Ouça agora este podcast!“078 Os diferentes tipos de tradings”

Antes de iniciar no mercado financeiro, antes de iniciar as operações em bolsa de valores ou mesmo com outros produtos financeiros sofisticados (tais como derivativos) é muito importante estar familiarizado com os diversos tipos de trading. Você já deve ter escutado sobre day-trade, swing-trade ou position-trade e até operações de médio e longo prazo (conhecidas como Buy&Hold). Esses termos podem até parecer complicados demais em um primeiro momento, principalmente para quem não está familiarizado com a língua dos investimentos. Contudo, a principal diferença básica que existe entre eles está no tempo em que o investidor irá negociar. Vamos entender melhor isso tudo nesse podcast.

Eu sou Phillip Souza, o expert em Finanças e Investimentos do Dicas Curtas e semanalmente trago aqui neste podcast, várias dicas, informações e orientações para ajudar a fazer com que você use bem o seu dinheiro para construir seus resultados de forma financeiramente saudável com foco em qualidade de vida, aproveitando o presente e cuidando do futuro, transformando-se em um investidor inteligente.

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Então vamos ao que interessa.

 

Todo investidor deve possuir um plano para os seus investimentos. E é justamente esse plano que o ajuda a definir sua estratégia, bem como o tempo para operar em aplicações financeiras, seja na renda fixa ou na renda variável, como a Bolsa de Valores. Realizar operações de compra ou de venda, ou realizar as movimentações financeiras é fácil. É fácil fazer a parte operacional, prática. A parte mais trabalhosa e talvez a mais importante é a construção da estratégia, saber os porquês de se investir naqueles produtos ou naqueles mercados e de que forma fazer isso (além, é claro, da parte emocional, que, em operações de renda variável costuma ter uma agitação mais vibrante, mais ainda quando as operações são de curtíssimo prazo).

Dessa forma, é importante que o investidor se prepare e saiba o que está fazendo para trabalhar com a maior precisão operacional possível. Pode errar? Pode e muito provavelmente vai. Mas a preparação diminui a quantidade de erros. Além disso, também é importante correr riscos calculados e, em termos de tempo, saber para quando esperar os resultados.

Entre os tipos de trading de curto prazo mais comuns temos:

  • O day-trade – operações que são iniciadas e terminadas dentro do mesmo pregão;
  • O swing-trade – operações que levam de dois a cinco dias;
  • O position-trade – operações relativamente mais longas, mas ainda consideradas de curto prazo, pois podem durar algumas semanas e até meses.

 

Day-trade

Como disse, o day-trade é sempre encerrado no mesmo dia, mas pode durar apenas alguns minutos ou horas. É o mais curto dentre os tipos de trading. A compra pode ser na abertura do mercado financeiro e a venda no fechamento, ou até com uma diferença de segundos: qualquer tipo de operação nesse estilo são chamados de day-trade.

Por se tratar de um prazo voltado para os ganhos rápidos, exige-se muito conhecimento, experiência e muita habilidade por parte do trader. Além da rapidez, também é comum operar com o day-trade para conseguir pequenos montantes. Isso porque a soma final pode trazer uma lucratividade interessante.

Então, para recapitularmos: day-trade são operações de curtíssimo prazo (iniciadas e terminadas dentro do mesmo pregão), podendo ser operações simultâneas, necessitando de ativos de alta liquidez, exigindo dedicação, com possibilidade de ganhos rápidos, sendo que os lucros das operações podem ser pequenos, mas com o propósito de gerar um resultado final, no somatório, muito bom. Nesse caso, é imprescindível ter um bom conhecimento em análise técnica e muita experiência por parte do investidor. Geralmente os gráficos usados para análise são de periodicidade de 60 minutos, 30 minutos, 15 minutos ou menos. Day-trade não é para iniciantes.

 

Swing-trade

O swing-trade também é um dos tipos de trading mais comuns na renda variável, porém consiste em uma operação de prazo um pouco maior do que o day-trade. O trader que utiliza o swing-trade negocia, em média, num período de dois a cinco dias – se muito, sete dias. Não mais do que isso. A ideia é permanecer em uma posição até o tempo estabelecido para atingir as metas traçadas e finalizar a operação. Neste contexto, o swing-trader costuma realizar menos operações simultâneas. Apesar disso, existe a necessidade de haver uma liquidez alta dos ativos operados como no day-trade e também é necessário o domínio da análise técnica, além de paciência, disciplina em respeitar o plano operacional e disponibilidade para acompanhar os gráficos e suas tendências.

Para recapitularmos: no swing-trade o trader realiza menos operações simultâneas de curto prazo (dois a cinco dias – no máximo sete dias), necessita de ativos de alta liquidez, exige dedicação, paciência e disciplina, pode haver mais consistência de resultados e é imprescindível o conhecimento em análise técnica. Geralmente o gráfico mais usado para análise é o gráfico diário.

 

Position-trade

No position-trade as negociações podem durar algumas semanas e até meses. Como o objetivo é atingir uma lucratividade maior em relação aos outros tipos de trading, o investidor mantém poucas operações abertas ao mesmo tempo. A liquidez é importante, mas não é essencial como no day-trade e no swing-trade. Aqui o prazo operacional é mais extenso.

