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“015 Os antioxidantes e os radicais livres”

Neste episódio quero falar sobre os antioxidantes os radicais livres

Os antioxidantes atuam em diferentes níveis na proteção dos organismos, são agentes responsáveis pela inibição e redução das lesões causadas pelos radicais livres nas células.

Os quais causam danos incluindo: destruição das membranas biológicas, envelhecimento, mutações, câncer, doenças autoimunes, artrite reumatóide, entre outras doenças.

Espero que este episódio seja útil, para que compreenda a importância dos antioxidantes e melhore sua alimentação se prevenindo dos danos causados pelos radicais livres.

Eu sou Louis Marcondes, o expert em Nutrição do Dicas Curtas e semanalmente trago aqui neste podcast, várias dicas e informações para ajudar você a se alimentar melhorar, melhorando assim sua saúde, estética e bem-estar.

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Os antioxidantes e os radicais livres

Com certeza você já deve ter ouvido falar sobre os antioxidantes, mas quais são as suas funções? 

Os antioxidantes atuam em diferentes níveis na proteção dos organismos. O primeiro mecanismo de defesa contra os radicais livres é impedir a sua formação, principalmente pela inibição das reações em cadeia com o ferro e o cobre. Mas pera aí Louis, o que são radicais livres? Ok, antes de prosseguir vou falar sobre os radicais livres

Radicais livres são produzidos fisiologicamente pelo nosso corpo o tempo todo. O processo natural de respiração que ocorre em nível celular – utilizando o oxigênio – libera ânions que, em condições normais, vão se ligar a enzimas, também produzidas pelo nosso organismo, seguindo seu curso natural num amplo sistema de defesa antioxidante. Caso essas ligações não ocorram adequadamente por algum motivo, os ânions permanecem “livres” e reativos, sendo chamados de espécies reativas ou radicais livres. E chamamos de estresse oxidativo quando nem sempre as espécies reativas (radicais livres) são adequadamente inativadas, podendo causar danos oxidativos às células ou ainda produzir mais radicais livres.

E isto é um problema, pois os danos causados pelos radicais livres incluem: destruição das membranas biológicas, envelhecimento, mutações, câncer, doenças autoimunes, artrite reumatóide, entre outras doenças.

Talvez você esteja se perguntando, mas como reduzir então os radicais livres? Uma das maneiras é através dos antioxidantes, o tema deste podcast, porém é importante lembrar que fatores ambientais podem aumentar estes radicais livres, fatores como: O uso de medicamentos, o tabagismo, uma dieta inadequada, o consumo de álcool, a poluição do ar e outros fatores podem diminuir os níveis de antioxidantes celulares.

Antioxidantes e a redução das lesões causadas pelos radicais livres

E por isto a importância dos antioxidantes. Os antioxidantes são agentes responsáveis pela inibição e redução das lesões causadas pelos radicais livres nas células.

Os antioxidantes são capazes de interceptar os radicais livres gerados pelo metabolismo celular ou por fontes exógenas, impedindo o ataque sobre os lipídeos, os aminoácidos das proteínas, a dupla ligação dos ácidos graxos poliinsaturados e as bases do DNA, evitando a formação de lesões e perda da integridade celular. Os antioxidantes obtidos da dieta, tais como as vitaminas C, E e A, os flavonóides e carotenóides são extremamente importantes na intercepção dos radicais livres.

Outro mecanismo de proteção é o reparo das lesões causadas pelos radicais. Esse processo está relacionado com a remoção de danos da molécula de DNA e a reconstituição das membranas celulares danificadas.

Antioxidantes endógenos

Em algumas situações pode ocorrer uma adaptação do organismo em resposta a geração desses radicais com o aumento da síntese de enzimas antioxidantes.

Como assim enzimas antioxidantes? ah sim, é que os antioxidantes não são oriundos apenas da dieta.

Os antioxidantes endógenos, isto é, produzidos pelo nosso próprio organismo, temos a superóxido dismutase, a catalase, a coenzima Q10, o ALA (ácido alfa-lipóico) e a glutationa peroxidase (juntamente com a glutationa), sendo esta última considerada o principal antioxidante endógeno. A superóxido dismutase, a catalase e a glutationa peroxidase atuam em conjunto na conversão dos radicais livres em elementos neutros, como água e oxigénio. A glutationa consegue ainda reparar danos celulares, e em conjunto com o ALA e CoQ10 regenera e reutiliza antioxidantes endógenos. Auxilia ainda no processo de detoxificação do fígado.

