Passeando pelos derivativos, nesse episódio vamos começar a tratar de um mercado temido pelos investidores: o Mercado de Opções.

Muitas pessoas não sabem, mas, ao dominar o mercado de opções, o investidor pode operar ações com risco controlado ou mais alavancado. De fato, o mercado de opções é um ambiente repleto de oportunidades.

Nesse mercado, os investidores encontram uma alternativa para evitar as oscilações do mercado ou até uma forma de alavancagem de carteira – ou seja, tentar obter retornos acima do que tem para investir, porém com riscos maiores. É aquela máxima: se você não sabe bem o que está fazendo, estude bastante primeiro; e quando for testar, teste com o mínimo capital possível. É aqui que muita gente erra: e, tratando-se de derivativos, você já deve ter entendido: sempre existe algum tipo de alavancagem, por isso o risco tem que ser muito bem gerenciado. Vamos entender de uma vez por todas o que é o mercado de opções e como ele funciona, e no podcast seguinte falaremos sobre vantagens, riscos e algumas estratégias.

Esse é o podcast do Investidor Inteligente que todas as semanas traz para você informações valiosas sobre sua vida financeira, respostas sobre como usar melhor o seu dinheiro de maneira mais harmônica, procurando te ajudar na importante tarefa de se tornar mais sensível à sua vida financeira para cuidar bem do seu dinheiro.

Eu sou Phillip Souza, consultor em finanças e terapeuta financeiro, mentor em educação psicofinanceira especialista em inteligência financeira, o expert em Finanças e Investimentos do Dicas Curtas. Você me encontra nas diferentes redes sociais através do @phillipsouzabr e também no meu canal no YouTube, Phillip Souza.

Tenho o nobre e ousado objetivo de te auxiliar a destravar a sua mentalidade e te ajudar a entender que a prosperidade também é para sua vida: ao usar bem o seu dinheiro você pode desfrutar de qualidade de vida, fazer com que ele sobre e investi-lo para realizar seus sonhos e objetivos! E, dessa forma, poderá se comportar de forma mais sábia e próspera em relação às suas finanças, transformando-se em um investidor ainda mais inteligente.

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Ouça “198 Mercado de Opções: introdução e conceitos-chave” no Spreaker.

O que são as opções?

As opções são contratos onde se negocia o direito de comprar ou vender um ativo – e isso daqui é o que mais dá nó na cabeça do investidor: você ainda não tem o ativo de fato, apenas tem o direito de fazer alguma coisa com ele. No mercado financeiro você tem o direito ou de comprar ou vender alguma coisa, portanto as opções te dão o direito, por um determinado período, de comprar ou vender um lote de ações (por exemplo) por um preço fixado – que também é chamado de preço de exercício ou strike.

As opções são um ótimo instrumento de defesa para fazer hedge de seus investimentos – ou seja, proteger seus investimentos. Mas também podem ser usadas para alavancagem – ou seja, com o aumento de risco das operações mirar em ganhos maiores.

Como já disse, o mercado de opções está inserido dentro do mercado de derivativos; portanto todas as operações têm alavancagem: você sempre vai operar com volumes maiores do que se vê na tela, sendo que oferecerá como garantia apenas parte do valor da operação.

Embora muitas pessoas acabem se assustando com a aparente complexidade desse tipo de investimento, que contém operações de futuros, a termo ou de opções, o mercado de derivativos pode ser entendido com facilidade. Recordando: esse mercado se baseia na negociação de contratos que dependem (ou seja, “derivam”) de outros ativos. Eles servem para transferir riscos de flutuações a terceiros por um valor (que é o que chamamos de “prêmio”).

Como a temática desse podcast é sobre o mercado de opções, nada mais justo do que exemplificar com opções das ações da Vale. Vamos construindo raciocínio aos poucos. Vamos lá: assim como qualquer ação, as ações da Vale variam enquanto o pregão estiver aberto, certo? Portanto, a cotação da opção da Vale varia de acordo com o valor das ações da Vale no pregão. Eu tive um professor que fez uma analogia super bacana sobre ações e opções: enquanto a ação é um cachorro super feliz quando te vê, todo animado, todo empolgado, saltitante, as opções são o rabo do cachorro – extremamente agitado! O que isso quer dizer? As ações oscilam, têm algum grau de volatilidade; as opções são muito mais voláteis e oscilam muito mais!

Jargões do Mercado de Opções

Vamos conceituar algumas definições que fazem parte dos jargões do mercado de opções. Como se trata de um contrato de derivativo, sempre existe um comprador e um vendedor e eles têm nomes diferentes.

Quem faz a compra de uma opção sempre será o TITULAR. Quem faz a venda da opção sempre será o LANÇADOR. Em um primeiro momento, eles não negociam o ativo em si e sim negociam o PRÊMIO. O prêmio é um valor monetário que garante o direito do Titular (aquele que pagou o prêmio) sobre a compra ou venda de um ATIVO-OBJETO. Tanto comprador quanto vendedor, ou seja, tanto titular quanto lançador precisam combinar um valor de venda ou compra no momento do contrato: esse valor de compra ou de venda é chamado de strike price (ou só “STRIKE”) ou preço de exercício.

Eu sei que são muitos nomezinhos e ideias diferentes, mas aos poucos isso vai ficando mais fácil. Continuemos.

Esse tipo de negociação é usado por investidores como uma forma de proteção para suas ações contra possíveis perdas devido aos riscos inerentes de operar na bolsa.

Qual a diferença entre o mercado de ações e opções?

Primeira coisa que eu quero dizer é que o mercado de opções não existe só para ações: existe opções para mercados futuros, para ETFs, para FIIs e vários outros ativos. Mas vamos usar o mercado de ações como base para que o raciocínio fique mais fácil.

