Muitos pequenos empresários e profissionais autônomos estão em situação difícil, devido aos efeitos das mudanças no mercado. Muitos trabalhos estão deixando de existir e outros estão nascendo; e aqueles que permanecem estão sofrendo.

E, financeiramente, sofrimento pode ser traduzido como dívidas. Nesse podcast vou trazer um case que pode gerar ideias sobre como você pode construir estratégias para o seu caso específico. Lembrando que não se trata de recomendação, mas um case prático visando te ajudar a melhorar sua vida financeira.

Você está escutando o podcast do Investidor Inteligente; todas as semanas você pode nutrir a sua vida financeira com informações gratuitas de qualidade, apresentadas de forma bastante harmônica, lançando luz sobre diversos assuntos relacionados à finanças e investimentos.

Eu sou Phillip Souza, terapeuta financeiro especialista em inteligência financeira, treinador e palestrante, consultor e educador financeiro, o expert em Finanças e Investimentos do Dicas Curtas. Você me encontra nas diferentes redes sociais através do @phillipsouzabr.

 Tenho o importante desafio de te ajudar a destravar a sua mentalidade e entender que a prosperidade também é para sua vida: usando bem o seu dinheiro você pode desfrutar de qualidade de vida, fazer com que ele sobre e investi-lo para realizar seus sonhos e objetivos! Isso tudo para que você possa evoluir em seu comportamento a partir da desconstrução, reconstrução e transformação da sua mente ampliando sua percepção, aprendendo, evoluindo e se comportando de forma mais sábia e próspera em relação às suas finanças, transformando-se em um investidor ainda mais inteligente.

Esse e os outros podcasts do Dicas Curtas são gratuitos. Portanto, você pode acompanhar e assinar agora o Investidor Inteligente nas diferentes plataformas de podcast seja através do seu dispositivo Apple ou Android, sendo que você também pode encontrar o Investidor Inteligente pelos apps Spotify ou Deezer. Para ficar por dentro com todas as informações, não perder nenhuma dica e acompanhar todas as semanas os novos episódios, basta seguir o podcast! Assim você vai poder usar bem o seu dinheiro no presente e investir pensando no futuro!

Ouça “180 Pego um empréstimo e pago a dívida ou deixo embolar e forço uma negociação?” no Spreaker.

Dúvida de uma cliente que pode te trazer ideias e abrir sua mente. Ela disse assim:

O meu cartão de crédito acumulou R$6.000 no último mês e já venceu desde o último dia 30. E eu não vou ter dinheiro para pagar porque estou sem trabalhar e ainda tem a fatura do próximo mês que são R$3.000; ao ficar sem pagar as faturas, acabou por gerar juros absurdos. Estou na dúvida no que faço. Eu tenho um salão que hora abre outra hora fecha por conta da pandemia, dependendo do que o prefeito da cidade diz – isso fez com que minha renda caísse mais da metade do que recebia; quando existe a possibilidade de trabalhar, hoje, como autônoma, recebo cerca de R$3.000 a R$4.000 dependendo da quantidade de clientes que atendo.

Estou em dúvida do que fazer: não sei se eu pego um empréstimo de R$9.000 com meu pai que é funcionário público (no caso, ele tomaria o crédito por mim a taxas mais baixas) e daí eu pagaria cerca de R$1.000 de juros no processo de quitação dessa dívida. Ou, outro caminho, seria deixar embolar e ir juntando todo o dinheiro na poupança e no final do ano fazer um acordo com o banco.

Qual caminho eu devo seguir?”

Infelizmente essa tem sido uma situação muito comum, especialmente nos tempos que estamos vivendo. E eu queria compartilhar com você o que eu orientei para essa cliente especificamente, pois talvez possa te ajudar a desembolar sua vida financeira ou, pelo menos, atenuar os impactos negativos das dívidas.

