ser humano, é uma forma de expressão que vem de diferentes formas nas diferentes etapas de nossas vidas, e por isso deveria estar sempre presente.

Sem dúvida alguma, uma das maiores representações da forma do brincar na idade adulta é o esporte, um instrumento essencial que nos dá liberdade de tempo, espaço e espontaneidade  para o desenvolvimento integral do ser através do equilíbrio entre corpo, mente e espírito, além deenfatizar valores importantíssimos e fundamentais que estão acima da tediosa busca relacionada as atribuições físicas.

Sem querer ser absolutista, creio que todo ser humano, inclusive você que ouve esse Podcast já praticou alguma modalidade esportiva na infância, na adolescência ou até mesmo quando se tornou um jovem adulto, mas logo deixou de praticar devido a ideia  permanente da falta de tempo que logo vai se transformando na velha, ortodoxa e limitadora crença de que não tem mais idade para isso.

Mas Jones, eu corro e vou a academia quatro vezes por semana, isso não conta?

Ouça agora este podcast!

Ouça “102 Por que adultos devem ter um esporte pra chamar de seu?” no Spreaker.

Acho isso ótimo, o treinamento físico é indispensável para preservar nossas capacidades físicas e promover a boa saúde e isso por si só já é louvável, porém o esporte tem algo a mais a oferecer, como disse a pouco ele nos dá liberdade de tempo, espaço, espontaneidade.

Se você já tem um esporte pra chamar de seu, seu hobby, sua válvula de escape você sabe bem sobre o que eu estou dizendo.

Eu por exemplo, sou apaixonado por skate e quando estou andando é como se eu mergulhasse em um universo paralelo, um universo de paz e leveza que me faz esquecer das mazelas da atribulada vida moderna e de repente, por alguns instantes eu volto a ser criança.

Essa é a essência é sobre isso que eu estou falando.

Mas o problema é que ideia fixa da falta de tempo, a ideologia de que nascemos, crescemos e nos desenvolvemos apenas para competir e produzir capital financeiro em nossa vida adulta sutilmente vai se tornando uma verdade absoluta que extingue a compreensão sobre as nuances do esporte como forma de lazer, algo que deveria ser tratado como prioridade tanto por seus efeitos orgânicos benéficos, como pelo reestabelecimento de parâmetros de tempo e espaço, para o controle da ansiedade promoção do bem-estar e saude mental em geral, porem infelizmente, os comportamentos relacionados a pratica esportiva e saúde ainda não são convincentes o suficiente para superar as muitas outras metas e prioridades diárias com as quais competem constantemente.

Em verdade, acredito que não nos falta tempo, mas nos falta a capacidade de priorizar e  compreender que todo ser humano possui uma necessidade lúdica, e que mesmo os adultos precisam de brincar, e o esporte é sem dúvida é sua maior  expressão nessa fase.

Para encara tal verdade com responsabilidade é preciso mudar sua concepção quanto ao esporte e entende-lo como uma prioridade, um instrumento que nos ajuda aliviar o estresse, as tensões do dia a dia e que nos deixam mais propenso a sermos felizes e saudáveis, e que ao nos convertermos em seres mais satisfeitos, via de regra, nos tornamos naturalmente mais entusiasmados e dispostos o que reverberam em todos os campos de nossa vida.

Mas Jones, como colocar isso no lugar certo dentro da dinâmica de nossa vida e explorar esse instinto lúdico que mora em nós?

Sendo bem sincero, não existe um método para isso, mas aqui vão 6 passos que pode te ajudar encarar essa realidade de frente.

Primeiro – Você precisamos compreender que se exercitar é uma prioridade e não um capricho, pensando dessa forma é preciso encontrar tempo na sua agenda, criar objetivos, motivação e comportamentos que reflitam e estejam alinhados ao significado de seu ser.

Segundo – Abra mão de motivações ligadas a objetivos clínicos, abstratos ou metas distantes.

Terceiro – Busque uma modalidade que acima de qualquer coisa lhe traga distração, alegria e que te dê a sensação de estar brincando de voltar a ser criança por alguns instantes.

Quarto – Entregue-se de maneira despretensiosa, sem cobranças ou exigências relacionada a destreza e performance.

Quinto – Encontre parceiros que queiram dividir esse tempo de qualidade, pois se sozinho é bom, em boa companhia se faz ainda melhor.

Sexto – Quando for buscar alguma modalidade, lembre-se que nos seres humanos somos mais propensos a sustentar comportamentos essências ao nosso ser, através de práticas que nos faz sentirmos melhor, viver melhor e acima de tudo nos tornarem pessoas mais felizes, satisfeitas e saudáveis.

O esporte é um ponto de encontro onde pessoas de todos os níveis e condições podem-se reunir para alcançar um resultado comum, você não precisa ser forte, alto, magro ou veloz, você só precisa se propor a fazer, mas não adianta só querer, é necessário tomar uma decisão, ser pro-átivo, planejar-se e não deixar nada em função do acaso, queira pagar o preço por uma filosofia de vida que enaltece o equilíbrio entre corpo, mente e espírito.

E para fechar o episódio de hoje, apaixonado por skate que sou, encerro com uma das frases mais emblemáticas da lendas do skate – Jay Boy Adams:

“Você não para de andar de skate porque fica velho. Você fica velho porque para de andar de skate.”

Como começar o ano motivado | O Cara da Academia

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