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No podcast anterior começamos a apresentar os conceitos-chave para entender o funcionamento do Mercado de Opções – ou, como gosto de chamar, o “mercado de compra e venda de privilégios”, privilégios sobre os ativos em questão, é claro.

Exemplifiquei de forma bem didática o funcionamento do Mercado de Opções fazendo um paralelo com a compra e a venda de imóveis, para que o raciocínio ficasse mais fluido e mais fácil. E definimos sistematicamente os principais conceitos-chave: se você escutou o podcast anterior você sabe o que é um titular, um laçador, um strike, uma CALL, uma PUT, por exemplo. Se estou falando um idioma desconhecido, volte no episódio anterior e re-escute para que seu raciocínio fique aquecido. Vamos continuar a aprofundar no entendimento do funcionamento do Mercado de Opções e apresentar algumas ideias e estratégias mais básicas com opções.

O Investidor Inteligente é o podcast que todas as semanas te ajuda a dar um upgrade na sua vida financeira te provocando a ampliar sua visão e te oferecer informações de qualidade sobre dinheiro, além de orientações e estratégias claras e específicas que podem mudar e melhorar completamente a relação com suas finanças seja para solucionar seus desafios, seja para alcançar seus mais ambiciosos objetivos, tanto de forma conceitual quanto de forma prática.

Eu sou Phillip Souza, consultor em finanças e terapeuta financeiro, mentor em educação psicofinanceira especialista em inteligência financeira, o expert em Finanças e Investimentos do Dicas Curtas. Você me encontra nas diferentes redes sociais através do @phillipsouzabr e também no meu canal no YouTube, Phillip Souza.

Meu propósito é te auxiliar a destravar a sua mentalidade e te ajudar entender que a prosperidade também é para sua vida: ao usar bem o seu dinheiro você pode desfrutar de qualidade de vida, fazer com que ele sobre e investi-lo para realizar seus sonhos e objetivos! Se comportando de forma mais sábia e próspera em relação às suas finanças você se transformará em um investidor ainda mais inteligente!

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Ouça “199 Mercado de Opções: vantagens, riscos, operação e estratégias” no Spreaker.

Vamos começar por esclarecer algumas perguntas muito comuns que sempre fazem sobre o Mercado de Opções.

A primeira delas é a seguinte:

Qualquer pessoa pode operar no Mercado de Opções?

Sim, pode. As opções são negociadas na Bolsa. Assim, qualquer investidor com uma conta em corretora pode operar pelo seu Home Broker.

Porém, é importante ressaltar que operações ou estratégias com opções são indicadas para todo e qualquer investidor que já possua alguma experiência na bolsa. Desde que se tenha um prévio conhecimento sobre o assunto, qualquer investidor pode iniciar sua jornada nesse mercado.

Outra pergunta natural é:

Vale a pena entrar no Mercado de Opções?

Só você mesmo, investidor, pode responder se vale a pena ou não operar no Mercado de Opções. Como qualquer aplicação financeira, é preciso avaliar primeiro seus objetivos com o investimento e, ainda, seu perfil de investidor. O uso das opções já é considerado um tipo de investimento bem arrojado por conta da alavancagem, então é bom saber o que se está fazendo antes de realizar qualquer operação.

Contudo, as vantagens são muitas quando você domina o mercado de opções; e as vantagens pesam na decisão de participar desse mercado.

Em relação aos outros investimentos, no Mercado de Opções existe a possibilidade de investir em qualquer tendência de mercado, tanto na alta quanto na baixa. Além disso, os custos de transação são menores e, com as opções, é possível fazer uma diversificação de estratégias de investimento diferentes das tradicionais. Você pode construir posições com um controle total sobre a zona de lucro, zona de prejuízo, custos e retorno máximo, conhecendo todos os riscos envolvidos, além de poder melhorar a rentabilidade da sua carteira por meio de operações estruturadas.

