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“014 Probióticos e a eficiência na luta contra a obesidade!”

Neste episódio quero falar sobre os probióticos e a relação com a obesidade.

Os probióticos afetam o ecossistema intestinal trazendo efeitos benéficos a saúde. aumentando o número de bactérias anaeróbias benéficas e diminuindo a população de microrganismos potencialmente patogênicos, ou seja, capazes de promover doenças.

Os probióticos também tem influência em uma doença inflamatória subclínica de baixo grau, a obesidade. 

Espero que este episódio seja útil e que você a importância com os cuidados do sistema gastrointestinal e como uma boa população de bactérias pode melhorar a sua saúde.

 

Eu sou Louis Marcondes, o expert em Nutrição do Dicas Curtas e semanalmente trago aqui neste podcast, várias dicas e informações para ajudar você a se alimentar melhorar, melhorando assim sua saúde, estética e bem-estar.

Então para que você não perca nenhuma dica e fique atualizado com todas as informações que estarei compartilhando aqui, basta assinar o podcast e acompanhar todas as semanas o Expert em Nutrição do Dicas Curtas

 

Em busca da saúde não é nenhuma novidade a importância da prática do exercício físico, e a junção desta prática com uma alimentação adequada. No entanto, dentre os macronutrientes, o consumo de proteína é algo extremamente importante para que o corpo opere de maneira eficiente. E a qualidade da proteína é dada pelo seu perfil de aminoácidos e sua respectiva biodisponibilidade. Para ficar mais claro caso tenha dúvidas do que são aminoácidos, assim como uma parede é formada por tijolos, uma proteína é formada de aminoácidos.

Atualmente, a melhor maneira de avaliar a qualidade de um aminoácido é por sua digestibilidade, o que significa que a proteína foi digerida, o aminoácido foi absorvido e pôde sinalizar a síntese proteica sem gerar o acúmulo desses compostos no organismo.

 

Massa muscular não é só questão de estética

E quando se trata do ganho de massa muscular, na maioria das vezes associamos isto a um aspecto meramente estético, porém a massa muscular vai muito além da estética. A massa muscular é importante pois o músculo esquelético é responsável, não só pela realização de trabalho, mas também pela regulação da glicemia, balanço energético e oxidação de gordura. Percebe agora que fazer musculação e cuidar da massa muscular tem ligação direta com a saúde?

Uma revisão e 2019 pelo jornal Frontiers in Nutrition, foi discutido a qualidade e quantidade de proteína, nas diferentes fases e situações da vida, capazes de otimizar a síntese proteica e ganho de massa muscular. Alguns estudos passaram a relacionar o consumo de carne vermelha com incidência de diabetes tipo II e doenças cardiovasculares, no entanto, é difícil afirmar essa relação pela ausência de estudos a longo prazo que monitoram o nível de atividade física e comparação com vegetarianos, todavia, se mostra um tema emergente devido às preocupações com o meio ambiente.

 

Qualidade das proteínas

Como citei no início, a qualidade da proteína é um fator importante, e existe um método para avaliar a qualidade, disponibilidade e digestibilidade das proteínas chamado DIAAS (Digestible indispensable amino acid score), este é um padrão sugerido pela FAO para avaliar a qualidade, o FAO é a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura. Diversos estudos utilizando essa metodologia já provaram que o processo de cocção, ou seja, de preparo a uma temperatura interna maior que 70ºC facilita a digestão devido à desnaturação de proteínas, permitindo a atividade enzimática nos sítios de clivagem da estrutura. Outra relação interessante que é sugerida por alguns pesquisadores com estudos em animais é que o consumo de proteínas acompanhada por gorduras pode facilitar a digestão, isso por lentificar o esvaziamento gástrico e permitir maior contato das enzimas com as ligações peptídicas, mas ainda não existem resultados mostrando que isso otimiza a síntese proteica.

 

Recomendações de consumo proteico

Ok Louis, você já falou da importância do consumo de proteínas, porém, qual é a recomendação de consumo?

As recomendações de proteína variam de acordo com as populações, isso principalmente devido às condições socioeconômicas de cada região. No entanto, de maneira geral sabemos que as recomendações de proteína representam a quantidade mínima a ser ingerida por nós, mas não significa que é a ingestão ótima desse macronutriente. Estudos mostram que 10 g de aminoácidos essenciais por refeição (representado por cerca de 25 g de proteína de alta qualidade) é capaz de maximizar a síntese proteica em indivíduos sedentários. Convertendo para comida, 100g de alguma carne é suficiente por refeição.

Mas em situação pós exercício físico esse valor diminui para 8,5 g de aminoácidos. Esses resultados não sugerem que o indivíduo fisicamente ativo precise de menos proteína, muito pelo contrário, isso mostra que ele diminui a degradação proteica e aumenta a capacidade de síntese, mas que precisará de um maior aporte proteico para suprir as necessidades metabólicas. Tão importante quanto à qualidade e quantidade, os autores falam sobre o porcionamento ao longo do dia a fim de fornecer um estado anabólico regular ao organismo, algo que também pode variar entre pessoas devido à rotina e acesso à alimentos.

Em adolescente e crianças sabemos que existe uma demanda energética importante devido à fase de desenvolvimento de praticamente todos os tecidos. Proporcionalmente a ingestão de proteínas para essa fase da vida é maior que para os adultos, podendo ser considerada adequada quantidades a partir de 15% de valor energético total da dieta. Já na população idosa é bem estabelecido que a partir dos 50 anos ocorre a perda gradual e involuntária de força e massa muscular, e chegando na idade dos 70 o indivíduo pode ter perdido 50% de sua funcionalidade e 16% do peso de massa magra. A explicação dessa síndrome está associada ao quadro de resistência anabólica resultante de um aumento do quadro inflamatório dos idosos, portanto, a terapêutica é adequar e porcionar as proteínas, se atentando à dificuldade de mastigação e deglutição, e tentar reduzir o estresse oxidativos a partir de compostos bioativos. Nos idosos, melhorar o perfil de massa muscular está associado à diminuição do risco de quedas e fraturas, aumento da independência e qualidade de vida.

A partir da revisão percebemos como é errado acreditarmos que existe um número mágico para a quantidade de proteínas a serem inseridas no plano alimentar, visto que isso varia de acordo com a idade (crianças em desenvolvimento e idosos com sarcopenia) e nível de atividade física. Lembre-se que o ganho de músculos vai além do perfil estético, está relacionado com melhora da sensibilidade à insulina, prevenção de doenças crônicas e longevidade.

Espero que tenha gostado do episódio de hoje!

 

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Ficamos por aqui e até a próxima semana com mais uma dica do Super Nutricionista!

Até a próxima semana.

 

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