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“100 Investidor iniciante: primeiros passos – (Entrevista com Erasmo Vieira)”No podcast de hoje vamos falar sobre os primeiros passos de um investidor iniciante:  o que deve ser feito? Quais as precauções a serem tomadas? Quais as ideias, o “caminho das pedras”? E para isso, para marcar o podcast #100 do Investidor Inteligente, entrevistarei um convidado muito especial: o palestrante e planejador financeiro Erasmo Vieira! Continue acompanhando para saber o que fazer no mundo dos investimentos!

Ah! E também falar do Cambly que é a única plataforma de aulas de inglês que faz uma coisa muito interessante: conecta alunos com professores nativos on demand, na hora que o aluno quiser, 24h por dia. Dá também para fazer reserva de aula, mas esta história de poder ligar para um professor a qualquer hora é maravilhosa e só o Cambly tem. Daqui a pouco vou te dar mais detalhes sobre isso tudo.

Eu sou Phillip Souza, o expert em Finanças e Investimentos do Dicas Curtas e todas as semanas apresento nesse podcast, várias dicas, informações relevantes e orientações que podem te ajudar a usar bem o seu dinheiro para construir seus resultados de forma financeiramente saudável com foco em qualidade de vida, aproveitando o presente e cuidando do futuro, transformando-se em um investidor inteligente.

Para você ficar por dentro com todas as informações e não perder nenhuma dica, basta assinar gratuitamente o podcast e acompanhar todas as semanas o Investidor Inteligente do Dicas Curtas.

PHILLIP SOUZA: Hoje estou aqui com Erasmo Vieira que é palestrante e planejador financeiro, um grande amigo e o convidei para falar de um assunto muito importante que muitos ouvintes têm demandado que é sobre o investidor iniciante: como começar? Quais são os primeiros passos? Queria agradecer ao Erasmo pela disponibilidade e pelo carinho em estar contribuindo com o Investidor Inteligente do Dicas Curtas. Muitíssimo obrigado Erasmo!

ERASMO VIEIRA: É um prazer estar com você, Phillip, e com seus ouvintes fazendo essa orientação, esse belo trabalho de mostrar a importância de as pessoas serem um investidor inteligente; isso é a coisa mais importante que eu vejo em um trabalho de educação financeira: é as pessoas saírem dessa questão de que a gente tem muito de endividamento no País para serem investidores – isso é que traz para as pessoas um futuro financeiro digno e com sucesso.

PS: Muitos dos nossos ouvintes, Erasmo, apresentaram perguntas interessantes e umas delas é a seguinte: o que um investidor precisa saber antes de começar a investir?

EV: A questão é a seguinte: sempre ensino que o dinheiro foi feito para gastar! E gastar dinheiro é uma delícia; então se você está com dinheiro na mão o ideal é que você gaste. Mas se você não vai gastar esse dinheiro, se você vai reservar esse dinheiro, vai deixar de gastar, você tem que criar na sua vida um objetivo maior para você conquistar com esse dinheiro que está deixando de gastar. Então isso é muito importante: é criar um propósito para você guardar dinheiro.

Vou dar um exemplo simples: uma troca de celular. Então, você vai ter o propósito de guardar, vamos supor que você precise de 600 reais para trocar o celular daqui a 6 meses. Então você vai ter que guardar 100 reais por mês – você vai ter que deixar de gastar esses 100 reais do seu orçamento para você conquistar a troca do celular daqui a 6 meses.

Isso é um propósito que você criou: um propósito simples, da troca do celular, que normalmente a maioria das pessoas não pensa nisso (“eu vou lá e financio no meu cartão, de 6 vezes – é a mesma coisa”), mas eu gostaria de mostrar para as pessoas que a consciência de você juntar o dinheiro antes, investir e ir lá e comprar, você está realmente realizando o sonho e aquela compra é realmente sua. A partir do momento em que você comprou no cartão de crédito, você fez uma dívida.

Esse propósito é muito importante que as pessoas tenham porque senão “ah… eu vou guardar dinheiro para quê? Eu vou é torrar esse dinheiro, vou é gastar esse dinheiro agora!”. Quando a pessoa cria um propósito, seja de uma viagem, de um celular, de um estudo, de um carro, de uma moto, de um imóvel – por exemplo: o imóvel que é o maior sonho do brasileiro, mesmo que você não tenha o dinheiro para comprar um imóvel à vista, que é mais difícil, você vai investir para ter uma entrada para dar nesse imóvel e financiar o mínimo possível; isso é o que eu gosto de relatar. Primeira coisa: você tem que criar um propósito porque, senão, quem não cria propósito prefere gastar o dinheiro.