Uma oportunidade interessante é que o Mercado de Opções abre a possibilidade de o investidor alocar um volume financeiro menor do que os ativos-objeto, ou ainda, de alavancar com o mesmo volume de capital, porém assumindo um risco maior. Conhecendo e operando corretamente esse tipo mercado (o qual é destinado a hedge, ou seja, proteção) existem poucas desvantagens que podem ser controladas.

Existe uma necessidade de entendimento maior, é verdade, mas se você tiver um domínio razoável pode ter um arsenal poderoso a sua disposição. Saber estruturar operações no Mercado de Opções abre um leque sem limites de engenharia financeira, atendendo aos mais diversos objetivos e estratégias.

Vale lembrar que as incertezas políticas e econômicas também impactam as opções, que são derivativos de uma ação (que pode ter maior ou menor influência dependendo do que acontece); porém, no mercado de ações, é mais difícil montar posições.

Outra pergunta que se faz diante do contexto atual é a seguinte:

É arriscado investir em opções durante a pandemia?

De maneira resumida, podemos dizer que a pandemia não tornou mais arriscado o investimento no mercado de opções. Essa modalidade de aplicação traz um pouco mais de segurança para quem investe na bolsa de valores – que, convenhamos, é um ambiente arriscado por natureza.

Não é de hoje que o mercado de opções vem sendo encarado por investidores como uma alternativa para proteger seus patrimônios durante períodos de crise. Mas, como toda abordagem que dá mais segurança ao investidor, ele pode não ter os melhores retornos em comparação com a compra e venda direta de ações. Ao se proteger da desvalorização (comprando PUTs, por exemplo), é possível que você também acabe se blindando de aproveitar os lucros de uma possível retomada repentina.

Existem riscos no Mercado de Opções?

Se você quer se proteger utilizando o mercado de opções, os riscos são mínimos. Afinal, é como comprar um seguro: o valor do contrato é um investimento que defende você de possíveis surpresas. Ou seja, o risco ao ser titular de uma opção é de perder no máximo o prêmio pago, enquanto para o lançador de uma opção os riscos são ilimitados – por isso também que as corretoras geralmente exigem garantias tanto para CALLs quanto para PUTs: para PUTs o risco é do ativo chegar a zero; porém, o risco para as CALLs são maiores e realmente ilimitados, pois não existe limite superior para o preço de um ativo.

Todavia, como em toda lógica de ganho e perda, quando o risco é muito alto, a possibilidade de ganho também é. O lançador pode lucrar de duas formas: recomprando a opção por um prêmio de valor mais baixo do que o recebido quando a vendeu (nesse acaso, ele fecha a operação e não tem mais obrigação com ninguém) ou, simplesmente, esperando o contrato vencer e, assim, conseguindo o prêmio sem nenhum custo adicional ou prejuízo.

Como Investir no Mercado de Opções

Entendidos os riscos, vantagens e razões para investir no Mercado de Opções, só falta aprender como fazer isso. É o que vou ensinar a partir de agora, destacando o ambiente onde isso acontece:  o home broker.

Home broker

As opções são consultadas normalmente pelo Home Broker, como se consulta um ativo qualquer, bastando para isso o conhecimento prévio da sua série (ou seja, sua nomenclatura), que pode ser facilmente conseguido no próprio ambiente virtual. Uma vez identificada a opção desejada, resta executar a compra ou venda pelo Home Broker ou pela Mesa de Operações da sua corretora.

No entanto, vale lembrar que você deve ter um perfil de investidor agressivo para começar a operar opções. Como disse antes, trata-se de um mercado mais arrojado e o perfil agressivo combina com operações desse tipo de instrumento financeiro.

Qual o lote mínimo de opções?

Ações são comercializadas em lotes e, mais recentemente, o fracionamento desses lotes abriu o mercado para investidores de menor calibre. A mesma lógica de comercialização se aplica também ao Mercado de Opções, com uma pequena diferença. O padrão mínimo para os lotes de negociação de opções conta com 100 unidades.

