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“103 Reserva de Emergência: como prosseguir após formá-la?”

 

A formação da reserva de emergência é o primeiro e talvez mais importante investimento no início da vida de investimentos de uma pessoa. A partir desse pequeno patrimônio, certa tranquilidade financeira é adquirida para sonhar mais alto, sonhar e conquistar aquilo que você tanto deseja.

E junto com essa infinitude de possibilidades costuma vir a confusão. E nesse podcast vamos procurar trazer luz, um caminho, uma estratégia para você progredir além da sua reserva de emergência!

Eu sou Phillip Souza, o expert em Finanças e Investimentos do Dicas Curtas e todas as semanasapresento o Investidor Inteligente, o podcast que te traz informações relevantes, orientações valiosas que podem te ajudar a usar bem o seu dinheiro, seja para solucionar problemas ou potencializar sua vida financeira, de modo que você possa construir seus resultados de forma financeiramente saudável com foco em qualidade de vida, aproveitando bem o presente e sempre cuidando do futuro, transformando-se em um investidor inteligente.

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Formei minha reserva de emergência: e agora?

A formação da reserva de emergência talvez seja um dos principais e mais importantes investimentos na vida de um investidor, principalmente os investidores iniciantes. Sem essa pequena massa de recursos a pessoa fica à mercê de vários imprevistos financeiros que podem arruinar sua tranquilidade diante de uma intempérie financeira.

Muita gente me pergunta como deve proceder após a formação da sua reserva financeira. E é uma pergunta válida, já que um mundo de possibilidades se abre diante do investidor. Mas antes de irmos adiante, queria dar uns passos atrás, relembrar alguns conceitos-chave, incrementar algumas ideias e irmos adiante procurando responder à pergunta sobre o que fazer após a formação de sua reserva de emergência.

 

O que é a reserva de emergência?

Se você está escutando esse podcast pela primeira vez ou ainda não escutou os anteriores, vou te dar uma cola rápida: a reserva de emergência é aquele recurso acumulado para situações que podem ser importantes e, muitas vezes, urgentes em sua vida e necessitarem de um bom recurso financeiro até que as coisas se restabeleçam.

 

Tamanho da Reserva de Emergência

O volume desse recurso deve ser calculado tomando como premissa o seu risco profissional (se servidor público, se profissional de empresa privada, se empresário ou profissional liberal, por exemplo) e o seu padrão de gastos habitual (que é identificado a partir de um diagnóstico financeiro, coletando e organizando informações detalhadas de, pelo menos, os últimos 3 meses).A partir daí é estimado um montante que pode variar de 3 vezes a 12 vezes o valor que é gasto habitualmente pela pessoa ou família. Para ter mais detalhes sobre esse assunto, te recomendo revisitar o episódio 25.

Um ponto muito importante que a maioria das pessoas não percebe é que a reserva de emergência não serve para situações que têm caráter permanente. Ela está atrelada a necessidades mais imediatas, como um problema de saúde que precisa ser tratado com rapidez e precisa-se de dinheiro para isso; para a manutenção (ou pelo menos suporte) de um padrão de vida até a recolocação profissional, no caso de desemprego; conserto de algum instrumento de trabalho, como carro, computador pessoal, etc.; e outros imprevistos nesse tipo de categoria que precisam ser resolvidos para que você continue sua vida. Observe que para aquelas necessidades que podem se configurar como permanentes, a reserva de emergência pode ajudar na fase de adaptação, mas ela não vai durar para sempre: para isso que existem os seguros. Uma situação de sinistro em que exista invalidez temporária ou invalidez permanente, por exemplo, a reserva não vai durar – esse, definitivamente, não é o propósito dela.

Outro ponto importante é que, se você estiver investindo em outros produtos mais arrojados, em outros projetos, e caso a reserva seja usada, a recomposição da reserva deve se tornar prioridade. Esse recurso está lá para te ajudar se acontecer um tropeço no meio do caminho e ele deve ser restabelecido com prioridade em caso de uso.

