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A insulina normalmente está associada a algo ruim como o ganho de peso e a formação de gordura. E por mais que ela realmente tenha este efeito, ela tem inúmeras outras funções importantes para o nosso organismo.

Neste episódio irei abordar sobre a insulina, seus mecanismos de ação, efeitos e como ela é liberada.

Assim como explicar sobre o mito do que apenas carboidratos liberam insulina, se prepare para muita informação que possivelmente irá desconstruir suas ideias sobre a insulina.

Eu sou Louis Marcondes, o expert em Nutrição do Dicas Curtas e semanalmente trago aqui neste podcast, várias dicas e informações para ajudar você a se alimentar melhorar, melhorando assim sua saúde, estética e bem-estar. Então para que você não perca nenhuma dica e fique atualizado com todas as informações que estarei compartilhando aqui, basta assinar o podcast e acompanhar todas as semanas o Expert em Nutrição do Dicas Curtas

Sendo assim, vamos abordar os seguintes pontos:

  • Pensar em insulina é pensar em carboidrato
  • E quando não há insulina?
  • Outras funções da insulina
  • Outros mecanismos de liberação de insulina

Ouça agora este podcast!

Ouça “024 A insulina também é liberada por proteínas” no Spreaker.

Pensar em insulina é pensar em carboidrato

Quando se pensa em insulina o que normalmente vem à nossa cabeça? carboidratos! e quando pensamos em insulina pensamos em algo com certo teor pejorativo, mas será que a insulina é realmente algo ruim e os carboidratos são os únicos responsáveis pela liberação de insulina?

A insulina é um hormônio liberado pelas células beta do pâncreas, e a liberação da insulina pelas células beta-pancreáticas é responsiva aos nutrientes presentes na nossa corrente sanguínea. Quando consumimos carboidratos a glicose aumenta na corrente sanguínea e as células beta-pancreáticas respondem liberando insulina, a qual pega essa glicose e transportá-la para dentro das nossas células.

Ou seja, a insulina tem um papel fundamental para a manutenção da vida: transportar nutrientes para dentro das células. A insulina também tem um efeito em diversas outras áreas do corpo, incluindo a síntese dos lipídios e a regulação de atividade enzimática

Quando há glicose adicional na circulação sanguínea, que é uma circunstância conhecida como a hiperglicemia, a insulina faz o armazenamento da glicose em formato de glicogênio no fígado, no músculo, e no tecido gorduroso em formato de triacilglicerol. Viu Louis, aumentar a insulina aumenta a gordura. Espere um pouco meu caro. É importante ressaltar que nem todo carboidrato vai diretamente se transformar em gordura, precisamos deixar de crer neste mito. Como acabei de falar os carboidratos irão primeiramente serem armazenados nos nossos músculos e fígado. Em consequência disto, há menos insulina na circulação sanguínea, e os níveis normais da glicemia são restaurados.

A insulina estimula a síntese do glicogênio no fígado; contudo, quando o fígado tiver sua capacidade de armazenamento de glicogênio estourada, um caminho alternativo será armazenar a glicose adicional no tecido adiposo.

E quando não há insulina?

Na ausência da insulina, o corpo não pode utilizar a glicose como a energia. Em consequência, a glicose permanece na circulação sanguínea e pode conduzir à hiperglicemia. E esta hiperglicemia crônica é característica do diabetes mellitus e, se não tratada, é associada com as complicações severas, tais como dano ao sistema nervoso, aos olhos, aos rins, e às extremidades. Podendo levar até a amputação.

Em casos severos, a falta da insulina e uma capacidade reduzida  de usar a glicose como uma fonte de energia podem conduzir a utilização do tecido adiposo como a única fonte de energia. A quebra da gordura pode liberar cetonas na circulação sanguínea, que pode conduzir a uma condição séria chamada cetoacidose.

Outras funções da insulina

Além da regulação da glicose, a insulina possui um papel em outras áreas do corpo. Ela pode estar envolvida no reparo do tecido muscular através do transporte dos aminoácidos ao tecido muscular, que é exigido para reparar o dano muscular e para aumentar o tamanho e a força. A insulina ajuda a controlar a síntese dos lipídios armazenados no tecido gorduroso, que são convertidas no que chamamos de triacilglicerol. Auxilia também no controle da excreção do sódio e do volume fluido na urina, além de aumentar as capacidades da memória e de aprendizagem do cérebro, isto mesmo!

Percebe agora que a insulina não é um vilão mas sim fundamental para manutenção do corpo humano?       

Muitas vezes pensamos apenas no papel que ela exerce na lipogênese, ou seja, na formação de gordura. Quando a quantidade de glicose, que penetra as células do fígado é maior do que a que pode ser armazenada sob a forma de glicogênio ou do que pode ser utilizada para o metabolismo local dos hepatócitos (as células do fígado), a insulina promove a conversão de todo esse excesso de glicose em ácidos graxos, ou seja, em gorduras. Esses ácidos graxos são subsequentemente empacotados sob a forma de triglicerídeos em lipoproteínas de densidade muito baixa e, dessa forma, transportados pelo sangue para o tecido gorduroso, onde são depositados como gordura. Viu Louis? Ela faz gordura, mas lembre-se meu caro. Isto só ocorre se as reservas de glicogênio muscular e do fígado estiverem extrapoladas. O que quero dizer é que se sua dieta para emagrecimento, onde você irá comer menos do que gastar, contém carboidratos, mesmo eles liberando insulina você não vai engordar!