Diferente do mercado acionário, porém, a negociação de opções não tem a possibilidade de fracionar para quem quiser comprar ou vender um número menor: a negociação é feita de 100 em 100.

Entenda os códigos das opções

No pregão da bolsa de valores, a negociação dos diferentes ativos, inclusive das ações, ganha agilidade por meio da adoção de um sistema de códigos. Todo título negociado no Mercado de Opções da B3 conta com cinco letras e dois ou três números. As quatro primeiras letras referem-se ao ativo-objeto, a quinta letra ao mês de vencimento e os dois ou três números ao strike da opção.

Há muitos anos essa codificação era mais simples, com cinco letras e dois números; mas como o mercado de opções cresceu e evoluiu, houve a necessidade de aumentar a complexidade dos códigos para que pudéssemos ter strikes de datas mais a frente, um, dois e até três anos mais adiante. Portanto, antes de montar uma operação confira o strike e a data de vencimento na lista de opções no site da B3.

Só para ilustrar: digamos que eu esteja vendo uma opção de código PETRD35, por exemplo. Nesse caso, temos identificado que se trata de CALLs (opções de compra) da Petrobrás (PETR é sua sigla na bolsa), com vencimento para abril (por conta da letra D ser a quarta no alfabeto e abril ser o quarto mês do ano) e preço de exercício -strike- é de R$35 (lembrando que atualmente mesmo que o código seja com dois números vale conferir se o strike é o mesmo do código de referência).

Sobre as letras que se referem aos meses é muito simples: são 12 meses e 2 possibilidades de opções: CALLs e PUTs. As letras A, B, C, D, E, F, G, H, I, J, K e L referem-se aos meses de vencimento das CALLs (de janeiro a dezembro, respectivamente) e as letras M, N, O, P, Q, R, S, T, U, V, W e X referem-se aos meses de vencimento das PUTs (de janeiro a dezembro, respectivamente).

Opções binárias

Antes da gente passar para as estratégias, eu quero esclarecer rapidamente uma coisa: opções binárias. Eu posso até voltar nesse ponto em outro podcast, mas quero deixar transparente algumas coisas.

O mercado de opções binárias é altamente especulativo e dá ao investidor a alternativa de “apostar” na queda ou na alta da cotação de um ativo. Na lista de aplicações que podem ser consideradas no mercado, estão diversos títulos, ações, commodities e até mesmo moedas estrangeiras. Dentro da modalidade, a valorização ou desvalorização do ativo pode ocorrer em curtíssimos períodos de tempo, que variam entre 15 segundos e 30 minutos.

Esse é um tipo de investimento que não é ofertado pela B3 e é um investimento internacional: diante disso, não existe respaldo pela Comissão de Valores Mobiliários. Portanto, tome bastante cuidado!

4 estratégias básicas para começar a operar no Mercado de Opções

Nesse ponto, eu quero que você escute com bastante atenção e, se for o caso, vá pausando o episódio para poder desenhar a operação, de modo que possa entende-la.

Vale ressaltar que tudo o que foi apresentado até agora, tanto nesse episódio quanto no anterior, é apenas o básico do básico e existem variáveis que não me aprofundei que impactam a forma como as opções se comportam, principalmente sobre o comportamento de variáveis no modelo de precificação de opções como o Black-Scholes (delta, gama, theta e vega), o que é uma opção in-the-money, at-the-money ou out-the-money e outras informações que são mais avançadas que podem merecer atenção.

Não precisa se tornar um super especialista para operar opções e nem qualquer outro instrumento financeiro; mas procure ter o entendimento do que está acontecendo e quais são os riscos envolvidos a cada operação, além de testar com pouco capital, principalmente nas primeiras vezes em que você estiver aprendendo a dinâmica desse tipo de instrumento financeiro.

Vamos falar de algumas estratégias mais simples para começar a operar no mercado de opções. Operar no mercado de opções é fácil: basicamente é comprar ou vender, nesse caso, comprar ou vender CALLs ou comprar ou vender PUTs. E o que faz diferença nos seus resultados é fazer uso das estratégias certas. A partir de agora, vamos destacar as 4 estratégias mais simples para você começar.