Observe que a reserva de emergência não tem o propósito de te ajudar em situações de descontrole financeiro, como uma descompensação no cartão de crédito ou algo do tipo. Você pode até usar o recurso para não pagar mais juros, mas essa não é a finalidade da reserva. Se isso acontecer, recomponha a reserva e mais: seja bastante cuidadoso para o descontrole financeiro não voltar a acontecer – geralmente esse tipo de situação é bem mais comportamental do que financeiro.

 

Um mundo além da Reserva de Emergência

Você se esforçou durante meses, talvez alguns anos, para formar a tão importante reserva de emergência. E agora fica se perguntando qual é o próximo passo, correto? Isso é fácil, apesar de não ser necessariamente simples: o próximo passo quem define é você!

Lembra quando você estava arrumando sua vida financeira, saindo das dívidas (e prometendo nunca mais voltar para lá!), talvez recebendo seu primeiro salário ou sua primeira remuneração e junto com esse recurso vinham sonhos, ideias, desejos e propósitos? Aí você começou a estudar, a escutar podcasts, assistir vídeos e entendeu que o primeiro passo era formar essa tão trabalhosa e importante reserva de emergência. E agora acabou. Está formada. Pois é… o próximo passo deve ir em direção aos seus sonhos: e talvez eles sejam muitos!

Eu escutei uma frase que faz todo sentido, até postei em meu Instagram há algumas semanas: “Sonhe e ouse sonhar, pois você não irá além de seus sonhos”. Vou repetir para você pensar com mais calma, talvez até anotar para apreciar com mais tempo: “Sonhe e ouse sonhar, pois você não irá além de seus sonhos”. Eu não tenho como definir aquilo que você quer fazer com sua vida e nem com seus recursos financeiros. Meu trabalho é facilitar, instruir, fazer os pontos de interrogação virarem pontos de exclamação (ou pontos finais); meu trabalho é fazer você pensar por conta própria, te provocar!

Lá no episódio 21, no primeiro podcast que produzi para o Investidor Inteligente quando assumi as publicações, eu tratei um pouco sobre isso; fiz uma provocação com a seguinte pergunta: qual deve ser a primeira pergunta antes de investir? E também nos episódios 27 e 67 eu comecei a dar uma luz sobre como definir bem suas próprias metas, orientações que servem para outras áreas da vida, além da financeira. Se a curiosidade bateu, volta lá para aumentar sua clareza sobre esse assunto!

Você já entendeu que o sonho é seu: você quem determina tamanho, propósito, finalidade, com quem vai realizar, você quem estima os prazos. Isso é seu ou pelo menos da sua família. Mas e aí? Como prosseguir após a formação da reserva de emergência?

 

Conhecimento sobre investimentos e perfil de investidor

Uma coisa muito importante que acontece, principalmente no momento atual em que nos encontramos em um cenário de baixas taxas de juros, é que a maioria das pessoas fica tentada a procurar investimentos com maior rentabilidade. Tem nada de errado com isso desde que você saiba com clareza quais são os riscos e o que você está fazendo.

 

Nível de conhecimento

Se você está escutando esse podcast pela primeira vez, eu vou falar isso com bastante regularidade e já disse isso outras vezes: quanto mais elaborado for o investimento, e provavelmente estamos falando de renda variável e ativos que possuem alto grau de risco, mais o investidor tem que se capacitar, tem que aprender, tem que estudar. Sem esse esforço, o investidor fica à mercê dos modismos, das falácias de pessoas com más intenções, pode se expor a um risco muito maior do que aquele que está disposto a correr e além de várias outras possibilidades pode ter que assumir aquilo que investidor e pessoa nenhuma gosta: prejuízo.

