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“107 Grandes Gastos” Existem grandes gastos pontuais que são muito expressivos no momento em que acontecem. Nós sabemos que eles vão acontecer, às vezes nos preparamos para absorvê-los em nosso orçamento, mas muitas vezes podemos passar apertado simplesmente por falta de planejamento. E é sobre isso que vamos tratar hoje: como desenvolver um provisionamento, uma poupança, de modo a ter dinheiro para pagar por esses custos anuais à vista.

Eu sou Phillip Souza, o expert em Finanças e Investimentos do Dicas Curtas e todas as semanas apresento o Investidor Inteligente, o podcast que te traz informações relevantes, orientações valiosas que podem te ajudar a usar bem o seu dinheiro, seja para solucionar problemas ou potencializar sua vida financeira, de modo que você possa construir seus resultados de forma financeiramente saudável com foco em qualidade de vida, aproveitando bem o presente e sempre cuidando do futuro, transformando-se em um investidor inteligente.

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Antes de começar a falar sobre o assunto, gostaria de agradecer a você que escuta esse podcast! O Investidor Inteligente já ultrapassou a marca de 1 milhão de downloads e você faz parte dessa marca histórica! Agradeço a todas as pessoas que escutam, que indicam o podcast, que elogiam, que apontam o que pode ser melhorado, a todas as pessoas que já pude ajudar indiretamente e diretamente, pois alguns de vocês já se tornaram clientes e até amigos. Eu posso até gravar o podcast, mas quem produz esse resultado é cada um de vocês. Deixo aqui meu muito obrigado, pelo reconhecimento, incentivo e pelo carinho. Vamos falar de dinheiro!

Quando nós falamos de planejamento financeiro é muito natural pensarmos em controlar nossa vida financeira, os números, entender como estamos usando o dinheiro que conseguimos fazer, se estamos usando bem (para nos servir e construir nossos objetivos) ou se estamos usando mal (de modo que pode nos prejudicar e afetar pessoas queridas ao nosso redor).

Um desejo muito importante e que, com o tempo, acaba acontecendo, é dominar nossa vida financeira: é construir o nosso plano de gastos (mais conhecido como orçamento pessoal) e seguir aquilo que foi estabelecido. Exige tempo, esforço, ajuste até que as coisas começam a se encaixar com mais naturalidade.

E no meio disso tudo vamos aprendendo a registrar nossos recebimentos e gastos, tendo controle, conferindo com alguma regularidade se as contas estão nos eixos, realizando acompanhamentos para poder comparar com a situação anterior e corrigir algum rumo se necessário e, de tempos em tempos (pelo menos uma vez por mês), analisar as informações para refletir e ajustar comportamentos inadequados com o propósito de crescer financeiramente com mais qualidade: tudo isso alinhado no foco das nossas prioridades financeiras, para que, ao longo da vida, tenhamos uma vida financeira mais saudável.

E no meio disso tudo, nos deparamos com certos tipos de despesas que são pontuais durante o ano, mas são relevantes diante da sua magnitude: o que eu chamo de Grandes Gastos.

Para lidarmos de forma estratégica com esse tipo de despesa você já deve ter feito seu dever de casa, sabendo como funciona sua vida financeira, entendendo o que são os seus Gastos Fundamentais, os Gastos com Qualidade de Vida e Gastos com Objetivos e Soluções, que são rotineiros, costumam acontecer todos os meses.

Estamos falando de planejamento, então isso significa em pensar em situações futuras. É natural que enquanto estiver estruturando sua vida financeira, quando for registrando as movimentações, você pense nos eventos que vão ocorrer além do seu plano de gastos rotineiro. Em relação às despesas temos IPVA, IPTU, taxas diversas ao longo do ano, seguros; enquanto nas receitas podemos ter 13º salário, férias, alguma participação em lucros e resultados.

Existem, portanto, os Grandes Gastos que são pontuais, ocorrendo em momentos específicos no ano. São gastos anuais, semestrais e até mesmo trimestrais, dependendo do que você faz. Geralmente são despesas relacionadas por você usufruir ou ter um bem ou exercer uma profissão: se temos um imóvel, pagamos IPTU; se temos um veículo, pagamos IPVA e seguro; se exercemos uma atividade profissional que precisa de registro, pagamos a anuidade; se temos um negócio, pagamos também taxas de funcionamento. É importantíssimo incluir um provisionamento desses gastos no orçamento mensal, para que quando chegar o momento de pagar, fazê-lo à vista: e geralmente, nessas situações, acabamos tendo desconto – e isso significa mais economia e menos gasto de dinheiro.

Mas como ter uma parcela do meu orçamento destinado a esse tipo de gasto de modo que seja suficiente ou mais que suficiente no momento em que eles acontecerem? É sobre isso que vamos tecer a partir de agora nesse podcast. Lembrando que essa não é a única forma de se fazer esse tipo de provisionamento e nem a única maneira correta: na verdade eu não me lembro de ter visto ou lido sobre alguém que tratou desse tipo de assunto (os grandes gastos) de maneira mais objetiva. Se você, investidor inteligente, souber de alguém ou de alguma forma que possa ilustrar melhor o que vou apresentar, fique à vontade para entrar no nosso grupo exclusivo no Facebook e postar sua experiência sobre o assunto (o link do grupo estará disponível na descrição e transcrição do episódio).