Ah, importante dizer, sabia que a insulina é poupadora de músculos? Isto mesmo, a insulina também inibe a gliconeogênese. Que é quando seu corpo usa músculos e gorduras para geração de glicose.

Contudo, esse efeito é, em parte, causado por ação da insulina, que reduz a liberação de aminoácidos dos músculos e de outros tecidos extra-hepáticos e, por sua vez, a disponibilidade desses precursores necessários para a gliconeogênese.

          Uma curiosidade, você sabia que o cérebro é bastante diferente da maioria dos outros tecidos do organismo, em que a insulina apresenta pouco efeito na captação ou utilização da glicose. Ao contrário, a maioria das células neurais é permeável à glicose e pode utilizá-la sem a intermediação da insulina.

Os neurônios são também bastante diferentes da maioria das outras células do organismo, no sentido que utilizam, normalmente, apenas glicose como fonte de energia e só podem empregar outros substratos para obter energia, tais como as gorduras com dificuldade.

          Agora voltando ao início deste episódio onde falo sobre a secreção de insulina e a crença de que ela ocorre exclusivamente por meio de carboidratos.

Outros mecanismos de liberação de insulina

Acreditava-se no passado que a secreção da insulina era controlada, quase completamente, pela concentração da glicose no sangue. Entretanto, à medida que aprendemos mais a respeito das funções metabólicas da insulina no metabolismo das proteínas e das gorduras, ficou claro que os aminoácidos e

outros fatores plasmáticos também desempenham papéis importantes no controle da secreção da insulina.

          Isto mesmo que você ouviu, aminoácidos também liberam insulina! Pera aí Louis, então você está me dizendo que aquele meu whey pós treino libera insulina? isto mesmo!

Alguns dos aminoácidos apresentam efeito similar ao excesso de glicose sanguínea na estimulação da secreção de insulina. Os mais potentes entre eles são a arginina e a lisina. E quando administrados ao mesmo tempo em que a concentração plasmática da glicose está elevada, a secreção induzida de insulina pode chegar a duplicar, na presença de quantidade excessiva de aminoácidos. Assim, os aminoácidos potencializam intensamente o estímulo da glicose na secreção de insulina. Ou seja, comer alimentos fontes de proteína também irá liberar insulina, e ainda o dobro se estiverem acompanhados de carboidratos.

Porém o estímulo da secreção de insulina pelos aminoácidos é importante porque a insulina, por sua vez, promove o transporte dos aminoácidos para as células teciduais, bem como a formação intracelular de proteínas, ou seja, a insulina é importante para a utilização apropriada da quantidade excessiva de aminoácidos, do mesmo modo como é importante para a utilização dos carboidratos

Ainda sobre a capacidade de liberação de insulina mediada pelas proteínas, um estudo publicado na The American Journal of Clinical Nutrition em 1997, mostrou que a proteína pode causar a mesma secreção de insulina que os carboidratos. Vou citar alguns exemplos

Carne e Pão possuem uma resposta muito semelhante à insulina.

Peixe e Arroz possuem uma resposta muito semelhante à insulina.

Ovos e massas possuem uma resposta muito semelhante à insulina.

Em um estudo publicado na Cambridge University Press em 2010, apontou que a proteína do soro de leite (Whey Protein) tinha a maior resposta à insulina, maior até que muitos carboidratos! Porém, notaram também que proteínas que geram maior elevação de insulina possuem maior efeito na supressão do apetite, o que significa que dietas ricas em proteínas são eficazes para ajudar e manter a perda de peso.

Outro estudo, de 2016, publicado na The American Journal of Clinical Nutrition, mostrou que uma dieta cetogênica não era superior quando calorias e proteínas eram comparadas a uma dieta com baixo teor de gordura. De maneira interessante e importante, os níveis de insulina foram mais baixos no grupo da cetogênica, mas isso não levou a uma maior perda de gordura.

RESUMINDO

  1. A insulina NÃO está te engordando.
  2. Os carboidratos não estão engordando.
  3. Comer muitas calorias é o que vai fazer você engordar
  4. Balanço energético é o principal fator impulsionador da perda ou ganho de peso

Sim, os hormônios são importantes e afetam a perda de gordura, mas a resposta da insulina a uma refeição nunca substituirá os efeitos da perda de peso de um déficit calórico.

Espero que tenha gostado do episódio de hoje!

Espero que tenha gostado do episódio de hoje!

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Ficamos por aqui e até a próxima semana com mais uma dica do <Nome do Expert>! Até a próxima semana.

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