Ouça agora este podcast!“046 Guia Definitivo sobre Previdência Privada – parte 1”

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Eu sou Phillip Souza, coach em finanças pessoais, consultor financeiro e terapeuta financeiro e meu objetivo é ajudar a fazer com que você use bem o seu dinheiro para alcançar seus objetivos de forma financeiramente saudável com foco em qualidade de vida transformando-se em um investidor inteligente!

Todas as semanas estarei aqui com vocês compartilhando dicas, orientações, conversando sobre diferentes estratégias para construirmos caminhos que te levem a conquistar seus objetivos, a superar seus desafios e também a construir a sua independência financeira. Assinando ao podcast do Investidor Inteligente você pode acompanhar gratuitamente essas dicas que têm o poder de mudar a sua relação com o seu dinheiro.

Muitas pessoas têm me perguntado sobre Previdência Privada: como que funciona, quais são as características, as vantagens e desvantagens desse produto financeiro. Diante disso, resolvi apresentar essa minissérie sobre Previdência Privada com o propósito de trazer o máximo de informações realmente relevantes para que você possa avaliar a aquisição ou não desse produto.

A maioria das pessoas que investem em previdência privada não sabem como esse produto de investimento funciona; muitas vezes nem compreendem os seus aspectos mais importantes. Mas por que você precisa saber disso? Vou te dar apenas um motivo que pode ser suficiente: o plano de previdência privada é o tipo de produto que empresas e pessoas mal-intencionadas tentam empurrar a todo custo para seus clientes – e você pode estar colocando o seu dinheiro onde não deveria.

Sem conhecer todos os seus aspectos, você fica desprotegido e sem saber se vale a pena aplicar seu suado dinheirinho nesse produto – ou não. A resposta para esse e para muitos outros questionamentos você vai encontrar ao longo dessa minissérie. Vamos lá!

O que é a previdência privada?

Em sua essência, a previdência privada pode ser considerada como uma forma de seguro. O produto também pode ser encarado como um fundo, que acumula capital do investidor e o remunera de acordo com aplicações escolhidas pelo administrador do plano.Também chamada de previdência complementar, essa modalidade visa garantir uma renda futura ao titular (ou ao seu beneficiário) durante o período de aposentadoria ou em caso de invalidez (caso esteja previsto em contrato).Esse produto é regulamentado pela Superintendência de Seguros Privados (SUSEP) e existe de forma regular desde 1977, através da Lei nº 6.435.A previdência privada foi criada para complementar (daí o seu nome) a previdência social ou para servir como um seguro para aqueles que não contribuem para o Instituto Nacional de Seguro Social (INSS).

No Brasil, todos os trabalhadores com carteira assinada fazem uma contribuição compulsória ao INSS com o objetivo de sustentar o modelo adotado pelo governo do nosso país.Porém, aqueles que consideram esse benefício insuficiente para a sua aposentadoria (ou que simplesmente não confiam na previdência pública), escolhem contribuir para um plano de previdência complementar com o objetivo de manter o padrão de vida.Há pessoas que escolhem contribuir para um plano complementar como uma espécie de “poupança forçada”. Também há aqueles que usam a previdência como um produto para acumular dinheiro para projetos futuros, como o pagamento da faculdade dos filhos. Entretanto, o seu principal objetivo é realmente complementar a previdência social.

Embora esse produto já esteja regulamentado desde 1977, foi somente a partir da década de 90 que ele começou a ganhar popularidade.A estabilidade monetária com o Plano Real e a maturidade do mercado de seguros permitiu que os planos de previdência privada evoluíssem e alcançassem o patamar que possuem hoje. De acordo com informações do PREVIC, órgão da SUSEP que coordena a categoria de previdência complementar fechada, (vou colocar mais detalhes pra frente) o setor ostentou os seguintes números no terceiro trimestre de 2017:

  • Ativos totais gerenciados pelo setor: R$ 837 bilhões
  • Investimentos do setor: R$ 788 bilhões
  • Quantidade de planos: 1.105

Beleza, mas como que a previdência privada funciona?

Os planos de previdência privada geralmente são divididos em duas etapas:

  • Acumulação: período em que são realizados os aportes de recursos que serão aplicados conforme as regras da seguradora com o objetivo de aumentar o capital investido;
  • Resgate: após o período pré-definido em contrato, o valor acumulado poderá ser resgatado integralmente ou na forma de uma renda complementar.

Para fins didáticos, é realmente conveniente associar a previdência privada a uma “poupança forçada”. O contribuinte geralmente escolhe a que plano aderir e começa a fazer aportes regulares para que o dinheiro comece a se acumular e a crescer com os investimentos. A seguradora utiliza o montante para investir em produtos financeiros, cobrando algumas taxas para realizar esse serviço.

