Ouça agora este podcast! “028 Fibras musculares de contração lenta e de contração rápida”

 

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 Fibras musculares

O corpo humano é formado por mais de 600 músculos esqueléticos que permitem ao homem ser capaz de se movimentar rapidamente, reagir a estímulos em velocidade, gerar potência durante um chute ou um soco e suportar horas de exercício físico, como uma maratona ou um Ironman.

A massa muscular do corpo humano é composta por dois tipos principais de fibras musculares que são as vermelhas e as brancas. As fibras vermelhas são também chamadas de Tipo I ou de contração lenta e as brancas de Tipo II ou de contração rápida. A classificação das fibras foi feita por pesquisadores através das suas características contráteis e metabólicas. As fibras musculares de contração rápida, contraem se rapidamente de 30 a 50 vezes por segundo, e as de contração lenta em velocidades menores, de 10 a 15 vezes por segundo.

Outra diferença importante entre elas é a sua capacidade de resistência e trabalho de força. As fibras musculares de contração lenta são mais resistentes devido a sua maior capacidade para produzir energia utilizando o oxigênio. Elas transportam mais oxigênio e possuem maior potencial de produção de energia pela sua composição em relação as fibras de contração rápida. Por outro lado, as fibras de contração lenta possuem menor capacidade de metabolismo sem a presença de oxigênio, o que resulta em baixas velocidades de produção de energia para esforços de grande velocidade e curta duração. Obviamente as fibras de contração rápidas tem uma capacidade muito maior para produção de energia sem a presença de oxigênio.

Os músculos que utilizamos para mover nossos membros contém, habitualmente uma mistura de fibras de contração rápida e de contração lenta, que pode variar consideravelmente de uma pessoa para outra, dentro do mesmo grupo muscular.

Especula-se pela ciência do esporte que potencial de determinados atletas para o desempenho de fundista ou velocista, é de certa forma estabelecido pelo tipo de fibra predominante em certos grupos musculares. Atletas com um maior percentual de fibras musculares de contração rápidas tem maior potencial para provas de velocidade. Por outro lado, eles ficam em desvantagem em provas de resistência.

No atletismo, por exemplo, é fácil perceber a diferença. Atletas que correm longas distâncias possuem predominantemente fibras de contração lenta (90% a 95% no músculo da panturrilha) e os velocistas fibras de contração rápida. Já os atletas que competem em provas de meio-distância possuem percentuais aproximadamente iguais dos dois tipos de fibra.

O principal fator que influência nessa variação do tipo de fibra muscular entre cada indivíduo é a genética, porém o treinamento físico é capaz de modificar até certo ponto a predominância de cada tipo de fibra muscular.

 O treinamento físico aeróbico é capaz de estimular a capacidade de produção de energia pela presença do oxigênio desse tipo de fibra, promovendo ao indivíduo um maior número de fibras capazes de resistir à fadiga. A ênfase no treinamento anaeróbico, por outro lado, como treinos de força, estimula a capacidade anaeróbica, gerando maior força e potência muscular, porém se tornando menos resistente à fadiga. Apesar de o treinamento físico promover considerável modificação nas fibras musculares, a genética é o principal fator determinante no tipo de fibra que cada pessoa possui.

 Por isso, principalmente no ambiente de academias costuma-se dizer que quem nasceu lagartixa jamais será crocodilo, elucidando o fato de algumas pessoas treinarem, mas atingirem um platô no ganho de massa muscular em determinado momento. Fatores hormonais, neurais, nutricionais e ambientais também influenciam no desempenho de cada pessoa. O importante é saber que seu corpo é único e sempre terá respostas diferentes ao treinamento em comparação ao de outra pessoa. A variação na distribuição e número de fibras musculares é apenas uma das diversas diferenças no organismo de cada um.

 

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