Ouça agora este podcast!“048 Guia Definitivo sobre Previdência Privada – parte 3”

Finalizando a minissérie de 3 capítulos sobre Previdência Privada, falaremos sobreas diferenças em relação ao INSS, bem como um passo-a-passo para você poder escolher conscientemente o seu plano de previdência complementar!

Eu sou Phillip Souza, coach em finanças pessoais, consultor financeiro e terapeuta financeiro e meu objetivo é ajudar a fazer com que você use bem o seu dinheiro para alcançar seus objetivos de forma financeiramente saudável com foco em qualidade de vida transformando-se em um investidor inteligente!

Todas as semanas estarei aqui com vocês compartilhando dicas, orientações, conversando sobre diferentes estratégias para construirmos caminhos que te levem a conquistar seus objetivos, a superar seus desafios e também a construir a sua independência financeira. Assinando ao podcast do Investidor Inteligente você pode acompanhar gratuitamente essas dicas que têm o poder de mudar a sua relação com o seu dinheiro.

No último podcast nós demos continuidade à minissérie sobre Plano de Previdência. Falamos um pouco sobre a tabela atuarial, a tributação nos planos (tabela regressiva e tabela progressiva), sobre as taxas mais comuns que são cobradas (taxa de administração, de carregamento e de saída) e sobre as vantagens e desvantagens de se investir em um Plano de Previdência.

Para fecharmos nossa minissérie, nesse podcast vou falar sobre as diferenças entre Plano de Previdência Social e Plano de Previdência Privada/Complementar, se vale ou não vale a pena investir em um plano de previdência e te conduzir em 4 passos para você escolher bem seu plano de previdência, para não ter erro. Vamos lá!

 

Quais as diferenças entre previdência privada e previdência social?

Diferente da previdência social, na previdência privada o contribuinte pode escolher o quanto quer investir, além da periodicidade dos aportes. Ele pode, por exemplo, investir R$ 100 por mês ou R$ 1.000 durante o ano. É lógico que esse valor está diretamente ligado ao montante final, que será recebido pelo investidor.

A previdência complementar também não exige uma idade mínima para começar as aplicações. Pais preocupados com o futuro de seus filhos podem aderir a um plano para seus descendentes. Essa é uma alternativa bem interessante, especialmente para os pais que ainda preferem a Caderneta de Poupança para criar uma reserva para seus filhos.

Outra diferença importante é que o investidor pode resgatar o dinheiro pago em uma previdência privada. Vale ressaltar que taxas e tributos podem incidir na hora do resgate. Isso não é possível no caso do INSS, que só será usufruído no caso de invalidez ou na própria aposentadoria.

 

E aí: previdência privada vale a pena?

Alguns planos de previdência privada são tão populares quanto a poupança. Porém, isso não acontece por causa da facilidade de aplicação. Na verdade, o brasileiro encara esse investimento como uma segurança extra (complementar) para o futuro.

A “poupança forçada” cria o sentimento de que a pessoa está se preparando para a sua aposentadoria. Porém, os baixos rendimentos dessa modalidade acabam por transformar o produto em algo muito pouco atraente para os investidores.

Se considerarmos que há investimentos muito mais simples e com uma rentabilidade superior, como LCIs/LCAs, CDBs e Títulos Públicos, parece que não faz sentido encarar uma previdência privada. Especialmente se você seguir uma boa estratégia de investimentos e conseguir montar uma boa carteira de ativos para você. Eu posso te ajudar a construir essa estratégia de investimentos com o meu serviço de Assessoria Financeira Personalizada. Entre no meu site www.PhillipSouza.com.br, baixe a apresentação e veja mais detalhes sobre esse e outros tipos de serviço disponíveis. Fique à vontade inclusive de me enviar um e-mail ou uma mensagem por WhatsApp.

Porém, há casos específicos em que ela pode sim valer a pena. Esse é o caso de planos fechados oferecidos por algumas empresas, que podem contribuir com uma parcela igual a do investidor todos os meses. No caso de sucessão patrimonial, a baixa burocracia também torna esse produto bastante atraente. E, para finalizar, em muitos casos o benefício do PGBL acaba valendo a pena para o investidor que opta pela tabela regressiva de imposto de renda (desde que ele deixe o dinheiro “parado” no seu PGBL por 10 anos, para pegar a alíquota mínima de IR).

Além de tudo isso, a previdência privada pode ser uma alternativa para quem busca diversificar os seus investimentos quando já se tem o dinheiro aplicado em várias frentes. Porém, em todos os casos é preciso pesquisar muito e ter a certeza de que se está entrando em um bom plano, muito embora ainda seja possível fazer a portabilidade.