Vale ressaltar que não há uma idade mínima para aderir a um plano de previdência privada. Porém, se o seu objetivo é fazer uma renda complementar e garantir uma aposentadoria mais tranquila, o bom é começar o quanto antes. Uma pessoa que começou a contribuir com 20 anos terá quatro vezes mais dinheiro do quem começou a acumular com 40 (considerando a idade de 64 anos para aposentadoria e juros anuais de 6% acima da inflação).

Para fins didáticos (e não decisórios para a contratação de um plano), os grandes bancos brasileiros, através de suas seguradoras, oferecem um simulador de plano de previdência complementar para que você possa aprender como eles funcionam de fato. Verifique se no site do seu banco tem esse simulador, ok? Se você quiser, também pode encontrar simuladores e cotações em seguradoras independentes: basta realizar uma pesquisa que você encontrará fácil.

Vale sempre destacar que somente você pode decidir se vale a pena ou não investir nessa modalidade depois de aprender sobre previdência privada.

E onde os planos de previdência privada investem?

No passado, os planos de previdência privada possuíam regras bastante rígidas sobre a aplicação do dinheiro. A resolução 4.444/2015 deu mais liberdade para os fundos aplicarem os recursos e aumentarem a diversificação dos investimentos. A mudança mais significante foi para os investimentos em ações. Antes, o percentual máximo permitido era de 49% da carteira. Pela nova regra, os planos podem investir até 70% no varejo e até 100% para investidores qualificados.

Além disso, os fundos também poderão investir em Certificados de Operações Estruturadas (COE) e fundos com cotas negociadas na Bolsa de Valores, os Exchange Traded Fund (ETF). Outro detalhe é que agora os planos poderão também ter até 10% da carteira indexada em moeda estrangeira, o que permite aplicações no exterior e ainda mais diversificação.

Tipos de Previdência Privada

Vamos falar agora sobre os tipos de previdência privada. Existem duas divisões importantes a serem feitas no âmbito de previdência complementar.

A primeira delas é entre os planos abertos e fechados:

  • Previdência privada aberta pode ser contratada por qualquer pessoa física e jurídica;
  • Previdência privada fechada é destinada a grupos específicos, como funcionários de uma determinada empresa ou associados de instituições/sindicatos.

Os planos de previdência oferecidos pelas seguradoras dos bancos oferecem simulações para planos de previdência complementar abertos. Ou seja: qualquer pessoa ou empresa interessada pode aderir aos planos.

Os planos fechados geralmente são oferecidos por cooperativas ou empresas aos seus funcionários. Em muitos casos, especialmente no de planos fechados oferecidos por empresas específicas, o empregador complementa a contribuição realizada pelo empregado até um dado limite. Isso é oferecido como uma forma de incentivo da empresa para reter seus funcionários.

A outra divisão, a mais importante a ser destacada, é entre Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) e Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL). Quem vai aderir a um plano de previdência eventualmente vai se deparar com esses nomes. As siglas PGBL e VGBL fazem referência às duas modalidades de previdência complementar oferecidas no mercado:

PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) é a modalidade que permite abater da base de cálculo do Imposto de Renda (IR) os aportes até o limite máximo de 12% da renda bruta tributável; essa dedução não significa que os aportes feitos no plano são isentos de IR. O que eles são é postergados. Afinal, haverá incidência do IR sobre o valor total do resgate ou da renda recebida quando eles ocorrerem. É indicado para contribuintes que optam pela declaração completa do IR ou pessoas de maior renda.

VGBL (Vida Gerador Benefício Livre): é a modalidade que não permite abater do IR os aportes ao plano; O IR incidirá apenas sobre os rendimentos do plano e não sobre o total que foi acumulado. É indicado para contribuintes que optam pela declaração simplificada do IR, que são isentos da declaração ou que são de baixa renda.

Essa distinção realmente é um pouco confusa e difícil de entender em um primeiro momento. As siglas também não ajudam muito, já que não dão uma definição clara para cada modelo. Porém, é importante entender que a escolha está totalmente relacionada a uma estratégia tributária que vai favorecer o contribuinte ou não, dependendo da decisão.

No próximo podcast continuarei tratando desse assunto, abordando outros pontos importantes. Continue acompanhando!

Espero que tenha gostado dessas informações.

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Ficamos por aqui e até a próxima semana com aquela dica do Investidor Inteligente!

 

Investidor Inteligente do Dicas Curtas

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