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As moedas FIAT, também chamadas de moedas fiduciárias, têm um papel fundamental em nossa economia: elas contribuíram para a construção da nossa sociedade como a conhecemos e tornaram possível um modelo de comércio universal. Mas será que este sistema financeiro tradicional ainda é a melhor opção para a nossa sociedade do século 21?

Com a nossa evolução tecnológica a todo vapor e mudando cada vez mais nossos hábitos e costumes, o sistema financeiro-monetário não deveria acompanhar as mudanças também?

No episódio de hoje você também conhecerá o Capitual, o primeiro Banco Digital multimoedas do Brasil, onde você pode ter uma conta digital completa, um portfólio com 22 ativos e acesso a diversas operações com criptomoedas, tudo em um só app!

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O podcast do Investidor Inteligente é apresentado todas as semanas com o propósito de ajudar em seu desenvolvimento financeiro trazendo informações claras e relevantes, orientações e estratégias valiosas para solucionar seus desafios financeiros, te ajudando a ampliar sua visão sobre dinheiro e refinar seu ponto de vista de modo que você possa realizar seus sonhos e construir com bases bem firmes seus resultados.

Eu sou Phillip Souza, consultor em finanças e terapeuta financeiro, mentor em educação psicofinanceira especialista em inteligência financeira, o expert em Finanças e Investimentos do Dicas Curtas. Você me encontra nas diferentes redes sociais através do @phillipsouzabr e também no meu canal no YouTube, Phillip Souza.

Tenho propósito ousado de te auxiliar a destravar a sua mentalidade e te ajudar a entender que a prosperidade também é para sua vida, provocando desconstrução, reconstrução e transformação da sua mentalidade para que você possa aprender a evoluir e se comportar de forma mais sábia e próspera em relação às suas finanças, transformando-se em um investidor ainda mais inteligente.

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Ouça “206 Moedas FIAT: o que são e o que tem a ver com as criptos?” no Spreaker.

O que é uma moeda FIAT?
Moeda fiduciária, também chamada de moeda FIAT (ou Fiat Currency), é todo título, documento e moeda que não possui lastro em metais valiosos ou que possui valor intrínseco. A principal característica das moedas fiduciárias é que o valor que elas possuem é devido à uma atribuição de valor, de maneira praticamente automática e implícita, por parte do governo, da economia e da sociedade em que a moeda está inserida.

Este valor atribuído à moeda FIAT pode ser intensificado de algumas maneiras, como entenderemos mais adiante.

Alguns exemplos do que podem ser moedas FIAT:
Dinheiro em papel, que é o principal exemplo (real, dólar, libra, euro, pesos, uan, iene, etc.)
Moedas
Cheques
Notas promissórias
Títulos de crédito

Como surgiu esta moeda?
Apesar de termos poucas informações sobre como se deu, de fato, o surgimento da primeira moeda fiduciária, sabemos que sua origem pode estar ligada à China, quando era reinada pela dinastia Song. Estudos dizem que esta dinastia teria sido a primeira do mundo a emitir uma moeda fiduciária de papel, por volta de 960 a 1279 d.C.

Também foi registrado que, no lado ocidental, a primeira moeda fiduciária provavelmente surgiu em 1661, idealizada por Johan Palmstruch, um empresário da Estônia que iniciou o uso do papel-moeda na Europa Ocidental. Apesar das tentativas, nenhuma delas foi de fato um sucesso.

Já nos Estados Unidos e Canadá, estudos confirmam que as primeiras moedas fiduciárias surgiram no país no início do século 20, quando o dólar perdeu seu lastro ao ouro e passou a possuir valor por meio do consenso da sociedade e da sua alta aceitação.

Moeda fiduciária e moeda lastreada, quais as diferenças?
Conforme expliquei, as moedas fiduciárias não possuem lastro, inclusive, esta é uma de suas principais características. Para que a moeda seja considerada fiduciária ela não pode ser lastreada a nada, seja metais preciosos ou qualquer tipo de objeto, porque ela não pode, por regra, possuir valor intrínseco.

A moeda que é lastreada, como seu próprio nome já entrega, possui lastro em alguma coisa, ou seja, o valor da moeda é baseado em algum bem durável. Geralmente essas moedas possuem lastros em metais preciosos, como o ouro e a prata.

Além disso, outra característica forte das moedas lastreadas é que, caso elas estejam em vigor em algum país, o governo não pode simplesmente emitir notas de dinheiro para controlar a economia do país. Todo o dinheiro que o país injeta, precisa ser baseado nos bens que ele possui, ou seja, no material que ele utiliza como lastro.

Portanto, se o governo decidir que precisa produzir notas de dinheiro, é necessário que ele tenha uma quantidade em ouro, prata, ou qualquer outro material usado no lastro, que seja proporcional à quantidade de dinheiro que será produzido.

De onde vem o valor das moedas FIAT?
Por definição, a moeda FIAT não pode possuir um valor intrínseco, mas então, de onde vem o valor dessas moedas?