PS: Também reforço muito essa questão que o objetivo, o propósito, que vai nortear nossos esforços; porque senão é juntar, juntar e juntar dinheiro e também concordo contigo: dinheiro foi feito para gastar!

Outra pergunta é a seguinte: qual que deveria ser a prioridade de investimento para quem está iniciando agora no mundo dos investimentos?

EV: Então vamos lá: se a gente pegar por essa cultura que a gente tem hoje, que 70% da população brasileira não tem reserva financeira e muitas pessoas ainda têm problemas de endividamento, têm empréstimos, tem compras parceladas, eu falo que o melhor investimento que existe no mercado é pagar dívida. Então se a pessoa tem algum tipo de financiamento, compra parcelada, tente adiantar isso, tente liquidar essa dívida, o mais rápido possível. Então esse seria o primeiro investimento dessa pessoa.

A partir do momento que ela não tem dívida, ela vai poder ter a sobra no orçamento para direcionar para fazer os investimentos. E é muito importante que a pessoa defina também aquela questão que falei do propósito, durante quanto tempo que ela vai precisar de gastar o dinheiro, para quê (o propósito) ela está guardando esse dinheiro para aí você buscar no mercado algumas opções para proteger e rentabilizar esse dinheiro que você está deixando de consumir.

PS: É bem isso mesmo: dívida e investimento não combinam e a partir do momento que começamos a eliminar as dívidas, começa a surgir as sobras e aí a partir disso temos flexibilidade no nosso orçamento de modo que possamos construir nossos sonhos, alcançar os nossos propósitos e, além do mais, ainda aqui no Brasil também não temos o foco tão bem estabelecido em termos de previdência e é um ponto que temos que prestar atenção; então o primeiro ponto é eliminar as dívidas e depois pensar em investir de forma mais direcionada.

 

EV: Exatamente! Porque, por exemplo, a gente tem uma cultura que falam nas cidades que é o seguinte: “você tem que limpar o seu nome para ter seu nome limpo para comprar mais financiado”. Então se você já teve um problema antes com compras parceladas, com financiamento, e você conseguiu ir lá e quitar sua dívida, o ideal é que agora você mude o jogo; só porque você limpou o seu nome e você tem crédito você vai comprar parcelado? Não! Eu quero que você mude o jogo, passe a ter uma sobra no orçamento, investir, ir lá e adquirir aquelas coisas e aquelas coisas realmente serão suas, porque você não fez uma dívida: você comprou com o recurso que você tinha. Então realmente você realizou um sonho.

Logo que fechou o mês de junho/19, saiu uma reportagem falando que quase 70% dos carros que rodam no Brasil são financiados. Então carro é o segundo sonho do brasileiro. E muitas pessoas falaram “estou investindo num carro”. Não, carro você não faz investimento, carro você não está aumentando o seu patrimônio; carro é um meio de transporte e normalmente você não ganha dinheiro com carro: você vai ter despesas, você vai ter desvalorização. E quando a gente pega esse dado que 70% compra um carro financiado, poxa, se todo mundo estivesse bem mesmo para trocar de carro, será que precisaria de financiar e pagar juros altos? Então as pessoas têm que tomar muito cuidado com essa questão de mudar o jogo, de sair de uma pessoa totalmente devedora para ser um investidor e um comprador consciente.

Por exemplo, na questão do carro, a gente vê muito as pessoas financiando até 100% do valor de um carro, comprando um carro até sem entrada – e isso eu não recomendo, porque você paga juros mais alto, você vai pagar um carro e muitas vezes compra um e paga dois e ao final de 5 anos que você pagou esse carro, ele vai estar valendo a metade do valor do que valia ou até menos. Então as pessoas têm que tomar essa consciência de mudar o jogo.

Por exemplo: qual que a dica que eu falo para as pessoas comprarem um carro ou uma moto: tenha o objetivo de juntar pelo menos 50% do valor do carro ou da moto, isso aí poupando todos os mesmos, guardando, escondendo o dinheiro, e a partir do momento que você tem 50% você vai lá e financia os outros 50% em no máximo 36 parcelas, porque aí em 3 anos você tem o seu carro ou sua moto pagos, sejam eles 0km e, principalmente, se eles forem já veículos usados – então o ideal é que você financie no menor prazo possível.

