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“163 Não negocie suas dívidas se sua vida financeira estiver uma bagunça!”

De acordo com as últimas informações da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), de novembro de 2020 realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o número de brasileiros com dívidas caiu pela terceira vez consecutiva em novembro e retornou ao nível registrado em fevereiro, antes da pandemia do novo coronavírus.

Em geral, todos os indicadores de endividamento vêm demonstrando retração, o que é um sinal positivo, primeiro, para as famílias brasileiras e também uma boa sinalização de reação de nossa economia.

Mas se observarmos com um pouco mais de cuidado, é possível verificar que, apesar de quedas consecutivas, o número de famílias que têm contas em atraso ou que não terão condições de pagar suas dívidas em atraso ainda é maior do que os meses pré-pandemia.

As coisas estão melhorando, é claro. Mas ainda tem muita coisa para ser ajustada.

Esse é o podcast do Investidor Inteligente que todas as semanas traz para você informações valiosas sobre sua vida financeira, respostas sobre como usar melhor o seu dinheiro de maneira mais harmônica, procurando te ajudar na importante tarefa de se tornar mais sensível à sua vida financeira para cuidar bem do seu dinheiro.

Eu sou Phillip Souza, terapeuta financeiro especialista em inteligência financeira, treinador e palestrante, consultor e educador financeiro, o expert em Finanças e Investimentos do Dicas Curtas, e tenho o nobre e ousado objetivo de te ajudar a destravar a sua mentalidade e entender que a prosperidade também é para sua vida: ao usar bem o seu dinheiro você pode desfrutar de qualidade de vida, fazer com que ele sobre e investi-lo para realizar seus sonhos e objetivos! E, dessa forma, poderá se comportar de forma mais sábia e próspera em relação às suas finanças, transformando-se em um investidor ainda mais inteligente.


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Eu não sei qual é a sua situação de vida, não tem como saber a menos que façamos algum trabalho de orientação personalizado. Mas nesse podcast eu queria te dar uma orientação arrojada se tratando de dívidas. Você precisa pensar e refletir se essa orientação cabe ou não para a sua vida, precisa avaliar bem, pois existem consequências importantes no processo.

Você não deve negociar as suas dívidas se você estiver com a sua vida financeira desorganizada. É, você não escutou errado: você NÃO DEVE negociar suas dívidas se você estiver com a sua vida financeira bagunçada!

Vamos entender isso um pouco melhor.

Se você organizar sua vida financeira, levantar as contas, as despesas, comparar com suas receitas e concluir que não vai ter nenhum valor para negociar, pagar as dívidas não deve ser sua prioridade. O seu foco, onde você deve alocar tempo e energia, deve ser em começar a otimizar suas despesas, fazendo sobrar dinheiro; e você deve, com caráter de urgência, construir meios de aumentar sua renda.

Pensa comigo: se não está sobrando dinheiro nem para sobreviver direito, você vai dar prioridade máxima para quitar suas dívidas?

Por mais que você se auto declare esforçado, em algum momento você vai escorregar e vai falhar, principalmente se você estiver com o orçamento muito restrito, muito congelado – afinal, a vida tem imprevistos e eles acontecem e não tem jeito, muitas vezes temos que atender a demanda.

Porém, se você estiver com um acordo fechado com um credor o ideal é que você honre o acordo até o final ou o quanto antes. Então, entre fechar um acordo e não cumprir, não feche o acordo: crie condições melhores para fazer dinheiro sobrar e aí sim pense em negociar suas dívidas.

Sem dinheiro disponível fica difícil honrar um acordo financeiro com alguém que te deu credibilidade na hora da concessão de crédito.

Existem várias formas de aumentar a sua renda, mesmo dentro de casa e tudo que você precisa fazer é mudar a forma que você encara as coisas. Vejo muita gente preocupada com emprego e pouca gente preocupada com renda: você não precisa de mais um emprego, você precisa de mais renda. O emprego é só uma das formas de ter renda.

Eu tenho certeza que você tem habilidades e capacidades que podem ser convertidas em coisas que podem gerar dinheiro. Pode começar pequeno, pode ser barato no início: qualquer 50 ou 100 reais a mais que você gere com essa nova atividade e direciona isso para uma poupança com finalidade específica de pagar as dívidas ou mesmo já componha a sua estratégia de pagamento, ajuda muito.

Você pode optar por vender coisas que você não usa e que só está ocupando espaço em sua casa ou mesmo vender produtos que possa pegar com alguém; as possibilidades são muitas. Coloca sua cabeça para pensar e ofereça suas habilidades em troca de renda!