Vale ressaltar que isso não é recomendação para sua vida financeira pessoal: para que eu possa te apontar um caminho, uma estratégia que caiba na sua vida, eu teria que olhar suas informações, suas contas, fazer um diagnóstico e, a partir daí, te mostrar as possibilidades. Apesar disso, pode virar algumas chaves e abrir sua cabeça para algumas ideias.

A primeira coisa, nesse caso, foi entender a situação da cliente. Além de entender seu padrão de gastos, ela disse que sua renda atual está praticamente pela metade do que recebia há poucos meses, o que fez com que as contas se embolassem chegando à essa situação.

É muito comum que em momentos de incerteza usemos o cartão de crédito para sanar alguma dificuldade em termos de caixa, principalmente se estamos incertos sobre nossos recebimentos. O que poderia ser feito muito antes é formar reservas de segurança que, para um profissional autônomo, deveria ser no mínimo 10 vezes os gastos mensais, sendo que o ideal é por volta de 12 vezes aquilo que se gasta. Recentemente recebi um depoimento de outro cliente (também autônomo) que fez um planejamento de investimentos comigo em 2019 e que isso salvou sua família de complicações (se quiser assistir, está no meu canal do YouTube e também no IGTV no meu perfil do Instagram, basta procurar por @phillipsouzabr).

Porém, no caso dela ela já vinha de um histórico de mau uso do cartão, afinal nesses valores não estavam incluídas apenas as contas do mês, mas outras de outros meses passados. Ou seja: isso sinaliza um descontrole mais antigo do que apenas a emergência atual.

Uma pergunta importante que fiz para ela é que se esses R$9.000 a serem tomados resolveria a questão ou se existiam compras parceladas a serem pagas em faturas futuras; você deve achar que sim, e não está errado. Todo o limite do cartão chegava a R$13.000. Então, mesmo que se ela tomasse os R$9.000 para pagar a fatura vencida e a próxima, caso sua receita não melhorasse, o problema reapareceria.

Recomendação: avaliar se conseguiria R$13.000 em crédito com o pai. Assim, ela tomaria um crédito maior, mas resolveria de vez as contas do cartão de crédito, que tem sido o instrumento de descontrole para sua vida. Como os juros do crédito tomados seriam baixos, a situação seria resolvida e ela poderia estar com a mente e o coração mais tranquilos para continuar trabalhando e resolver mais rápido a dívida contraída.

Uma estratégia mais refinada seria usar a diferença (ou seja, os R$4.000 – em relação aos R$9.000 devidos para os R$13.000 totais) como forma de poupança e até investimento de alta liquidez além de aguardar os próximos fluxos de caixa para usar ou não o dinheiro. Contudo, como se trata de uma situação em que a pessoa está com dificuldade de produzir renda suficiente e apresenta descontrole no uso do cartão, no caso dela foi preferível liquidar tudo de uma vez e deixar de usar o cartão de crédito por um tempo, para desmamar.

Enquanto ela estiver recompondo sua renda ou mesmo que ela permaneça nos atuais patamares de renda por mais algum tempo, fica mais fácil de honrar o compromisso com o pai e de certo modo um compromisso mais barato, apesar dos juros. Uma parcela de quase R$500 é mais suave de ser absorvida do que duas faturas que somam R$9.000 no curtíssimo prazo.

Contudo, não foi só isso. Como estamos falando de dívidas, de crédito, sabemos que estaremos pagando juros. A recomendação, no caso dela e no caso de qualquer pessoa é: pague o quanto antes assim que possível.

O parcelamento provavelmente será no prazo de 36 meses, mas deixei bem claro que assim que as coisas melhorarem e que ela se organizar melhor, que pagasse o valor de 2 ou 3 parcelas antecipadamente. Ou seja, além dos quase R$500 da parcela vigente, se possível, pagasse mais R$500 ou R$1.000 antecipadamente. Se não pudesse ser nesse valor, que pagasse menos, algo como R$300 além dos R$500 mensais.