Então é uma mudança de jogo, uma mudança do mindset, de pensar que você deve poupar, você deve juntar para depois gastar. Todo mundo ensina que, por exemplo, você vai comprar um carro, vai comprar uma televisão, vai comprar um celular, eles não colocam o preço do celular na loja: eles colocam o valor da prestação que cabe dentro do orçamento. Então as pessoas têm que tomar muito cuidado com isso até, Phillip, por conta desse histórico de endividamento das pessoas comprarem, comprarem, comprarem parcelado e até com essa crise que a gente enfrentou nesses últimos anos, em que várias pessoas perderam o emprego e diminuíram renda e tinham prestações a perder de vista no orçamento tiveram sérios problemas.

Então a gente não quer que que isso aconteça de novo, novamente; mas se as pessoas tiverem o planejamento de ter o mínimo de uma reserva financeira, um dinheirinho guardado, é isso que é uma segurança, uma tranquilidade que a gente quer passar, nós, os planejadores financeiros (eu e você), querem passar para as pessoas essa cultura de quanto é importante você pensar no seu futuro, você comprar aquilo que cabe em seu orçamento e principalmente tirando os juros contra você; e a partir do momento que você passa a ser um investidor, você traz os juros a seu favor, não é isso Phillip?

PS: Exatamente: é fazer o dinheiro trabalhar para a gente e não a gente trabalhar para o dinheiro ou pagando juros, pois essa é uma situação bastante complicada.

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E como falamos, o Cambly é o único on demand. O aluno do Cambly pode escolher fazer aulas com hora marcada, ou então pode se conectar na hora com um professor que estiver online. O que é maravilhoso para quem tem rotina corrida!

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PHILLIP SOUZA: Erasmo, uma pergunta muito comum dos ouvintes do Investidor Inteligente é a seguinte: em que tipo de aplicação ou investimento quem está iniciando deveria pensar em investir?

ERASMO VIEIRA: O primeiro investimento que eu oriento para as pessoas é construir uma reserva financeira de emergência. E essa reserva financeira de emergência, como que oriento para as pessoas: que ela tenha, dependendo de cada pessoa (por exemplo: tem pessoas que são funcionárias públicas federais que recebem e nunca atrasam, tudo beleza; tem os funcionários, os servidores que, por exemplo, em Minas Gerais que está atrasando e parcelando os salários dos funcionários; tem aquele que não tem uma renda fixa, tem um empreendedor que tem uma renda variável), a primeira reserva que as pessoas devem fazer é uma reserva financeira de emergência.

E como calcular essa reserva? O ideal é que você tenha de três a pelo menos seis meses do seu custo mensal guardado como reserva financeira. Então se acontecer alguma coisa, se o salário não vier, se o faturamento não vier, se acontecer um gasto extra durante o mês, você não precisa de entrar no cheque especial, você não precisa de pagar o parcelado do cartão de crédito, você tem uma reserva financeira para bancar essa questão.

E essa reserva é importante que as pessoas pensem, principalmente, a gente está iniciando o mês de agosto com uma notícia que a Taxa de juros da Selic caiu; então quer dizer o quê: que muitas pessoas vão falar e podem criar até uma desculpa assim “como a taxa de juros caiu, agora o rendimento não vai render nada, agora não vou guardar”. Então as pessoas podem usar essa desculpa, mas, eu falo o seguinte: quanto que você tem para guardar todo mês? Se você não tem nada e você vai começar com 100 reais, olha, 100 reais, comece pela velha e boa (Caderneta de) Poupança mesmo (“ah, mas a poupança não rende nada“), mas nesse nicho pode ser para essa reserva. A partir do momento em que você tem um pouquinho de dinheiro a mais, você pode buscar, por exemplo, um título do Tesouro – até ainda para compor aquela reserva financeira que falei de 3 a 6 meses da renda. A partir do momento que ele tem 5 mil reais, ele já tem outras possibilidades de investimento – existem fundos, fundos de investimento que aí você até consegue diversificar um pouco.

Uma das coisas, Phillip, que tenho falado muito com essa queda na taxa de juros, é que as pessoas vão ter que começar a estudar e a entender um pouco do mercado de renda variável. No Brasil a gente não vai poder ficar somente com a questão da renda fixa, somente.