1. Compra de Opções “a seco”

Uma boa estratégia de investimentos não pode nunca apostar em apenas um destino para aplicar o capital e dali esperar bons lucros.

Nesse sentido, a combinação de opções é uma abordagem inteligente para proteger sua carteira, alavancar os ganhos e ainda gerar renda passiva.

É sempre válido se inspirar em exemplos de sucesso para investir em opções.

Como primeiro exemplo, vamos considerar que você adquiriu 1000 CALLs (você pagou por 1000 opções de compra) pelo prêmio de R$0,50 por um lote de 1000 ações da Petrobras com o strike a R$30. Ou seja, gastou R$500 em prêmio nessa operação.

No prazo estabelecido, se as ações da Petrobras estiverem a R$32, você concretiza o seu lucro; exerce o direito de comprar a R$30 e vende a R$32 no mercado, lucrando R$2.000 menos os R$500 que você pagou. Nesse exemplo o ganho foi de R$1.500 ou 200% de ganho na operação. Se isso acontece é um excelente, não?

O exemplo contrário é positivo também.

Digamos que você adquire 1000 PUTs de um lote de 1000 ações da Petrobras pelo prêmio de R$0,50 por opção. O prêmio pago foi o mesmo, R$500. Digamos que o strike seja o mesmo, de R$30.

Só que as ações da Petrobras chegam a R$25 na data de vencimento. Como o outro investidor possui a obrigação de comprar de você (ele é o lançador) e você o direito de vender para ele (você é o titular), você pode exercer o seu direito e vende 1000 ações por R$30, e recompra no mercado por R$25 para fechar a operação, efetivando um lucro de R$4.500, descontando o prêmio pago (que foi R$500). Nesse caso, você teve uma rentabilidade de 800% em relação ao seu custo.

Se em ambos os casos nas compras das CALLs ou das PUTs o cenário fosse o contrário (no caso das CALLs os preços caíssem e no caso das PUTs os preços subissem), bastaria você não exercer o seu direito, tendo como prejuízo máximo apenas o prêmio pago pelo contrato de opção.

2. Financiamento ou Venda Coberta

Essa é a estratégia com opções mais básica que funciona super bem para quem está iniciando. Ela é capaz de ajudar o investidor iniciante de três formas: 1) é fácil de entender; 2) dá para ganhar com a lateralização ou com a alta; e 3) dá para ganhar com a passagem do tempo.

Funciona assim: você tem uma carteira de ações e vende CALLs na mesma quantidade com o fim de rentabilizar o seu portfólio (ou seja: você recebe dinheiro (que é o prêmio), se torna lançador de opções de compra e, portanto, fica obrigado a vender as ações se for exercido).

Por exemplo: você adquiriu 1.000 ações por R$30. No mesmo dia, você faz o lançamento de CALL (torna-se o lançador de opções de compra), com strike em R$32 e um prêmio de R$0,50 por opção. Ou seja: nessa operação você produziu uma renda de R$500 no curto prazo com suas ações.

Conforme você já entende, existem dois cenários possíveis: caso as ações subam a R$35 e você seja exercido ao valor combinado de R$32, você lucra R$2,50 por ação (o prêmio da opção a R$0,50 mais R$2,00 da diferença dos ativos, R$32 da venda no strike menos R$30 que foi sua compra).

Caso as ações caiam para R$28, o outro investidor provavelmente não exercerá o seu direito e, apesar de ter ativos menos valorizados em sua carteira, você não tem prejuízo (porque não vendeu), mas teve lucro de R$0,50 por ação. Nesse segundo caso, pode compensar lançar novamente CALLs tirando dinheiro do mercado, gerando renda e tendo disponibilidade de capital, pra, se for o caso, comprar mais ações. Muito bom, não é mesmo?

Essa é uma das estratégias mais conservadoras e inteligentes de se utilizar o Mercado de Opções, mas existem outras.

