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“017 FIOS DE SUSTENTAÇÃO DA FACE: são substitutos da cirurgia de lifting facial?”

O uso de fios para rejuvenescer a face envolve a colocação de fios sob a pele, a fim de tracioná-la e compensar a queda e a flacidez dos tecidos. Por ser um procedimento que não necessita de grandes incisões nem tempo de recuperação, tem sido muito buscado como opção de rejuvenescimento. Mas, será que chega a ser uma opção de tratamento que substitui a cirurgia plástica para o rejuvenescimento facial?

Vamos entender os tipos de fios utilizados na estética facial e quais suas melhores indicações.

Eu sou Samara Véras, a Diva da beleza do Dicas Curtas, e semanalmente trago aqui neste podcast informações relevantes sobre os elementos que compõem a atratividade humana e a ciência que há por trás dos procedimentos estéticos, interpretada com sensibilidade e clareza para que você, interessado no universo da beleza, entenda mais sobre as possibilidades que a medicina estética tem a oferecer.

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A ideia de compensar a flacidez e a queda dos tecidos que acontece com o envelhecimento é o que leva muita gente a buscar os centros cirúrgicos, para a cirurgia de lifting facial. Essa cirurgia tem a finalidade de reposicionar e ancorar os tecidos da face, desde de sua profundidade até à superfície da pele, cujo excesso é retirado – um verdadeiro trabalho artístico de corte e costura realizado pelo cirurgião! Mas, nas últimas décadas, têm-se desenvolvido técnicas de reposicionamento dos tecidos da face sem a necessidade de cortes, o que muda dramaticamente o tempo de recuperação pós-procedimento.

É o caso do uso de fios de sustentação. Eles são inseridos na camada subcutânea, sob anestesia local, através de agulhas que já vêm embutidas nos fios para servirem de passagem destes. São essas agulhas que possibilitam a inserção dos fios com mínimos efeitos traumáticos, sem necessidade de grandes incisões, o que torna possível a realização do procedimento (geralmente) sem deixar marcas perceptíveis.  A direção que se posiciona cada fio é sempre contrária à queda natural dos tecidos da face, gerando um vetor de força que compensa parcialmente o deslocamento da pele, músculos e gordura facial.

Alguns fios foram desenvolvidos com garras (uma espécie de espinhos ao longo do comprimento do fio) para aumentar o contato com os tecidos e, consequentemente, seu poder de tração. O efeito de rejuvenescimento se dá tanto pelo reposicionamento dado por essa tração, quanto pela reação de produção de colágeno que acontece em volta do fio.

Quando falamos do efeito lifting dos fios, estamos falando de um reposicionamento de pele por volta de 1 a 2cm. Isso pode trazer leveza para o aspecto geral da face e suavizar sulcos decorrentes da flacidez, como o bigode chinês e as linhas de marionetes.

Atualmente, as preferências são pelos fios de materiais absorvíveis, isto é, feitos de partículas que, após inseridos na pele, vão sofrendo hidrólise e se degradando naturalmente. À medida que o efeito de tração desaparece, já que o fio vai sendo metabolizado, há um certo efeito tensor residual devido à produção de colágeno que há em resposta à presença do fio.

Mas será que podemos nutrir a expectativa de que essa sustentação e produção de colágeno dada pelos fios é equivalente a um lifting facial cirúrgico!?

A resposta é NÃO. Não devemos imaginar que o efeito de sustentação superficial oferecido pelos fios chega a equivaler a todo o reposicionamento dado pelo lifting cirúrgico – um procedimento que ancora desde as camadas profundas de músculos e gordura, e retira o excesso de pele que o envelhecimento ocasiona. Fios não resolvem os casos em que haja pele redundante ou um grau de foto envelhecimento avançado. Na verdade, o paciente ideal para a indicação dos fios é um paciente jovem, sem muitas rugas nem excesso de pele, que deseja sustentar a queda inicial dos tecidos da face. Aquela paciente que ainda não apresenta indicação cirúrgica, mas que já se incomoda com o grau de ptose (ou seja, deslocamento inferior dos tecidos) da face.

Portanto, embora muitos pacientes busquem a comodidade e a praticidade de procedimentos que não os afastem do seu ritmo normal de atividades, que não necessite de centros cirúrgicos nem passe pelos riscos inerentes às intervenções mais invasivas, eles precisam estar dispostos a negociar um grau mais modesto de melhora estética, em troca da maior praticidade e menores riscos.

Devo também lembrar que a associação dos fios com outros procedimentos minimamente invasivos pode trazer incremento dos resultados. Preenchimento das camadas mais profundas da face, bioestimuladores e tecnologias para tratar a qualidade da pele podem complementar o resultado de lifting dado pelos fios!

Espero que tenha gostado do episódio de hoje!

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Ficamos por aqui e até a próxima semana com mais uma dica do Diva da beleza!

Até a próxima semana.

 

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