Uma mentalidade importante é: jamais despreze os pequenos valores. Bilionários dão valor ao seu dinheiro. Eu sei que eles têm uma condição de vida espetacular, que muito provavelmente foi construída com muito trabalho inteligente, com esforço e com disciplina, e com muito dinheiro muito bem empregado gerando mais renda e oportunidades para ele, sua família e para as famílias que participam e ajudam em seus negócios. E eu sei que eles podem, sim, comprar brinquedinhos de adultos que têm um valor financeiro bem expressivo, mas entenda: eles são e continuam bilionários porque valorizam seja 100 mil reais, 1.000 reais, 50 reais, 10 reais, 5 centavos.

Dinheiro é dinheiro e é valioso independente do volume. Experimenta começar a juntar moedinhas em um cofrinho e faça isso por um ano. Apesar que estamos tratando de dívidas, se você tiver essa consistência, ao final de um ano, juntando trocados, você pode ter uma belíssima surpresa: tudo porque você juntou moedas! Copie a mentalidade correta: não despreze os pequenos valores!

Contudo, enquanto você não tem nenhum valor que sobre, dinheiro que tenha o destino específico para negociar suas dívidas, você deve ir se organizando, controlando suas finanças e pode ser que com esse tempo surjam propostas melhores de negociação. Não é incomum que depois que as dívidas estejam já algum tempo vencidas os credores te procurem para oferecer uma melhor negociação.

Mesmo antes de pensar em negociar com credores e aumentar a sua renda, você já precisa honrar seus credores, sempre mostrando que, nesse momento, você ainda não tem como honrar a dívida e, uma coisa muito importante: você jamais deve mentir. Você, deve sim, estar comprometido em resolver essa situação, tirar a bunda da cadeira e começar a mexer os seus pauzinhos. Mas é muito importante ser bem transparente com o credor, com a pessoa ou instituição que te confiou crédito para determinada situação. Só peça prazo na negociação se você tiver como honrar o compromisso que está sendo proposto. Vale lembrar que normalmente com uns 6 meses de inadimplência as condições costumam melhorar.

Como disse antes, essa estratégia precisa ser muito bem avaliada porque geralmente envolve não negociar suas dívidas, pelo menos por enquanto. E consequentemente não vai ter pagamento e corre-se o risco de ficar inadimplente e, por consequência, ter restrição de crédito.

Portanto, não assuma essa estratégia se não fizer seu dever de casa antes: verifique se você realmente não tem condições de pagar por suas dívidas. Se ao ajustar e otimizar despesas e controlar suas finanças tiver como reservar parte da renda para pagamento de dívidas, esse vai ser o seu referencial de negociação. E claro, continue agindo em direção de fazer mais dinheiro.

Dívida se paga com dinheiro que sobra: se você pagar dívidas com o dinheiro das suas despesas básicas, você vai fazer novas dívidas e a bola de neve só vai aumentar. Primeiro, organize suas finanças e depois que você tiver suas finanças controladas e já conseguir fazer sobrar dinheiro, você pode buscar uma proposta de negociação.

Procure negociar direto com o credor, no banco ou no comércio, e peça o memorial de cálculo da dívida. Veja qual o valor principal, quais são os juros, quais são as condições de negociação, quais são os prazos, etc. O credor é obrigado a te passar essas informações: ele não pode negar te entregar isso, ok?

Se já houver alguma proposta de parcelamento, de negociação, não recomendo que feche na hora: pega as informações, analisa com calma, pede um prazo para dar uma resposta.

Jamais, jamais, faça um acordo sem ter clareza da sua situação financeira atual. Procure se informar sobre as taxas de juros no site do Banco Central (é aberto, é gratuito, basta procurar com calma que você encontra) e analise o que é melhor para você: pode ser, inclusive, que nessa pesquisa você encontre uma instituição que pode te oferecer condições muito melhores para pagar suas dívidas, bastando fazer a portabilidade dessa dívida para a instituição escolhida (ou seja: outro credor ou banco assume essa dívida com juros mais baixos).

Para finalizar: não estou incentivando que você adote uma postura inconsequente – o meu desejo é que você resolva todas as suas dívidas o quanto antes e se torne um investidor.

Portanto, seja prudente, pense e decida o que fazer e o que não fazer.

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Aqui é Phillip Souza, o Investidor Inteligente!

Investidor Inteligente do Dicas Curtas

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