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“106 Os 5 indicadores mais importantes para avaliar em um fundo de investimentos!” No podcast anterior falamos bastante sobre o que são e como funcionam os fundos de investimento. Existem muitos detalhes a serem observados além da simples rentabilidade: diferentes taxas, liquidez, imposto de renda, se o fundo é de longo ou curto prazo e mais um tanto de coisa…

No podcast dessa semana vamos tratar sobre o que mais avaliar em um fundo de investimento, além daquilo que já expliquei no episódio anterior. Confere o episódio #105 que você vai ficar por dentro de tudo o que estou falando!

Eu sou Phillip Souza, o expert em Finanças e Investimentos do Dicas Curtas e todas as semanas apresento o Investidor Inteligente, o podcast que te traz informações relevantes, orientações valiosas que podem te ajudar a usar bem o seu dinheiro, seja para solucionar problemas ou potencializar sua vida financeira, de modo que você possa construir seus resultados de forma financeiramente saudável com foco em qualidade de vida, aproveitando bem o presente e sempre cuidando do futuro, transformando-se em um investidor inteligente.

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Até onde eu sei, no mundo dos fundos de investimentos é possível encontrar mais de 16 mil opções para investir. É muita, muita, mas muita coisa. Já imaginou se isso estivesse em um grande livro e você tivesse que olhar página por página para escolher o fundo de investimento que iria investir?

Qualquer pessoa desistiria… felizmente as corretoras e os bancos de investimento já realizam uma pré-seleção dos fundos, com os melhores gestores com diferentes perfis e tipos de acordo com o critério de avaliação deles. Isso já peneira bastante as informações; geralmente essa quantidade costuma cair para algo próximo de 500 fundos ou menos.

Apesar dessa imensidão de oportunidades, existem indicadores que têm como objetivo acompanhar a evolução dos fundos e podem auxiliar muito neste processo de escolha.

E é sobre isso que vamos tratar hoje: de forma simplificada, vou apresentar os cinco indicadores mais importantes para você avaliar em um fundo antes de realizar o investimento.

 

1. Índice de Sharpe

Este indicador avalia risco e retorno de um investimento. Criado por William Sharpe em 1994, ele avalia se a relação risco x retorno é vantajosa e atrativa para o investidor. Simplificando: o índice de Sharpe avalia se o risco para investir em um determinado fundo será compensado pelo retorno. Por isso, quanto maior for o valor do índice, mais vantajoso o fundo será.

O índice de Sharpe é considerado um dos índices mais fáceis de serem acompanhados. Contudo, lembre-se: no momento da escolha entre dois fundos, você deverá optar pelo que obtiver maior índice de Sharpe.

Este indicador não possui um valor exato para identificar quando somente um fundo ou outro investimento vale a pena ou não investir. Em casos onde você busque avaliar um único fundo, será mais complicado. Portanto é importante que se compare os diferentes índices de Sharpe obtidos dos fundos da mesma classe de ativos: renda fixa com renda fixa, multimercado com multimercado, ações com ações. A dica é: priorize valores do índice de Sharpe acima de 0,5.

E, principalmente, fuja de fundo de investimento com índice de Sharpe negativo, porque isso indica que o risco do fundo não é compensado pelo retorno que ele possui.

Você deve estar se perguntando: “como se calcula o índice de Sharpe, Phillip?”. Sem complicar demais no podcast, o cálculo funciona assim: você pega o retorno do ativo que você está analisando (por exemplo, o retorno dos últimos 12 meses), subtrai pelo retorno de um ativo livre de risco (você pode adotar o retorno do Tesouro Selic no mesmo período analisado) e divide pela volatilidade do ativo analisado. “E como se calcula a volatilidade, Phillip?”. Esse é o próximo indicador que vamos tratar.

 

2. Volatilidade

Este é um termo utilizado para descrever oscilações do dia-a-dia nos rendimentos de investimentos. Funciona como uma espécie de termômetro onde você pode identificar qual é o investimento mais adequado para você, de acordo com o seu perfil de investidor. Quanto maior a volatilidade (o sobe e desce) maior o risco do investimento.

Portanto, concluímos que volatilidade é uma medida de risco. Por isso, em investimentos mais conservadores é muito comum encontrar volatilidade mais baixa, existem casos de até 2% ao ano. Já em casos de investimentos mais arrojados ou com mais riscos, como por exemplo fundos de ações, podem superar com facilidade os 10% ao ano de volatilidade.

Diante disso, é muito importante uma avaliação prévia sobre o fundo de investimento que você vai investir. Contando com todo o histórico, é possível avaliar se este investimento passou por alguma alteração, quanto tempo se manteve de forma positiva e negativa, ou até mesmo se obteve resultados excepcionais, fora da curva.

Uma dica muito importante para que você possa identificar se aquele determinado fundo está de acordo com o seu perfil de risco, será acompanhar a volatilidade dele. Porque esta é a forma mais simplificada para que você possa observar o risco do fundo que deseja investir. Após identificar sua volatilidade, poderá decidir se vale mesmo a pena ou não aplicar seu dinheiro nesta opção.