Portanto, um position-trader: pode ter poucas operações ativas ao mesmo tempo (semanais); a liquidez não é o fator mais importante; esse tipo de operação exige paciência, disciplina e controle emocional – principalmente porque é necessário deixar a operação maturar, com oscilações negativas ao longo desse período; pode haver mais consistência de resultados; o trader deve conhecer as análises técnica e fundamentalista. Geralmente o gráfico mais usado para análise é o gráfico semanal, tendo também o respaldo das informações fundamentalistas da empresa em questão.

 

Buy&Hold

De forma mais ampla existem as operações visando o médio prazo e o longo prazo, que diferem dos tipos de trading que conversamos até então. São operações visando um prazo operacional maior, também conhecidas como Buy&Hold (comprar e segurar).

As operações de médio prazo são aquelas com o foco de maturação do investimento entre um a cinco anos. É recomendável ter alguma experiência no mercado e noções de análise técnica e fundamentalista.

As operações de longo prazo são aquelas com foco na maturação ou desenvolvimento do investimento com prazos de cinco anos adiante. Geralmente são utilizadas por investidores que buscam complementar sua aposentadoria no longuíssimo prazo. Nesse caso é essencial ter conhecimento em análise fundamentalista.

Tanto nas operações de mais curto prazo e, principalmente, nessas operações de mais longo prazo vale atentar ao seguinte ponto: não é comprar e esquecer. Isso não se faz com investimentos, principalmente em renda variável. Para esses investimentos com o propósito de mais longo prazo, pelo menos, a cada 3 meses é interessante ler, dar uma olhada nos balanços, acompanhar o desempenho dos ativos. O mercado muda, você muda e, portanto, os seus objetivos podem mudar ou, pelo menos, se ajustarem ao longo do tempo. E é importante avaliar e reavaliar o caminho e a progressão que sua vida e seus investimentos estão tomando. Portanto, mantenha o olho naquilo que é seu.

 

Custos e riscos

Tanto no mercado de ações, quanto no mercado futuro ou de opções, as operações de day-trade manuais precisam de bastante disponibilidade de tempo para negociar. Existem traders que estabelecem um horário ou um tempo específico para operar. Fazem o que tem que fazer naquele período de tempo (ou não fazem nada, afinal, nem sempre você tem que operar alguma coisa), fecham a plataforma e vão viver suas vidas. Porém, como day-trader, um investidor provavelmente fará diversas operações por dia, e, junto com isso, certamente terá grandes custos com corretagens e outras taxas (emolumentos e impostos). Vale lembrar que também existe a incidência do Imposto de Renda sobre o lucro que para operações day-trade é maior: day-trade paga 20% de IR (independente do valor da operação) enquanto as operações normais pagam 15% de IR (investidores pessoa física são isentos de IR para vendas até 20 mil reais). Além deste ponto desfavorável, ainda é preciso lidar com o risco diário de não ter liquidez: ou seja, não conseguir comprar ou vender seus ativos – daí a importância de operar, de preferência, ativos de altíssima liquidez.

Já no swing-trade, a quantidade de operações são mais reduzidas e, consequentemente, o capital, os custos e os riscos envolvidos também são menores. Fora isso, graficamente é mais fácil de analisar, pois existe um maior tempo para isso – claro que não todo o tempo do mundo, mas comparado a um day-trade, com certeza tem mais tempo. É fundamental gerenciar adequadamente o risco operacional, aplicando os stops, seguir o plano de trade definido ANTES de executar a operação e manter a ‘cabeça e o coração frios’. Ficar torcendo para o ativo subir 1 ou 10 centavos ao invés de operar e deixar rolar não é nada produtivo – gera mais ansiedade e a possibilidade de você operar mais e até tomar prejuízos por indisciplina emocional fica muito grande. O mesmo vale para o position-trade.

 

Como escolher os seus tipos de trading?

Você como investidor inteligente já deve ter percebido que o período operacional é a principal diferença entre os tipos de trading, correto? Além disso, já deve ter percebido que cada uma das modalidades exige habilidades específicas do trader. Por isso, para escolher qual a melhor forma de operar para você está na avaliação do seu perfil e do seu estilo de vida.

Eu, Phillip, já fui agente autônomo de investimentos, o “operador de bolsa”, e atendia clientes que eram day-traders, assim como tive clientes que eram swing-traders, até clientes do estilo buy&hold. E, pessoalmente, já atuei como day-trader. Na época era emoção, aprendizado, colocar muita coisa fresquinha que havia aprendido no MBA em prática. Hoje, depois de muitos anos, meu estilo de vida mudou, minhas prioridades mudaram: sei fazer day-trade, sei fazer swing-trade, sei usar muito bem tanto análise técnica quanto análise fundamentalista, mas evito fazer operações de curto prazo. O tempo não comporta mais, o estilo de vida não comporta mais. Prefiro estudar as empresas, escolher um bom ponto técnico de entrada e deixar o investimento desenvolver. É estrategicamente e emocionalmente mais suave. Mas isso, como disse, depende do seu momento de vida, dos seus objetivos, do seu tempo e da sua expertise.

Por isso, pense: qual o tempo que você tem disponível para investir? Quanto de risco quer e pode correr para atingir os resultados almejados? Somente com essas reflexões e muitas outras a partir dessas perguntas que você conseguirá chegar a uma definição assertiva. Tenha em mente que cabe ao investidor, ao trader, estabelecer sua própria estratégia e traçar um caminho a ser percorrido nos seus investimentos.

Espero que tenha gostado do episódio de hoje!

 

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Ficamos por aqui e até a próxima semana com mais uma dica do Investidor Inteligente!

Investidor Inteligente do Dicas Curtas

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