Ouça agora este podcast! “027 A importância da gordura na produção de energia”

 

Hoje vamos falar sobre a gordura como fonte de energia. Mas antes disso gostaria de te convidar a integrar o nosso grupo fechado no facebook. Lá você terá acesso a várias informações e textos sobre atividade física, acesso a outros ouvintes e também poderá esclarecer suas dúvidas direto comigo. Então procure pelo Cara da Academia e solicite sua participação.

 

As gorduras são uma importante fonte de energia para a manutenção ativa do corpo. Um grama de gordura contém mais que o dobro da energia de igual quantidade de um carboidrato. Além disso existe tecido adiposo suficiente nos corpos da maioria das pessoas para fornecer energia para vários dias de treinamento. Apesar disso os carboidratos são o combustível preferido durante o exercício. No caso da gordura sua liberação de energia se dá por um processo mais lento, não podendo repor suas reservas de forma adequadas para atividades de alta intensidade.

Sabemos que a gordura apenas pode ser metabolizada aerobiamente, o processo envolve o tempo de transporte desde seus locais de armazenamento no tecido adiposo até os músculos onde acontece o ciclo de Krebs, para só depois ser utilizada como energia. Sabendo disso fica claro perceber que mesmo fornecendo uma quantidade abundante de energia, ela é liberada de forma tão lenta que os praticantes de atividades físicas não conseguem manter uma intensidade alta e ritmo adequado durante suas séries do treinamento se esta fosse a única ou principal fonte de energia. Consequentemente a gordura pode complementar e não substituir o glicogênio como fonte para a manutenção da energia durante o seu treinamento.

As fibras musculares de contração rápida e de contração lenta não usam a gordura com a mesma velocidade. As fibras de contração lenta são melhores aparelhadas para metabolizar as gorduras por possuírem maior irrigação sanguínea e terem maior numero de mitocôndrias, que é a região da célula onde a gordura é metabolizada. Um estudo estimou que a velocidade do metabolismo das gorduras nas fibras musculares de contração lenta é dez vezes maior do que nas fibras musculares de contração rápida. Consequentemente os praticantes de atividades de longa duração, que geralmente possuem um percentual de fibras de contração lenta mais elevado, queimam mais gordura e menos glicogênio muscular para obter energia durante o treinamento. Assim pode levar mais tempo para que eles reduzam suas reservas de glicogênio muscular. Esta pode ser a razão por que eles parecem tolerar melhor o treinamento que os esportistas praticantes de treinos de alta intensidade.

 

           

Pin It on Pinterest

Share This