E eu quero até citar um exemplo aqui, porque eu tenho um curso que ensino as pessoas a cuidar da renda, a serem investidoras, e uma das aulas desse curso foi gravada por um alemão que é o meu mentor, que é o Hans. E o Hans estava me ensinando e explicando, e eu achei fantástico, como que é a educação financeira na Alemanha, como que ele recebeu educação financeira dos pais. Então desde criança o pai dele falou, “olha: você tem que ter 4 coisas na sua vida financeira: 1) você tem que ter um imóvel, trabalhar para ter uma casa própria; 2) você tem que ter ações de grandes empresas (isso é cultura alemã); 3) você tem que ter dinheiro disponível (dinheiro não é crédito; é dinheiro disponível); 4) e você tem que ter segurança através de seguro de vida, seguros de saúde na sua vida”. E esse quadrante, esses 4 pontos, durante a vida do alemão, ele vai dividindo: uma hora ele tem um imóvel; outra ele não tem um imóvel ainda, mas já tem uma reserva financeira; mas ele tem um seguro de vida, ele tem um seguro de saúde que paga os custos de saúde – e eu achei fantástico de você desde a infância eles ensinarem que você deve ter ações de grandes empresas para compor o seu patrimônio.

E isso é uma coisa que, infelizmente, muitas pessoas ainda falam que, por exemplo: “ah… bolsa no Brasil é arriscar perder dinheiro”; tem que tomar muito cuidado porque hoje, se a gente caminhar com essa redução na taxa de juros, a gente tem que aprender a estudar um pouco do mercado de renda variável.

Agora, até fazendo um pouco do nosso trabalho, né Phillip, quando eu falo isso de estudar renda variável, eu falo que as pessoas devem também tomar cuidado se ela não conhece nada querer começar a investir em ações sem ajuda de um planejador financeiro, sem acompanhamento de um profissional, a chance de perder realmente aumenta, não é Phillip? No mercado existe várias possibilidades: depende do volume de dinheiro que essa pessoa tem disponível para começar a investir.

PS: Exatamente; também falo muito nos podcasts, nesse sentido que você também acabou de abordar: quanto mais elaborado o investimento (e consequentemente estamos falando de renda variável: ações, fundos imobiliários, e até fundos de ações mesmo, mercado futuro, etc.) mais conhecimento vai demandar do investidor, para que ele possa entender as possibilidades, possa entender os riscos e assim tomar um posicionamento. Porque senão, ainda mais com a Taxa Selic em 6% e pode ser que até o final do ano reduza ainda mais, o investidor que fica majoritariamente posicionado em renda fixa vai ter que se contentar com retornos menores ou aprender mais para ficar com sua carteira um pouco mais arrojada. E como você bem ressaltou: precisam de ajuda, principalmente porque a maioria das pessoas não conhece sobre investimentos e acaba só olhando rentabilidade, só olhando o que pode trazer para a vida dela em termos de retorno e muitas vezes correndo um risco desnecessário.

EV: É, exatamente isso. Tem um outro detalhe que eu gostaria de relatar. Ontem mesmo uma pessoa me procurou porque ela está recebendo um dinheiro de herança que veio da família dela de muitos anos. E ela quer investir esse dinheiro. Beleza! E isso pode acontecer com muitas pessoas. Porém, além de você se tornar um investidor e ter os juros a seu favor, o que mais faz o seu dinheiro, a sua reserva, crescer, seja com o objetivo de comprar alguma coisa ou um objetivo que você ressaltou que é muito importante e, principalmente, aproveitando essa época que está se falando muito de reforma da previdência, o brasileiro vai ter que ter ciência de que ele vai ter que construir o seu futuro financeiro: não é depender somente do INSS. E construir um futuro financeiro é uma reserva, uma previdência privada, mas as pessoas vão ter que ter essa consciência de durante a vida delas começarem a investir no futuro pensando na previdência.

E um detalhe, Phillip, que muitas vezes a gente está pegando um público mais jovem, muitas vezes o jovem fala o seguinte: “ah Erasmo… eu tenho que primeiro ganhar mais para começar a investir”. E esse é o principal erro das pessoas: se você ganhando o que ganha hoje, se você não consegue investir, provavelmente você vai conseguir ganhar mais, crescer profissionalmente, fazer mais dinheiro e provavelmente você não vai conseguir investir, se tornar um investidor, por quê? Por conta daquela questão que falei que dinheiro foi feito para gastar. E dinheiro na mão, a gente vai gastar, gosta mesmo de gastar, eu adoro gastar. Mas se você não tiver um propósito de investir esse dinheiro, seja para uma previdência, seja para qualquer objetivo que você tenha, você vai acabar gastando. Então, a principal coisa que eu ensino é: independente de quanto você ganha, você tem que se tornar um investidor. E é isso que a gente ensina no nosso trabalho como planejador financeiro.

