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“002 Não corte carboidratos para emagrecer!”Neste episódio quero detalhar sobre porque não devemos cortar os carboidratos na tentativa de emagrecer. O corte de carboidratos é um clichê no conhecimento popular quanto ao emagrecimento. Mas será que esta é realmente a decisão correta a se tomar? Irei esclarecer que algumas percepções estão equivocadas. E estes esclarecimentos serão libertadores.

Este episódio será útil para ajudá-lo a emagrecer sem os sacrifícios que normalmente são feitos, compreendendo os motivos de porque o corte de carboidratos não é necessário para emagrecer, sua caminhada irá se tornar mais suave e o fardo que normalmente as dietas restritivas trazem, será removido.

 

Eu sou Louis Marcondes, o Super Nutricionista do Dicas Curtas e semanalmente trago aqui neste podcast, várias dicas e informações para ajudar você a se alimentar melhorar, melhorando assim sua saúde, estética e bem-estar.

Então para que você não perca nenhuma dica e fique atualizado com todas as informações que estarei compartilhando aqui, basta assinar o podcast e acompanhar todas as semanas o Super Nutricionista do Dicas Curtas.

 

Não confunda perda de peso com emagrecimento

Quando o assunto é emagrecimento, existem diversas mitos, e um deles com certeza é que precisamos cortar carboidratos para poder emagrecer. Ou você já fez isto ou algum amigo seu já fez. Mas por que é comum esta prática? Para que eu possa te explicar o porque, primeiramente preciso te esclarecer algo: Não confunda perda de peso com emagrecimento.

Algo muito comum é medirmos nosso emagrecimento através do peso perdido é apontado pela balança, e por isto somos induzidos a acreditar que se o peso caiu 5 Kg, então emagrecemos 5 Kg. Porém, isto não é necessariamente verdade. Nosso organismo é composto por massa gorda e massa magra, e massa magra não é sinônimo de massa muscular, a massa magra é composta por músculos, ossos, órgãos e líquidos corporais. Deixando de fora a gordura, a massa magra corresponde aos demais elementos que compõem o corpo humano. Por que estou te explicando sobre composição do corpo humano? Para poder explicar porque a perda de peso nem sempre é sinônimo de perda de gordura.

 

Armazenamento dos carboidratos

Agora que já expliquei sobre composição do corpo humano preciso te explicar sobre como nosso corpo armazena os carboidratos. Quando consumimos os carboidratos, após digeridos e absorvidos, são armazenados no fígado e nos músculos em formato de glicogênio. E quando o glicogênio entra no músculo, cada grama vem acompanhado de 3g de água. Está começando a entender por que cortar carboidratos faz o peso cair e gerar uma sensação falsa de emagrecimento?

Quando realizamos exercícios, programados, ou o simples fato de caminhar até o trabalho ou atividades do dia a dia, são realizadas utilizando o glicogênio. O glicogênio muscular, oriundo dos carboidratos é o nosso combustível. Mas lembra que cada grama de glicogênio armazena três de água? Pois então, quando cortamos carboidratos da dieta, usamos aqueles armazenados no músculo os quais não são repostos, deste modo, o músculos começam a perder água. E isto explica porque cortar carboidratos gera perda de peso rápido, através da desidratação do tecido muscular e não devido a real perda de gordura. Outro aspecto, quando consumimos carboidratos, nosso pâncreas libera insulina, e este hormônio pode gerar retenção de sódio e retendo sódio aumenta a retenção hídrica. Então assim, o corte de carboidratos também gera diminuição de retenção hídrica, o que impacta também na perda de peso e na falsa sensação de emagrecimento.

Percebe a ilusão da perda de peso rápido? Se cortar carboidratos ao longo de uma semana e no final de semana vai a uma festa de casamento e come macarrão, arroz, bolos, docinhos e outras fontes de carboidratos, o que ocorre no dia seguinte? Reganho rápido de peso, o que nos levaria a acreditar que engordamos alguns kilos de um dia para outro, sendo que na verdade o que houve, foi reganho de glicogênio e água.

A frustração que muita gente sofre ao tentar emagrecer está nas oscilações do peso devido às restrições de carboidratos.

Mas assim, cortar carboidratos não gera somente uma falsa sensação de emagrecimento devido a manipulação de água e glicogênio, mas gera outros problemas.

 

Carboidratos e produção de serotonina

Um dos outros problemas está associado ao corte de carboidratos e a serotonina. Já ouviu falar sobre serotonina? Pois então, a serotonina é um neurotransmissor que desempenha um importante papel no sistema nervoso, com diversas funções, como a liberação de alguns hormônios, regulação do sono, temperatura corporal, apetite, humor, atividade motora e funções cognitivas. Cortar carboidratos gera alterações na produção da serotonina, a qual 95% é produzida no intestino e dependente de um aminoácido chamado triptofano e dos carboidratos.

