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“126 Homens e mulheres: diferenças na relação com o dinheiro” Independente do gênero, sentir-se financeiramente capaz tem impacto significativo na saúde mental, tanto de homens como de mulheres, gerando sentimentos positivos, como segurança, satisfação e elevação da autoestima. Os padrões de uso do dinheiro são afetados pela idade em que se encontra a pessoa, bem como pelo sexo e pelo estado civil.

Mas, afinal, como homens e mulheres diferenciam-se no uso do dinheiro? As mulheres realmente gastam mais, como muitos costumam dizer? Os homens têm mais tendências aos riscos financeiros? Quem cuida melhor do dinheiro? É sobre isso que vamos tratar nesse podcast!

Eu sou Phillip Souza, o expert em Finanças e Investimentos do Dicas Curtas e todas as semanas apresento o Investidor Inteligente, o podcast que te traz informações relevantes, orientações e estratégias valiosas que podem te ajudar a usar bem o seu dinheiro, seja para solucionar problemas financeiros ou potencializar sua vida financeira, de modo que você possa construir seus resultados com foco em qualidade de vida, aproveitando bem o presente e sempre cuidando do futuro, transformando-se em um investidor ainda mais inteligente.

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O contexto histórico

Antes de analisarmos a situação atual, é preciso rever alguns fatos históricos que interferem no momento presente. Sabemos que no Brasil convivem desde pessoas que foram educadas na época das grandes guerras mundiais (atualmente, na faixa dos 65 anos ou mais) até adultos jovens (na faixa etária até 30 anos), que já nasceram inseridos na sociedade tecnológica. E os contextos histórico e educativo-familiar interferem muito nos valores e nas crenças que adquirimos em relação ao dinheiro, riqueza, investimentos e patrimônio.

Portanto, em relação às questões de gênero, é importante lembrar que, no Brasil (assim como em outros países), por décadas, o papel de provedor financeiro cabia aos homens, enquanto as mulheres eram colocadas como guardiãs da moral da família.

Porém, com o movimento feminista principalmente no século passado, ocorreram profundas modificações na situação profissional das mulheres. Ao entrarem no mercado de trabalho e passarem a ter seu próprio dinheiro, as mulheres passaram a viver uma situação nova, que não lhes foi ensinada, especialmente em relação ao uso do dinheiro.

Todo esse contexto histórico, assim como as crenças e valores que vieram deles, continuam se refletindo na sociedade brasileira. Na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua de 2018 (Pnad Contínua), estudo feito pelo IBGE, mostra que as mulheres ganham menos do que os homens em todas as ocupações selecionadas na pesquisa. Mesmo com uma queda na desigualdade salarial entre 2012 e 2018, as trabalhadoras ganham, em média, 20,5% menos que os homens no país.

Quem lida melhor na administração familiar?

Seja para homens ou mulheres, casados ou separados, o fato de ter uma família, costuma levar a atitudes de maior retenção e controle do dinheiro, em comparação ao que normalmente é observado entre solteiros de ambos os gêneros.

As mulheres em cujas vidas a família exerce um papel central, demonstram usar mais o dinheiro para cuidar do espaço doméstico e dos filhos.

Inclusive, tem aumentado a contribuição dos rendimentos da mulher na economia familiar. Segundo o IBGE, o rendimento das mulheres representa, pelo menos, 40,9% do rendimento das famílias. Essa porcentagem é ainda maior entre mulheres negras e famílias rurais. É como dizer assim: a cada 1000 reais gerado para a família, cerca de 400 reais é gerado pela mulher. E ainda se considera que, em 87,4% das famílias monoparentais (ou seja, apenas com o pai ou apenas com a mãe), as mulheres são as únicas responsáveis financeiras.

Outro estudo mostra que as mulheres controlam 66% do que é consumido pelas famílias. Essa dedicação histórica à família e ao casamento explica, ao menos em parte, a observação de que as mulheres levam mais tempo para atingir a satisfação financeira do que os homens. Por outro lado, as casadas costumam ser mais eficientes no uso do dinheiro para tomar decisões domésticas e, normalmente, fazem escolhas mais adequadas e cautelosas em termos de custos das compras.

