Ouça agora este podcast!“052 Natação”

Olá pessoal, aqui é Renato Silva, O Cara da Academia do site dicascurtas.com.br e este é o nosso episódio número 52 e nele iremos falar sobre natação. Mas antes disso gostaria de te lembrar de seguir o nosso canal no spotify ou o grupo fechado no facebook. Lá você terá acesso a várias informações e textos sobre atividade física, acesso a outros ouvintes e também poderá esclarecer suas duvidas direto comigo. Então procure pelo Cara da Academia e solicite sua participação.
Existem muitos artigos sobre natação no triatlon e vários filmes no YouTube mostrando os diferentes exercícios técnicos o que facilitaria o entendimento, mas isso nem sempre acontece. Então por que o progresso na água vem lentamente para os atletas? Irei comentar alguns itens que considero de grande importância nessa caminhada.

Minimize a resistência ou maximize a eficiência

O fator chave é a quantidade de energia que você gasta na água. Nas distâncias dos triatlon mais populares, a etapa de natação equivale a apenas 10% de todo o tempo da prova, mas pode consumir uma quantidade desproporcional de energia se sua técnica estiver inadequada.
De um modo geral, a técnica em natação pode ser dividida em duas categorias: minimizando a resistência e maximizando a eficiência de energia. Na primeira categoria, os aspectos mais importantes incluem a posição da cabeça e o movimento das pernas. Na segunda categoria, ela inclui, frequência de braçada, posição de antebraço e a fase final de pressão debaixo d’água. A execução adequada desses elementos deve se traduzir em alguns minutos na distância do meio ironman.

Note que coloquei o movimento das pernas na categoria de “minimizar resistência”, isso porque os melhores nadadores de freestyle do mundo nos 1500m onde o esforço dura aproximadamente 15 minutos geram apenas 10 a 15% de sua força a partir de suas pernadas. Em outras palavras, suas pernas não devem atrapalhar e sim gastar o mínimo de energia possível.

Repetição

Melhorar a técnica sempre leva tempo. Estudos mostram que a mudança de um elemento técnico leva pelo menos de 6 a 7 meses, e a estabilização de uma técnica recém-ensinada leva até 12 meses para ser fixada.
Ao trabalhar com atletas, evito chamar a atenção para mais de dois elementos ao mesmo tempo, e passo para aspectos subsequentes apenas quando vejo uma melhora considerável. Em outras palavras, muita variedade no treinamento reduz sua eficácia.

Vamos dar uma olhada e avaliar a efetividade no treino de resistência que eu vi em um quadro de treinamento para alguns atletas:

  • 4x100m medley
  • 400m livres com palmar (mãos)
  • 4x100m medley
  • 400m livres com pé de pato (pernas)
  • 4x100m medley
  • 400m livres com exercícios de respiração

A observações seriam:

Em um medley, o sistema neuromuscular recebe um estímulo específico por apenas 1/4 da duração do tempo total, que seria a parte correspondente ao nado crawl não estimulando o método de repetições.
O intervalo mais longo e especifico neste treino, que irá sobrecarregar os músculos e conexões nervosas da mesma forma que uma prova, é de apenas 400 metros. Isto é menos que 25%, especialmente para um atleta que tem que nadar quase 2 quilômetros durante uma prova. Isso tornaria este treino pouco efetivo dependendo da fase de treinamento.

Conheça a diferença entre técnica e mecânica

É importante distinguir os erros técnicos dos problemas relacionados à mecânica do movimento. Mesmo com toda a prática e visualização, muitos elementos técnicos simplesmente não podem ser realizados por alguns atletas devido a limitações mecânicas.
Um bom exemplo é a posição vertical anterior do antebraço sobre a água, amplamente conhecida como “cotovelo alto”. Quando você não tem a mobilidade adequada da cintura escapular e os padrões de movimento que permitem a rotação na articulação do ombro, você simplesmente não consegue realizar a elevação do cotovelo, não importa quantos exercícios técnicos você integre em seu treinamento.

Encontre o fluxo ou automatismo

“Fluxo” é um termo psicológico que descreve um estado mental em que uma pessoa que realiza uma atividade está totalmente imersa no processo. Um estado de fluxo vem com maior foco e satisfação; liberdade do medo e do fracasso; e um senso de controle ligado à perda da autoconsciência. Você provavelmente conhece esse estado nas suas melhores sessões de treinamento e competições.
O objetivo do processo de treinamento e aperfeiçoamento da técnica é dar a você as repetições necessárias para alcançar um estado automático, ou execuções inconsciente da técnica, no dia da prova, lhe permitindo uma maior economia de energia em cada braçada.

Se você precisar de uma direção, fique à vontade para me enviar perguntas e não deixe de acessar os episódios anteriores do meu podcast.

Espero que tenha gostado do episódio de hoje!

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Até a próxima semana!


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