Quando falamos em investimentos na bolsa de valores, muitas pessoas ainda confundem o funcionamento do mercado de ações com o mercado de opções. No mercado de ações acontece a negociação direta dos papéis, que representam uma cota de propriedade na empresa. Com alguns modelos e configurações diferentes, as ações tornam o investidor parte do quadro societário daquela companhia, podendo ou não ter direito ao voto. O investidor se torna sócio. Nesse caso, o valor da negociação depende da cotação de mercado da empresa no exato momento da transação de compra e venda.

Por outro lado, o mercado de opções negocia o direito da compra e venda dos ativos, no caso, das ações. Quem adquire uma opção, ou seja, paga por ela, paga um prêmio por ela, ainda não está investindo na empresa, mas garantindo que poderá fazê-lo no futuro com o mesmo preço de hoje. Em outras palavras: a compra de opções protege o investidor de ter de pagar no futuro um valor maior do que o que está sendo negociado hoje.

Como Funciona o Mercado de Opções

Vou dar um exemplo bem concreto para ilustrar o conceito.

Vamos começar pelo entendimento de como funciona uma opção de compra – que também é chamada de CALL

Digamos que essa situação fosse possível: eu quero comprar um apartamento específico para investimento que hoje tem o valor de R$200 mil, mas nesse momento eu não tenho o dinheiro todo para adquirir o imóvel. Fui em um prédio e lá tinha dois apartamentos iguais, de mesmo valor. Porém, eu combino com o vendedor (vou chamá-lo de Paulo) que se ele segurar um dos imóveis para mim até uma determinada data (por exemplo, no período de um ano) ele me dará a preferência e lá no futuro eu vou adquirir a casa por R$230 mil; porém, para eu ter essa preferência, eu preciso pagar um valor, um prêmio (R$20 mil, por exemplo).

Eu adquiri o direito de comprar esse apartamento pelo valor de R$230 mil até daqui um ano; por outro lado, Paulo tem a obrigação de me vender SE EU QUISER o imóvel pelo valor de R$230 mil até daqui um ano – passou disso ele pode voltar a oferecer o imóvel a qualquer outro comprador além de mim. E por que eu fiz isso? Porque apesar de não ter o dinheiro agora, eu acredito que o apartamento vá valer R$300 mil ao invés de R$230 mil.

Vamos pensar em duas hipóteses. Na primeira hipótese, passaram-se 12 meses e minhas projeções se confirmaram: o imóvel vale R$300 mil; diante disso, eu posso exercer meu direito de comprar a R$230 mil e (digamos eu consiga) vender o imóvel por R$300 mil. Nesse caso, tive um desembolso total de R$250 mil (230+20 do sinal) e um lucro de R$50 mil. Na prática, meu lucro real foi de 150% porque eu desembolsei apenas R$20 mil na operação, lucrando R$50 mil.

E se tivesse acontecido o contrário? Digamos que na segunda hipótese, após 12 meses, o valor do imóvel despencou para R$170 mil. Nesse caso eu simplesmente não exerceria meu direito de comprar e perderia apenas o sinal de R$20 mil.

Percebe que Paulo não perdeu nada? Mesmo o imóvel tendo desvalorização, com o sinal que ele recebeu ele fica na mesma situação. Caso venda o apartamento por R$230 mil, segundo o acordo, ele ganhou R$20 mil pelo sinal pago mais R$30 mil de ganho de capital.

Esse é um exemplo simples, concreto e perfeito sobre como funciona uma opção de compra, que vamos chamar a partir de agora de CALL. Eu fui o titular, Paulo foi o lançador, paguei pra ele o sinal (que é o prêmio) e o ativo-objeto era o imóvel, com preço de exercício (o strike) ajustado em R$230 mil. Em momento algum, até a data estipulada, eu tenho o ativo em si (é claro que eu poderia antecipar, se eu quisesse); o custo que tive comprando a opção foi o prêmio. Se tudo desse certo e até se o ativo valorizasse o preço acordado seria o strike (R$230 mil, nesse caso); e se nada desse certo ou se eu encontrasse uma oferta melhor, o máximo que teria perdido seria o valor pago – a opção “viraria pó”, deixaria de existir, esse compromisso por parte do Paulo deixaria de existir a partir da data fixada.

Eu entendo que são muitos conceitos e muitas ideias para digerir, por isso preferi dividir o assunto em duas partes. Até para quem é mais experiente, não é incomum confundir os conceitos nesse mercado; então vamos devagar e sempre! No próximo episódio vamos continuar a tratar do Mercado de Opções, mas agora ressaltando vantagens, riscos, operação e a ilustração de algumas estratégias.

Eu não sei se você sabe, mas o podcast dO Investidor Inteligente também pode ser um pouco seu! Acesse a transcrição no blog do Dicas Curtas caso queira deixar algum comentário para esse episódio! E você também pode participar mais fazendo a mesma coisa encontrando a postagem no perfil do Dicas Curtas tanto no Instagram (siga @dicascurtas) quanto na fanpage dO Investidor Inteligente no Facebook. Aproveita para seguir o perfil, curtir a página e as postagens, marcar seus amigos e compartilhar com eles o que você está aprendendo aqui!

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Todos os links estão na transcrição no blog e na descrição dos episódios.

Aproveite para escutar ou reescutar outros episódios que sejam importantes para você nesse momento. É muita informação e uma acaba se conectando a outras, fazendo uma mistura ainda melhor!

Lembre-se de cuidar bem de você, de sua família e de suas finanças!

Que Deus te abençoe! Aqui é Phillip Souza, e esse é o podcast dOInvestidor Inteligente!

Investidor Inteligente do Dicas Curtas

 

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