Ouça agora este podcast! “110 Profissões do Mercado Financeiro: certificações do mercado de capitais”/span>

No podcast anterior tratamos das profissões e certificações do mercado financeiro relacionadas ao mercado bancário e de seguros e crédito. Falamos sobre CPA-10, CPA-20, CEA, CGA, Exame para Habilitação de Corretores de Seguros, Certificação FEBRABAN, Certificação ABECIP e Certificação ANEPS. No podcast de hoje vamos nos concentrar nas profissões e certificações relacionadas ao mercado de capitais.

Inclusive, no final desse podcast, mesmo que você não queira atuar profissionalmente no mercado financeiro, eu tenho um alerta e um aviso para você, investidor – e isso tem a ver com os temas do podcast anterior e do podcast de hoje. Escute tudo para poder entender todo o contexto.

Eu sou Phillip Souza, o expert em Finanças e Investimentos do Dicas Curtas e todas as semanas apresento o Investidor Inteligente, o podcast que te traz informações relevantes, orientações valiosas que podem te ajudar a usar bem o seu dinheiro, seja para solucionar problemas ou potencializar sua vida financeira, de modo que você possa construir seus resultados de forma financeiramente saudável com foco em qualidade de vida, aproveitando bem o presente e sempre cuidando do futuro, transformando-se em um investidor inteligente.

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ANCORD

No último podcast, as certificações que foram apresentadas são as principais do mercado financeiro relacionados a área bancária, e às áreas de seguro e de crédito. Já quando falamos em mercado de capitais a primeira prova que deve vir a mente é a ANCORD.

Este exame de certificação objetiva verificar a qualificação técnica dos interessados no exercício profissional da atividade de Agente Autônomo de Investimento (AAI), o “corretor de valores”, com vistas a obtenção de credenciamento junto as entidades credenciadoras e registro para o exercício da atividade perante a Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

O credenciamento é um processo que envolve os Agentes Autônomos de Investimento de modo que os empregados de instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil estão sujeitos apenas a Certificação. A prova possui 80 questões de múltipla escolha e nela caem desde conhecimentos sobre as funções do Agente Autônomo de Investimento até os mais complexos conhecimentos sobre gestão de riscos e mercado de capitais.

Os agentes autônomos geralmente são pessoas que combinam seu interesse por empreendedorismo com finanças, trabalhando como um intermediário entre o cliente e o produto financeiro. Esse profissional NÃO PODE realizar recomendações, uma vez que esse papel é do analista de investimento, certificado pela APIMEC através do CNPI – vamos tratar disso daqui a pouco. Essa informação é muito importante porque você, como investidor, deve ficar atento se o seu assessor está apenas te oferecendo os produtos que são disponibilizados para ele, se está esclarecendo suas dúvidas e te ajudando a resolver a parte burocrática ou operacional OU se ele está realizando ou dando a entender que está te indicando, recomendando produtos. Entenda: de forma bem grosseira, assim como o gerente de banco, o Agente Autônomo de Investimentos, o assessor de investimentos de sua corretora, é como se fosse o vendedor da instituição financeira – ele não pode fazer análise e nem gestão dos produtos de sua carteira.

Se você pensa em se tornar um Agente Autônomo de Investimentos, existem dois certificados do mercado financeiro que são imprescindíveis: o da ANCORD – Associação Nacional das Corretoras e Distribuidoras de Valores, Câmbio e Mercadorias –, que é exigência para se trabalhar na profissão; e o PQO – Programa de Qualificação Operacional da B3.

 

PQO – Programa de Qualificação Operacional B3

O PQO é a certificação da B3. O seu objetivo é comprovar o conhecimento no mercado dos profissionais que atuam nesta área. É claro que também visa estabelecer um processo de atualização contínuo de quem atua nos mercados administrados pela B3. Com essa certificação continuada a bolsa acaba elevando o padrão operacional.

Esta é uma certificação obrigatória a todos os profissionais atuantes em parte dos mercados administrados da B3 e qualquer um pode obter a certificação independentemente de vínculos. O nível e os assuntos abordados variam de acordo com a função (operações, comercial, compliance, risco, back office, cadastro de clientes, custódia ou liquidação) e a prova tem 60 questões de múltipla escolha e 3 horas para ser realizada.

