Ouça agora este podccast!“045 Manual para sair de casa – parte 3”

Olá, sou Phillip Souza, o Investidor Inteligente, do site DicasCurtas.com.br. Meu objetivo é ajudar a fazer com que você se transforme em um investidor inteligente que usa bem o dinheiro para alcançar seus objetivos de forma financeiramente saudável com foco em qualidade de vida. Todas as semanas estarei aqui com vocês compartilhando dicas para construirmos caminhos que levam à conquista de objetivos, à superação de desafios e também à independência financeira. Para ter acesso às dicas é bem simples: basta assinar ao podcast e acompanhar todas as semanas o Investidor Inteligente.

Nos dois últimos podcasts passamos por todos os pontos principais necessários para você construir sua independência, viver a sua vida longe do ninho. Tem muita coisa para ser trabalhada, ser estruturada, mas se esse é realmente o seu desejo, não tem outro caminho: é trabalhar e desenvolver.

Hoje vamos terminar a mini-série sobre como você pode construir sua independência e sair de casa, com o objetivo de morar sozinho. Continua comigo!

Pronto. Nos dois últimos podcasts passamos pelas principais áreas da vida econômica de um ser humano, pensando, pesquisando, refletindo, anotando, calculando – em detalhes. E aí você chega à terrível conclusão que, com a remuneração que você recebe atualmente, não tem a mínima chance de sobreviver nesse mundão. Pois bem, se você chegou à essa conclusão agora, agradeça. Pois é melhor saber disso agora do que dar um passo maior que a perna e tomar aquela rasteira da vida porque você não estava suficientemente preparado. Não estou querendo te colocar medo. Quero te trazer o senso de responsabilidade, mas também vou te apontar um caminho muito interessante.

 

E se eu rachar a conta?

Talvez você desde o início dessa mini-série esteja pensando: “eu posso dividir as contas com um amigo, irmão ou quem quer que seja”. Pode. Mas quer a verdade? O adequado seria dividir porque você quer uma companhia, porque gosta de morar com um companheiro que escolheu – se você não tem condição de se sustentar sozinho para quê vai sair da casa de seus pais?

Sim, é mais fácil e comum sair da casa dos pais para morar com alguém do que sozinho. Se a sua ideia for rachar a casa ou apartamento com alguém combine previamente como o esquema vai funcionar – da divisão das contas à louça na pia; da comida na geladeira à hospedagem de amigos e familiares. Convivência é um negócio muito delicado e entender e respeitar as regras é fundamental para a coisa fluir – acho que você começa a me entender o porquê de ter condições de se manter sozinho, certo? Procurem, em todo caso, fazer uma revisão das contas ao menos uma vez por semana para verificarem o que cada um gastou e acertar o que for preciso. Pontualidade é essencial, já que as contas têm data para vencerem – e deixar o outro na mão (especialmente se for frequente) abala a convivência e a ideia de morar juntos visando rachar as despesas começa a ficar inviável. Uma orientação importante é a seguinte: é bom que a pessoa mais organizada fique responsável por pagar as despesas fixas, como o aluguel e as contas. Os gastos com alimentação ou gastos menores (chocolate, cerveja, etc.) podem ser pagos individualmente. Correndo o risco de ser redundante: se for morar junto é ESSENCIAL ter TRANSPARÊNCIA e REGRAS CLARAS e entendidas.

E aqui abrimos questionamento para outro ponto MUITO IMPORTANTE, nada a ver com dinheiro e sim com a saúde dessa decisão, que pode impactar muito mais que só a sua vida financeira: como é que funciona a sua relação com sua família? Quais são as razões para sair de casa? Será que é por que a relação já está insuportável? Sair de casa sem resolver ou pelo menos amenizar os problemas no seio familiar pode até te trazer alguns benefícios, mas pode também te trazer prejuízos emocionais significativos. Se existem conflitos, como que essas questões podem ser melhoradas ou resolvidas junto à sua família? Esse é um ponto muito delicado, mas que deve sim ser considerado: reserve um tempo para pensar e para escrever suas razões em relação à essa decisão – não se engane: escrever te força a organizar seus pensamentos; tem mais valor nesse simples gesto do que se pode imaginar.