Então se você quer investir em ativos financeiros mais arrojados, principalmente se for por conta própria, sem orientação de algum profissional mais experiente e capacitado, invista em conhecimento. Entendeu bem a parte teórica? Testa aquilo que você aprendeu com pouco capital – se vier algum prejuízo devido a sua inexperiência ou mesmo algum revés do mercado, o prejuízo é mínimo. Sempre existe oportunidade no mercado, não precisa ficar ansioso que está perdendo o momento da vida. Se você não está preparado para aproveitar a oportunidade, tentar fazer e der errado, essa ganância pode consumir o esforço de seus projetos por alguns anos. Cuidado! Warren Buffet, considerado o maior investidor em ações do mundo, tem uma frase célebre: “não se testa a profundidade do rio pulando de cabeça: se testa a profundidade com a ponta dos pés”.

 

Perfil de investidor

Outro aspecto muito importante é a sua tolerância ao risco que tem a ver com o seu perfil de investidor. Todos os ativos, independente se são de renda fixa ou se são renda variável, oscilam. Uns muito pouquinho, outros oscilam muito mais. Essa oscilação é chamada de volatilidade e a volatilidade é, talvez, a principal medida de risco. Portanto, quanto menos volátil um ativo ou uma carteira de investimentos, menos arriscada ela é; por outro lado, quanto mais volátil um ativo ou uma carteira de investimentos, mais arriscada ela é. Falando de carteira de investimentos, em que existe mais de um ativo na composição, ela pode ser composta tanto por ativos menos arriscados, quanto ativos arrojados. É o peso, o tamanho da proporção dos recursos financeiros alocados em cada ativo individualmente, é que vai determinar se ela tem mais ou menos risco.

Por que toda essa explicação, Phillip? Tem investidor que não tolera oscilação, não tolera volatilidade, não tolera a possibilidade de ter menos retorno ou mesmo de ter prejuízo em seus investimentos. Um investidor com esse perfil de não tolerar risco, é um investidor conservador (em alguns casos até ultraconservador): ele está disposto a ter menos retorno desde que tenha o menor risco possível. Por outro lado, aquele investidor que tem maior tolerância à oscilação, pode ser um investidor moderado ou agressivo: esses investidores geralmente buscam retornos maiores e, por isso, estão dispostos a correrem mais riscos (de prejuízo, inclusive). Mas até os investidores agressivos, desde que não sejam jogadores compulsivos no mercado financeiro (aí pode ter um transtorno psicológico associado), não são 100% agressivos, não arriscam todo seu patrimônio em jogadas loucas que podem fazer perder tudo de uma vez só.

 

Como prosseguir após a formação da reserva de emergência?

Primeiro: conheça o seu perfil como investidor – a princípio, não invista em ativos que não tenha muita familiaridade, exceto se for instruído e acompanhado por um profissional que te explique os pormenores de cada aplicação.

 

Segundo: se quer ter retornos maiores do que os produtos da renda fixa oferecem, invista pesado em conhecimento, em bons livros, em bons cursos. Tome cuidado com vídeos na internet: tem muita gente que contribui com conhecimento bacana, mas também tem muita gente que traz informação porcaria que te induz emocionalmente a fazer maus negócios.

 

Terceiro: “Sonhe e ouse sonhar, pois você não irá além de seus sonhos”. Transforme sonhos em objetivos, mais concretos; faça com que seus objetivos se tornem degraus, as pequenas metas que você precisa percorrer para viver o seu sonho.

 

Espero que tenha gostado do episódio de hoje! Essas dúvidas são muito comuns entre investidores iniciantes, que ainda estão dando os primeiros passos nesse mundo financeiro cheio de propaganda, ostentação, oportunidades, modismos. Lembre-se que o que o outro está vivendo (ou está mostrando que está vivendo) pode não ser, necessariamente, realidade. Portanto, defina o seu próprio caminho, de preferência sem se comparar com os outros. Você pode até conseguir ter aquilo que o outro tem: mas saiba, você vai ter que pagar o preço por aquilo que deseja.

 

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O link vai estar disponível na descrição do episódio!

Ficamos por aqui e até a próxima semana com mais uma dica!

Aqui é Phillip Souza, o Investidor Inteligente!

 

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