 

CNPI – Certificado Nacional do Profissional de Investimentos

O CNPI tem como objetivo elevar os padrões profissionais de investimento a níveis internacionais. Esta certificação é realizada pela Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais (APIMEC) e é obrigatória para os especialistas em análises e emissão de relatórios.

De forma simples é importante saber que estes são os únicos profissionais do mercado autorizados a realizar indicações de investimento. Se você recebe recomendações de investimento da sua corretora de valores com certeza já reparou que o relatório é assinado por um profissional CNPI com a sua devida matrícula.

Como esta é uma prova bem abrangente e complexa, existem 3 variações desta certificação:

  • CNPI-P (Pleno) para analistas técnicos e fundamentalistas;
  • CNPI para analistas fundamentalistas;
  • CNPI-T para analistas técnicos;

A CNPI é dividida em três provas com 60 questões cada: Conteúdo Brasileiro; Conteúdo Geral (neste módulo são tratados assuntos de análise fundamentalista e alguns conceitos de contabilidade); e Conteúdo Técnico (abrange a análise técnica).

O conteúdo da certificação é bem extenso o que leva muitos profissionais a fazerem as provas por etapas. Aqui é importante saber que após fazer a primeira prova há o prazo de 1 ano para fazer as outras duas.

 

Consultor de Valores Mobiliários – Consultor CVM

Consultor de valores mobiliários é a pessoa física ou jurídica que presta serviços de orientação, recomendação e aconselhamento, de forma profissional, independente e individualizada, sobre investimentos no mercado de valores mobiliários (ou seja, produtos não-bancários, como ações, debêntures, COE, dentre outros), cuja adoção e implementação sejam exclusivas do cliente.

A atividade do consultor tem foco no cliente, na identificação de suas necessidades, interesses, objetivos, preferências e perfil de risco, de modo a oferecer um aconselhamento mais adequado e personalizado, orientando melhor os clientes sobre investimentos no mercado de valores mobiliários, as classes de ativos e valores mobiliários ou títulos e valores mobiliários exclusivos, ou mesmo no que se refere aos prestadores de serviços no âmbito do mercado de valores mobiliários (como a seleção de gestores) e outros aspectos relacionados.

A atividade de consultoria de valores mobiliários, porém, não envolve a adoção e nem a implementação das recomendações oferecidas. É o cliente quem decide se irá efetivar as recomendações e de que forma. No entanto, o consultor, as entidades integrantes do sistema de distribuição de valores mobiliários (corretoras, distribuidoras ou bancos) e seus clientes em comum podem estabelecer canais de comunicação e ferramentas que permitam executar as orientações e recomendações com maior agilidade e segurança.

Por isso é importante o investidor compreender a diferença entre o papel do consultor e o de outros profissionais que atuam nesse mercado, como o agente autônomo de investimentos. O consultor de valores mobiliários pessoa física e/ou o diretor responsável pela consultoria de valores mobiliários pessoa jurídica não podem obter ou manter registro como agente autônomo de investimento.

O consultor, por trabalhar ao lado e para o cliente, precisa desempenhar as suas atividades de forma independente e fundamentada, sempre buscando evitar situações que configurem potencial conflito de interesses.

Nesse sentido, o consultor deve colocar os interesses de seus clientes acima dos seus, desempenhar suas atribuições de modo a buscar atender aos objetivos de investimento de seus clientes, levando em consideração a sua situação financeira e o seu perfil, e verificar se os produtos, serviços e operações estão adequados a esses objetivos e perfil. Deve transferir ao cliente qualquer benefício ou vantagem que possa alcançar em decorrência de sua condição de consultor de valores mobiliários, e deve cumprir fielmente o contrato firmado com o cliente, que deve conter as características dos serviços prestados.

A consultoria de valores mobiliários só pode ser exercida por profissionais registrados na CVM, que para isso precisam atender aos critérios exigidos na regulamentação. Por mais que uma pessoa saiba exercer as funções que um consultor da CVM pratica, o exercício da profissão só pode ser realizada se a pessoa for registrada na autarquia federal – se não for consultor credenciado e estiver exercendo a profissão, a prática se configura como infração grave, passível de advertências, penalidades e multas, podendo a pessoa ser inabilitada de atuar como profissional do mercado de valores mobiliários e ter multas que variam conforme o julgamento da CVM em termos de proporcionalidade, razoabilidade, capacidade econômica do infrator e motivos que justifiquem a punição, tendo o limite da multa estabelecido em R$50 milhões ou o dobro do valor do prejuízo causado aos investidores ou o triplo do valor da vantagem econômica obtida ou o dobro do valor da emissão ou operação irregular.

