Ouça agora este podcast!“071 Estresse financeiro e suas consequências nas empresas”

O estresse financeiro é uma condição em que as pessoas experimentam situações que provocam distúrbios ou alterações tanto psicológicas quanto físicas e que prejudicam a qualidade de vida do indivíduo que o sente bem como das pessoas ao redor, sejam colegas de trabalho, família e amigos.

Além da recorrência e constância de situações que podem levar ao estresse financeiro ser um dos fatores que desencadeiam o distúrbio, ele também pode ser potencializado quando mais de um desafio ocorre simultaneamente.

E aí você já sabe, ocorrem diversos tipos de problemas: gastar mais dinheiro do que se ganha; utilizar crédito demais e acabar se endividando; usar todo o limite do cartão de crédito; ficar sem dinheiro para despesas básicas; não possuir um fundo de emergência para situações inesperadas; receber avisos de cobrança de credores; e vários outros problemas.

Mas como que isso afeta as empresas? Como que o estresse financeiro e suas consequências podem atrapalhar o desenvolvimento de um negócio? É sobre isso que vamos falar hoje!

Eu sou Phillip Souza, o expert em Finanças e Investimentos do Dicas Curtas e semanalmente trago aqui neste podcast, várias dicas, informações e orientações para ajudar a fazer com que você use bem o seu dinheiro para construir seus resultados de forma financeiramente saudável com foco em qualidade de vida, aproveitando o presente e cuidando do futuro, transformando-se em um investidor inteligente.

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Influência do estresse financeiro dentro do trabalho

No último podcast falamos de forma mais aprofundada sobre como podemos definir o que é estresse e, principalmente, o que é o estresse financeiro, como ele se manifesta e quais as suas possíveis e mais comuns consequências na vida financeira pessoal. Se você ainda não escutou, depois confira lá no episódio #70, ok?!

Sabendo, portanto, que o estresse financeiro provoca comportamentos, sentimentos, pensamentos e também trazem impactos físicos negativos para as pessoas que o experimenta, qual que é a sua influência dentro do ambiente de trabalho? Isso é muito importante notar e investigar porque, muitas vezes, esses problemas ficam misturados com outros desafios que parecem ser a causa, mas que na verdade ficam sutilmente ocultos. O estresse financeiro que um colaborador ou funcionário experimenta pode resultar em uma série custos para uma empresa ou instituição, pois a pessoa geralmente apresenta alterações de comportamento que impactam negativamente no ambiente de trabalho. Preste atenção nesses pontos:

  1. Absenteísmo – ou seja, a pessoa falta muito ao trabalho;
  2. Atrasos constantes;
  3. Problemas de relacionamento com colegas de trabalho;
  4. Sabotagem de trabalho dos colegas;
  5. Estresse no trabalho;
  6. Diminuição de produtividade;
  7. Diminuição da autoestima;
  8. Perda de clientes devido a deficiências no atendimento por parte do colaborador;
  9. Perda de dinheiro com negócios não concretizados;
  10. Aumento de acidentes de trabalho (devido aos riscos aos quais as pessoas se expõem, dependendo da atividade);
  11. Uso de substâncias nocivas (por exemplo: álcool e drogas ilícitas);
  12. Envolvimento com crimes;
  13. Aumento no uso de assistência médica do colaborador e seus familiares;
  14. Aumento da probabilidade de furtos no ambiente de trabalho;
  15. Falta de foco do colaborador nas estratégias da empresa;
  16. Perda de tempo do empregador em tratar dos problemas financeiros do colaborador.

 

Isso tudo, de forma direta ou indireta acaba se tornando custo para a empresa. E, mais cedo ou mais tarde, pode acabar se tornando uma situação complicada para o funcionário, visto que em algum momento um ou mais pontos que tendem a se repetir uma e outra vez podem servir de justificativa para uma demissão.

Além disso, os problemas financeiros pessoais tendem a se tornar custos porque as pessoas, geralmente, levam seus problemas financeiros para o ambiente de trabalho. Eu não gosto muito da ideia de que a pessoa é profissional 100% no ambiente de trabalho e fora dele volta a viver sua vida pessoal. Não é assim que funciona; o indivíduo é um só e ele traz consigo tudo ao mesmo tempo. Então, sim, os problemas de ordem financeira vão acompanha-lo inclusive no ambiente de trabalho.