A falta deste valor intrínseco à moeda é substituída pela atribuição de valor que as pessoas, órgãos governamentais e entidades dão para ela. Sem esta atribuição de valor dada às moedas pela própria sociedade, na prática elas não teriam valor algum.

Se pararmos para pensar um pouco de forma bem objetiva, quando temos em mãos uma nota de R$100, ou um talão de cheques, na verdade, só estamos segurando um papel. O que garante que aquela nota vale realmente R$100 é o acordo implícito que a sociedade e o governo têm, a confiança da comunidade no órgão emissor da moeda, e a sua adesão pelas pessoas e pelas instituições na utilização dela como um meio de pagamento.

Esta característica da adesão é fundamental e também se aplica ao criptomercado. Quando o Bitcoin foi criado em 2009, a moeda praticamente não possuía valor de mercado, pois era muito pouco utilizada, tanto como um investimento quanto como um meio de pagamento. À medida que foi sendo mais aceito pela sociedade, passou a ser utilizado por grandes empresas de meios de pagamentos, e a ser incentivado como uma moeda de troca: o Bitcoin foi adquirindo mais e mais valor.

A mesma lógica se aplica às moedas fiduciárias: quanto mais pessoas usam e aceitam a moeda como um meio de pagamento, mais forte ela se torna. Não é à toa que atualmente, a maior moeda fiduciária do mundo é o dólar, pois é aceito e utilizado em escala praticamente global e gerida pela maior potência econômica do mundo atualmente, o que contribui para deixá-la mais forte e valorizada perante outras moedas.

Um ponto importante a ressaltar é que as moedas fiduciárias podem impor este valor e aceitação da moeda pela sociedade com o apoio do governo, por meio de leis e normas. Os governos dos respectivos países podem impor certas leis que tornam obrigatória a aceitação das moedas como forma de receber pagamentos, além de tornar ilegal a não aceitação delas.

Isso é um pouco mais difícil de ocorrer com as criptomoedas, pois elas não são gerenciadas por nenhum órgão governamental ou instituição: utilizam a metodologia das finanças descentralizadas. É claro que isto não é um impedimento para que futuramente as criptomoedas adquiram incentivo governamental, já existem alguns governantes que criaram normas que facilitam o uso de criptomoedas no país, como o El Salvador, que criou a ‘Lei do Bitcoin’.

Moeda FIAT e criptomoedas tem relação?
As moedas fiduciárias e as criptomoedas possuem sim uma relação, afinal, as moedas FIAT são a base da nossa economia e o valor das criptos é especificado de acordo com as moedas fiduciárias. Por exemplo, quando queremos saber qual a cotação do Bitcoin, geralmente escolhemos uma moeda FIAT para nos basear, seja o real, o dólar, ou qualquer outra.

Apesar das criptomoedas possuírem características e funcionamento totalmente diferentes das moedas fiduciárias, ainda vivemos boa parte dos nossos hábitos no sistema tradicional de finanças.

As criptomoedas são moedas exclusivamente digitais, e algumas das principais, como Bitcoin e Ethereum, não são controladas por algum servidor ou entidade central, como os Bancos Centrais controlam as fiduciárias. Elas podem ser utilizadas para meio troca, compra de bens, e é claro, operações de investimento. São pertencentes ao modelo de Finanças Descentralizadas, as DeFi, que através da tecnologia blockchain conseguem descentralizar outros serviços e aplicações financeiras, otimizando e barateando processos.

Uma das principais características é que o valor das criptomoedas é definido, entre outros fatores, pela oferta e demanda do mercado. Existem outras coisas que podem influenciar na definição deste valor das criptos, algumas intrínsecas ao funcionamento da moeda. Mas o comportamento do mercado é o que vai, de fato, impactar na definição deste valor.

Neste ponto, não há um acordo entre a sociedade e o governo que estabelece este valor, como é o caso

das moedas FIAT. Porém, uma semelhança entre os dois modelos de moedas é que, conforme expliquei, as criptomoedas também precisam de adesão da sociedade para ganharem cada vez mais valor, e isso irá impactar na oferta e demanda pela cripto.

Um ponto importante também para ressaltarmos na relação entre moedas fiduciárias e criptomoedas é que existem as stablecoins. Stablecoins são criptomoedas que possuem lastro em alguma moeda FIAT, como o Tether (USDT), USD Coin (USDC) e a Paxos Standard (PAX), todas elas lastreadas ao dólar. Isso significa que o valor de mercado dessas moedas sempre será o valor do dólar.

E por fim, a principal diferença entre os dois modelos de moeda é realmente o fato de que as moedas FIAT são parte de um modelo de finanças 100% centralizado. O usuário tem pouco ou nenhum controle sobre o seu dinheiro, e depende sempre de órgãos intermediários para realizar qualquer tipo de transação, das mais simples, como ir ao supermercado, às mais complexas, como realizar um câmbio de moedas ou um empréstimo.

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Cuide bem da sua saúde, da sua família, de seus relacionamentos e de suas finanças!

Que Deus possa te abençoar imensamente!

Aqui é Phillip Souza, e esse é o podcast dO Investidor Inteligente!

Investidor Inteligente do Dicas Curtas

 

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