Quando você ou uma pessoa próxima cortou carboidratos, notou que há aumento de irritabilidade, desordens de humor e até mesmo dificuldades de concentração e raciocínio? Pois então, isto ocorre devido a baixos níveis de serotonina gerado pelo corte de carboidratos.

Mas os problemas não param por aí.

 

Perda da massa muscular

Sabemos que a glicose é a fonte de combustível das nossas células, e que o principal fornecedor de glicose é o carboidrato. Percebe o problema? Se cortarmos carboidratos como o corpo sobrevive se não tem mais o principal fornecedor de glicose? Ele gera glicose através de um processo chamado de gliconeogênese, ou seja, ele quebra o tecido muscular em aminoácidos para assim gerar glicose através do fígado.

Resumindo, quem corta carboidratos perde mais massa muscular. Ou seja, péssima opção, não é a toa que muita gente reclama de que ficam mais flácidas utilizando dietas com zero carboidratos.

 


Diminuição da oxidação lipídica

Para continuar explicando porque não devemos cortar carboidratos, preciso explicar de como bem simples o que é o emagrecimento na bioquímica. De forma simplificada, o emagrecimento chamamos de oxidação lipídica, o que é dividido em mobilização e transporte dos ácidos graxos, β-oxidação e formação de acetil-CoA para então ser metabolizado no ciclo de Krebs.

“Puxa Louis, agora complicou”. Então, o ciclo de Krebs é uma série de reações químicas que ocorrem na vida da célula. Este ciclo inicia-se com a condensação de acetil-CoA e oxaloacetato. E a formação de oxaloacetato depende de quem? SIM, DOS CARBOIDRATOS. Após a glicólise, com a formação de piruvato, há formação de oxaloacetato através da enzima piruvato carboxilase. Quando há restrição de carboidratos ocorre um decréscimo na quantidade de glicogênio gerando uma queda na produção de piruvato.

O emagrecimento, a oxidação dos ácidos graxos no ciclo de Krebs depende da acessibilidade adequada de oxaloacetato para condensar-se com o acetil-CoA. Uma queda na quantidade de carboidratos incitará uma diminuição conseqüente na produção de oxaloacetato o que resultará em diminuição oxidativa dos ácidos graxos. 

Resumindo toda esta história de Ciclo de Krebs, sem carboidratos não há oxaloacetato suficiente, e assim terá diminução na queima de gordura, ou seja, na oxidação dos ácidos graxos.


Queda na performance esportiva

Voltando ao assunto do glicogênio, um outro problema é a queda na performance esportiva. Quando se quer emagrecer, muita gente corta carboidratos e realiza exercícios para aumentar o gasto calórico. Porém reclamam de cansaço e diminuição da performance. Percebe outro problema no corte dos carboidratos?

 

Aspectos sociais e comportamentais

Outros problemas gerados pelo corte de carboidratos também está associado a aspectos sociais e comportamentais.

Socialmente o hábito de encontros serem acompanhados de comida é muito comum, e normalmente estas comidas são a base de carboidratos.

Cortar carboidratos gera também complicações também quanto a questões sociais, pensa que desagradável no seu aniversário você se abster de comer o bolo pois está cortando carboidratos? Ou chegar na casa da sua sogra e negar a macarronada de domingo? Situação bem desagradável, aliás, para emagrecer não precisamos cortar carboidratos e podemos eventualmente desfrutar de eventos sociais sem abster de alimentos a base de carboidratos, contato que ao longo da semana se mantenha em déficit calórico.

Em relação a comportamento, normalmente corte de carboidratos geram episódios de compulsão alimentar e efeito sanfona, certeza que ou vivenciou isto ou alguém que conhece já passou por isto.

Recapitulando, o corte de carboidratos gera:

1) Perda de peso baseado em diminuição dos conteúdos de água e glicogênio intra-musculares

2) Desregulação da produção de serotonina

3) Perda da massa muscular

4) Diminuição da oxidação de ácidos graxos

5) Perda da performance esportiva

6) Desordens comportamentais

7) Problemas sociais

Diante disto tudo, posso concluir que este episódio é uma boa notícia, pois é possível emagrecer sem cortar carboidratos, basta manter-se em déficit calórico.

No entanto, ao invés de sair cortando calorias, o que pode gerar problemas cortes energéticos severos, faça o correto, procure um bom nutricionista. Deste modo terá um déficit moderado, uma dieta ajustada a sua realidade e sem o corte do pãozinho do café da manhã.

Espero que tenha gostado do episódio de hoje!

 

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Ficamos por aqui e até a próxima semana com mais uma dica do O Super Nutricionista!

Até a próxima semana.

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