PS: O mais importante nessa história toda, independentemente de quem ganha muito ou quem ganha pouco (ainda), não é o volume financeiro: mas o hábito. A partir do momento em que você se habitua a poupar uma quantidade ou um percentual de sua renda, reservado para investimento, reservado para os propósitos, quando ganhar mais vai ter mais ou menos o mesmo comportamento sem doer, porque já está habituado. E isso é fundamental.

E para terminarmos, Erasmo, qual é o mais importante conselho que você daria a quem está começando a investir?

EV: Cuidado com os modismos e com as mágicas financeiras. “Ah investe ali que você vai ter 5% ao mês garantido, 10% ao mês garantido”. Temos muitas correntes agora falando em investimento em criptomoedas, em coisas para você ganhar 1% ao dia ou mais, olha: muito cuidado! Muito cuidado! Eu conheço gente que investe, eu conheço gente que ganha dinheiro com isso, mas não invista dinheiro que você não possa perder. É aquela questão de fazer um mix de investimentos, de ir buscando as melhores oportunidades no mercado, tendo sempre aquela reserva de emergência com uma boa liquidez, com uma boa disponibilidade. Igual, outro dia, peguei um investidor que falou assim “ah meus investimentos estão todos em 110%, 120% do CDI”; eu falei “ótimo! E qual a liquidez deles?”: “3 anos”. Então, ele está com o rendimento acima do CDI, está ótimo, mas em 3 anos ele não pode mexer no dinheiro.

Então as pessoas têm que tomar cuidado com isso, não é só rendimento – você tem que ver também a disponibilidade, porque igual a gente tem uma cultura que é errada; as pessoas já chegaram e falaram: “estou investindo em um consórcio”. Consórcio é uma modalidade de compra, quando você está guardando seu dinheiro em um consórcio, se você precisar do seu dinheiro daqui 3 meses, 4 meses, 10 meses, se você não for sorteado o dinheiro não é seu. Ele está preso. Então as pessoas têm que tomar muito cuidado com os tipos de investimento. Por isso que é bom conversar com uma pessoa, tirar dúvidas, e não é só porque “a sua família sempre investiu em imóveis e que imóveis é sempre o melhor negócio”; ou que as pessoas investem, como falei mais cedo a questão do carro, só se você for negociante de carro, aí você pode ganhar dinheiro com carro. Então você tem que saber muito bem o tipo de investimento que você vai fazer.

E uma outra coisa que as pessoas me perguntam sempre, Phillip, até pegando esses jovens aí, que muitas vezes o jovem tem o espírito empreendedor, ele quer empreender e ele quer começar sem dinheiro nenhum. Então, cuidado com esse “começar sem dinheiro nenhum” ou começar com dinheiro emprestado porque aí você tem um sócio, que você trabalha e você paga juros para esse sócio; talvez pode ser o banco quem te emprestou o dinheiro.

Então cuidado ao fazer um investimento em um empreendimento, eu acredito muito que o empreendimento, você empreender é uma das formas mais corretas de você fazer um dinheiro mais rápido, mas também não existe mágica: tem que trabalhar muito, tem que colocar tudo na ponta do lápis, para você não errar em seus investimentos: seja investimentos financeiros, seja investimentos em coisas físicas, em bens e até empreendimentos. Essa é a dica principal que eu falo.

PS: Maravilha! Então ficamos por aqui, pessoal! Mais uma vez te agradeço, Erasmo, pela entrevista, pelas dicas valiosíssimas e que os ouvintes possam usufruir de suas orientações de modo a se tornarem um investidor mais consciente e que o investidor iniciante tenha um norte daquilo que ele precisa fazer e prestar atenção, especialmente em relação aos seus propósitos. Muito obrigado pela sua participação!

EV: Foi um prazer e as pessoas que quiserem contato com a gente estamos nas mídias sociais, Erasmo Vieira, e também no site erasmovieira.com.br

Espero que tenha gostado do episódio de hoje! Como o Erasmo Vieira disse: invista em resolver suas dívidas primeiro, defina bem os seus propósitos para poupar e investir com foco, gaste com consciência e sabedoria e viva em paz com o seu dinheiro!

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Ficamos por aqui e até a próxima semana com mais uma dica do Investidor Inteligente!

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