O que podemos dizer sobre o consumo?

As opiniões de que as mulheres gastam mais do que os homens nem sempre são confirmadas. Ainda existe uma ideia muito arraigada de que o consumo exagerado está relacionado ao gênero feminino. Mas se formos analisar as causas dessa crença, veremos que se trata muito mais de uma generalização sobre as diferentes formas de consumo de cada um dos sexos e sobre os produtos e serviços de preferência de cada um.

Para começar, devemos levar em conta os gastos da mulher com toda a família (inclusive com o marido, em alguns casos). Normalmente a mulher é a principal responsável pelas compras da casa e pela administração do espaço doméstico; portanto, pode-se dizer que, em geral, ela esteja mais propensa às compras. Em relação aos gastos pessoais, no caso das mulheres, as expectativas em relação à beleza são mais altas para elas, o que faz com que tenham mais gastos com roupas e cosméticos, até mesmo quando o intuito é se vestir adequadamente para o trabalho.

Por outro lado, os homens também compram um determinado veículo, por exemplo, ou priorizam morar em uma região, muitas vezes, pensando nas convenções sociais. Muitos, ainda, apresentam gastos pessoais mais ligados à tecnologia, aos esportes ou à alimentação, por exemplo.

É claro que ambos os casos tratam de generalizações, pois homens também podem se interessar por aparência e beleza, e mulheres, por carros, por exemplo.

De qualquer forma, os gêneros podem se diferenciar nos tipos de gastos. E também podem ser diferentes as formas de gastar. Enquanto muitas mulheres costumam confessar o prazer de ir às compras em shoppings ou centros comerciais, por exemplo, muitos homens são mais adeptos de compras online e do consumo de assinaturas.

Na verdade, os padrões de consumo variam não apenas conforme o gênero, mas também são influenciados pela educação familiar, pelo histórico de experiências vividas, pela idade, pelo estado civil, pela situação financeira geral, entre outros fatores. Por isso, não tem como generalizar os padrões de consumo apenas observando os gêneros.

 

E sobre os investimentos: quem é melhor?

Outra opinião comum, na diferença entre os gêneros na relação com o dinheiro, é de que os homens são mais adeptos aos riscos e mais propensos a investir seu dinheiro.

Em geral, comprova-se que as mulheres costumam ter um comportamento mais conservador em relação às finanças, buscando aplicações mais seguras, como a poupança ou produtos mais simples, como CDB, Tesouro e afins.

É de se observar, porém, que a desigualdade salarial e, por vezes, o foco nos gastos familiares, podem contribuir para um acúmulo financeiro menor por parte das mulheres, diminuindo suas possibilidades de investimento – e, consequentemente, de aportes maiores. Além disso, a mulher ainda está se descobrindo como potencial investidora, empreendedora, alguém que consegue controlar suas finanças. É um processo, mas falta ainda se arriscar um pouco mais e conhecer novas opções de investimentos.

Mas a falta de uma educação financeira consistente não está restrita às mulheres. E infelizmente, ainda estamos longe de poder generalizar os homens como bons investidores. Assim, as iniciativas de educação financeira e aquelas em prol da poupança e do investimento merecem ser valorizadas em ambos os sexos – e esse é um dos trabalhos e foco desse podcast: promover educação financeira de qualidade e gratuita para todos os ouvintes, sejam os que já são fãs declarados, sejam aqueles que ainda vão conhecer essa iniciativa tão poderosa.

E sobre negócios?

A participação das mulheres no mercado de trabalho aumenta progressivamente. Segundo a PNAD Contínua de 2018, as mulheres respondem por 43,8% dos 93 milhões de brasileiros ocupados. Na população acima de 14 anos, por exemplo, a proporção é diferente: mais de 89 milhões são mulheres (52,4%), enquanto pouco mais de 81 milhões são homens (47,6%).