Os pré-requisitos para a estratégia que vou apresentar são:

1) você saber como funciona sua vida financeira,

2) saber se tem como realizar essa poupança extra no seu momento financeiro atual,

3) tratar essa provisão como despesa mensal,

4) entender que, por mais que esse recurso esteja sendo poupado, ele não se trata de reserva de emergência – é reserva para gastos futuros, os grandes gastos que vão acontecer.

É óbvio que essa estratégia não cabe para todas as pessoas: algumas podem ter recursos mais que suficientes e quando a conta vem o recurso já está provisionado sem muito esforço; outras pessoas podem ter mais dificuldade em realizar esse provisionamento, principalmente se a estrutura do padrão de vida for muita alta e não houver possibilidades de sobras e ajustes – porém, isso não significa que em algum momento não possa acontecer.

Feitas essas ressalvas, saiba que se você se dispuser a executar essa estratégia os primeiros seis meses exigirão mais esforço, mas depois desse esforço inicial o provisionamento mensal cai pela metade: porém, desde que mantida a estratégia, é bem provável que nunca mais a pessoa terá problemas para pagar os Grandes Gastos quando eles ocorrerem.

A estratégia consiste no seguinte:

  • Somar todos os Grandes Gastos do ano
  • Do valor total encontrado, dividir por 12 (poupança normal)
  • Do valor total encontrado, dividir por 6 (poupança dobrada)
  • Provavelmente no primeiro ano, despesas como IPVA e IPTU terão que ser parceladas
  • Durante os 6 primeiros meses realizar a poupança dobrada (o valor dos grandes gastos dividido por 6)
  • A partir do 7º mês, realizar mensalmente a poupança normal (o valor dos grandes gastos dividido por 12)

Vamos ilustrar. Digamos que uma pessoa tenha os seguintes gastos pontuais ao longo do ano: IPTU (R$1.500, a ser pago no início do ano); IPVA e taxas (R$1.500, também no início do ano); Seguro do veículo (R$1.500 em maio); Taxas de funcionamento do negócio (R$500 também em maio); Taxas de registro profissional (R$1.000, em dezembro).

Seguindo o passo-a-passo:

  • Somar todos os Grandes Gastos do ano (R$6.000/ano)
  • Do valor total encontrado, dividir por 12 (R$6.000 ÷ 12 = R$500)
  • Do valor total encontrado, dividir por 6 ((R$6.000 ÷ 6 = R$1.000)
  • Provavelmente no primeiro ano, despesas como IPVA e IPTU terão que ser parceladas
  • Durante os 6 primeiros meses realizar a poupança dobrada (R$1.000)
  • A partir do 7º mês, realizar mensalmente a poupança normal (R$500)

Como já antecipei pode ser que, dependendo do seu padrão de vida, a princípio executar essa estratégia não seja tão simples. Mas se conseguir realizar esse esforço e manter a poupança como se fosse uma conta para pagar, como parte de suas despesas mensais, exceto se mudarem valores (o que cabe ajustar o valor da poupança e consequentemente da reserva), você nunca mais terá que se preocupar com esses tipos de despesa, pois sempre haverá recursos mais que suficientes reservados para pagar quando elas ocorrerem – e à vista.

Outro ponto importante a ressaltar é que talvez essa poupança dobrada possa demorar menos ou mesmo um pouco mais do que 6 meses. Isso vai variar, novamente, de acordo com sua estrutura de vida e de recebimentos.

E também talvez você esteja se perguntando: “mas onde entram as receitas pontuais, como 13º salário, PLR, férias?”. Não considerei nessa estratégia porque nem todo mundo é profissional celetista, que trabalha com carteira assinada em uma empresa; contudo, esses novos recursos (que também são pontuais ao longo do ano) podem ajudar a compor a reserva para os grandes gastos mais rapidamente – principalmente no primeiro ano de execução dessa estratégia – diminuindo o esforço e o tempo.

Eu desenvolvi uma planilha com o exemplo dado nesse podcast para melhorar a sua visualização ao que foi proposto; você também pode usá-la para exercitar a sua situação especifica fazendo os ajustes necessários: se deve ou não parcelar IPTU, IPVA ou outras despesas, inserir o valor aproximado e o momento em que as despesas ocorrem; enfim, fique à vontade para manipulá-la e encontrar aquela estratégia que melhor se encaixa em sua vida financeira. A planilha está desbloqueada, mas possui fórmulas, portanto, tome cuidado ao manipulá-la. Todas as planilhas que já foram citadas nos episódios do Investidor Inteligente se encontram na aba de arquivos no grupo do Investidor Inteligente. Basta acessar e procurar lá, ok?!

Espero que tenha gostado do episódio de hoje! Eu sempre costumo dizer que um planejamento financeiro jamais é igual ao outro. Podem existir similaridades, mas nunca é igual. O que funciona de um jeito para uma pessoa pode não funcionar para a outra, pois as vidas financeiras pessoais e familiares têm uma dinâmica particular. Portanto, teste, explore, veja se essa estratégia se encaixa para você – e se não, participe no grupo do Investidor Inteligente no Facebook para que possamos pensar em algum outro caminho que seja melhor para a sua situação (e quem sabe de outras pessoas!).

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O link vai estar disponível na descrição do episódio!

Ficamos por aqui e até a próxima semana com mais uma dica!

Aqui é Phillip Souza, o Investidor Inteligente!

Investidor Inteligente do Dicas Curtas

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