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“016 PEELING: É uma boa ideia para a sua pele?”

Peelings são procedimentos comumente realizados por profissionais voltados à área estética. Mas é preciso entender que o termo “peeling” abrange inúmeras formas de procedimentos, produtos, equipamentos e intensidades. Existem peelings para as mais variadas queixas e tipos de pele, e a indicação correta é o que determina o sucesso do procedimento. Por mais superficial que seja o peeling escolhido, pode haver efeitos colaterais que devem ser evitados, e isso parte fundamentalmente da indicação correta e da tomada de cuidados adequados.

Vamos entender os mais variados tipos de peelings e ficar por dentro das maravilhas dessa ferramenta estética?!

Eu sou Samara Véras, a Diva da beleza do Dicas Curtas, e semanalmente trago aqui neste podcast informações relevantes sobre os elementos que compõem a atratividade humana e a ciência que há por trás dos procedimentos estéticos, interpretada com sensibilidade e clareza para que você, interessado no universo da beleza, entenda mais sobre as possibilidades que a medicina estética tem a oferecer.

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Vem comigo!

 

Nossa pele se renova a cada 28 dias. Num ciclo que acontece lentamente, sem que percebamos, as células mais velhas vão subindo para a superfície, passando a fazer parte da camada córnea, uma camada de células sem núcleo, que desempenham função de barreira e proteção. Caso esse tempo de renovação seja acelerado, percebemos isso como o fenômeno de descamação. E aqui entra o nosso tema de hoje! Os peelings.

O termo PEELING significa “descamação”, e é exatamente desta propriedade que alguns produtos, instrumentos ou tecnologias se valem para alcançar efeitos benéficos na pele. Existe um objetivo claro para se querer que a pele acelere o ciclo de renovação e descame: a retirada provocada das camadas cutâneas superficiais dá lugar a uma pele mais suavizada, jovem e saudável, com menos rugas, menos manchas e poros mais rasos.

São inúmeros os métodos utilizados para se precipitar a descamação de camadas de pele. Um dos mais conhecidos é o peeling químico, em que se utilizam substâncias químicas – os ácidos – em concentrações elevadas, capazes de gerar um dano controlado na superfície da pele. Esse dano é basicamente a desnaturação das células que compõem a pele. Tanto as células mortas da camada mais superficial da pele, quanto células vivas de camadas mais inferiores sofrem esse processo de desnaturação, e tornam-se desvitalizadas, o que é percebido como o fenômeno de descamação, dias depois do procedimento. Isso força a renovação da pele, que responde gerando novas células e tecido conjuntivo. O resultado é uma pele de aparência melhor que a anterior.

O grau dessa melhora depende do grau da agressão do peeling. Quanto maior e mais profundo o dano causado pelo peeling, maiores são as respostas observadas.

Para se chegar estímulos maiores, podem-se utilizar ácidos mais potentes – aqueles que conseguem penetrar em camadas mais profundas da pele – ou métodos diferentes dos ácidos, como os métodos de abrasão ou a laser.

Você já ouviu falar no termo dermabrasão? Como o nome sugere, consiste em uma abrasão da pele, realizada em consultório médico, por meio de instrumento próprio pra isso – uma espécie de lixa – que retira camadas de pele através de fricção. O procedimento em si é o próprio estímulo mecânico que faz a pele descamar. É um método agressivo, que necessita de anestesia local, que deixa a pele bastante sensibilizada nos dias seguintes à realização do procedimento. À medida que a pele vai se regenerando, observa-se suavização de irregularidades, como cicatrizes, poros e rugas. Mas existe também uma microdermabrasão, um método bem superficial, conhecido como peeling de de diamante, que utiliza uma ponteira áspera, que desliza sobre a pele realizando uma esfoliação. Neste caso, o procedimento é indolor e no pós, não se observa descamação.

Há, também, os peelings a laser. Lasers ablativos, como o CO2 fracionado, podem ser utilizados em diversos parâmetros, dos mais leves aos mais fortes, para gerarem um dano térmico, causando evaporação de camadas de pele. Após o procedimento, forma-se uma crosta, que descama dias depois, dando lugar a uma pele mais saudável.

                                                               

Diante de todas essas maneiras que descrevi como agem os peelings, e da forma como o nosso organismo responde ao estímulo agressor, já podemos imaginar as condições de pele em que esse estímulo é bem vindo. Peles que necessitam de renovação, quer seja por sua textura de aparência grosseira dada por poros dilatados, rugas ou cicatrizes, ou ainda peles manchadas por melasma, manchas da idade ou manchas cicatriciais, se beneficiam muito dos procedimentos que geram descamação. No caso das manchas, o benefício pode se dar tanto pela retirada de camadas de pele em que esteja depositado excesso de pigmento, quanto pela ação clareadora dos ativos, nos casos de alguns peelings químicos. No entanto, devo ressaltar a importância da escolha adequada do método a ser utilizado em cada caso. Peles com manchas, peles asiáticas ou com alto fototipo – ou seja, peles morenas e negras – requerem métodos menos agressivos,  pelo risco de mancharem após um dado estímulo inflamatório.

Para se obter o máximo de benefícios e o mínimo de efeitos colaterais de um peeling, os cuidados pré e pós o procedimento são fundamentais. O preparo da pele para o peeling deve se dar, preferencialmente, pelo menos uma semana antes, com o uso de clareadores e hidratantes tópicos. Uma pele hidratada permite a penetração mais uniforme dos peelings. Outro cuidado fundamental é que a pele não deve estar bronzeada! Já no pós peeling, o cuidado primordial é a proteção da pele ao sol e calor, tanto pelo uso de barreiras físicas quanto de filtros solares, assim como o uso de cremes regeneradores e hidratantes para a fase de descamação, em que a pele fica sensibilizada. Evitar banhos muitos quentes e uso de ácidos que possam sensibilizar a pele são contraindicados.

É isso! O sucesso de um peeling depende tanto do profissional, que deve entender profundamente sobre os tipos de pele e as indicações adequadas de cada método de peeling, quanto do paciente, que deve seguir as orientações à risca, tanto prévias quanto seguintes ao procedimento!

Espero que tenha gostado do episódio de hoje!

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Ficamos por aqui e até a próxima semana com mais uma dica do Diva da beleza!

Até a próxima semana.

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