Se você chegou até aqui, provavelmente está bem informado com tudo o que uma previdência privada pode oferecer, sejam ônus ou bônus. E agora vou te ensinar como escolher a sua previdência privada em 4 passos.

 

4 Passos para escolher a sua previdência

 

Passo #1 – Defina bem os seus objetivos

Antes de sair pesquisando seguradoras e as taxas mais atraentes do mercado, é preciso ter muito claro em sua mente quais são os seus objetivos. Eu sempre falo isso. Se você estiver querendo montar uma reserva de emergência ou buscando a melhor rentabilidade do mercado, certamente os planos de previdência não são uma boa opção. Essa modalidade é voltada diretamente para o longo prazo e situações específicas acabam favorecendo a sua escolha.

Tenha em mente quais são os seus objetivos para então passar para o próximo passo. Se eles não estiverem alinhados com o que a previdência privada oferece, escolha outro produto financeiro.

Passo #2 – Pesquise a reputação da instituição

Por se tratar de um investimento de longo prazo, a escolha da empresa que irá administrar os seus recursos deve ser feita com muito critério. Portanto, pesquise muito bem a reputação das opções que estão disponíveis para você.

Uma boa tática é verificar em sites de reclamação e notícias da mídia como a empresa tem se portado. Infelizmente, essa não é uma decisão com garantia de acerto, mas é possível fugir de armadilhas óbvias quando se analisa a reputação de uma instituição.

Passo #3 – Faça uma análise e comparação de taxas, gestores e rentabilidade

Depois de passar pelo filtro de confiabilidade, você finalmente pode analisar as taxas cobradas pelas seguradoras e bancos. Aqui não tem segredo: em geral, o bom é dar preferência para aquelas empresas que cobram a menor taxa de administração e taxa de carregamento.

Outra opção, especialmente interessante para os investidores moderados e arrojados, é procurar planos de previdência cujos fundos são geridos por gestores competentes e consagrados.

Nesse caso, dificilmente encontraremos as menores taxas de administração do mercado. Entretanto, podemos ter a tranquilidade de saber que há uma equipe altamente qualificada gerindo o patrimônio aplicado na previdência.

Também é bom se certificar de que não há outras taxas escondidas e que podem prejudicar o seu patrimônio ao longo dos anos.

Passo #4 – PGBL/VGBL e Tabela regressiva/Tabela progressiva

Por fim, ao escolher a sua seguradora, você terá que escolher a modalidade de previdência. É aqui que entra aquela parte em que muitos investidores ficam confusos.

Como eu sei que é nessa parte que muitos vão travar, preparei o seguinte resumo para facilitar a escolha das 4 combinações possíveis levando em conta o tipo e a tributação do plano de previdência. Vou falar pausadamente para que você possa compreender melhor, ok?

A combinação “PGBL + Regressivo” é indicada para:

  • Quem faz a declaração completa do IR
  • Quem pensa em investir no longo prazo (acima de 10 anos)

A combinação “PGBL + Progressivo” é indicada para:

  • Quem faz a declaração completa do IR
  • Quem pensa em investir no médio prazo (abaixo de 10 anos)
  • Quem tem a necessidade de fazer resgates (que são isentos até a primeira faixa de IR, atualmente em R$ 1.900,00)
  • Quem vai conseguir fazer com que a soma de resgates + renda tributável fique abaixo de R$ 1.900,00 por mês ou, ainda, em baixas faixas de pagamento de Imposto de Renda

A combinação “VGBL + Regressivo” é indicada para:

  • Quem faz a declaração do IR no modelo simplificado
  • Quem pensa em investir no longo prazo (acima de 10 anos)
  • Quem está se preocupando com a sua sucessão

A combinação “VGBL + Progressivo” é indicada para:

  • Quem faz declaração do IR no modelo simplificado
  • Quem pensa em investir no médio prazo (abaixo de 10 anos)
  • Quem está se preocupando com a sua sucessão

 

Assim fica muito mais fácil escolher o seu plano de previdência privada. Basta apenas você saber como declara o imposto de renda e qual é o prazo estimado de resgate do investimento. Tenha em mente essas duas características e você não errará na escolha do seu plano.

Qualquer dúvida que você tiver e, principalmente, se precisar de assessoria personalizada ou fazer uma consulta pontual para definir melhor o próximo passo a ser dado em suas finanças pessoais, entre em contato comigo, e diga que você chegou até mim através do podcast do Investidor Inteligente, ok?!

Espero que tenha gostado dessas informações.

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Ficamos por aqui e até a próxima semana com aquela dica do Investidor Inteligente!


 

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