O mais importante é: antecipar o pagamento. Fazer isso, conforme você também já deve imaginar, diminui o impacto dos juros no processo, além de liquidar mais rapidamente o compromisso: não sei como vai ser, mas se essas antecipações forem ocorrendo regularmente, ela liquida esse compromisso bem antes de 36 meses.

E a outra alternativa que ela levantou, não seria viável? Sinceramente… eu sei que lidar com juros no Brasil não é brincadeira e que aqui o dinheiro pago em juros é um volume bem expressivo. Basta pegar uma beiradinha no crédito de emergência no banco (também conhecido como “cheque especial” que de especial só tem para a instituição financeira) ou esquecer de pagar a fatura do cartão de crédito para sentir o efeito devastador dos juros contra você…

Mas, por outro lado, essa estratégia de deixar embolar e juntar dinheiro para pagar depois forçando uma negociação com o banco é o último caminho que costumo indicar. Só quando não tem jeito mesmo e que é mais saudável em termos de sobrevivência da família que esse pode ser o caminho, porque é um caminho difícil e extremamente dolorido, constrangedor, desgastante, tanto mental quanto emocionalmente, além de não ser justo com o seu credor – afinal, apesar dos juros elevados (e eu sei que isso não é bom para o seu bolso), a administradora te concedeu crédito. Quem usou o crédito foi você, não eles – não adianta ficar culpando o marketing, terceirizando sua responsabilidade que, inclusive é sinal de imaturidade financeira: quem passou o cartão, digitou a senha e fez as compras foi você.

É uma possibilidade deixar embolar, mas no caso dela, existem outras formas de lidar com a situação. Vai custar dinheiro? Vai, vai custar juros. Mas é o preço a ser pago pelo descontrole e por não ter feito o dever de casa antes dos imprevistos.

É o preço que você deve pagar? Não sei. Eu não conheço o seu caso nem a sua vida para poder dizer e avaliar se é ou se não é.

Mas o ponto é: evite ficar endividado e se estiver endividado, evite ficar inadimplente. Faça boas negociações e mostre-se disponível para chegar a um acordo favorável para as duas partes: tanto para você quanto para seu credor. Se não chegarem, procure um intermediário para te ajudar a chegar à uma conclusão, como o juizado de pequenas causas.

Não é só uma questão de ter o nome limpo – é uma questão de você ter um pouco mais de paz para poder pensar com mais tranquilidade e tomar decisões melhores em relação à sua vida financeira e de sua família sem que, necessariamente, esteja embolado com seus credores. Cada caso é um caso. E esse é só um dentre vários outros que costumo atender e encontrar soluções únicas. E espero que esse case possa te dar uma luz sobre o que fazer, se você estiver enrolado, embaraçado em dívidas.

O podcast dO Investidor Inteligente também pode ser um pouco seu! Acesse a transcrição no blog do Dicas Curtas caso queira deixar algum comentário para esse episódio! E você também pode participar mais fazendo a mesma coisa encontrando a postagem no perfil do Dicas Curtas tanto no Instagram (siga @dicascurtas) quanto na fanpage dO Investidor Inteligente no Facebook. Aproveita para seguir o perfil, curtir a página e as postagens, marcar seus amigos e compartilhar com eles o que você está aprendendo aqui!

E você pode entrar em contato direto comigo através do meu perfil do Instagram: você me encontra nas diferentes redes sociais através do @phillipsouzabr. Ou eu pessoalmente ou alguém da minha equipe vai atender sua demanda, ok?!

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Todos os links estão na transcrição no blog e na descrição dos episódios.

Aproveite bem a sua semana, aproveite bem o seu tempo e aproveite bem as oportunidades que a vida te oferece.

Cuide bem de você, de sua família e de suas finanças!

Que Deus te abençoe! Aqui é Phillip Souza, o Investidor Inteligente!

Investidor Inteligente do Dicas Curtas

 

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