As duas estratégias seguintes (Trava de Baixa e Trava de Alta) apesar de serem simples, devido a operacionalização (compra e venda de opções em strikes diferentes ao mesmo tempo) costuma dar nó no entendimento dos investidores, até mesmo aqueles que são mais experientes; então, gostaria que você acessasse o blog do Dicas Curtas e acompanhasse na transcrição desse podcast as imagens que ilustram as estratégias e sua operacionalização passo-a-passo.

Feita essa ressalva importante, vamos a elas!

3. Trava de Baixa

A Trava de Baixa é uma estratégia que combina a compra e a venda de duas opções com o objetivo principal de ganhar com a queda da ação. Existem duas formas de montar essa Trava de Baixa: podemos fazer uma Trava de Baixa com CALLs ou uma Trava de Baixa com PUTs.

Trava de Baixa com CALLs (com opções de compra)

Na Trava de Baixa com CALLs você vai vender CALLs em determinado strike e comprar CALLs com um strike maior do que as CALLs anteriores. Nessa estratégia você recebe para montar a operação e além da queda do ativo também pode lucrar com a passagem do tempo, mas perde se a volatilidade implícita do ativo aumentar. Portanto, o ideal para montar essa operação é quando a volatilidade está alta.

Se tiver dificuldade de acompanhar o raciocínio veja a imagem na transcrição desse episódio, no blog do Dicas Curtas. Exemplo numérico: você vende 1000 CALLs no strike de R$16 ao prêmio de R$0,45/opção (ou seja, se torna lançador nesse strike, contrai uma obrigação de venda). Você recebe então, R$450. Logo em seguida, você compra 1000 CALLs em um strike superior, a R$17, por exemplo, ao custo de R$0,10/opção (ou seja, se torna titular nesse strike, adquirindo o direito de compra). Portanto, você paga R$100 nessa operação. Ao montar essa Trava de Baixa com CALLs você recebeu R$350.

Lembra, na Trava de Baixa seu objetivo é ganhar com a queda da ação. Portanto, avaliemos os dois cenários possíveis:

  • O lucro máximo ocorre com o preço da ação abaixo de R$16, em que todas as opções viram pó e você tem como lucro máximo o prêmio que já foi recebido, nesse caso, R$350;
  • O prejuízo máximo ocorre com a ação acima de R$17. Como assim? Na primeira operação dessa estratégia você se obrigou a vender as ações a R$16 (está como lançador) e na segunda você adquiriu o direito de comprar a R$17 (está como titular); nesse cenário de alta certamente você será exercido e vai ter que vender a R$16 e terá que exercer seu direito a R$17 para fechar a primeira ponta da operação. De forma simples, vai vender a R$16 e vai comprar a R$17; portanto, você terá um prejuízo máximo de R$650 (R$1000 da operação de exercício menos o valor que recebeu de prêmio, que foi R$350).

Mais uma vez eu enfatizo: vá na imagem do blog para que o raciocínio não fique confuso. Vamos para Travas de Baixa com PUTs.

Trava de Baixa com PUTs (com opções de venda)

Na Trava de Baixa com PUTs você vai comprar PUTs em determinado strike e vender PUTs com um strike menor do que as PUTs anteriores. Nessa estratégia você paga para montar a operação e além da queda do ativo também pode lucrar com o aumento da volatilidade implícita, mas pode perder com a passagem do tempo. Portanto, o ideal para montar essa operação é quando a volatilidade está baixa.

Novamente, quero que você visite a transcrição desse episódio para acompanhar o raciocínio com a imagem postada lá. Exemplo numérico: você compra 1000 PUTs no strike de R$11 ao prêmio de R$0,25/opção (ou seja, se torna titular nesse strike, adquire o direito de vender). Você paga então, R$250. Logo em seguida, você vende 1000 PUTs em um strike inferior, a R$10, por exemplo, ao prêmio de R$0,10/opção (ou seja, se torna lançador nesse strike, contraindo a obrigação de comprar). Portanto, você recebe R$100 nessa operação. Ao montar essa Trava de Baixa com PUTs você pagou R$150.