O consultor pessoa física deve ser graduado em curso superior, ter reputação ilibada, ser aprovado em exame de certificação aprovado pela CVM, entre outros requisitos. A pessoa jurídica, entre outras exigências, deve ter sede no Brasil, ter em seu objeto social o exercício de consultoria em valores mobiliários, e atribuir a responsabilidade dessa atividade a um diretor estatutário registrado na CVM como consultor de valores mobiliários.

A consultoria de valores mobiliários é regulada pela Instrução CVM 592/2017.

 

Administradores de Carteira – CVM

A administração de carteira de valores mobiliários consiste na gestão profissional de recursos ou valores mobiliários, sujeitos à fiscalização da CVM, entregues ao administrador, com autorização para que este compre ou venda títulos e valores mobiliários por conta do investidor.

Estes profissionais se responsabilizam pela gestão dos recursos de seus clientes, e podem assumir, por exemplo, a gestão da carteira de fundos ou clubes de investimentos. Eles são responsáveis, entre outras coisas, pelas decisões sobre os tipos de ativos financeiros que farão parte da carteira que administram, e em que proporção, considerando, entre outros fatores, os riscos e as políticas de investimentos pré-definidas.

A atividade de administração de carteiras é uma profissão na qual se estabelece um vínculo forte de confiança entre o gestor e o investidor, uma vez que este confia àquele a administração de sua poupança. Em virtude disso, e considerando o tamanho da indústria, no que se refere ao patrimônio total, a atividade é regulamentada e fiscalizada pela CVM, através Instrução CVM 306/1999, que estabelece diversas regras a serem cumpridas pelos administradores. Algumas delas serão comentadas aqui.

Atualmente, como pessoa física, para ser administrador de carteiras credenciado pela CVM é necessário 1) ter graduação em curso superior, em instituição reconhecida oficialmente, no País ou no exterior; 2) experiência profissional de, pelo menos, três anos em atividade específica diretamente relacionada à gestão de recursos de terceiros no mercado financeiro ou no mínimo cinco anos no mercado de capitais, em atividade que evidencie sua aptidão para gestão de recursos de terceiros; e 3) ter reputação ilibada.

A CVM pode dispensar o requisito da graduação, desde que comprovada experiência profissional no mercado de capitais, em atividade que evidencie sua aptidão para gestão de recursos de terceiros, de no mínimo sete anos. Além disso, a CVM pode também dispensar o requisito da experiência profissional, caso o interessado possua notório saber e elevada qualificação em área do conhecimento que o habilite para o exercício da atividade de administração de carteira de valores mobiliários.

Existem vários outros detalhes e, mais recentemente, a CVM estuda algumas alterações, debatidas em audiência pública, nas normas que regem a atividade de administrador de carteiras. Dentre várias mudanças propostas, uma bem interessante diz respeito aos requisitos para obtenção da autorização, que poderá exigir a aprovação em exame de certificação em lugar da experiência atualmente exigida. Uma das vantagens dessa possível mudança é o fato de que o critério é mais objetivo, além de ser exigida uma manutenção periódica da certificação, o que garantirá a constante atualização e especialização profissional dos administradores.

CFP – Certified Financial Planner

O CFP (Certified Financial Planner) é uma certificação que foi criada nos EUA e trazida ao Brasil, concedida pelo instituto IBCPF, que virou instituto Planejar (Associação Brasileira de Planejadores Financeiros). Seu papel é implantar, certificar e controlar a atividade de planejador financeiro pessoal, assim como de representar esses profissionais perante o mercado, governo e sociedade.

Os planejadores financeiros podem ter um diferencial no currículo com essa qualificação internacional; para se trabalhar na profissão ainda não é obrigatório ter a CFP, porém, pode ser que em um futuro isso aconteça, como ocorre nos EUA. Contudo, trata-se de uma certificação de distinção e de excelência, já que o profissional passa por uma prova extensa e profunda que abrange diversas áreas do planejamento financeiro.