E como se calcula a volatilidade, Phillip?”. O cálculo da volatilidade já é um pouco mais complexo, envolvendo e manipulando informações estatísticas que passa pela identificação da amostragem, depois o cálculo da média da variação, depois da variância amostral, pelo cálculo do desvio padrão da amostra só para depois acharmos a volatilidade. Então, com o intuito de deixar as coisas simples, entenda que a volatilidade é uma medida de risco, uma medida de quanto o ativo oscila e você deve observar se isso tem aumentado, se mantido ou diminuído ao longo do tempo.

 

Mesmo que ainda não tenha escutado o podcast anterior, você já deve ter noção que são muitas informações e muitos detalhes a serem observados e talvez você ainda não tenha habilidade ou mesmo não tenha tempo para aprender a lidar com esse emaranhado de informações; portanto, se você tiver necessidade de um planejamento de investimentos profissional, isento de influências, focado na sua realidade pessoal, familiar e financeira e que considere o seu atual momento de vida e seus objetivos de curto, médio e longo prazo, basta entrar em contato comigo para conversarmos, agendarmos uma reunião e combinarmos o trabalho.

 

3. Rentabilidade relativa e absoluta

Entre a diversidade de fundos, existe uma particularidade em cada um deles, que se trata de qual será seu benchmark utilizado (o índice de referência que ele irá acompanhar ou superar), sendo que os mais comuns nestes casos são Ibovespa (para investimentos de renda variável) e CDI (para investimentos de renda fixa) – lembrando que tem fundo que não adota nenhum benchmark.

No caso desse indicador, a rentabilidade absoluta mostra quanto seu dinheiro variou em um determinado período de tempo. Se o seu ganho for de 5% a mais naquele período, por exemplo, este será o valor considerado.

Já a rentabilidade relativa acompanha sempre a variação de uma taxa. Ou seja, seu rendimento estará atrelado ao que foi proposto pelo seu benchmark naquele período, seja ele o CDI, Ibovespa, ou outros indicadores.

Uma dica importante é analisar este indicador das duas formas, mas principalmente através da rentabilidade relativa. Somente assim saberá se realmente obteve ganhos com aquele determinado fundo. Afinal, não vale a pena você ganhar 10% em um determinado ano se o benchmark do seu fundo de investimento tiver se valorizado 20%. Nesse caso teria sido melhor aplicar em ativos que replicam fielmente o próprio benchmark.

Vamos usar um exemplo numérico para ilustrar. Digamos que você investiu R$1.000 em um fundo. Depois de 12 meses, ele trouxe 8% de retorno líquido, portanto, seu capital após 12 meses é R$1.080. Esses 8% é sua rentabilidade absoluta. Digamos que nesse mesmo período, o benchmark do fundo rendeu 7%. Nesse caso, portanto, o seu fundo rendeu 14,29% a mais que o benchmark: essa é a rentabilidade relativa… a seu benchmark (como que eu achei os 14,29%: dividi 8 por 7, subtraí 1 do valor encontrado e multipliquei por 100). Nesse exemplo, seu investimento está se desempenhando muito bem em relação ao seu benchmark. Por isso que também é importante conhecer bem os benchmarks de seus investimentos e saber o que é CDI, Ibovespa, etc.

 

4. Drawdown

Um gráfico importante que deve ser avaliado em uma lâmina de fundos é o chamado Drawdown. O objetivo dele é apresentar os prejuízos que aquele determinado fundo teve e quanto tempo levou para se recuperar.

É importante entender que pode acontecer de os fundos terem quedas em um curto prazo, mas não devem levar muito tempo para se recuperar. Alguns investidores, que buscam retornos a curto prazo, acabam não aguardando este período até seus rendimentos se recuperarem.

Em muitos casos, ao iniciar os investimentos em um fundo de investimento, a questão da existência de riscos é desconsiderada. Afinal, ninguém espera que o fundo irá cair justamente quando fizer as primeiras aplicações.

Mas também devemos contar com a inconstância dos investimentos. Por isso é necessário sempre acompanhar este tipo de gráfico, que detecta onde o fundo obteve prejuízo e queda, para que assim seja mais fácil identificar se é vantajoso ou não realizar o investimento.

 

5. Patrimônio do fundo X Valor aplicado

Durante sua pesquisa sobre os fundos de investimentos, será de grande importância avaliar quanto o fundo ganhou nos últimos tempos. Para isso, existe este indicador: onde patrimônio do fundo representa quanto ele está valendo naquele determinado dia ou período. E valor aplicado refere-se ao dinheiro que as pessoas aplicaram nele.  

Se, por exemplo, você investir R$150 em um fundo de investimento e no período que avaliar ele estiver valendo R$200 de patrimônio, significa que o seu ganho foi de R$50 desde quando iniciou a aplicação.

Por isso, para identificar bons fundos é interessante acompanhar sempre as opções que possuem patrimônios maiores do que o saldo das aplicações. Isso quer dizer que este fundo produziu valor aos seus cotistas e pode ser uma boa opção para investir.

 

Espero que tenha gostado do episódio de hoje! Analisando esses cinco indicadores, será possível identificar os melhores fundos para você. Após analisar os rendimentos, riscos, oscilações da rentabilidade e quedas dos fundos em que deseja aplicar, poderá saber se realmente vale a pena ou não investir. Todas essas informações você costuma encontrar nas plataformas da sua corretora ou de seu banco de investimento.

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Ficamos por aqui e até a próxima semana com mais uma dica!

Aqui é Phillip Souza, o Investidor Inteligente!

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