Conforme sabemos, as mulheres já ocupam cargos de gerência e outras formas de chefia, destacam-se a frente de órgãos internacionais, sem falar nos postos de autoridade governamental e ministeriais já ocupados por mulheres. contudo, como foi dito, a média salarial feminina continua sendo inferior à masculina.

A despeito de crenças no predomínio da emotividade feminina, muitas mulheres já demonstraram a igualdade de condições racionais e intelectuais, independente do sexo. Os indicadores, inclusive, demonstram maior escolarização feminina. Inclusive, as mulheres de negócios costumam apresentar nível educacional superior ao dos homens, mas são mais semelhantes a eles em termos de reconhecimento de suas capacidades financeiras do que as mulheres que se identificam com os padrões tradicionais de gênero.

Homens x Mulheres: quem lida melhor com as finanças?

Apesar que esse é um assunto que envolve muito mais nuances, a título de conclusão, pode-se dizer que, em geral, as mulheres tendem a usar o dinheiro muito mais como um meio para atingirem seus objetivos e os de suas famílias, enquanto para os homens, o dinheiro é um fim em si mesmo, conferindo-lhes poder e fazendo com que se sintam mais felizes com seus ganhos.

Ou seja, normalmente, os homens mostram-se mais preocupados que as mulheres em relação a ter dinheiro. Ao mesmo tempo, as mulheres costumam tratar o dinheiro mais como uma ferramenta do que como um objetivo, por privilegiarem o bem-estar e as relações. Mas toda generalização pode ser duvidosa quando se trata de um assunto com tantas influências pessoais e externas.

Quem deve cuidar das finanças: o homem ou a mulher?

Há algum tempo atrás atendi um casal em que ela era médica e ele advogado e um ficava acusando o outro sobre sonhos, uso do dinheiro, uma série de conflitos sobre a forma do outro lidar com o dinheiro. É natural entender as finanças deles estavam travadas. Dentro do processo de acompanhamento, eles acertaram que ele trabalharia para gerar a maior parte dos recursos e ela seria a pessoa responsável por administrar os recursos. E essa saída deu super certo, sendo que ambos começaram a experimentar progressão patrimonial, crescendo financeiramente e hoje têm uma vida bastante confortável.

Outro caso que atendi foi a situação em que ela tinha uma dificuldade maior em termos de controle, e que gastava boa parte senão todo recurso que conseguia; ele, por outro lado, sempre foi bastante controlado. Choque de cultura. Qual a solução? Eles acertaram que ela pagaria todas as contas fixas da casa, enquanto ele pegaria toda sua remuneração e investiria. Pode parecer que isso é injusto (afinal dá a ideia que o recurso investido é só dele), mas em uma situação de casamento, exceto o regime de separação total de bens, tudo o que é construído em termos patrimoniais é do casal, independente de CPF. E claro, posteriormente, se eles quiserem poderão equilibrar o patrimônio realizando investimentos no CPF dela.

Histórias completamente diferentes, com desfechos distintos que deram certo. Não tem o jeito certo. Tem o jeito que funciona melhor para cada caso. E a resposta à pergunta “Quem deve cuidar das finanças: o homem ou a mulher?” é: os dois. Ambos devem tomar conta do dinheiro dos dois.

 

E você, o que pensa sobre isso? Quem lida melhor com as finanças: homens ou mulheres?

Esse é um assunto que tem partidários para ambos os lados, e, para finalizarmos, quer saber qual é a melhor dica sobre finanças para casais: diálogo. Somente através da conversa é que podemos identificar nossas fraquezas, nossas forças, nos apoiarmos e crescermos juntos. E somente uma comunicação sincera é capaz de alinhar o que for necessário para realizar o bom uso do dinheiro.

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Ficamos por aqui e até a próxima semana com mais uma dica para a sua vida financeira!

Aqui é Phillip Souza, o Investidor Inteligente!

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