Não é incomum encontrar colaboradores que usam parte de seu tempo de trabalho para lidar com problemas financeiros. E isso implica em perdas para a empresa, pois diminuem o tempo que estariam produzindo falando ao telefone com credores, procurando novas fontes de financiamento para resolver dívidas ou solucionar algum problema financeiro, e conversando com outros colaboradores ou com seus superiores sobre os problemas que estão enfrentando. Algumas pessoas às vezes estendem o horário de intervalo, supostamente usando o banheiro ou almoço como desculpa, mas na verdade estavam lidando com seus problemas financeiros. Ou então situações em que a pessoa falta no trabalho alegando motivos de saúde, mas, na verdade, a razão era comparecer a alguma audiência sobre dívidas, conversar com advogado, ou se encontrar com terceiros para resolver questões relativas a dinheiro.

Já esteve em alguma situação desse tipo ou já viu algum colega de trabalho em uma situação semelhante? Se a gente parar para analisar, parar para pensar um pouquinho, não é tão incomum lembrarmos de ocorrências similares.

Dessa forma, é possível perceber que o estresse financeiro pode causar sérias perdas de produtividade às empresas. Vamos destrinchar um pouco mais. Existem pesquisas (BAGWELL & KIM, 2003) que apontam que o alto nível de absenteísmo (a pessoa faltar frequentemente ao trabalho) possui forte relação com o estresse financeiro; além disso, essas pesquisas apontam é possível concluir que colaboradores estressados com suas finanças são menos produtivos no ambiente de trabalho; e também foi observado que muitos problemas de saúde eram vistos, pelos próprios colaboradores, como tendo sua origem em problemas financeiros.

Outra pesquisa (ENSMINGER & CELENTANO, 1988) achou uma forte relação entre tensão financeira e depressão, nos colaboradores estudados. E ainda outra pesquisa (JACOBSON et al., 1996) obteve resultados que demonstraram ser as finanças pessoais um dos maiores fatores de estresse que explicam o absenteísmo nas empresas. Não dá para negar que, se o colaborador não estiver bem com a vida financeira pessoal, o trabalho vai ser afetado – e muitas vezes diretamente afetado.

Portanto, problemas financeiros podem ocasionar sérios danos aos colaboradores e às empresas. Em relação aos colaboradores, as tensões causadas por problemas financeiros podem ser associadas a: 1) saúde do indivíduo, 2) problemas com alcoolismo, 3) diminuição da autoestima, 4) estresse conjugal, 5) depressão, e 6) redução do bem-estar psicológico. As consequências para as empresas são que tais desafios fazem com que os colaboradores tenham um menor grau de comprometimento com a organização (KIM & GARMAN, 2004). E aí dá para imaginar: menos comprometimento, menos resultado.

Ao contrário do que talvez você possa imaginar, dinheiro não é bom nem ruim. O bom ou o mau uso dele é que pode gerar consequências desastrosas ou fazer com que você possa ter liberdade e qualidade de vida. E não se engane: pessoas que têm uma remuneração alta e pessoas que recebem um salário mínimo podem experimentar elevados graus de estresse financeiro – ou seja: o estresse financeiro não depende, necessariamente, da quantidade de dinheiro.

E tudo isso vai ficando cada vez mais elaborado em um cenário em que a complexidade do sistema financeiro aumenta. O aumento da oferta de crédito e a facilidade de aquisição de bens de alto valor de modo parcelado (entenda como casas, apartamentos e carros) tem causado um incremento no bem-estar das pessoas. Muita gente está podendo realizar sonhos e melhorar sua qualidade de vida; até aí, tudo bem. Porém, se esses financiamentos ou empréstimos forem utilizados de maneira inadequada, sem a devida reflexão, sem que haja preparação das pessoas e famílias, existe uma grande chance de se verificar cada vez mais casos de estresse ligado às finanças pessoais. E aí você já sabe o que pode acontecer…

 

E qual a saída para esse cenário complicado?