Para garantir uma boa produção e uma boa atuação destes antioxidantes, são necessários bons níveis de alguns minerais complementares aos mesmos. A glutationa peroxidase necessita de selênio para poder atuar sobre os radicais livres. O selênio é obtido através da alimentação, e pode ele próprio ser considerado um antioxidante exógeno, isto é, que o nosso organismo não produz mas que obtém via alimentar. Para o sistema de glutationa funcionar corretamente, são ainda necessários níveis adequados de vitamina B2 e magnésio; já a SOD precisa de manganês, cobre e zinco enquanto co-factores. Todos estes elementos são possíveis de obter através de uma alimentação variada e equilibrada:

O selênio está presente em alimentos como carne, pescado, cereais integrais e castanha do Pará.

A vitamina B2 está presente na carne e fígado, no pescado, na gema de ovo, cereais integrais, oleaginosas como a amêndoa, e na levedura de cerveja.

O magnésio pode ser facilmente obtido através do consumo de frutos oleaginosos, sementes, leguminosas, pescado e cacau.

O manganês provém da ingestão de pescado, de cereais integrais, espinafres, frutos oleaginosos e de sementes.

O cobre está presente principalmente nos frutos oleaginosos, mas também em menores quantidades nas leguminosas, na carne de porco e de frango.

O zinco é extremamente abundante nas ostras, constituindo estas a sua principal fonte alimentar. Pode também ser obtido ingerindo carne, pescado, leite, queijo e leguminosas como feijão e grão.

Antioxidantes exógenos

Voltando aos antioxidantes exógenos, ou seja, provenientes dos alimentos. Os alimentos, principalmente as frutas, verduras e legumes, contém agentes antioxidantes, tais como as vitaminas C, E e A, a clorofilina, os flavonóides, carotenóides, curcumina e outros que são capazes de restringir a propagação das reações em cadeia e as lesões induzidas pelos radicais livres.

Vitamina C (ácido ascórbico): capacidade de inibir a formação de metabólitos nitrosos  que induzem a formação de câncer. Juntamente com a glutationa, a vitamina C e os carotenóides, constituindo um dos principais mecanismos da defesa endógena do organismo

Vitamina E:  As evidências recentes sugerem que essa vitamina impede ou minimiza os danos provocados pelos radicais livres associados com doenças específicas, incluindo o câncer, artrite, catarata e o envelhecimento. A vitamina E tem a capacidade de impedir a propagação das reações em cadeia induzidas pelos radicais livres nas membranas biológicas.

Vitamina A:  Tem apresentado ação preventiva no desenvolvimento de tumores da bexiga, mama, estômago e pele, em estudos realizados com animais. Estudos epidemiológicos também mostraram que o consumo regular de alimentos ricos em vitaminas A e C pode diminuir a incidência de câncer retal e de cólon. O b-caroteno, o mais importante precursor da vitamina A, está amplamente distribuído nos alimentos e possui ação antioxidante.

Flavonóides: Os compostos fenólicos mais estudados são: o ácido caféico, o ácido gálico e o ácido elágico.

O ácido elágico, encontrado principalmente na uva, morango e nozes, tem sido efetivo na prevenção do desenvolvimento do câncer induzido pelas substâncias do cigarro

O ácido caféico, é encontrado facilmente no ato de beber café. Também é encontrado em certos vegetais, frutas e ervas como: Açafrão, manjericão, tomilho, orégano, repolho entre outros

Atualmente, com dietas ricas em alimentos processados, pobres em frutas e verduras variadas, a obtenção de antioxidantes pela alimentação encontra-se comprometida. Muitas pessoas recorrem aos suplementos antioxidantes para compensarem estas falhas na sua alimentação, mas na verdade podem estar a agravar ainda mais o problema do que a solucioná-lo, uma vez que muitos estudos demonstram que a suplementação destes compostos pode não ser sempre eficaz ou mesmo sequer benéfico comparados aos alimentos. 

Se você desejar melhorar a ação antioxidante e evitar diversos problemas que relatei no começo do podcast, então siga a recomendação da Organização Mundial da saúde, e consuma pelo menos 500g de vegetais variados por dia, além de 3 a 5 porções de frutas diariamente.

Espero que tenha gostado do episódio de hoje!

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O link vai estar disponível na descrição do episódio!

Ficamos por aqui e até a próxima semana com mais uma dica do Super Nutricionista!

Até a próxima semana.

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