Mundialmente reconhecida, a certificação se constitui como um dos documentos mais importantes para aqueles que almejam exercer as atribuições comuns ao planejamento financeiro.

Aos aprovados e certificados pela CFP é conferida a distinção como planejador financeiro certificado podendo avaliar objetivos e riscos de cada cliente para montar uma estratégia de investimento para cada perfil. A prova completa dura 7 horas podendo ser feita de forma modular (nesse caso, deve-se completar todos os módulos em, no máximo, 2 anos). A certificação é dividida em 6 módulos: Planejamento Financeiro e Ética; Gestão de Ativos e Investimentos; Planejamento de Aposentadoria; Gestão de Riscos e Seguros; Planejamento Fiscal; e Planejamento Sucessório.

A grande diferença entre a CFP e as outras das principais certificações do mercado financeiro é que aqui não basta ser aprovado na prova. É necessário também ter no mínimo 3 anos de experiência comprovada e remunerada no atendimento a clientes pessoas físicas em uma das áreas de planejamento financeiro pessoal como um todo. Aqui estão englobadas as áreas de investimentos, seguros, planejamento de aposentadoria, planejamento fiscal e planejamento sucessório.

 

CFA – Chartered Financial Analyst

Deixei a certificação mais imponente por último: a CFA (Chartered Financial Analyst) que é fornecida pelo CFA Institute. Diferentemente de todas as outras certificações, essa não é obrigatória para nenhuma profissão. Mas é a mais prestigiada certificação de todo o mercado financeiro. Claro que também é considerada a mais difícil. A CFA está entre principais certificações do mercado financeiro mundial!

Esta certificação é composta por 3 provas. A de nível 1, nível 2 e a de nível 3. Para obter o certificado você deve ser aprovado nesta ordem. O nível 1 é composto de 240 questões mais gerais de finanças e ferramentas de investimentos, assim como alguma coisa de economia. O nível 2 é composto de 20 mini cases e as questões são mais complexas e envolvem muito de como precificar ativos. O nível 3 é composto por questões discursivas e objetivas e está mais relacionado à aplicação de todo o conhecimento no dia-dia.

A prova é tão difícil que o processo de estudar e passar nas 3 provas pode durar o mesmo que um curso superior. Isso acontece porque na prova caem muitos conteúdos de finanças e o candidato tem 6 horas para fazer cada prova.

Mas você acha que é só isso? Você precisa ser fluente em inglês, pois a prova é totalmente em inglês e só pode usar a sigla CFA quem passou nas 3 provas e tem no mínimo 3 anos de experiência no mercado financeiro.

Essa certificação é o topo, o troféu de ouro das certificações no mercado financeiro.

 

Alertas e avisos

No podcast anterior e nesse podcast foram abordadas as principais certificações e profissões do mercado financeiro. Mas tratando-se principalmente sobre mercado de capitais, eu quero te explicar e te avisar sobre algumas coisas, principalmente para você que é investidor.

Talvez por ingenuidade, por falta de maturidade e talvez até por intenções duvidosas, acontece de agentes autônomos de investimento exercerem veladamente o papel do analista e do administrador de carteira. Isso não pode acontecer no mercado. Cada um tem sua função, suas regras, seus impedimentos legais e, portanto, o agente autônomo não pode e não deve exercer tais atividades. Se isso acontecer, saiba que a pessoa que está te atendendo está infringindo as normas e a lei.

Por outro lado, é muito comum, principalmente nos dias de hoje com redes sociais e diversas mídias digitais, as pessoas se enveredarem para fazerem análises e recomendações de ativos (principalmente de renda variável: ações, COE, debêntures, etc.), seja no Facebook, no Instagram, e até no YouTube. Se são profissionais certificados, com a chancela da CVM, não tem problema algum; contudo, tem muita gente que acha que pode escrever, gravar vídeos, fazer recomendações simplesmente para chamar atenção para si, ganhar fama e talvez algum dinheiro no processo. Se a pessoa não é um analista de investimento certificado ou um consultor de valores mobiliários credenciado pela CVM não pode fazer isso. Conforme eu já deixei explícito, esse tipo de atitude pode gerar impedimentos legais, e penalidades jurídicas com prejuízo financeiro, pois se trata de uma infração grave.