 

Planejamento

Entenda: não há uma data certa para sair de casa, mas é importante viabilizar esse projeto. Se você fez as contas e viu que não dá, o primeiro alvo que você deve ter, ainda dentro da casa de seus pais ou responsáveis, é constituir uma boa reserva de emergência. Pode servir para os primeiros meses ou o primeiro ano, caso tenha que fazer ajustes que não considerou em todo planejamento (errou para menos), cobrir imprevistos ou mesmo uma perda de emprego. Qual o tamanho dessa reserva? Não sei. Posso te dar um alvo, se quiser: o equivalente a um ano de despesas da nova casa. Com tudo o que discutimos, que foi pesquisado e registrado você encontra essa cifra. Como? Basta multiplicar a despesa (estimada) mensal por 12. O seu esforço de poupança para a formação dessa reserva deve ter como alvo algo em torno de 50% a 70% do que você recebe, se possível. Sim, é provável que você tenha que abrir mão de algumas coisas nessa fase; mas se seu desejo realmente for forte, se a sua independência realmente valer a pena, você conseguirá. E onde aplicar esse dinheiro? Cada caso é um caso, mas você pode pensar, a princípio, em investir pelo menos no Tesouro Direto, especificamente no Tesouro Selic. Abra conta em uma corretora de valores (a abertura é gratuita) e comece a investir com o propósito de formar sua reserva de emergência.

Talvez, depois dessa multiplicação você se depare com um número razoavelmente grande. Mesmo que seja uma vida simples, ainda são, provavelmente alguns milhares ou dezenas de milhares de reais. É necessário saber quanto você ganha e quanto você gasta para poder manter sua independência. E nem sempre, em um primeiro momento, é possível. Parece impossível. Mas não é. E agora vamos tratar do ‘como fazer’ essa reserva possível e de como dar conta de todas as despesas e responsabilidades financeiras que custam a sua independência.

 

Reserva financeira

O dinheiro depois de todas as contas não é suficiente. Está faltando. E aí? Aí que entra a avaliação das características da sua vida, das suas habilidades já desenvolvidas e das habilidades que precisam ser desenvolvidas. É necessário aprender a fazer mais dinheiro através de rendimentos extras. Se você tem um trabalho principal, dedique-se a ser o melhor o tempo todo enquanto estiver no emprego. “Ah… eu não gosto desse trabalho”, você pode dizer. Não importa. Ali existem habilidades a serem desenvolvidas e lapidadas talvez em nível de maestria, que você pode fazer diferente, pode entregar muito mais em valor (que não tem a ver com dinheiro nem com preço) para as pessoas com as quais você tem contato. Se você não tem um trabalho principal, pode considerar conseguir um e também usar as ideias a seguir para, quem sabe, desenvolver um novo ou novos negócios.

Por exemplo: se você trabalha com atendimento ao cliente (seja em uma loja, em algum shopping, em um call center, onde for!) existem várias habilidades nessa atividade: comunicação e sobre-entrega – no mínimo. Se você se esforçar para atender bem o cliente, com boa vontade, entendendo que você é um servo dele naquele momento, escutando com bastante atenção, com cuidado, procurando entender o que o cliente realmente quer, perguntando para esclarecer qualquer dúvida aparente, transmitindo o sentimento que vocês são parceiros e você quer atende-lo com excelência, você com certeza elevará o seu nível de atendimento e se destacará entre muitos que querem se livrar do cliente ou apenas tirar pedidos. Se parte da sua remuneração vier por comissionamento e não vier a venda, isso não importa nesse momento: importa você ser o melhor mordomo do mundo para aquela pessoa naquele momento. As pessoas estão tão carentes de atenção e cuidado que se fizer isso (de preferência com um rosto sorridente e agradável – inclusive ao telefone, pois seu sorriso “passa” através da voz) você acabará se tornando um ímã humano. É mágico.

E se você não gosta desse trabalho, faça o melhor enquanto estiver ali, com toda dedicação e empenho e… procure outro trabalho que te agrade mais. Não é incomum, inclusive, oportunidades aparecerem a quem se destaca: sejam oportunidades através do seu próprio empregador, seja através de outras pessoas externas ao negócio – inclusive os clientes. Cuidar da outra pessoa, servindo-a, faz a diferença. Aliás: faz toda a diferença. A maior fonte de valor e de receita está nas pessoas. Eu vou repetir para destacar: A maior fonte de valor e de receita está nas pessoas.

Deixe-me, agora, diferenciar o que se trata valor: Valor é tudo aquilo que produz ou pode produzir boas emoções na outra pessoa. Por exemplo: até agora eu te conduzi em uma série de reflexões e exercícios que te mostraram uma realidade que não é nada cor-de-rosa; uma realidade que se você não tomar cuidado pode se tornar o seu pior pesadelo. E se eu parasse aqui já teria te entregado muito valor, pois só essa consciência, só essas reflexões e conhecimento transferidos seriam suficientes para você tomar muito cuidado e se planejar muito bem em relação à essa decisão. Qual é a boa emoção aqui? Não, não é medo: é a sensação e a ideia de alerta! A conversa te levou a refletir sobre como você pode sentir a emoção da segurança em relação à tomada de decisão de sair de casa. Quem me dera tivesse alguém me explicando isso tudo há uns 10 anos! Mas “tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu”.