Alguns pesquisadores (JOO & GARMAN, 1998), focando apenas na questão do absenteísmo, apresentam o seguinte raciocínio: o comportamento afeta o absenteísmo; a educação financeira afeta o comportamento; logo, educação financeira pode reduzir o absenteísmo. Em outras palavras: a educação financeira pode resultar em hábitos mais saudáveis por parte dos colaboradores, refletindo em uma provável diminuição dos casos de estresse financeiro e consequente melhora na produtividade das empresas. É sobre isso que vamos falar agora.

Para que as pessoas possam combater e resolver os problemas causados pelo estresse financeiro, é necessário um esforço da empresa em desenvolver competências financeiras junto a seus colaboradores. Mas o que são competências? Podemos definir competência como “um saber agir responsável e reconhecido, que implica mobilizar, integrar, transferir conhecimentos, recursos e habilidades, que agreguem valor econômico à organização e valor social ao indivíduo” (FLEURY & FLEURY, 2001). Ou seja: é necessário entregar e disponibilizar educação financeira.

As pessoas desejam uma educação financeira em que possam compreender ideias e conceitos e que, principalmente, possam solucionar seus problemas construindo os resultados que precisam, de modo que quando tais atividades (treinamentos, palestras, daytrainings, oficinas, workshops, etc.) são realizadas no próprio ambiente de trabalho, esse pode ser um fator-chave para um aumento na produtividade e nos lucros.

A educação financeira oferecida pelos empregadores no ambiente de trabalho pode ajudar os colaboradores a lidarem com dinheiro e pode diminuir os índices de absenteísmo e reduzir o estresse financeiro (e todos os seus sintomas, conforme foi apresentado no podcast anterior). Essa abordagem, inclusive, pode ser uma excelente solução para diminuir problemas financeiros que indivíduos e famílias enfrentam – a educação financeira no ambiente de trabalho acaba sendo um fator “ganha-ganha” para empregados e empregadores.

Nesse cenário, as empresas que oferecem educação financeira incompany colhem diversos benefícios. Por exemplo: a) ajudam os colaboradores a melhorarem seu bem-estar financeiro; b) com isso, aumentam a lealdade dos seus funcionários; c) ajudam a reduzir o estresse do trabalhador; d) promovem o aumento da produtividade no trabalho; e) ajudam a reduzir a incidência de furtos no ambiente de trabalho.

Isso tudo é muito importante; do ponto de vista do colaborador, ele aprende a lidar com sua vida financeira adotando as recomendações apresentadas e, de acordo com literaturas na área, 7 em cada 10 colaboradores, após serem expostos às orientações em palestras, treinamentos de educação financeira, tomam melhores decisões na sua vida financeira pessoal com mais confiança, sabendo o que está fazendo e qual caminho seguir; além disso, é relatado que 6 em cada 10 pessoas que têm contato com esse tipo de informação melhoraram sua situação financeira devido a educação financeira no ambiente de trabalho. Do ponto de vista do empregador, os custos tendem a diminuir e a produtividade e a eficiência tendem a aumentar.

Isso tudo começa a construir um cenário cada vez mais promissor, um ciclo mais virtuoso tanto para quem é dono ou gerencia uma empresa quanto para quem trabalha em uma empresa.

Se você é empresário, dono de um negócio, ou mesmo está em uma posição de decisão dentro de uma grande empresa ou mesmo é um funcionário em uma instituição pública ou privada e enxerga que esses problemas têm acontecido dentro do seu trabalho e agora compreende que se seus colegas, seus liderados ou os funcionários que trabalham em sua empresa tivessem acesso à educação financeira direcionada a resolver os problemas que eles experimentam pudessem melhorar sua condição e sua qualidade de vida, fique à vontade para apresentar essas ideias, esse podcast e o podcast anterior a quem pode tomar decisão em ajudar e também pode entrar em contato comigo através do meu site www.PhillipSouza.com.br ou por WhatsApp para podermos conversar e construir juntos uma solução que seja adequada ao seu negócio, à sua empresa, em termos de palestras e treinamentos.

Terminamos o podcast de hoje por aqui.

 

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Eu fico por aqui e aguardo sua participação!

Até a próxima semana com mais uma dica do Investidor Inteligente!

Investidor Inteligente do Dicas Curtas

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