Lembra, na Trava de Baixa seu objetivo é ganhar com a queda da ação. Portanto, avaliemos os dois cenários possíveis:

  • O lucro máximo ocorre com o preço da ação abaixo de R$10. Como assim? Na primeira operação dessa estratégia você adquiriu o direito de vender as ações a R$11 (está como titular) e na segunda você contraiu a obrigação de comprar a R$10 (está como lançador); nesse cenário de baixa certamente você exercerá seu direito de vender a R$11 e será obrigado a comprar a R$10 fechando a primeira ponta da operação. De forma simples, vai vender a R$11 e vai comprar a R$10; portanto, você terá um lucro máximo de R$850 (R$1000 da operação de exercício menos o valor que pagou de prêmio, que foi R$150).
  • O prejuízo máximo ocorre com a ação acima de R$11, em que todas as opções viram pó e você tem como prejuízo máximo o prêmio que foi pago, nesse caso, R$150.

Precisa de margem para fazer essas operações? Na Trava de Baixa com CALLs sim você deve alocar um valor para cobrir o prejuízo máximo. Na Trava de Baixa com PUTs não, porque seu prejuízo máximo foi o prêmio que você já pagou.

Lembrando: travas de baixa são feitas com opções no mesmo mês de vencimento; se fizer com vencimentos diferentes trata-se de outra estratégia, chamada de trava diagonal.

Como você já deve imaginar, também existe a operação inversa, que é a Trava de Alta. Vamos detalhar o fluxo da estratégia.

4. Trava de Alta

A Trava de Alta é uma estratégia que combina a compra e a venda de duas opções com o objetivo principal de ganhar com a alta da ação. Existem duas formas de montar essa Trava de Alta: podemos fazer uma Trava de Alta com CALLs ou uma Trava de Alta com PUTs.

Trava de Alta com CALLs (com opções de compra)

Na Trava de Alta com CALLs você vai comprar CALLs em determinado strike e vender CALLs com um strike maior do que as CALLs anteriores. Nessa estratégia você paga para montar a operação e além da alta do ativo também pode lucrar com o aumento da volatilidade implícita das opções, mas na maioria dos casos perde com a passagem do tempo. Portanto, o ideal para montar essa operação é quando a volatilidade está baixa.

Exemplo numérico: você compra 1000 CALLs no strike de R$15 ao prêmio de R$0,35/opção (ou seja, se torna titular nesse strike, adquire um direito de comprar). Você paga então, R$350. Logo em seguida, você vende 1000 CALLs em um strike superior, a R$16, por exemplo, ao prêmio de R$0,15/opção (ou seja, se torna lançador nesse strike, contrai uma obrigação de venda). Portanto, você recebe R$150 nessa operação. Ao montar essa Trava de Alta com CALLs você pagou R$200.

Lembra, na Trava de Alta seu objetivo é ganhar com a alta da ação. Portanto, avaliemos os dois cenários possíveis:

  • O lucro máximo ocorre com a ação acima de R$15. Como assim? Na primeira operação dessa estratégia você adquiriu o direito de comprar a R$15 (está como titular) e na segunda você contraiu a obrigação de vender a R$16 (está como lançador); nesse cenário de alta certamente você será exercido e vai ter que vender a R$16 e poderá exercer seu direito de comprar a R$15 para fechar a segunda ponta da operação. De forma simples, vai comprar a R$15 e vender a R$16; portanto, você terá um lucro máximo de R$800 (R$1000 da operação de exercício menos o valor que pagou de prêmio, que foi R$200).
  • O prejuízo máximo ocorre com o preço da ação abaixo de R$15, em que todas as opções viram pó e você tem prejuízo máximo devido o prêmio que foi pago, nesse caso, R$200.