Em 10 anos de trabalho eu já tive a oportunidade de saber de alguns casos em que a pessoa fazia recomendações, publicava na internet, outras pessoas seguiam o recomendado, e muitas vezes levavam prejuízo – e quem fez a recomendação não era consultor de valores mobiliários e nem analista de investimentos. Uma dessas pessoas, por exemplo, chegou em determinado momento, além de advertências, a levar uma multa de mais de R$50 mil.

A CVM, obviamente, não vai conseguir ver todas as irregularidades que existem no mercado: além de fiscalizar os profissionais credenciados que já existem (analistas, agentes autônomos, consultores de valores mobiliários) também fiscaliza as instituições financeiras e empresas no mercado de capitais. É muita coisa para observar, avaliar, apurar e definir se está certo ou não. Contudo, não seria nada agradável tirar o bilhete premiado, ser fiscalizado, estar fazendo a coisa errada e ser arrasado legal e financeiramente por conta ou de ingenuidade ou de desobediência às regras e leis estabelecidas.

Portanto, se você não é um profissional certificado e credenciado e faz isso, recomendo que pare e não faça mais. E se você segue as recomendações de pessoas que não são autorizadas a emiti-las, tome muito cuidado, pois pode ter o risco de ter um prejuízo financeiro significativo. No grupo do Investidor Inteligente do Facebook várias postagens com essa proposta de recomendação são filtradas e apagadas, pois descumprem o objetivo do grupo e ferem a lei estabelecida.

E para finalizar, eu, Phillip, pelo menos nesse momento, não sou consultor de valores mobiliários cadastrado na CVM: portanto, eu não faço indicações de ativos de valores mobiliários tais como compra ou venda de ações, COE, ativos no mercado futuro, opções – pois eu não tenho essa credencial. Eu não vou ferir a lei. Já fui agente autônomo de investimentos (não sou mais), não sou e nem nunca fui analista de investimentos e nem administrador de carteiras.

O que eu sou é planejador financeiro, palestrante e educador financeiro. Oriento sobre a administração de suas finanças, sobre estratégias para sair das dívidas, posso te orientar sobre produtos de investimento que não se configurem como valores mobiliários (não posso recomendar ações, COE, debêntures, e quaisquer outros valores mobiliários), posso te orientar sobre produtos de previdência e também sobre seguros – e esses são os meus limites de atuação, pelo menos os limites atuais. Posso sim ensinar sobre investimentos (quaisquer que sejam eles) através dos podcasts, de palestras, cursos, workshops – mas jamais com o propósito de recomendação, apenas com o propósito de educação.

Portanto, nesse podcast, você não vai encontrar recomendação de compra ou venda de algum ativo em específico. Com o intuito de educar, utilizando de exemplos, eu posso falar de algum ativo mobiliário, alguma ação, mas nunca com o tom ou com o intuito de recomendação – somente como forma de instrução e educação financeira. Então não adianta: eu não vou recomendar os melhores ativos, as melhores ações do momento, não funciona assim – tanto porque não posso e também porque cada pessoa tem um momento de vida diferente, com necessidades, nível de conhecimento no mercado financeiro e também tolerância ao risco diferentes. Posso, em um trabalho de atendimento te ensinar e te indicar ativos de renda fixa e fundos, desde que não se tratem de ativos de valores mobiliários.

 

Eu tenho a plena compreensão que a posição que assumo nesse podcast, em textos, em vídeos, em treinamentos, em cursos, em palestras que ministro em empresas, em entrevistas, em qualquer coisa que tenha minha opinião é uma posição de autoridade e isso pode gerar uma intenção de recomendação se eu não fizer ressalvas como sempre faço, e, diante disso, preciso ter muita responsabilidade e cuidado com aquilo que é transmitido para cada um dos ouvintes desse podcast, para cada um dos clientes que atendo e para cada um dos participantes e alunos de minhas palestras e treinamentos.

Existem outras certificações no mercado financeiro, mas como foi exposto no episódio de hoje e no episódio anterior você já tem uma boa noção de como funcionam as principais certificações e profissões, suas diferentes áreas de atuação e seus limites. Espero de verdade que o episódio de hoje tenha esclarecido muitas coisas para você!

 

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O link vai estar disponível na descrição do episódio!

 

Ficamos por aqui e até a próxima semana com mais uma dica!

 

Aqui é Phillip Souza, o Investidor Inteligente!

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