Portanto, observe: produzir boas emoções nas outras pessoas. Como se produz emoções nos outros? Comunicação. Através da comunicação (escrita, visual e, principalmente, falada) nós temos o poder de provocar emoções nos outros – nessa linha de raciocínio, provocar boas emoções. Então, se eu puder dar uma dica de ouro para você que está me acompanhando até agora é: invista em aprender a se comunicar bem. Eu não me refiro a somente falar bem, corretamente. Eu me refiro a saber fazer boas perguntas, com intencionalidade; a usar sua voz (tom, velocidade, clareza, etc.) de maneira proposital; a aprender a escutar com atenção (e a fazer perguntas se não tiver entendido alguma coisa). Eu me refiro a investir e lapidar desde cedo a sua habilidade em se comunicar.

Mas o que isso tem a ver com ganhar mais dinheiro? Tudo a ver. Se comunicar bem, com clareza e com intencionalidade é a base da principal habilidade para se fazer muito, mas muito dinheiro: vendas. E não me refiro somente à ideia estereotipada de venda de produtos porta-a-porta, que todo mundo tem na cabeça. Eu me refiro à ideia de você se vender como pessoa; de você aprender a vender bem suas ideias; de colocar valor (boas emoções) e vender produtos, serviços, ideias, negócios – e o sucesso disso tudo depende necessariamente de uma comunicação de excelência.

Onde você pode aprender a se comunicar bem? Hoje, devido à internet, a informação está disponível para qualquer pessoa, basta saber perguntar para os sites de busca (opa! Boas perguntas, de novo!). Vídeos, blogs, sites, e-books, existem muitos materiais disponíveis. O detalhe é: informação está disponível para todos; conhecimento não. Nesse caso, conhecimento se refere à ideia de informação processada, experiência, organização, metodologia que funciona. Esse tipo de coisa não está disponível. Na loja do meu site (www.PhillipSouza.com.br/loja) você vai encontrar um curso profundo de vendas (Vendas Extraordinárias) criado pelo meu professor de programação neurolinguística que fez a minha comunicação profissional e pessoal evoluir em décadas. Trabalha-se desde a mentalidade, passando por construção de valor em diversos aspectos, diversos tipos de produtos (você mesmo, produtos físicos, serviços, ideias, negócios, etc.), estratégia de estudo de mercado, neurovendas e as fases da venda. É um material poderoso. Se achar que vale a pena, dá uma olhada e confira. É o tipo de investimento que fez e faz a diferença para mim e pode fazer total diferença para você – mesmo.

Compreenda: todo esse processo de evolução, de desenvolvimento e de planejamento não acontece de uma hora para outra. Talvez isso exija de você alguns meses ou mesmo alguns anos. Mas vai valer muito a pena.

O sucesso demora, dói e dá trabalho. Se você pensa diferente disso ou tem um conto de fadas em sua cabeça, me desculpe: trate de arrancar essa ilusão de sua mente e de seu coração. Vai doer menos. Planejar, fazer as coisas bem-feitas, criar estruturas financeiras para sua vida demora. Estudar demora. Tudo isso exige energia, esforço e dedicação. Exige trabalho. Exige paciência. Conforme diz em Provérbios 16:32:“Melhor é o homem paciente do que o guerreiro”.

Resumindo: planeje-se. Esforce-se. Estude. Desenvolva-se. Trabalhe. Plante. Crie estruturas. Só assim você será independente e poderá sair de casa com segurança e firmeza.

Espero que tenha gostado dessa mini-série. Compartilhe essa informação com seus amigos, seja enviando links, ou marcando todo mundo na postagem da fan page do Facebook do Investidor Inteligente. Aproveite e assine o podcast do Investidor Inteligente do DicasCurtas através do aplicativo de podcast de sua preferência. Assim, você receberá uma notificação sempre que um novo episódio estiver disponível. Vale lembrar que o Investidor Inteligente também está no Spotify. Conheça os outros experts e suas dicas super bacanas através do site www.DicasCurtas.com.br.

Ficamos por aqui e até a próxima semana com mais uma dica do Investidor Inteligente.

Investidor Inteligente do Dicas Curtas

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