Trava de Alta com PUTs (com opções de venda)

Na Trava de Alta com PUTs você vai vender PUTs em determinado strike e comprar PUTs com um strike menor do que as PUTs anteriores. Nessa estratégia você recebe para montar a operação e além da alta do ativo também pode lucrar com a passagem do tempo, mas na maioria dos casos perde quando a volatilidade implícita aumenta. Portanto, o ideal para montar essa operação é quando a volatilidade está alta.

Exemplo numérico: você vende 1000 PUTs no strike de R$12 ao prêmio de R$0,50/opção (ou seja, se torna lançador nesse strike, contrai a obrigação de comprar). Você recebe então, R$500. Logo em seguida, você compra 1000 PUTs em um strike inferior, a R$11, por exemplo, ao prêmio de R$0,10/opção (ou seja, se torna titular nesse strike, adquirindo o direito de vender). Portanto, você paga R$100 nessa operação. Ao montar essa Trava de Alta com PUTs você recebeu R$400.

Lembra, na Trava de Alta seu objetivo é ganhar com a alta da ação. Portanto, avaliemos os dois cenários possíveis:

  • O lucro máximo ocorre com a ação acima de R$12, em que todas as opções viram pó e você tem como lucro máximo o prêmio que foi recebido, nesse caso, R$400.
  • O prejuízo máximo ocorre com o preço da ação abaixo de R$11. Como assim? Na primeira operação dessa estratégia você contraiu a obrigação de comprar as ações a R$12 (está como lançador) e na segunda você adquiriu o direito de vender a R$11 (está como titular); nesse cenário de baixa certamente você terá que comprar ao preço de R$12 e terá que exercer o seu direito de vender vendendo as ações por R$11 fechando a primeira ponta da operação. De forma simples, vai vender a R$11 e vai ter que comprar a R$12; portanto, você terá um prejuízo máximo de R$600 (R$1000 da operação de exercício menos o valor que recebeu de prêmio, que foi R$400).

Precisa de margem para fazer essas operações? Na Trava de Alta com CALLs não, pois o seu risco máximo é o prêmio que já pagou. Na Trava de Alta com PUTs sim, você deve alocar um valor para cobrir o risco máximo.

Lembrando: travas de alta são feitas com opções no mesmo mês de vencimento; se fizer com vencimentos diferentes trata-se de outra estratégia, chamada de trava diagonal.

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Existem várias outras estratégias que dependem de outros conceitos, conforme já comentei; mas, a princípio, essas seriam estratégias bem básicas para começar no Mercado de Opções sem muita elaboração. Contudo, lembre-se: estude bem o que está fazendo para ter certeza de não realizar operações que possam te expor a grandes riscos. O Mercado de Derivativos, inclusive no Mercado de Opções, as operações são feitas com alavancagem: você opera um volume muito superior àquele que você pode ter em carteira, portanto, cuidado! Peça ajuda na sua corretora, faça cursos mais específicos, assista vídeos sobre o assunto e familiarize-se. E sempre: ao fazer suas primeiras operações, teste com pouco capital!

Você sabia que o podcast dO Investidor Inteligente também pode ser um pouco seu? Acesse a transcrição no blog do Dicas Curtas caso queira deixar algum comentário para esse episódio! E você também pode participar mais fazendo a mesma coisa encontrando a postagem no perfil do Dicas Curtas tanto no Instagram (siga @dicascurtas) quanto na fanpage dO Investidor Inteligente no Facebook. Aproveita para seguir o perfil, curtir a página e as postagens, marcar seus amigos e compartilhar com eles o que você está aprendendo aqui!

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Todos os links estão na transcrição no blog e na descrição dos episódios.

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Coloque em prática, em atitude e na mente, sobre aquilo que você entendeu e já refletiu que vai fazer a diferença em sua vida. Só assim você alcançar aquilo que realmente deseja construir, ok?!

Lembre-se de cuidar bem de você, de sua família e de suas finanças!

Que Deus te abençoe! Aqui é Phillip Souza, e esse é o podcast dOInvestidor Inteligente!

Investidor Inteligente do Dicas Curtas

 

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